O bom do dr. Barroso, nesta entrevista, quer mostrar à pátria que nunca a esqueceu. Mesmo naquele momento de mesquinhez e de oportunismo em que desertou de 1º ministro para Bruxelas, era na pátria que pensava. Barroso já percebeu - basta falar com ele cinco minutos - que Sócrates precisa ser empurrado para as questões europeias e do mundo. Barroso, o cínico, leva-o pois de carrinho e, de caminho, a ele mesmo. Também não quer o "tratado de Lisboa" referendado - diz em letra de forma o que Sócrates ainda não pode dizer - e, ao contrário deste, já não é aprendiz de feiticeiro junto dos "grandes" do mundo a quem trata por "tu". Depois, afirma, tem saudades de Portugal e do sol. Quer regressar, não sabe, como de costume, quando e para quê. Nós sabemos. Só peço a Deus que não coloque as coisas de tal maneira que me force a ter de o engolir numa outra sua encarnação política. Decididamente não merecemos o dr. Barroso e o dr. Barroso não nos merece.
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