8.8.06

TATOO


Este ano tenho reparado na abundância de tatuagens por tudo quanto é corpo masculino e feminino. Parece uma praga. Desde coisas minúsculas, tipo um escorpião no ombro, até gatafunhos gigantescos nas pernas, nos braços, no peito ou onde as costas perdem o nome. Há casos em que o desenho desponta do calção ou do biquini, pelo que é de supôr que a tatuagem tenha origens mais "profundas". Com o devido respeito, a profusão de tatuagens dá ideia de que não há por ali um vislumbre de banho, a não ser de mar. Se já não tinha muita graça, a sua banalização corresponde quase à obrigatoriedade de ler Dan Brown na praia. O mimetismo tem destas coisas. Quanto pior, melhor. Quase me dá saudade do "amor de mãe".

6 comentários:

luikki disse...

os primitivos-actuais existem!

Anónimo disse...

Um antigo guerreiro maconde, combatente da FRELIMO na luta pela independência, talvez analfabeto e continuando a viver no norte longínquo da civilização - delegado da FRELIMO em Mueda:
À pergunta sobre os usos e costumes da população de há mais de três décadas, quanto a tatuagens e dentes afiados:
Que não, que já tinham acabado tais hábitos, caídos em desuso.
É desses tempos, durante a guerra em África, que os civilizados lusitanos se limitavam a um «amor de mãe».
Hoje, aderentes ás modas das sociedades democráticas pós modernas.

joshua disse...

Ou do "Angola 1972".

Na verdade, é isso, uma moda. A dos iô-iôs já passou, passou a do cubo mágico e toda a gente quer ser perversa e fonte de tusa e de mistério perante os que têm olhos.

Quando se vir que, por muito que se inove, tudo é sempre a mesma coisa, isso das tatuagens dará lugar a outra moda, quantas vezes ao arrependimento e às respectivas consequências nefastas.

Como o 'boom' dos preservativos. Todos os temos disponíveis na carteira. E quantos desejamos que não fossem realmente necessários!

Os preservativos banalizaram-se e também se erotizaram penosamente, embora usá-los seja como encher de água um arroz de cabidela ou retirar ao frango assado a dose de picante que tanto prezamos.

Unknown disse...

Antes o Dan Brown na praia !
Antes a "Fortaleza Digital" do que os tatoos de jornal... :-)
Venalidade por venalidade antes o D.Brown na areia do que o tatoo na sereia :-)

Anónimo disse...

cada um é livre de fazer o q quiser.fazer tatuagens e ler os livros q quiser.
se isso significa algo ( e significa!),isso é outra questão...

FAL disse...

Estamos de acordo nesta matéria. Por isso sugiro-lhe um post que fiz sobre o assunto há cerca de uma semana. Está aqui: http://corta-fitas.blogspot.com/2006_07_01_corta-fitas_archive.html#115411300720713593