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<strong>MEDITAR</strong><br /><br /><br /><img src="http://www.archaeonia.com/images/empedocles.jpg" border="0"<br /><br /><br />Não é só dos dias de hoje que a megalomania e o anseio de superioridade perseguem o homem, desde o comum mortal, ao "político" ou ao espírito mais elaborado e lúcido. Empédocles, um filósofo do século V, escreveu isto: <strong>"Mas porque insisto neste ponto, como quem executa grandes feitos, se eu estou acima dos mortais, homens tão destroçados?"</strong> Para quem aprecia a altivez serena do pensamento antigo, Maria Helena da Rocha Pereira tem publicada e reeditada nas <em>Edições ASA</em>, uma <strong>Antologia da Cultura Grega, Hélade </strong>, que pode ser consultada intermitentemente, sempre que o desvario insane do nosso quotidiano de "homens destroçados" nos dê descanso. Empédocles, conta-se, para mostrar a si próprio e ao mundo que era divino, ter-se-á suicidado na cratera do Etna. No dizer do filósofo, a divindade é algo que <strong>"não é dado acercarmo-nos à vista dos olhos, ou agarrá-la com as nossas mãos, que é a estrada principal de persuasão, que vai dar à mente dos homens"</strong>. Na magnífica peça de Hölderlin, <em>A Morte de Empédocles</em>, há uma frase que registei depois de a Cornucópia a ter levado à cena há uns três anos: <strong>"aos mortais nada é dado de graça". </strong>Vale a pena meditar na sabedoria destes mortos talentosos.
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