7.3.10

A EVIDÊNCIA


«O presidencialismo iria, pelo menos, diminuir a importância dos partidos na vida política portuguesa e, o que é mais, no Estado. Um Presidente não estaria submetido à rede de corrupção e de clientelas, que um primeiro-ministro precisa sempre de respeitar e alimentar. Desde a escolha do pessoal dirigente (do governo ao funcionalismo) às relações com a administração local e com a gente dos "negócios" (que em geral não se recomenda), um Presidente seria na prática mais livre do que um primeiro-ministro. Uma liberdade que é a condição das reformas que Portugal pede e torna a pedir, enquanto as reformas se vão deturpando ou adiando entre as querelas das facções, que, para meu espanto, o próprio Soares anda por aí hoje a lamentar.»

Vasco Pulido Valente, Público

6 comentários:

radical livre disse...

degradação da mentalidade dos dirigentes e dirigidos
da magistratura
da saúde
da economia
das agressões nas escolas

bens públicos vendem-se ao desbarato
amigos peçam dinheiro emprestado ao bcp e à cgd

a seguir vendem as berlengas e a ilha do pessegueiro

siga o enterro

Anónimo disse...

"O presidencialismo"
Que espero, um qq candidato de um partido político, proponha brevemente.
Ou mesmo um candidato a PR.
Se algum deles quiser o meu voto.
Por uma questão de responsabilidade/s.
JB

Eduardo F. disse...

Um rosto e a consequente possibilidade de responsabilização. Um líder, portanto.

joshua disse...

Um presidencialismo régio, portanto.

Vai tudo dar na mesma necessidade fisiológica de independência institucional.

Domesticados, ensinaram-nos a tolerar a quinquilharia pseudo-republicana na sua rapacidade clientelar: isto não vai lá com reajustamentos a olho no Regime. É preciso pôr em causa o Regime.

Alves Pimenta disse...

No próximo fim-de-semana, ao que tudo indica, a crónica de VPV apostará em mostrar-nos que o presidencialismo seria a pior coisa que nos podia acontecer... E não deixará, claro, de elogiar o dr. Soares, que nunca foi presidencialista nem pensa vir a ser no longo futuro que o espera.
Estamos conversados, portanto.

Anónimo disse...

Um Rei é livre.
A um Presidente liga-o invariavelmente um partido.
A questão não sai daqui e consigo arrasta tudo.