
A 48 horas da posse de Cavaco para um segundo mandato, regressa o velho ódio "politológico" contra o Chefe de Estado. Quem lesse, por exemplo,
Adelino Maltez, sem saber da "estima" que o ilustre professor e politólogo nutre pelo homem, poderia pensar que, em Belém, está sentado um inconsciente irresponsável que ignora ostensivamente a realidade nacional e internacional. Todavia, se esse alguém se der ao trabalho de ler o
post até ao fim, e cruzar um ou dois parágrafos, facilmente constatará que a "pato-logia" (do "pato" do título do
post e não outra coisa qualquer) provém mais do enunciado do que daquilo que o enunciado pretende transmitir. Se eu escrever, de trás para diante e de diante para trás, que
«o presidente, em Portugal, apenas tem poder de afinamento estratégico, mas desde que desenvolva a criatividade típica dos indisciplinadores colectivos que tenham a sabedoria da racionalidade complexa e apostem na aventura da refundação da pátria e dêem voz à tradicional engenharia dos sonhos» ou que
«falta a sabedoria da racionalidade complexa, aquela que mistura a honra com a inteligência, o racionalismo finalístico dos bons economistas e da razão de Estado, os que sabem navegar nos cenários bem demarcados do planeamentismo, com o racionalismo axiológico da moral de convicção», fico mais "pato-lógico" ou menos "pato-lógico"?