13.9.07

VIDA DOS MORTAIS

O senhor PR não tem "agenda" para receber o Dalai Lama, uma criatura perfeitamente inofensiva. O governo também não. Tudo por causa do medo e do respeitinho pelo "tigre amarelo" que se deve lembrar vagamente da nossa existência por causa de Macau. Entretanto Sócrates enviou mais de vinte mandarins do seu glorioso governo às escolas para a sementeira de computadores em curso, a única coisa que tem feito desde que regressou de férias. O seleccionador nacional que, por acaso, é brasileiro, mostrou ao mundo a verdade das origens. Uma mãe-coragem e trágica Medeia acabou com tudo num lance terrível e solitário em Viseu. "Oh vida dos mortais, não é só de hoje que a considero uma sombra, e direi sem temor que entes humanos que passam por hábeis e ávidos de ciência estão condenados à mais dura das punições. Entre os mortais, não há um homem feliz. A opulência, quando aflui, pode dar a um maior êxito que a outro, mas a felicidade não." Vale a pena continuar a escrever?

25 comentários:

joshua disse...

Vale a pena, João. Um homem que escreva será sempre dolorosamente feliz e nenhuma dor poderá excluir a sua alegria.

Criaste comunhão aqui.
Não a rompas.

Luis Grave Rodrigues disse...

Caro João Gonçalves:

Gostei dessa sua caracterização do Dalai Lama como «uma criatura perfeitamente inofensiva».

Mais do que isso, se ler isto,

http://rprecision.blogspot.com/2007/09/o-dalai-lama-ou-quando-uma-reputao-nos.html

vai ver que o Dalai Lama é também... «um gajo porreiro»!

Anónimo disse...

A ordem desta era é "não criar incidentes"! Um país "decente" como Portugal não deve criar conflitos em prol da democracia (digo, hipocrisia). Coitado do Lama. O que ele diz não se escreve nos códigos da conduta moral (e dos direitos humanos) da R.P.China. Quanto ao que o João Gonçalves escreve (neste site) vale a pena se for para continuar.

rei dolce disse...

caro joão,
claro que vale a pena escrever,assim como comer,beber,lêr,... temos que nos intreter com qualquer coisa.

Anónimo disse...

continue a escrever sr joão , eu gosto de o ler e penso que a sua escrita se insere num quadro axiológico de valores em que me revejo. Bem haja e as melhoras dos seus.pedro

Aladdin Sane disse...

MEDEASPIEL
[Heiner Müller - tradução Adolfo Luxúria Canibal]

Uma cama desce da teia e é colocada de pé. Duas mulheres com máscaras mortuárias trazem para o palco uma jovem rapariga e instalam-na de costas na cama. Vestir da noiva. Atam-na à cama com o cinto do vestido de noiva. Dois homens com máscaras mortuárias trazem o noivo e põem-no de cara voltada para a noiva. Ele faz o pino, caminha sobre as mãos, pavoneia-se frente a ela, etc; ela ri silenciosamente. Ele rasga o vestido de noiva e toma lugar ao lado da noiva. Projecção: acasalamento. Com os farrapos do vestido de noiva as máscaras mortuárias homens atam as mãos e as máscaras mortuárias mulheres os pés da noiva às extremidades da cama. O resto serve de mordaça. Enquanto o homem, frente ao seu público feminino, faz o pino, caminha sobre as mãos, pavoneia-se, etc, o ventre da mulher incha até que rebenta. Projecção: parto. As máscaras mortuárias mulheres tiram uma criança do ventre da mulher, desfazem os seus nós e metem-lhe a criança nos braços. Durante esse tempo as máscaras mortuárias homens cobriram-no de tal modo de armas que o homem não pode mais mover-se senão a quatro patas. Projecção: massacre. A mulher desvia o seu rosto, desfaz a criança e atira os pedaços na direcção do homem. Da teia caem sobre o homem restos de membros entranhas.

Anónimo disse...

Exactamente a imagem que me ocorreu, quando vi os «mandarins» dos computadores nas TV's.
Pior ainda, apercebi-me ontem, de uma hora na agenda do PM (hoje?), para receber um personagem do mundo do espectáculo/variedades:
um tal Bono, se não estou em erro.
Hádem ir longe.

Anónimo disse...

O Direito Internacional Público é, como sempre foi, marcadamente hipócrita. Não foi Portugal que "berrou" (e bem) pelos quatro cantos do mundo o drama de Timor ocupado? Não é o Tibete um caso substancialmente semelhante ao de Timor? É claro que sim. Esta subserviência a um regime totalitário como o da China não quadra bem com as vozes que se levantam para defender os direitos humanos.
Ainda a propósito da nossa subserviência internacional, recordo-me da prontidão do nosso Governo em pagar a estadia dos Mc Cann na Praia da Luz, como se nos sentissemos culpados por algo. E que triste é saber agora que o casal é neste momento arguido por suspeita de morte da própria filha.

VANGUARDISTA disse...

«O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se que por toda a parte: o país está perdido!»

QUEM ESCREVEU ISTO E QUANDO?
ADIVINHEM...

Anónimo disse...

Sim!!!
Vale sempre a pena escrever, desde que a escrita, mostre a Verdade!!!

Anónimo disse...

Também acho : vale sempre a pena continuar a escrever, até mesmo quando faz muita falta a acção.
Veja-se a este propósito o texto de José, «tarrenego», no «Queijo Limiano». Até se ouve Vital Moreira e a sua inconfundível voz de falsete constitucionalista ...

Anónimo disse...

há mais vida para além disto..... e essa, a vida, só há uma. os amigos, com esses, conversamos, que é uma forma de os amar. os menos amigos, não devem tornar-se inimigos. algo vai mal quando assim é.o tempo, esse precioso instrumento da vida deve ser muito avaramente gerido a seguir aos verdes anos. o trabalho esse é que nos consome o tempo de estudo, leitura e escrita. depois,filosofar? com amigos. perder amigos por isto.... vaidade apenas! e o que somos? enquanto somos? quem nos conhece? quem nos esquece? balanço disto tudo. eu diria:fecha para balanço e outras serenidades surgirão. ainda assim, abraço amigo e, verdadeiramente, desculpa o anonimato, mas é opção consciente, a respeitar.

VANGUARDISTA disse...

Solução do meu comentário anterior:
EÇA DE QUEIROZ, "Farpas", 1871

Infelizmente, para todos nós, a escrita de Eça é tão severamente actual.
Felizmente, para ele, valeu a pena escrever !
Vale sempre a pena continuar a escrever, nem que seja para que algo mude e em 2071 os meus filhos não continuem a encontrar actualidade nas "Farpas" de Eça.

João,
Para os mortais consciêntes a felicidade é um estado fugaz de curta duração, numa vida de perdas, desgostos, trabalho, contrariedades, derrotas e conflitos apenas, de quando em quando, mediada de pequenos prazeres, afectos, satisfações, considerações de amigos, vitórias e outras pequenas boas coisa.
Continua a escrever!
Até para que se possa comentar!

Um abraço e reitero as rápidas melhoras de tua mãe.

Anónimo disse...

A quem interessa dividir a China e atiçar conflitos entre suas nacionalidades?

O jornalista francês Hubert Beuve-Mery, fundador do Le Monde, costumava insistir que “a missão do jornalista é saber e dizer o máximo possível”. Ainda há jornais e jornalistas que seguem esse preceito. Mas cresce o número dos que substituem qualquer esforço investigador pela reprodução acomodada de versões unilaterais e distorcidas dos acontecimentos.

A controvérsia sobre o Tibete é um bom exemplo. Livros, reportagens e documentários repetem, monocordiamente, os relatos e as acusações difundidas pelos separatistas tibetanos. Não entrevistam as autoridades atuais da região, nem os monges patriotas que apoiam a unidade da China. Não recorrem às informações e aos documentos oferecidos pelo governo central do país. Não consultam especialistas independentes. Se o fizessem, seria obrigados a reconhecer que a história da China, do Tibete e de suas relações mútuas é muito diferente da propagada pelos separatistas.

A polêmica envolve três questões básicas. Primeira: o Tibete é um país independente, invadido e ocupado pelos comunistas, à frente do Exército Popular, ou faz parte da China há 700 anos, tendo os comunistas apenas cumprido o dever de libertar e reunificar o conjunto do país? Segunda: antes de 1950, o Tibete era uma terra pacífica e feliz, governada por monges sábios e desprendidos como a mítica Shangri-la do novelista britânico James Hilton, ou penava sob um regime teocrático-feudal, atrasado e cruel? Por último, o que é melhor para as nacionalidades chinesas e para os povos do mundo nas vésperas do século XXI: a divisão e o dilaceramento da China, ou a preservação de sua unidade estatal e o progresso conjunto de suas nacionalidades?


O teto do mundo


A República Popular da China é um país enorme, formado por 23 províncias, cinco regiões autônomas, uma região especial, Hong Kong, e três municipalidades subordinadas diretamente ao governo central. O Tibete é uma das regiões autônomas. Cobre uma superfície de 1 milhão e 200 mil quilômetros quadrados, aproximadamente a oitava parte do território chinês, e abrange a capital, Lhasa, seis prefeituras e 76 distritos.

Localizado no sudoeste da China, o Tibete limita-se ao norte com a Região Autônoma de Xinjiang, ao nordeste com a província de Qinghai, ao leste com a de Sichuan, ao sudeste com a de Yunnan, e ao sul e ao oeste com os seguintes países, no sentido horário: Myanma ( antiga Birmânia), Butão, Sikkim ( principado de origem tibetana, anexado pela Índia em 1974), Nepal e Índia.

O Tibete ocupa a maior parte do planalto que leva seu nome, o mais alto de Terra, com uma elevação média de 4 mil metros. É, por isso, apelidado de Teto do Mundo. É praticamente cercado por cordilheiras: ao norte, a de Kunlun; ao leste, a de Tangula; ao sul e ao oeste, a do Himalaia. Nesta última, na fronteira entre o Tibete, na China, e o Nepal, ergue-se a montanha mais alta do planeta, com 8.848 metros, a Qomolangma Feng, ou “mãe sagrada das águas”, conhecida no Ocidente como monte Everest. No único intervalo entre as cordilheiras, no limite com a província de Sichuan, o Tibete é separado pelo rio Jinsha.

Aliás, os rios mais importantes da Ásia nascem no planalto tibetano: para o leste, os rios Amarelo ( Huang-ho) e Azul ( Yangtze Kiang), os principais da China; para o sul, o Mekong, que desemboca na costa do Vietnã, e o Yarlung Zangbo, que passa a chamar-se Brahmaputra na Índia e deságua no golfo de Bengala; para o oeste, o Indo e o Ganges, os principais da Índia.

É uma região rica em recursos naturais. Conta com enorme variedade de aves e animais e com mais de 5.700 espécies vegetais, inclusive plantas medicinais de grande renome, base da medicina tibetana tradicional. Já foram localizadas jazidas de 70 tipos de minerais e os recursos geotérmicos são abundantes, chegando a temperatura da água em alguns poços a 92 graus C.

Por sua diversidade, o Tibete pode ser dividido em três zonas naturais. A parte norte, onde se concentra a criação extensiva de iaques e ovelhas, tem altitude média de 4.500 metros, clima frio e seco, extensas pradarias e numerosos lagos, como o famoso Nam Co, o segundo maior lago salgado da China. A área oriental é constituída por uma série de montanhas elevadas e vales profundos, com a altitude variando entre 2 mil e 6 mil metros. É a zona mais inóspita. A neve perpétua nos cumes de suas montanhas é responsável pelo outro apelido, atribuído ao Tibete, de Terra das Neves. Nos vales do sul, cortados pelos rios Yarlung Zangbo e afluentes, a altitude média é inferior a 4 mil metros, o clima é temperado, a precipitação pluvial é copiosa e a vegetação arbórea, exuberante. Nessa área é que se concentram a população e as atividades agrícolas. É, por isso, conhecida como o celeiro do planalto.

Apesar da altitude, do ar rarefeito e do clima severo, o planalto tibetano começou a ser povoado no período neolítico. Por essa época, uma população já considerável se espalhava nas planícies centrais da China, entre os rios Amarelo e Yangtze.


China, um país milenar e multinacional


Para deslindar a controvérsia sobre o Tibete, é preciso entender a formação histórica da China. Trata-se de um país milenar, o único com aproximadamente 4 mil anos de história contínua, e também multinacional, integrado por 56 nacionalidades. A China não é, portanto, uma construção exclusiva da nacionalidade han, a majoritária. É um produto histórico da luta e do trabalho conjunto de todas as nacionalidades que a integram. Com uma trajetória tão longa, a China não podia escapar aos conflitos entre suas dinastias, nacionalidades e classes. Por mais de uma vez, foi unificada, dividida e reunificada. Se a convergência prevaleceu e se as nacionalidades chinesas estreitaram seus vínculos ao longo dos séculos, é porque perceberam, diante das ameaças exteriores, que só garantiriam sua independência comum e o desenvolvimento de suas economias e de suas culturas se aprofundassem as relações de unidade e cooperação.

Os vínculos entre as nacionalidades han e tibetana, por exemplo, remontam a tempos muito antigos. Uma prova indelével se encontra no idioma das duas nacionalidades: pertencem à mesma família lingüística, significativamente classificada como sino-tibetana. O próprio budismo, que iria marcar tão profundamente a cultura tibetana, foi introduzido na região pelo norte da Índia e pelo Nepal, mas também pela Mongólia e pela China central. No século VII, quando as tribos do planalto tibetano formaram seu primeiro Estado unificado, o reino de Tubo, dois de seus soberanos casaram-se com princesas de origem han, firmaram uma aliança política com a dinastia Tang, das planícies centrais da China, e intensificaram o intercâmbio econômico e cultural entre as duas nacionalidades.

O reino de Tubo desapareceu em meados do século IX, quando o rei Langdama foi assassinado por fanáticos religiosos. Durante 400 anos, o planalto tibetano foi sacudido por separatismos e por guerras, com principados e mosteiros lutando entre si. Por coincidência, na mesma época, as planícies centrais e o sul da China eram conflagrados por disputas dinásticas intermináveis. Ainda assim, o intercâmbio entre as duas nacionalidades não se interrompeu, desenvolvendo-se inclusive uma nova modalidade de comércio, a troca de chá chinês por cavalos tibetanos. E quando, no século XIII, o mongol Kublai Khan reunificou a China e fundou a nova e poderosa dinastia Yuan, o Tibete foi incorporado ao Império do Meio como uma de suas províncias. O italiano Marco Polo, que visitou a corte de Kublai Khan e registrou as observações de sua viagem, descreve o Tibete como uma das 12 províncias do império.


O Tibete, parte da China


Desde então, há 700 anos, o Tibete faz parte da China. Assim permaneceu nas dinastias Ming e Qing, que se seguiram. Quando a República foi proclamada, seu primeiro presidente Sun Yat-sen, declarou no discurso de posse em primeiro de janeiro de 1912: “O fundamento desta República baseia-se no povo, que integra todas as zonas hans, manchus, mongóis, huis e tibetanas num único Estado”. A República Popular, proclamada em 1949, estendeu o reconhecimento às demais nacionalidades.

A subordinação do Tibete aos sucessivos governos da China, desde o século XIII, evidencia-se na presença de representantes do poder central em Lhasa; na nomeação e julgamento de funcionários locais; no envio de tropas para defender as fronteiras e manter a ordem interna; na condução centralizada das relações exteriores; na imposição de leis, decretos e regulamentos; na realização de censos demográficos; na cobrança de tributos; na redefinição de órgãos e divisões administrativas internas. É importante ressaltar também que, desde o século XIII, nenhum país reconhece o Tibete como um Estado separado da China.

Outra prova da incorporação do Tibete à China é a participação de delegados tibetanos em órgãos executivos e legislativos do poder central, desde a dinastia Yuan. O próprio entrelaçamento entre o poder político e o poder religioso no Tibete nasceu com sua integração na China, quando Kublai Khan, para facilitar a pacificação do planalto tibetano, aliou-se com a influente seita budista de Sagya, tendo o cuidado, no entanto, de repartir cargos e títulos equitativamente entre lamas e nobres leigos. Durante a dinastia Ming, cresceu a influência da seita Kargyu, ou Branca, sobrepujada durante a dinastia Qing pela seita Gelug, ou Amarela, quando os abades dos mosteiros de Drepung, em Lhasa, e de Trashilhunpo, em Xigaze, desta seita, tiveram seus títulos e atribuições de Dalai-Lama e de Panchen-Erdeni confirmados pela corte imperial. Finalmente, em meados do século XVIII, a corte Qing determinou que o sétimo Dalai-Lama assumisse a liderança do governo local do Tibete. Porque o Dalai-Lama e o Panchen-Erdeni acumulam funções religiosas e políticas, a escolha de seus sucessores passou a depender de confirmação final pelo governo central da China. A escolha e a entronização do atual Dalai-Lama foram confirmadas pelo governo nacionalista da República da China em 1940.

É sabido que a China passou por fases de divisão e enfraquecimento do poder central, quando os governos locais, não só o do Tibete, adquiriam grande autonomia, muitas vezes estimulados por potências estrangeiras, interessadas em arrebatar fatias do território chinês. Foi assim que a Rússia czarista ocupou uma parte da Mongólia e a dividiu em Mongólia Exterior e Mongólia Interior. Ou que o Japão invadiu a Mandchúria e tentou restabelecer, sob seu controle, a dinastia Manchu dos Qing, derrubada pelo movimento republicano. Da mesma forma, a Grã-Bretanha, já senhora da Índia, do Butão do Sikkim e do Nepal, combinou seus ataques ao litoral chinês com a invasão do Tibete em 1888 e 1903 e com as tentativas de impor à China o Tratado de Lhasa e a Convenção de Simla. A propaganda separatista, tão estridente contra a China, silencia sobre essas agressões britânicas e os saques perpetrados pelas tropas de Sua Majestade, assim como não menciona a tentativa indiana de invocar a Convenção de Simla para arrebatar da soberania chinesa uma parcela do planalto tibetano, o que levou em 1962 a um conflito fronteiriço entre os dois países.

A ocupação britânica do Tibete não vingou, mas a grande potência imperialista arrancou concessões e passou a estimular, entre lamas e nobres tibetanos, um movimento pela independência, isto é, pela separação do Tibete, para colocá-lo sob controle ocidental. Após a Segunda Guerra Mundial e com a avanço da revolução popular na China, os Estados Unidos aderiram aos intentos britânicos, reforçando o movimento separatista com agentes, armas, treinamento, propaganda e apoio diplomático. O Partido Comunista e o governo popular, instalado em Pequim em primeiro de Outubro de 1949, tinham o dever, portanto de concluir a libertação e a reunificação da China, defendendo, como no passado, as fronteiras históricas do país.

Ainda assim, não se pode acusá-los de agir precipitadamente. Entre Outubro de 1949 e Outubro de 1950, fizeram repetidas gestões para que o governo local negociasse as condições de libertação pacífica do Tibete. Mas o governo tibetano, dominado pela facção pró-ocidental, preferiu concentrar tropas na margem do rio Jingsha. Diante da intransigência, o governo central determinou que o exército popular transpusesse o rio e entrasse no Tibete, travando-se a batalha de Qamdo entre 6 e 24 de Outubro de 1950, a única na libertação do Tibete. Derrotadas as tropas locais, o Exército Popular interrompeu seu avanço, enquanto o governo de Pequim insistia nas negociações.

O confronto, no governo e na classe dominate do Tibete, entre a facção pró-ocidental e o sector favorável à negociação se aprofundou, o regente foi afastado, o décimo quarto Dalai-Lama, ainda menor de idade, assumiu a liderança e nomeou negociadores. Em contrapartida, retirou-se para Yadong, na fronteira com a Índia. Alguns meses depois, em 23 de Maio de 1951, em Pequim, os delegados do governo central e local assinaram o Acordo dos 17 Artigos, que reconhecia a unidade da China e a autoridade do governo popular sobre todo o território nacional, mantendo temporariamente os governantes e as instituições do Tibete até que fosse negociada a reforma democrática pacífica da região. Em 24 de Outubro de 1951, o décimo quarto Dalai-Lama telegrafou ao presidente Mao Zedong, aprovando pessoalmente o acordo, e retornou a Lhasa. O Exército Popular entrou na capital tibetana em 26 de Outubro de 1951, após o regresso do Dalai-Lama e com seu consentimento. O montanhista austríaco e militante nazista Heinrich Harrer, autor de Sete anos no Tibete, geralmente muito tendencioso em seus relatos, reconhece: “Deve-se dizer que durante essa guerra as tropas chinesas se mostraram disciplinadas e tolerantes e os tibetanso que foram capturados e depois libertados diziam que haviam sido bem tratados.”

Em 1954, o décimo quarto Dalai-Lama participou da primeira Assembléia Nacional Popular da China, que elaborou a Constituição da República Popular, tendo sido eleitos um dos vice-presidentes do Comitê Permanente dessa Assembléia. Na ocasião, pronunciou um discurso afirmando: “Os rumores de que o Partido Comunista da China e o governo popular central arruinariam a religião do Tibete, foram refutados. O povo tibetano tem gozado de liberdade em suas crenças religiosas.” Em 1956, assumiu a presidência do comitê provisório encarregado de organizar a região autônoma do Tibete. As relações entre os governos central e local estavam, portanto, normalizadas.


O levante contra a reforma democrática


O conflito ressurgiu quando se cogitou em promover a reforma democrática do Tibete, separando a religião do Estado, abolindo a servidão rural e a escravidão doméstica e redistribuindo a propriedade das terras e dos rebanhos, monopolizada pela aristocracia civil e pelos mosteiros. A facção pró-ocidental, aproveitando-se da insatisfação entre lamas e nobres, retomou a ofensiva. Agitando as bandeiras separatista e religiosa, e apoiada pela CIA cada vez mais desinibidamente, como hoje se reconhece, essa facção fundou uma organização política, a “Quatro Rios e Seis Montanhas”, e uma organização militar, o “Exército de Defesa da Religião”, e iniciou em 1956 ataques armados a funcionários e prédios públicos, a obras de infra-estrutura e até mesmo a tibetanos que apoiassem o movimento democratizador.

Reagindo com prudência, o goverrno central propôs adiar a reforma democrática, até que se chegasse a um acordo satisfatório sobre prazos e requisitos para sua implementação. Mas a facção contra-revolucionária intensificou os ataques e, aproveitando-se de um festival religioso em Lhasa, desfechou uma insurreição na capital em 10 de Março de 1959, retirou o Dalai-Lama para a Índia e generalizou os conflitos. O governo central considerou, então, rompido o acordo de 1951, destituiu o governo teocrático, transferiu suas atribuições para o Comitê Organizador da Região Autônoma e determinou ao Exército Popular que restabelecesse a ordem no planalto.

A guerra que se seguiu, entre 1959 e 1961, não se travou entre dois países, mas entre duas coalisões sociais. De um lado, as forças imperialistas, interessadas na divisão da China, e a facção de lamas e nobres empenhados na preservação do regime teocrático-feudal; de outro lado, o governo popular central e os monges, nobres, servos e escravos comprometidos com a unidade nacional da China e com a reforma democrática do Tibete. Não foi uma guerra nacional, nem religiosa, mas um conflito semelhante à guerra civil que opôs, nos Estados Unidos, o norte abolicionista ao Sul escravocrata. Ninguém recusa ao governo de Washington o direito de ter recorrido às armas para salvaguardar a unidade nacional e garantir o fim da escravidão.

Muitos têm dificuldade para entender a natureza social do conflito, porque não prestam atenção no regime político-econômico que vigorava no Tibete e nas áreas tibetanas das províncias vizinhas. Aliás, o décimo quarto Dalai-Lama e seus adeptos falam o menos possível do regime antigo. O feudalismo se generalizou após o colapso do reino de Tubo, em meados do século IX; a teoria budista se consolidou em meados do século XVIII. Mas, ainda em 1959, os lamas da camada superior, os nobres leigos e seus agentes representavam 5% da população; os servos e os escravos correspondiam a 95%. Os primeiros, especialmente os membros das 400 famílias mais importantes, viviam no fausto; a maioria dos lavradores, pastores e serviçais sobrevivia em extrema penúria. O contraste entre ricos e pobres penetrava nos próprios mosteiros, conforme descreve uma testemunha insuspeita, o décimo quarto Dalai-Lama, em sua autobiografia.

Das terras agriculturáveis, segundo levantamento de Junho de 1959, o governo local detinha e administrava directamente 38,9%; os mosteiros, 36,8%; os aristocratas leigos, 24%. A pequenos camponeses cabiam os 0,3% restantes. Os nobres e os mosteiros possuíam também a maior parte dos rebanhos. Para lavrar as terras e cuidar dos rebanhos, nobres, mosteiros e funcionários recorriam ao trabalho de servos.

Para ter acesso à terra arável e às pastagens, os servos, 90% da população, eram forçados a pagar aos nobres e mosteiros uma renda, principalmente sob a forma de corvéia ou renda em trabalho, secundariamente sob a forma de renda em produtos, e às vezes em dinheiro. Arcavam também com pesados tributos e taxas, pagos em serviços e em dinheiro. Sem recursos suficientes, endividavam-se com os nobres e, principalmente, com os mosteiros, pagando elevados juros. Se morriam sem saldar a dívida, ela passava aos descendentes ou aos vizinhos.

Para os escravos, 5% da população, provavelmente uma sobrevivência do passado pré-feudal, ficavam os serviços domésticos e públicos mais pesados, como a limpeza, o despejo de fezes, o transporte de carga e o transporte de nobres e funcionários, em liteiras ou nas próprias costas. Os filhos de servos e escravos não eram registrados em cartórios públicos, mas nos livros de seus senhores, a quem competia também autorizar os casamentos. Servos e escravos podiam ser trocados, doados, emprestados ou mesmo vendidos. Para os pobres, não havia hospitais, nem escolas. As guerras e epidemias dizimaram a população.

As leis confirmavam essa estrutura desigual, dividindo a população em três estratos e nove graus, com direitos e deveres distintos. Não havia, portanto, igualdade jurídica, nem mesmo para as mulheres do estrato dominante. Se um nobre matava um servo ou um escravo, pagava uma indemnização. Mas, para servos e escravos que agredissem um nobre ou furtassem um bem, os códigos previam penas cruéis, como espancamentos brutais, mutilação de mãos ou pés, extracção dos olhos. Até entre os monges, a disciplina era mantida à custa de chicotes e surras, como relata o Dalai-Lama em sua autobiografia. Além de uma prisão pública e precária em Lhasa, havia guardas, tribunais e cárceres privados nos mosteiros e nas grandes propriedades.

Os monges da camada superior e os nobres mais influentes monopolizavam os direitos políticos. O Dalai-Lama encabeçava o governo desde meados do século XVIII. Os demais cargos eram repartidos entre lamas e nobres leigos. A Seita Amarela, do Dalai-Lama, era privilegiada em relação às demais seitas e o budismo tibetano, em relação às demais religiões.

O Tibete antigo não tinha nada de idílico, portanto. É espantoso que se invoquem os “direitos humanos” para defender esse regime opressivo e cruel, em que a maioria da população, formada por servos e escravos, não gozava de liberdade pessoal, nem dispunha de qualquer direito político.


A unidade, garantia do avanço


Rompido o acordo de 1951 pelo décimo quarto Dalai-Lama e seus adeptos separatistas, o governo central aboliu o regime teocrático, revogou as leis e códigos desiguais, fechou os tribunais e cárceres privados, emancipou os servos e os escravos, cancelou as dívidas que os sufocavam e procedeu à redistribuição gradativa e cuidadosa das terras e dos rebanhos, indenizando os proprietários que apoiassem a reforma democrática. Restabelecida a ordem e concluída a reforma agrária, foi iniciada a implantação do sistema de assembléias e comitês populares, com a eleição das assembléias distritais em 1964. Estas elegeram as assembléias municipais, que por sua vez escolheram a Assembléia Regional Popular em 1965, instituindo-se a Região Autônoma do Tibete. Dos 301 delegados à primeira assembléia, 226 eram tibetanos, a maioria servos e escravos emancipados, mas havia também monges, ex-nobres patriotas e, pela primeira vez em cargos públicos, mulheres. Desde então, a Região Autônoma do Tibete já teve quatro presidentes leigos, todos tibetanos.

Os erros cometidos pela chamada Revolução Cultural entre 1966 e 1976, no Tibete como em toda a China, suscitaram novos atritos, de que se aproveitaram os separatistas para promover distúrbios violentos em Lhasa, entre 1987 e 1989, numa iniciativa orquestrada com as manifestações antigovernamentais em Pequim e com a crise dos países socialistas na Europa Oriental. Mas o Partido Comunista e o governo popular da China venceram essas duras provas, preservando as conquistas revolucionárias, corrigindo os erros e restabelecendo as políticas de liberdade religiosa, de frente única com todos os setores patrióticos e de respeito mútuo entre as nacionalidades. É claro que a China ainda é um país pobre e que o Tibete é uma de suas regiões menos desenvolvidas. É indiscutível também que ainda existe muito que aprender no aprimoramento das democracias socialistas e no desafio de conjugar a preservação das culturas tradicionais com o desenvolvimento de culturas novas e progressistas. Contudo, quem investiga com isenção, não pode deixar de reconhecer os avanços políticos, econômicos e culturais obtidos com a libertação e a reforma do Tibete nas últimas décadas.

Essa experiência positiva, contraposta ao colapso da União Soviética e ao dilaceramento da Iugoslávia, confirma que a união, não a divisão, é que pode assegurar o desenvolvimento conjunto das nacionalidades integrantes de países como a China. Rompida a unidade, abandonado o caminho socialista, na União Soviética e na Iugoslávia, perderam-se também as conquistas democráticas, reacenderam-se as chamas de conflitos étnicos e religiosos, reabriu-se o perigo de propagação de guerras devastadoras.

Certo estava o nono Panchen Erdeni, o segundo lama na hierarquia do budismo tibetano, quando escreveu em 1929: “Por suas relações históricas e geográficas, nem o Tibete pode ser independente da China, nem a China do Tibete. Assim, ambos serão beneficiados se permanecerem unidos, enquanto a separação prejudicará a ambos.”
http://www.vermelho.org.br/museu/principios/anteriores.asp?edicao=53&cod_not=429

Anónimo disse...

Não falo ou escrevo do que não conheço, mas as reformas «democráticas» do PC Chinês - com excepção, é claro, dos «erros» da revolução cultual que durou dez anos de inenarráveis sofrimentos - devem ter sido eloquentes para a autonomia e cultura tibetanas aqui descritas como retrógadas, medievais e esclavagistas. Hoje, o Tibetano, é a encarnação do célebre «Homem Novo» ...

quincasberrod'agua disse...

País de paneleiros!!!
Num mundo em que se matam diáriamente centenas de pessoas: iraquianos, "darfourianos",angolanos, tchetchenos... e morrem à fome ou por doença facilmente travel ou prevenivel outras tantas preocupamo-nos com uma ameaça de sopapo na fronha dum jogador de futebol.
Andam a gozar conosco

Anónimo disse...

A régua e esquadro de cariz historico aplicavel a qualquer imperio mas agora justificável.

Anónimo disse...

M/Querido Amigo JG:
Antes d+ peço-te desculpa d não “te comentar” há +d 1mês. Não deixo de ler este «portugaldospequeninos», c/teus Posteds e respectivos Comments. Só q hj, dei-me conta de q já não te lia desde a “comissão da religião do MS” (c/a palhaçada do ou dos q o levaram às cavalitas nas últimas presidencias, ms deixando à escancaras a PALAVRA-DE-ORDEM emprenhada nos ouvidos P/VOTAR ACS – p/tal aparelhada PS, sp era melhor uma cavacada no velhote, do q Aquele POETA emBelém, ou não? A propósito, John, tu q me ralháste tt p/ter votado Alegre, diz-me lá, a esta distância: não te sentes às xx “en-cavacado” c/algumas partes gagas do algarvio?).
Mas, até nem era p/aqui q eu queria começar...queria antes ir ter contigo, abraçar-te e dizer 2 coisinhas. Feita tonta fiquei apática, a chorar e n fui. “So”, tenho q as dizer neste lugar p/que as graves no t/peito ou na Alma:
1º) Não sabia q estavas a passar p/mesmo e tão grande desgosto q eu, p/motivos de doença de Mãe. Tds os dias a tristeza me abate e, tal como 1 amiga me consolou com «1Viagem e 1Oração», encaminhei ontem p/t mail essa consolação;
2º) E (quase te bato) nunca mais voltes a perguntar se “Vale a pena continuar a escrever” ou se vale a pena outra coisa qq ... nem posso admitir de ti tal coisa! Caramba JG: se quem influenciou tt a tua vida/formação intelectual foi Pessoa, como te atreves a esquecer uma das frases MAIS GRANDIOSAS da s/Poesia: «TUDO VALE A PENA, QDO A ALMA N É PEQUENA»; hombre, belisca-te se tens dúvidas q tás vivo, ms não repetes + a pergunta q fizéste, Ok?
Não vês q te comentam dezenas de pessoas p/dia e felizmente já não passam ser te ler; vê lá tu, até aqueles anónimos q te invejam/odeiam (atenção, convém não esquecer q há anónimos q te amam !), vão aí “xérétar” a tua criatividade e brilhantismo como ESCRITOR q és – talvez até te copiem p/alcançar 1migalha ou 2, do tão grande sucesso (nos blogs, ou crónicas, ou jornais, ou revistas deles...), que tem sido e é este t/«portugaldospequeninos», desde q nasceu !!! Não percebes q isto é a prova do teu VALOR e que tens 1 Alma Grande? Se não os tivesses, já terias desistido de escrever há muito tempo, não? Só nestes Comentários acima tens provas maravilhosas - há 3ou4 mensagens sublimes s/ti (p/ex: o do ArielSharonTate, o do João Santos, o do Vaguardista, e doutro q n estou a ver)
E precisas tu de perguntar essa “tolice” (sorry!) “se vale a pena continuar a escrever” ??? Ora Kiésta!!! Bem e s/isto, + n digo...
Bem, vou sim dizer só + isto: em Gijón (Astúrias)/Agosto de 2003, Luis Sepúlveda, disse numa entrevista: «...POIS SÓ É LIVRE AQUELE QUE É DONO DA PALAVRA IMPRESSA (ou escrita), NÃO APENAS O QUE TEM OPINIÃO» e sei que tás a entender muito BEM! Podia dizer outra coisa semelhante ou até mais importante, q o Fernando Gil escreveu em “Portugal...o medo de viver” (se n me engano...) e q, por certo, conhecerás melhor do q eu.
Qto a este País ou gente assim ou assado, ou qto aos Outros, c/tds os S/Políticos hipócratas, só quero acreditar (ou iludir) q, talvez as sociedades ou NÓS todos, estejamos a atravessar um daqueles movimentos globlais de crise, que precederam os maiores/bons e mais ricos períodos da História do Homem; tal como então, foi preciso ir ao FUNDÃO (não à Beira-Baixa) ... só não sei é se esse prazo ainda é longo ou se uma próxima geração – a dos meus netos ou a dos das m/filhas – já pode viver algo diferente e melhor q ISTO q se passa p/todo o lado: um MUNDO pobre e podre!
Falas dos episódios q aconteceram c/Dalai Lama, c/Socretinos a distribuir PC’s, c/Scollari etc e alguém (atrás) lembrou os assaltos, os mortos, a violência dos Polícias e, claro, tb osMcKann. O Ké-isto afinal?
Sabe-se q, sobre estes últimos, logo nas 1ªs 9 hrs do desaparecimento da Madeleine, a GNR (q interrogou sp o casal em separado) percebeu q se tratava de homicídio e assim sendo, toca de passar o problema p/outra alçada de competências – a PêJóta, claro! Depois, em surdina, falava-se em todo o lado q alguém (sabe-se!) mui influente das políticas, inglesa e portuguesa, levou o topo da PJ a afastar uns qtos inspectores q íam pela pista da morte da criança! Ah pois, a coisa tinha q dar a volta para o rapto e safar/entreter a opinião pública ... puxa só q ninguém previa q fosse à escala global, c/tt $$$, e c/a Diplomacia Inglesa a mexer cordelinhos pelo mundo fora. Até ao Vaticano foram beijar o anel pontifício c/o famoso “ursinho-rosa” na mão...
Mas, “como não há bela sem senão”, surge 1-azar-zinho: vêm, exactamente, de lá do UK, 1s cães-zitos que cheiram sangue de cadáver (?); foram exactamente os British da Investigação Forense q encontram ADN «100%» da Maddie (?). E não é que são tais PêJótas os imbecis na boca dos “beefs”???
Andou toda a Inglaterra a falar mal de Portugal e dos Portugueses q, «coitados ... p/terem alguma projecção real, tiveram de meter cunhas ao rei inglês p/casar 1 fidalga c/D.João I; FAVOR QUE AINDA HJ CONSIDERAM QUE LHES DEVEMOS, como alguém lembrou na TV! (e a m/ver, ainda bem q tivémos a Rainha Filipa de Lencastre, Mãe e educadora exemplar de 8 filhos, a q se chamou a ínclita geração. Valha-nos isso e Seria Bom que viesse aí outra GERAÇÃO igual, em breve, brevemente!).
Assim, na Praia da Luz, os McKann passam de testemunhas a arguidos e, IRRITADOS, vão-se embora p/a casa deles em Inglaterra.
Depois lá, ao perceberem q já não se confiava tt neles como estavam à espera, resolvem fazer malas e ir outra vez embora p/algures ... mas a Polícia sabe p/onde foram!
Querem lá ver q isto ainda vai dar n1 história daquelas q, após a confissão de algo importante, o mais alto nível da Governação – c/eleições no próx. ano ... - prometeu-lhes 1s plásticas p/mudar nomes/identidades e, no fim, o resto da vida numa ilha paradisíaca e tudo acaba misteriosamente ??? Aonde é q eu já ouvi/li isto? Tou cá desconfiada q este cenário será dificilmente repetido, c/tt Internet p/todo lado e no fim do Mundo ... mas, tudo é possível ...
Como vês John, tamos todos mui bem e o Planeta também. Para quê preocuparmo-nos c/grandes reflexões? E eu, q até nem sou nada conformista, axo que !!! Ou seja, não é de ti ou sobre a tua vida que tens de duvidar ... os “tiros” deverão ir por outro lado!!! Não te esqueças, A ESCRITA É UM DOS CAMINHOS, Meu Caro.
Um Beijo da Madona.

Arrebenta disse...

O que realmente penso e sinto sobre os McCann

http://asvicentinasdebraganza.blogspot.com/2007/09/toda-verdade-ou-o-anti-argumento-de.html#links

Anónimo disse...

da história do Tibete.. aqui contada se pode justificar todos os imperialismos.
a quem interessa a unificação da china e o desmenbramento dos outros imperios?

Anónimo disse...

Procuro-te, Tiago Galvão (autor do blog Diário).
Assunto de importância quase extrema para o bem e para o mal deste país.
Contacta-me para o email ricardomicosta@hotmail.com

Anónimo disse...

Volto aqui p/fazer 2correcções ao m/texto de ontem, pois num § não indiquei bem os nomes (autor e livro):
==>""Podia dizer outra coisa semelhante ou até mais importante, q o JOSÉ GIL Gil escreveu em “Portugal Hoje, o medo de existir” e q, por certo, conhecerás melhor do q eu."" (Confundo sp o Fernando Gil/«Prémio Pessoa-1993» e o José Gil, ambos nascidos em Moçambique, respectivamente em 1937 e 1939; serão irmãos?).; e,
noutro § não completei a frase ou terei apagado s/ter percebido:
==""E eu, q até nem sou nada conformista, axo que «não sei por onde vou, mas sei que não vou p/aí» !!! Ou seja, ...""
Ok,ag ficam feitos os ajustamentos devidos, p/não informar/expressar-me mal.
Adiós JG. Madona

Anónimo disse...

[um parentesis]

- «UM BOM PAIS PARA EMIGRAREM OS PROCERES DA "ESQUERDA"/"DIREITA"

é a Italia. Nao conheço nenhum outro pais europeu em que a obsessão classificatória, com os seus eternos problemas fundacionais, refundacionais, de limites, de territorio, de turf, sejam mais compulsivos. As livrarias estao cheias de livros, os jornais de artigos e uma serie única de revistas politicas, sem paralelo com qualquer outro pais europeu, nao falam de outra coisa. É verdade que é mais a esquerda do que a direita, mas a indústria do "repensar" está em plena produção. A França, que é quem mais se aproxima, nao tem nem de perto nem de longe esta intensa actividade».
09:41 (JPP)

A «indústria do repensar», ehehe, e por cá, re-pensa-se o quê ?

Anónimo disse...

É preciso que vozes (escritos) como a sua ecoem no deserto que vai sendo este Portugal de conformistas e de vencidos perante a bota opressora que, em nome da democracia, se vai abatendo sobre as nossas cabeças. Algumas vezes tenho discordado de si, nomeadamente sobre Salazar, mas ainda assim penso que esta sua janela aberta é, pelo desmascarar do oportunismo, da incompetência, da arrogância e da hipocrisia um espaço absolutamente indispensável na nossa blogosfera. Que tenha muita saúde e ânimo para continuar! Porque vale a pena!!!

Anónimo disse...

Olá Amigo,espero as mais breves melhoras da tua Mãe e que esta fase se ultrapasse o melhor possível.
Ainda ontem-manhã de Domingo-em conversa s/Saúde c/vários amigos ao pequeno-almoço,constatámos que todos nós tínhamos as mesmas PENAS,não as de cada um dos presentes,mas dos "relatives".E,de entre os N/Pais mui idosos(já ultrapassaram a barreira dos 80-e-tal anos e sp saudáveis, UMA FELICIDADE!!!), 4 faleceram nestes dois últimos meses, 4 estavam já mui doentes(em casa ou hospitais).
Nesse grupo, onde havia alguns médicos,1deles Cirurgião Cárdio Vascular/MPM, que Quel(a minha "pen-pall" especial:>40anos)sabe bem a quem me refiro...disse algo que nunca houvera ouvido e há horas que penso nisso:"todos os dias ouvimos notícias sobre a morte de X ou Y, com setenta/oitenta e tal anos, «de doença prolongada»(!),mas o que é a Nossa Vida Toda senão isso - UMA DOENÇA PROLONGADA ???.Dantes morria-se aos 60 ANOS,agora os Pais ultrapassam os 80/90 e nós talvez nem lá chegaremos, pois a idade média de vida em Portugal ronda os 72. Por mais sentimento de perda que tenhamos, não podemos pedir-lhes ou querer que vivam muito para ficarmos todos juntos e contentinhos, mas a partir de certa idade tudo lhes é penoso: até endireitar as costas...".
É verdade,fazer mil coisas para prolongar a vida dos N/idosos, pode realmente ser egoísmo! Mas dar-lhes Qualidade de Vida até fecharem os olhos é o DEVER DE QUALQUER FILHO!
Um abraço João e pensa nisto.
FáPauloDuarte