1.3.09

ARONS, A ETERNA VOZ DO DONO


Afinal foi o velho controleiro do PS para a comunicação social, Arons de Carvalho, quem acabou por vir a público "denunciar" o jornal e a televisão responsáveis pela "campanha negra" e pelas "calúnias". Para que não restassem dúvidas, e quanto à televisão, Arons foi pidescamente mais preciso. Trata-se do "jornal das sextas" da TVI e não um qualquer telejornal. É este o PS da "mudança", o lema da moção aprovada apenas com um desgraçado voto contrário, um PS onde pairam patrulheiros mumificados deste calibre?

ARONS, A ETERNA VOZ DO DONO


Afinal foi o velho controleiro do PS para a comunicação social, Arons de Carvalho, quem acabou por vir a público "denunciar" o jornal e a televisão responsáveis pela "campanha negra" e pelas "calúnias". Para que não restassem dúvidas, e quanto à televisão, Arons foi pidescamente mais preciso. Trata-se do "jornal das sextas" da TVI e não um qualquer telejornal. É este o PS da "mudança", o lema da moção aprovada apenas com um desgraçado voto contrário, um PS onde pairam patrulheiros mumificados deste calibre?

REGRESSO À REALIDADE

«Desde quando deitar dinheiro para cima dos problemas os resolve? Este ano, o endividamento vai ultrapassar os 160 mil milhões, mais de 100 por cento do produto. E o serviço dessa dívida continua a galopar, até porque o dinheiro internacional está cada vez mais caro. É mesmo possível que Portugal, em breve, por este andar, não arranje mais financiamentos.»

António Barreto, Jacarandá

REGRESSO À REALIDADE

«Desde quando deitar dinheiro para cima dos problemas os resolve? Este ano, o endividamento vai ultrapassar os 160 mil milhões, mais de 100 por cento do produto. E o serviço dessa dívida continua a galopar, até porque o dinheiro internacional está cada vez mais caro. É mesmo possível que Portugal, em breve, por este andar, não arranje mais financiamentos.»

António Barreto, Jacarandá

UM IMENSO APAGÃO DEMOCRÁTICO


Uma imagem possível e sumária do que foi o congresso do chefe do PS está na entrada da antiga anarquista Lurdes Rodrigues na nave de Espinho. Calada, com a habitual cara de pau, indiferente aos jornalistas e às palmas dos militantes que estavam à porta, foi recebida com entusiasmada comoção pela sua DREN - a quem também não ligou peva -, a diligente camarada Margarida Moreira e adequada representante da obtusidade que assolou o maior partido português em apenas quatro anos de mando. O apagão que afectou a "noite de trabalhos" foi, aliás, um símbolo do que é hoje o partido. Uma coisa em forma de Sócrates, uma coisa rastejante aos pés de Sócrates - os adjectivos usados por militantes como Costa, Gama, César, Martins, o "malhadinhas" Silva ou o pequeno Vitorino para bajularem o chefe roçaram o puro escarro -, uma coisa civicamente inútil, uma coisa obcecada exclusivamente com a imagem do querido líder cujo maravilhoso brilho tem sido ofuscado por calúnias e campanhas negras, uma coisa, em suma, só interessada em manter o poder absoluto tão bem representado pela carrancuda ministra. As declarações avulsas de militantes, apanhadas aqui e ali pelas televisões, revelaram a acefalia generalizada que atacou o partido de alto a baixo e que já se "colou" à sociedade portuguesa, anestesiada e ausente do congresso. E o filmezinho de propaganda final lembra outros filmes de propaganda mas em mau, muito mau. Isto já não é a realização do velho "sonho mexicano". É algo de mais profundo e perigoso para a qualidade da vida pública portuguesa. É pena que as poucas mentes livres e lúcidas que restam não se tivessem pronunciado ou tivessem preferido afastar-se como se isto não fosse também com elas. Provavelmente não merecemos melhor. Melhor do que este imenso "apagão" democrático a que apelidam, ainda, de Partido Socialista.

UM IMENSO APAGÃO DEMOCRÁTICO


Uma imagem possível e sumária do que foi o congresso do chefe do PS está na entrada da antiga anarquista Lurdes Rodrigues na nave de Espinho. Calada, com a habitual cara de pau, indiferente aos jornalistas e às palmas dos militantes que estavam à porta, foi recebida com entusiasmada comoção pela sua DREN - a quem também não ligou peva -, a diligente camarada Margarida Moreira e adequada representante da obtusidade que assolou o maior partido português em apenas quatro anos de mando. O apagão que afectou a "noite de trabalhos" foi, aliás, um símbolo do que é hoje o partido. Uma coisa em forma de Sócrates, uma coisa rastejante aos pés de Sócrates - os adjectivos usados por militantes como Costa, Gama, César, Martins, o "malhadinhas" Silva ou o pequeno Vitorino para bajularem o chefe roçaram o puro escarro -, uma coisa civicamente inútil, uma coisa obcecada exclusivamente com a imagem do querido líder cujo maravilhoso brilho tem sido ofuscado por calúnias e campanhas negras, uma coisa, em suma, só interessada em manter o poder absoluto tão bem representado pela carrancuda ministra. As declarações avulsas de militantes, apanhadas aqui e ali pelas televisões, revelaram a acefalia generalizada que atacou o partido de alto a baixo e que já se "colou" à sociedade portuguesa, anestesiada e ausente do congresso. E o filmezinho de propaganda final lembra outros filmes de propaganda mas em mau, muito mau. Isto já não é a realização do velho "sonho mexicano". É algo de mais profundo e perigoso para a qualidade da vida pública portuguesa. É pena que as poucas mentes livres e lúcidas que restam não se tivessem pronunciado ou tivessem preferido afastar-se como se isto não fosse também com elas. Provavelmente não merecemos melhor. Melhor do que este imenso "apagão" democrático a que apelidam, ainda, de Partido Socialista.

QUESTÕES DE COMPREENSÃO

«(... )a insanidade política que é submeter a decisão popular um texto incompreensível para quase toda a gente.» O autor desta frase vai, em Junho, sujeitar-se à "decisão popular" pelo PS precisamente em nome de uma Europa de burocratas que, ao contrário de "quase toda a gente", conseguem compreender "um texto incompreensível" chamado Tratado de Lisboa. Talvez "quase toda a gente" acabe por não conseguir "compreender" o cabeça de lista. O seu "pensamento". As suas "competências como académico e comentador político".

QUESTÕES DE COMPREENSÃO

«(... )a insanidade política que é submeter a decisão popular um texto incompreensível para quase toda a gente.» O autor desta frase vai, em Junho, sujeitar-se à "decisão popular" pelo PS precisamente em nome de uma Europa de burocratas que, ao contrário de "quase toda a gente", conseguem compreender "um texto incompreensível" chamado Tratado de Lisboa. Talvez "quase toda a gente" acabe por não conseguir "compreender" o cabeça de lista. O seu "pensamento". As suas "competências como académico e comentador político".