30.3.10

NÃO SOMOS TODOS PARVOS


Também tem toda a razão. «Quem travou amizades na mailing list do circuito Lux-Frágil pôde discorrer entre vodkas-tónicos sobre as orgias homossexuais de um figurão das noites Lisboetas — eventos cuidadosamente encenados, dizia-se, em que os mais jovens não iam para a cama com o Vitinho. Fora de Lisboa o fenómeno tinha outro bucolismo: o pai chegava bêbado a casa, dava um sopapo na mulher e uma pinocada na filha. Na manhã seguinte esta ia guardar cabras, como de costume, e aos treze anos dava o salto para França com o irmãozinho nos braços. Agora, em 2010, a Igreja assume que encobriu a pedofilia. Dizem que leva umas décadas de atraso. Pois leva. Mas não é a única, nem somos todos parvos.»

3 comentários:

disse...

Já ando há uns tempos para perguntar:
que é feito da colaboração desse ALMa caridosa?

Anónimo disse...

««Mas não é a única, nem somos todos parvos.»»

Pois. Uma forma airosa de não dar grande importância à coisa. Pena que não tenha sido tamanho pensador a deixar o cu à frente da mangueira dos padres.

Anónimo disse...

A imagem que ilustra este post é excelente. Era a que eu escolheria para um post sobre o Carlos de Menorca...