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25.11.10

IRONIAS E CANSAÇOS

Foi Você que pediu um Júdice na comissão de honra? Sábias palavras, as do velho presencista Régio. Há, nos olhos meus, ironias e cansaços.

18.9.09

VÃO NAVIOS CHEIOS DE FANTASMAS...

«Vou dar o meu voto ao PS», escreve José Miguel Júdice no Público. Finalmente alguém que acabou um tortuoso período de relação com a verdade. A dele, naturalmente. Vão navios cheios de fantasmas...

22.2.09

A LISTA DE SÓCRATES

Consta que o extraordinário líder - e candidato único à sua própria sucessão - vai anunciar no congresso albanês de Espinho o nome do "cabeça de lista" para as "europeias". Freitas do Amaral, por natureza, é uma hipótese sempre disponível para tudo e o seu contrário. O pobre do dr. Ferro também, tal como o alto comissário da ONU para a tuberculose, o redondo Sampaio. E Vitorino tem seguramente mais para fazer e prefere, como sempre preferiu, tratar da vida dele. Provavelmente não será nenhum deles. Por isso, podia acrescentar-se à lista de Sócrates o dr. Júdice, um proto-Freitas do Amaral mais sofisticado e ambicioso. Como já perdeu todo e qualquer sentido da vergonha, Júdice colocou-se ainda mais um bocadinho em bicos dos pés e comparou o actual PS com o PSD de Sá Carneiro de quem, diz ele, este está mais próximo do que do PSD em vigor. Depois de ter sido mandatário do vago presidente Costa da CML, Júdice não sossega. Não era má ideia dar-lhe um pontapé para cima. Daqui para fora.

3.2.09

O ADVOGADO DO REGIME

Sobre outro dos "intérpretes autênticos" do regime, o insuportável e convertido dr. Júdice, este post da Helena Matos.

9.7.08

O REFORMISTA IMPENITENTE

Fora o dinheiro - algo que, num país de famélicos, impõe "respeitinho" - não enxergo o que é que habilita particularmente o dr. José Miguel Júdice a "comentador" da pátria. O dr. Júdice, como se não bastasse a sua ziguezagueante "intervenção" pública, também opina na SIC-Notícias com António Barreto. Aliás, são de uma comovente cumplicidade mútua. "Zé Miguel" para lá, "António", para cá e o pobre Teixeira a fazer de ponto. No último programa, de que a SIC emite excertos como se estivéssemos perante uma homilia, Júdice "bateu" na dra. Leite, nos portugueses em geral e nos funcionários públicos, em particular, por causa das "reformas" e das "mudanças". Segundo este antigo discípulo de Primo de Rivera (porventura o seu melhor "momento"), nós não apreciamos as "mudanças" e as "reformas" que nos conduziriam aos céus "socráticos". Não. "Isto" não "muda" nem se "reforma" porque os portugueses em geral e os funcionários públicos, em particular, não seguem exemplos como os do dr. Júdice, um fantástico "reformista" por natureza. O dr. Júdice, por pudor, devia privar-se de falar tantas vezes no Estado e nos seus servidores já que não tem razões para se queixar. Mais. O dr. Júdice foi vice-presidente do PSD e não consta de nenhum rodapé de jornal de província qualquer remoto contributo seu para a "mudança" e para a "reforma" da nação. Pelo contrário, o dr. Júdice está sempre atento às subtilezas do Príncipe na esperança de que o Príncipe acompanhe as suas. Lamento a entrega da opinião que se publica a estes inócuos mandarins. Com gente como Júdice, exclusivamente preocupada com a sua "mudança" e com a sua "reforma", é que, de certeza, isto não vai a lado algum. Por que é que não vai derramar para a Quinta das Lágrimas?

21.6.08

A PRIMEIRA COISA BOA

O horrível Júdice, amuado com António Costa, deixou o negócio da "frente ribeirinha" de Lisboa no meio de rasgados elogios a Sócrates e ao governo. Nunca se sabe, pensará ele, o que é que o futuro lhe reserva. É, no entanto, a primeira coisa boa que acontece no irrelevante mandato do presidente da CML.

16.6.08

O CASO PINHO

Manuel Pinho, a forma ministerial da economia, é outro caso. Eduardo Prado Coelho surpreendeu-o fotógrafo logo em 2005. Parece enfadado com tanto "investimento" e com tanto anúncio de anúncio de "investimento" reanunciado. Sente-se, digo eu, mais à vontade na cultura, área praticamente desertificada desde que ele trata da economia. Já o José Ribeiro da Fonte me dizia, há muitos anos, que onde nós não estivermos, outros estarão por nós. Pinho está. E com "investimento", pelos vistos, seguro. Como escreve o Augusto:


«Na sua edição de hoje, pág. 27, o jornal “Público” dá notícia de que “O ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, revelou sábado que o projecto arquitectónico do novo Museu Nacional dos Coches, a construir na zona de Belém, em Lisboa, está concluído e vai ser apresentado publicamente em Julho. ‘Vai ser uma obra arquitectónica marcante’, comentou o ministro durante uma visita ao Algarve [ao ALLgarve?]. Questionado pela agência Lusa sobre a data do arranque da construção do museu, projectado pelo arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, Manuel Pinho afirmou que as obras deverão começar até ao final do ano. ‘Já vi a maqueta final e gostei muito’, comentou, elogiando a qualidade do trabalho do arquitecto que em 2006 recebeu o mais importante galardão mundial da arquitectura, o prémio Pritzker.” Essa é uma das tarefas concretas da Sociedade Frente do Tejo, presidida por um convertido ao socratismo e ex-mandatário da candidatura municipal de António Costa, José Miguel Júdice, embora, em abono da verdade, para o quadro ser completo, não falta também a orientação de António Mega Ferreira, que passou directamente de director de campanha da candidatura de Mário Soares para Presidente do Conselho de Administração do Centro Cultural de Belém, em que aliás, ao longo deste ano tem seguido uma político auto-comemorativa do 10 º aniversário da EXPO-98, não hesitando sequer em reescrever história para ir forjando a sua própria narrativa. «Somos um país muito merdoso!”, afirmava o ano passado Júdice. “Quem governa tem de se encher de paciência, tem às vezes de ter vergonha de quem está a governar. Mas tem de aguentar. Porque ninguém é obrigado a governar. Quem foi para lá foi porque quis”.. As palavras fiquem com quem as prefere, já que “vergonha” certamente é algo de que Júdice não sente falta.»

17.4.08

DA RIBEIRINHA À RASTEIRINHA

Presumivelmente com medo dele, a CML não votou directamente a entrega da zona "ribeirinha" a José Miguel Júdice. O "Zé que faz falta", desde o início enfiado no bolso de trás do casaco de António Costa, "ameaçou" que, se houvesse votação, votava contra e Roseta, para salvar a "independência", disse o mesmo. Costa não levou Júdice a votos e ele, com o apoio de Sócrates, pode agora instalar-se à vontade junto ao Tejo. Nos últimos dias, o advogado fartou-se de lembrar ao 1º ministro o "compromisso" que tinha com ele e protestou a sua "confiança" na CML. Nem um nem outro o desiludiram. Na estreia de Costa na "Quadratura do Círculo", da SIC-Notícias, era bom que Pacheco Pereira - o único verdadeiramente livre de "interesses", partidários ou outros que vão dar ao mesmo - (ou o moderador) o questionasse sobre isto em vez de perderem tempo a lambuzarem-se.

5.2.08

GRANDEZA E MESQUINHEZ

O dr. José Miguel Júdice, a mais recente aquisição moralista do PS, apelidou Marinho Pinto de populista e comparou-o a Chávez e a Mussolini. Mais. Acusou-o de querer ser um candidato de esquerda, a Belém, contra Cavaco. A cabeça de Júdice de há muito que já não é o que era, apesar de, como a de todos os narcisistas, continuar a estar demasiado apaixonada por si mesma. Júdice imputa a Marinho o que porventura lhe vai na alma. Júdice gostaria de ser candidato presidencial do PS, agora ou depois. Um homem com esta ambição não precisava passar pelo vexame de ser sócio de um restaurante de luxo que só paga quinhentos euros de renda e que chega a vender vinhos a mais de dois mil. A "grandeza" supostamente não devia ser mesquinha.

28.1.08

AUTO-RETRATO

«Eu conheço-o, tive de o afastar de responsabilidades, porque é uma pessoa que não respeita os compromissos e que só pretende estar na ribalta. Acho que as luzes, o calor dos holofotes o perturbam», eis o brilhante comentário do dr. José Miguel Júdice sobre Marinho Pinto. Serve como auto-retrato.

10.12.07

UMA ATLANTICE

"Já se percebeu" que a presença de Marinho Pinto à frente da Ordem dos Advogados causa engulhos a muita gente, à costumada gente do "arco" regimental. O mais incomodado tem sido o inefável dr. Júdice que aproveitou o ensejo para "matar dois coelhos com uma cajadada". Zurze em Marinho e, pelo caminho, ainda consegue ser mais baixote nos insultos a Rogério Alves, o bastonário em exercício, a quem acusou, na SIC, de "não ter princípios." Eu não lhe teria dado o gozo de um processo disciplinar. Ia apenas esperá-lo a Carnaxide e encerrava-se o assunto por ali. A "Atlântico" publica prosas de algumas - poucas - pessoas que intelectualmente respeito. Continuem assim. Não se vendam por tão pouco.

5.12.07

AO CUBO

O mais recente factotum do regime, o melífluo dr. Júdice, "avisou" os seus colegas advogados que, ao escolherem Marinho Pinto para seu bastonário - como efectivamente acabaram por escolher -, estavam a optar por uma "tragédia ao quadrado". A potência matemática inclui o bastonário cessante, Rogério Alves, que, na devida altura, ajudou Júdice a ser eleito chefe da corporação. Não vale a pena recordar que José Miguel Júdice é "senior partner" de uma das maiores firmas de advocacia do país. E que a recomendou publicamente como interlocutora adequada para prestar assessoria jurídica ao Estado, o que lhe valeu um processo na Ordem que ele "arrumou" com um comício promovido nas respectivas instalações aquando da defesa. Júdice saiu do PSD de Marques Mendes para se aproximar de Sócrates. O sinal mais evidente desta transumância em direcção ao poder consistiu em ser mandatário do actual presidente da CML. Neste edificante contexto, é natural que Júdice ressuma o seu ódio de classe - sim, ele é fundamentalmente um homem de negócios - contra o filho do polícia (Rogério Alves) e contra o filho da camponesa e do alfaiate (Marinho Pinto). As mais recentes posições públicas do dr. Júdice reclamam um congresso extraordinário na sua cabeça. Ao contrário do que ele imagina, a nação sobrevive bem sem os seus conselhos e sem as suas opiniões. Sobrevive ao cubo.

9.10.07

SEM AUTORIDADE

A Sic-Notícias não tem ninguém melhor para comentar o PSD do que o dr. Júdice. O dr. Júdice saiu do PSD e entregou-se nos braços do regime PS, adulando quase eroticamente o eng.º Sócrates. Não tem um pingo de autoridade para abrir o bico.

4.10.07

O SANTO DA CASA

A sociedade de advogados do dr. José Miguel Júdice despediu uma sua funcionária. A funcionária processou a sociedade e veio a descobrir-se que a dita sociedade possuia dívidas à segurança social, não tendo efectuado os legais descontos. Também parece que não pagava subsídio de férias e de natal à funcionária. O dr. Júdice é o mais recente moralista do regime, apaparicado pelo PS, pelo governo e pelo dr. Costa, em Lisboa. Não seria melhor o dr. Júdice começar por aplicar a sua "moral" à sua prestigiada e rendosa sociedade em vez de nos maçar com as suas extravagantes "posições"?

30.8.07

RETRATO DE UM MERDOSO

José Miguel Júdice começou na extrema-direita. Até esteve preso no PREC por causa disso. Não aprendeu nada. Já vai no PS e só pensa, muito legitimamente, nos seus negócios. É um homem de cálculo dissimulado num homem de "afectos". Ao falar dos portugueses nesta entrevista - uns "merdosos" - está a falar de si. Deixei intelectualmente de o conhecer.

Adenda: A propósito, esta iniciativa do Diário Económico pela mão de António José Teixeira (uma série de entrevistas com gente do regime e de fora) foi a coisa mais estimulante que apareceu nos jornais durante este verão esquecível. Nem os melhores "cronistas" se safaram do lugar-comum e do enfado.

22.7.07

O NEÓFITO

De um leitor, grande comentador e amigo "de guerra", o Rui, que ainda se dá ao trabalho de acompanhar o "pensamento" do dr. Júdice, o neófito da "esquerda moderna":

«A entrevista do Dr. Júdice à Dr. Margarida Marante no “Sol” de 21.07.2007 é a “Bíblia” do arrivismo e um autêntico “manual de sobrevivência” mascarado de grande frontalidade e independência.Uma conversa entre dois amigos de sempre, no Centro de Emprego, após receberem notícia de que tinham arranjado uns empregozinhos através do empenho do presidente da junta, não seria tão reles. O lambe-botismo da entrevistadora, na nota de rodapé, é rastejante e aviltante perante a isenção jornalística que lhe é exigível. Gosto especialmente da pose para a foto, pé em cima do ressalto da parede, ao lado duma estátua que se advinha fálica e os sapatinhos a precisarem de renovação. É a vidinha… Apenas gostei de uma profecia do mestre Alarcão Judice; parece que o PSD e o PP tendem a desaparecer e a ser substituídos por um grande partido de direita, onde, ele Júdice, considera não ter lugar. Óptimo, espero que muitos outros iguais ao Dr. Júdice, que pululam no PSD e no PP fujam para o PS, onde ficam entre iguais, para que possa aparecer definitivamente um novo partido mesmo de direita, com gente séria e ideologicamente honesta.»

20.7.07

DON'T SHIT WHERE YOU EAT

José Miguel Júdice, o tal que contraria diariamente a velha e honrada máxima de que "Roma não paga a traidores", saiu-se com esta: "sinto-me um ginecologista: trabalho onde espero que muitos se divirtam", a propósito de ir gerir a zona ribeirinha de Lisboa. Tardio em muita coisa, Júdice também anda um bocado atrasado em relação ao tema "género". O gineceu feminista não diz nada? Ou sentem-se bem com a imagem do circo Chen, com elefantes e tudo dentro da tenda? Pobre dr. Júdice. Além de homofóbico, também é heterofóbico. Quem lhe terá feito tanto mal?

DISTRACÇÕES

Um amável leitor chama a atenção para o artigo de José Miguel Júdice no Público. Acontece que eu deixei de ler o dr. Júdice há muito tempo tal como muitos outros distintos ornamentos da democracia. Aliás, e pela primeira vez de muitas, deixei de votar. Como aprendi com uma colega de liceu, só ligo a merda quando estou distraído. E raramente me distraio.

15.7.07

LIMPEZA GERAL - 2

O dr. Costa insiste na "limpeza geral" da cidade. Porém, a gente olha para a primeira fila dos seus melancólicos apoiantes e tira a conclusão óbvia. É por ali que é preciso dar início à "limpeza geral".

11.7.07

O MANDATÁRIO- 2

Não contente com a figura que tem andado a fazer - e, por tabela, o candidato Costa com ele -, Júdice vai à SIC Notícias falar-me em "ética republicana". Isto e a bajulação mais rasca à figura do "senhor primeiro-ministro". É nestas alturas que recordo os célebres "safanões" que ficaram por dar no tempo do Doutor Salazar. Este Júdice só já lá vai à bengalada. Haja uma alma caridosa que o convide para o Chiado que eu estou de férias.