23.4.08

LER LITTELL


Não faço parte de nenhuma seita ou mandarinato. Muito menos "escrevo". Consequentemente não chafurdo na feira de vaidades do "meio". No entanto, leio. O Francisco José Viegas, com muita generosidade, achou que eu podia dar duas ou três razões - na revista Ler à qual regressou como director - para o leitor se aventurar n' As Benevolentes, de Jonathan Littell. Todavia, I am not my own subject. O que vale mesmo a pena são as novecentas páginas de Littell e a Ler, em geral, cujo número de Maio "saiu" hoje.

2 comentários:

Anónimo disse...

na minha profissional e pós-profissional funcionei sempre por objectivo tanto quanto mo permitiram. acidentalmente fui director duma revista profissional enquanto membro duma comissão administrativa. a direita festiva afastou-me da dita comissão numa assembleia selvagem ocorrida durante as minhas férias.curei-me.
alguns chamam democracia a isto
balde-de-cal

Ângela disse...

Não há, de facto, como aconselhar a leitura de "As Benevolentes".
A vontade de ler, seja o que for, deve vir do próprio leitor.
Quanto a Littell, só posso admirar a sua capacidade de dar ao leitor uma imagem de narrador tão desprendido dos horrores que descreve com a diplicência de quem está a fazer uma coisa banal. É esse o seu dom... E é esse o imenso "murro no estômago" que o livro me vem provocando.