31.3.10

TOMA LÁ A CARTA, DÁ CÁ A CARTA


Então o dr. Gama, 2ª figura do Estado, estava à espera que uma "vedeta" lhe mandasse a carta como? Pelo correio? Não se esqueça que, de acordo com os mais refinados tenores do regime, a senhora é uma "vítima" da maledicência, etc., etc. O dr. Gama ainda tem muito a aprender com estes cristãos-novos do seu partido de antes de "Abril". Isto é tudo "filhos da madrugada".

6 comentários:

radical livre disse...

os cronistas do séc. xv
referiam-se à viagens "ao país dos alarves"

Manuel Brás disse...

Sobre os filhos da madrugada...

I Parte

A erudição tecida
em ideais mal firmados
numa base retorcida
de fiapos declamados.

Tantas madrugadas por nascer
após noites escurecidas
com o país a desvanecer
nestas décadas esquecidas.

II Parte

Da abastança colectiva
em frioleiras refinadas
brota gentalha defectiva
de atitudes inquinadas.

Tantas pedras rutilantes,
quais cartões plastificados,
deixam alguns ululantes
por galardões emporcados.

Silveira disse...

Já passa da meia-noite, é 1 de Abril, dia do sócrates.

Anónimo disse...

O quisto repelente

Actualmente tem coluna cativa num jornal. de quando em vez aparece na TV. Sempre como Catão, lutador pela moralidade, perseguidor da incoerência, polícia dos bons costumes em matéria política. Vocifera, enxovalha, ridiculariza.
Pouquíssimos sabem que purga um quisto repelente, uma sífilis de juventude, purulenta, pestífera. Queria então ser assistente universitário. A vigilante PIDE não deixou. O rapaz não se conformou. Era uma carreira que lhe vedavam. Meteu requerimento. Na António Maria Cardoso, onde foi pelo seu pé, ajoelhou, servil. Jurou fidelidade à Constituição de 1933, abjurou, justificou com inconsciências o que eram ousadias radicais. Denunciou colegas. A polícia tinha organizado uns autos que, para macaquearem os dos tribunais, ostentavam na capa o título «autos de revisão». O jovem candidato indicou testemunhas. Só uma se dignou, respondendo por escrito, por ser juiz conselheiro. Fez um cínico depoimento de ouvir dizer: que lhe diziam que o rapaz hoje era outro, que só queria livros e boas maneiras, conformismo, obediência. O outro, director dos serviços de Censura à imprensa, nem lá pôs os pés. No final os «pides» opinaram que sim, que o colaborador rapaz já oferecia garantias de cooperar «na realização dos fins superiores do Estado».
Seguiu-se uma biografia. Uma típica biografia. Hoje tem o fígado carcomido, no que a maldade ajuda. É desta massa que eles se fazem. Produto da polícia é ele próprio um «chui».
Se adivinharem quem é não tem importância. Ele há tantos....

Anónimo disse...

E como se tanta desgraça não bastasse, sua esposa foi madrinha de baptismo ao "bota-a-baixo" do submarino "Trident".

Um submarino já com história e para a história.

A

Rui

LUIS BARATA disse...

Mas o Dr.Gama já avisou que a resposta à pública carta ia ser também pública.
Terá tido a Inês medo que a missiva se perdesse nos corredores de S.Bento?