1.3.10

NARCISO DE SOUSA TAVARES

O programa de Sousa Tavares na SIC é um pretexto para Sousa Tavares "desenvolver", ao vivo e a cores, as suas "teses" semanais escritas no Expresso. Se todos os jornalistas que escrevem nos jornais desatassem a ter programas de televisão para este efeito, o jornalismo doméstico (que já é o que é) seria puro proselitismo. Em versão narcísica nota-se mais.

26 comentários:

Anónimo disse...

subscrevo integralmente,J.G.............

Anónimo disse...

Aquilo hoje foi de uma tristeza confrangedora. Parecia um policia a entrevistar outro policia. Só que um sabia do que estava a faar e outro não.
Se da primeira vez não iludiu, da segunda então desiludiu MESMO.

Finito.

Fado Alexandrino disse...

Já tinha sido a minha primeira impressão e aliás MST só tem quatro ou cinco assuntos que explora até à exaustão.

Como é que ele chegou a ser considerado uma das vozes mais influentes aqui do Tugal?

Anónimo disse...

Os senhores são mesmo uns cavalheiros. Eu é que não aguento, nem um segundo, esse pássaro.

Anónimo disse...

Lamentável entrevista, feita por um entrevistador incompetente, que desconhece as regras básicas do jornalismo. Como é possível que o entrevistador fale mais que o entrevistado, que as ideias do entrevistador se sobreponham às ideias do entrevistado? Só num país de labregos que idolatra um labrego como o Sousa Tavares.

Zé Luís disse...

Não gostei, tão interventivo desta vez que roçou o despautério.

Pelo andar ainda o recusarão como à Manuela, ou será mais conivente com outra gente...

Anónimo disse...

Um pouco de inveja … talvez?

Manuel Brás disse...

... e o MEU conceito de jornalismo

Num mundo tão opinado
sem, contudo, questionar
vive um iluminado
que muito faz por enfunar!

Fazendo assim por dilatar
a locução enfatuada,
ganha razão de se detestar
essa postura festoada.

Anónimo disse...

Algumas saudades do "Terça À Noite". Este "Sinais do Fogo" é MST a assegurar os serviços mínimos. Se foi para isto que ele quis a "liberdade" que dizia não sentir na TVI mais valia ter lá ficado ou, pelo menos,dedicar mais tempo a escrever os seus livrinhos.

Toninho disse...

Boa noite.

Durante o dito "púgrama" e enquanto "alimava" um "ajuntado" grupo de carapaus, lá ia retendo algumas ideias sobre ao que assistia, sempre na expectativa de aqui lhe vir fazer uma visita.

Na semana passada e pelo "chispe" de MST, assistimos todos ao que de melhor se produz em Portugal ao nível de "maquinaria" de lavagem e tinturaria.

Hoje e sem contestação que me atreva, demos um passo em bem em frente, desta vez mais centrado nas tecnologias da "centrifugação".

Pelo manual do "figurino" e disso cedo me convenci, assistiu-se a um 2º julgamento do polícia Amaral com sentença lavrada antes de qualquer explanação prévia de defesa, claro está superiormente conduzida por esse alarve "magistrado" do regime que "diz" escrever em momentos de ócio, uma espécie de romances.

Aguardemos então pelo próximo "electrodoméstico".

Cumprimentos.

João Costa disse...

Já deixei de dar para o peditório desse cabotino há muito tempo. O homem está cada vez mais convencido do seu génio, quando não passa de facto de um Narciso com tiques mitómanos. E bons genes não lhe faltam.

A coragem, essa só se lhe nota, de vez em quando, sobretudo quando o "opositor" é presa fácil.

radical livre disse...

não reproduzo o que há anos lhe disse uma peixeira na praça de Campo de Ourique

Anónimo disse...

É, por vezes estas ironias tropicalíssimas entram porta dentro para nos divertir, mas merecem sublinhado, apesar de tudo:

Enquanto o Sousa Tavares se atira para a sarjeta tentando amortecer a sujidade com o pensamento fixo no nariz de Sócrates, eis que Mário Soares recupera alguma decência com isto hoje no DN:

"A Comunicação Social tem vindo também a degradar-se, na imagem pública, dada a sua falta de isenção, com felizmente algumas honrosas excepções. Com a concentração dos órgãos da Comunicação Social - imprensa escrita, falada e televisões - em três ou quatro fortes grupos empresariais, têm vindo a desaparecer, paulatinamente, os grandes jornalistas independentes, que fizeram escola, nos anos que se seguiram à Revolução. Hoje, para sobreviverem, os jornalistas independentes têm poucas opções, como se sabe. Surgiram, em compensação, comentadores que não são jornalistas, nem obedecem à deontologia profissional, mas que, em geral, seguem as empresas que os convidam. Permitem--se opinar sobre tudo, avaliando os políticos e os partidos de forma frequentemente irresponsável. Alguns especializaram-se em pôr o nosso país de rastos, diagnosticando os males da Pátria, sem se darem ao trabalho de adiantar as soluções…".

E ainda isto:

"O tempo passa, os acontecimentos, às vezes perturbantes, sucedem-se, tanto interna como externamente. A situação interna, não podemos deixar de reconhecer, degrada-se, centrada como está no imediatismo - e nos faits divers - sem um plano estratégico, a médio prazo, para sairmos da crise. Tudo se joga no dia-a-dia, sem uma visão coerente de futuro, ao menos, para os próximos três a quatro anos.

Vamos ver se o Programa de Estabilidade e Crescimento, que está atrasado, em relação ao prazo que nos foi dado para o apresentar, pela União Europeia, nos traz uma lufada de ar fresco e ideias novas, claras e consistentes - não seja meramente economicista - de forma a restabelecer a confiança dos portugueses nas suas instituições democráticas. Confiança, diga-se, que começa a estar abalada."

O homem, Mário Soares, agora já pode voltar a dizer estas coisas, com a queda de Alegre no regaço aconchegante de Sócrates... querem ironia mais... como dizê-lo... miserável!!???

Rita

A. Pinto Pais disse...

Não vi e não gostei.
E vou continuar a não ver e a não gostar.

Anónimo disse...

Não tinha boa impressão do Gonçalo Amaral. Hoje tenho. Um bom profissional que revelou uma capacidade de contenção extraordinária.
Quanto ao Miguel Tavares, também ficou bem revelado a falta de qualidade jornalística, a presunção, o vácuo intelectual.contrataram-no...
Quanto à SIC... tem que o gramar.

jaa disse...

Depois de Sousa Tavares criticar mais o Sol por se ter «posto a jeito» ao aceitar ter o BCP como accionista do que quem manobrou para que o BCP/CGD lhe cortasse os financiamentos, já nem fiquei para assistir à entrevista.

Anónimo disse...

Discordo totalmente. De facto MST apresenta as "suas" teses, como o faz em qualquer espaço. Não vejo aqui qualquer mal, pelo contrário, é um opinador livre, ao contrário do politicamente correcto de quase tudo o que se assiste. Neste país, só peritos podem entrevistar outros peritos. Basta ver o 60 minutes, os peritos respondem a dúvidas comuns, incisivas, sobre as suas actividades, sem se ofenderem. O que vi ontem foi um inspector seboso, casmurro, que a nada respondeu.
Sinceramente, as questões foram pertinentes, o interesse seria percebermos como funcionou (ou não) o processo, e questioná-lo, ninguém tem que se ofender. Qual o problema de se explicar o porquê da insistência daquela tese horrível? ele teve a oportunidade, e nada, apenas uma imagem de incompetência, de trabalho preguiçoso, e já agora de medo, que uma coisa daquelas não me aconteça.

jccl disse...

os meus cinco tostões:

- O MST quis ser e foi Investigador, Procurador, Juiz e até quase Carcereiro para executar a "pena"; De jornalismo e entrevista, o programa teve nada;

- Perguntou algumas coisas, opinou muito mais, mas nunca teve a decência de deixar responder o entrevistado... deve ser privilégio só garantido aos seus "amigos"...

- O entrevistado, do qual conheço pouco, não tendo opinião formada, e portanto esperava expectante pela entrevista para me ajudar com mais alguns factos a formar opinião pessoal (ainda que não definitiva), foi suficientemente educado para não fazer exactamente o mesmo que MST fez a Manuela Moura Guedes, quando ela insistentemente o impediu de dar respostas em directo com as suas interrupções; Gonçalo Amaral não deu respostas porque não o deixaram falar; uma entrevista não é, nem um debate, nem um combate de boxe; pretende-se que com perguntas inteligentes o entrevistado possa explanar a sua versão; se o entrevistado entrar em contradição com factos, resultado das inteligentes questões, torna-se auto-evidente para todos, não é preciso interpretação de maior; É isso que fazem no Sessenta Minutos: questionam e esperam pelas respostas, questionando de novo se necessário, até eventualmente se existir contradição, deixarem o questionado sem resposta (e não impedindo-o de responder como MST fez).

Em resumo, uma brilhante contribuição para o zapping. Não augura nada de bom para as esperadas audiências e a partir de ontem não estou a ver muita gente senão os "amigos" a aceitarem ser "entrevistados", i.e. encostados a um canto e "espancados".

JCL

PS Que saudades dos tempos iniciais de MST como entrevistador...

Anónimo disse...

Apesar de só ter assistido aos últimos 5/7 minutos do programa/suposta entrevista - nem tanto porque no segundo minuto "já estava a caminho" do meu portátil para enviar um email à Sic, aos Sinais de Fogo, ao Dr. Miguel M.B.A. de Sousa Tavares, jornalista - subscrevo a maioria do que aqui foi escrito. O Sr. Jornalista, advogado ( profissão que não sei se alguma vez exerceu)elevou-se no seu púlpito, passou a juiz e resolveu acusar o entrevistado que, devido às suas parcas capacidades em se expressar oralmente e sendo aliás impossibilitado de falar, foi literalmente engolido. E nós tivemos de "aturar" as ideias do Miguel, o que ele pensa da Leonor Cipriano, do casal McCann e dos casos em si. Como se nos interessasse alguma coisa a sua opinião.Como se ele tivesse algum direito de a dar, como jornalista.

O Miguel que vá de férias...!

Anónimo disse...

Não sei se repararam mas na entrevista ao presidente do conselho não teve metade da acutilância revelada na inquirição a G.Amaral.
Fraco com os fortes, forte com os fracos. Grande cabotino.

Carrilhão de Mafra disse...

Alinho pela quase unanimidade dos comentários aqui expressos: lamentável a todos os títulos a condução da pseudo-entrevista conduzida por MST. O entrevistador transformou aquilo que devia ser uma peça de esclarecimento, uma entrevista ao ex-inspector da PJ, num mero exercício de acusação por parte do jornalista. Com a agravante de lhe ter atropelado sistematicamente a explanação das suas teses. Ficou-me a convicção de que estava ali muito mais valorizado o objectivo do reforço das opiniões já conhecidas de MST sobre o caso Maddy do que verdadeiramente o esclarecimento do público telespectador. A pior prestação que algum dia vi a Miguel de Sousa Tavares, nitidamente a precisar que alguém lhe relembre (ou ensine) qual é o papel do entrevistador e o do entrevistado no acto da entrevista.

M. Abrantes disse...

Sousa Tavares é, a espaços, um dos maiores aliados do regime. Deixei de o ler e de o ouvir. O regime é enjoativo.

Anónimo disse...

MST está grávido ! E são gemeos ! Ou melhor : gemeas ! A vaidade e a arrogancia ! Mas é uma gravidez que não chegará a bom termo ,antes disso de tanto inchar rebentará como o sapo da história .

Nauseated Portuguese

Anónimo disse...

Relembro a tese que ele defendeu no outono passado na TVI a propósito da cimeira de Copenhaga: O aquecimento global era um facto indiscutível e indesmentível. E a prova (científica, claro) é que ele (MST) há dois anos que não vestia o sobretudo. E, a seguir, veio o inverno...

Anónimo disse...

O MST apreendeu e aprendeu bastante bem durante o tempo que esteve com a Manuela Moura Guedes. É pena que questione e responda pelo entrevistado. Ficamos a saber apenas a opinião do MST e não de quem quer que ele convide para o programa. É pena que haja alguém com tanto narcisismo...

Fado Alexandrino disse...

acusar o entrevistado que, devido às suas parcas capacidades em se expressar oralmente

Sim, mas que Diabo, é um inspector ds PJ, se ele não sabe usar a palavra então estamos muito mal.