18.11.11

ACABAR COM UMA RIDÍCULA ILUSÃO

«Em 37 anos não apareceu uma única obra decente de dramaturgia portuguesa. Apareceram romances em grande quantidade, apareceu poesia, apareceram livros de história ou de memórias. Não apareceu uma única peça digna desse nome. Até o Teatro Nacional D. Maria II, na impossibilidade de se ficar eternamente no Frei Luís de Sousa, apresenta geralmente traduções. De resto, não lhe falta só dramaturgia portuguesa. Também lhe falta público. Uma noite no D. Maria é uma noite soturna. Francisco José Viegas cortou o orçamento (um milhão de euros) deste longo equívoco. Foi inteiramente justo. E, quando Diogo Infante resolveu recorrer à intimidação, não hesitou em o demitir. Chegou a altura de acabar com esta ridícula ilusão que em Portugal se chama "teatro".»

Vasco Pulido Valente, Público

10 comentários:

Fado Alexandrino disse...

VPV continua a escrever sobre aquilo que ele julga que se passa fora das quatro paredes onde vive.
A última peça que vi lá "Um eléctrico chamado desejo" esteve sempre esgotada.
Julgo ser a altura de o senhor, que tem muito mais "mundo" do que ele o chamar para a realidade.

Anónimo disse...

Tem azar, o vasquito, sempre que lá vou está cheio de gente.

Xico disse...

Eu quis ir ver "Um eléctrico chamado desejo" e não consegui bilhetes...

Anónimo disse...

O Teatro Nacional do Sr. Vasco pode ser "soturno" mas eu nunca lá fui, nem sei onde fica...o D. Maria II sei onde é e as vezes passo lá um bom serão. Nada "soturno" e quase sempre com gente suficiente para encher o sitio.

Ass: Romão

Anónimo disse...

Parece-me "a mim" que as pessoas que "enchem" estes espaços subsidiados são sempre as mesmas. Se gostam tanto, paguem integralmente. Eu não tenho que ser assaltado por essa coisa imunda chamada "fisco" para subsidiar os gostos "requintados" delas.

PC

Anónimo disse...

ViVÁ Revista , VIV oh PARK MAYER.

António Bettencourt disse...

Que tremenda estupidez! Nunca fui ao TNDMII que a sala, pelo menos a plateia, não estivesse completamente repleta. Isto para já não falar no papel cultural do TN com os seus cursos, projectos, visitas didácticas etc. Este VPV, geralmente certeiro, mete aqui uma grande pata numa grande poça. Dito isto, concordo que há um enorme défice de teatro português e sobretudo com a demissão desse senhor Infante lá colocado pelo poder Socratista. Agora sim, vamos lá ter um verdadeiro homem de teatro e não um menino bonito e mimado.

Pedro disse...

Portanto, o João Mota, esse "grande nome do teatro português" é uma "ridícula ilusão". Está bem. O que vai esse grande vulto fazer para o Dona Maria, afinal?

Anónimo disse...

Realmente, o teatro não é o nosso forte. E, às vezes, os homens que por lá andam fazem tudo para acabar com ele.Eu, por exemplo, há muito que não ponho os pés numa plateia porque me fartei do teatro-propaganda-política. Fiquei farto de bispos com mitra na cabeça e capa pelos ombros, de capitalistas barrigudos a fumar charutos, de polícias que batem no pobrezinho do político da oposição...Chega!

Pedro disse...

António Bettencourt, se com esse menino mimado, que lá foi colocado pelo poder socratista, a casa funcionava como diz, com o tal verdadeiro homem do teatro, esse portento, como é que a coisa funcionará? Deve transformar aquilo na melhor sala de teatro do mundo e arredores. Eu começo mesmo a ficar muito curioso com o resultado disto tudo.