15.9.03

O NARCISO DOS LEITÕES

Não sei se repararam que a homilia dominical do Prof. Marcelo, desta feita, terminou de forma diferente. Antes de prosseguir, esclareço que mantenho pela figura grande estima pessoal e política, para além de sermos intermitentes companheiros de banhos no Guincho, preferencialmente fora das épocas habituais. Como dizia, Marcelo, em vez de sugerir as habituais leituras (por onde, aliás, tinha começado), no fim da prédica puxou de uma caixa que continha um leitão e ofereceu-a ao incrédulo jornalista de serviço, advertindo-o de que só não tinha trazido o vinho espumante que normalmente acompanha aquela iguaria, porque seria "pornográfico" (sic). Pelo meio discorreu sobre o 11 de Setembro, a remodelação que Barroso deve fazer, mas só para o ano, lá para o meio (que maldade!) e elogiou o discurso do "braço direito", como qualquer coisa muito bem feita, muito bem estruturada, mas muito longa e fora de tempo político (o Dr. Barroso, the number one, já tinha esgotado a sessão, uma segunda maldade). Tudo visto e ponderado, o melhor da prestação marcelista foi mesmo o leitãozinho. Teve o seu quê de felliniano, mas conseguiu dar uma excelente imagem do estado larvado a que tudo isto chegou ou está a chegar. Porém, quem é que entre o Governo, o PS, o déficit ou o Sr. Bush, não prefere um naco de leitão do Sr. Narciso, acompanhado por umas batatinhas fritas e um sedoso espumante? Grande Marcelo....

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