Deste ex-frei, li em tempos um belo livro intitulado "Identificação de um país", em dois volumes. Nessa altura - meados dos anos oitenta - Mattoso estava, por assim dizer, na moda como medievalista, ao mesmo tempo que o "positivista" Oliveira Marques ia deixando de estar sem nunca verdadeiramente ter perdido o prestígio como um dos melhores analistas do período. A sua "Sociedade Medieval Portuguesa " aí está para o comprovar e a reunião de uns quantos ensaios do ex-frei sob o título "Portugal Medieval", da IN-CM, não passa disso mesmo, de um conjunto de razoáveis prosas sobre a matéria. Parece que se apaixonou por Timor e, entretanto, já se deve ter "desapaixonado", um "clássico" em personalidades como as dele. Da última vez que deu notícias, escrevinhou a sua assinatura num "protesto" contra o programa da D. Elisa, o tal que recuperou o maior medievalista "prático" português do século XX, o Doutor Oliveira Salazar. Mattoso é filho de outro Mattoso, mais conforme aos desígnios "intelectuais" do regime deste último. Não houve cão nem gato que não estudasse história pelos seus "manuais". Desde que Mattoso, o José, começou a publicar, felizmente já existiam termos de comparação. À excepção do original "Identificação", não me parece que Mattoso tenha voado muito alto. Nem ao cliché de uma "História de Portugal" (a enésima) ele escapou. O prémio que agora lhe atribuem pode ser que o traga de volta aos escaparates. Se não trouxer, francamente não se perde grande coisa.
«Um trem de ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida.» Adélia Prado
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30.4.07
NÃO É FÁCIL DIZER BEM - 16
Deste ex-frei, li em tempos um belo livro intitulado "Identificação de um país", em dois volumes. Nessa altura - meados dos anos oitenta - Mattoso estava, por assim dizer, na moda como medievalista, ao mesmo tempo que o "positivista" Oliveira Marques ia deixando de estar sem nunca verdadeiramente ter perdido o prestígio como um dos melhores analistas do período. A sua "Sociedade Medieval Portuguesa " aí está para o comprovar e a reunião de uns quantos ensaios do ex-frei sob o título "Portugal Medieval", da IN-CM, não passa disso mesmo, de um conjunto de razoáveis prosas sobre a matéria. Parece que se apaixonou por Timor e, entretanto, já se deve ter "desapaixonado", um "clássico" em personalidades como as dele. Da última vez que deu notícias, escrevinhou a sua assinatura num "protesto" contra o programa da D. Elisa, o tal que recuperou o maior medievalista "prático" português do século XX, o Doutor Oliveira Salazar. Mattoso é filho de outro Mattoso, mais conforme aos desígnios "intelectuais" do regime deste último. Não houve cão nem gato que não estudasse história pelos seus "manuais". Desde que Mattoso, o José, começou a publicar, felizmente já existiam termos de comparação. À excepção do original "Identificação", não me parece que Mattoso tenha voado muito alto. Nem ao cliché de uma "História de Portugal" (a enésima) ele escapou. O prémio que agora lhe atribuem pode ser que o traga de volta aos escaparates. Se não trouxer, francamente não se perde grande coisa.
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História de Portugal,
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