Santos Silva - sempre ele - bolçou que "Santana Lopes não tem a credibilidade necessária para regressar à Câmara Municipal de Lisboa." S.S. é uma espécie de grande inquisidor do regime, aquele que aprova ou desaprova quem se pode ou deve mexer na vida pública. Ainda o vamos ver, lá mais para diante, a dizer qualquer coisa parecida com esta sobre Sócrates. S.S. tem aquele perfil típico de quem só é leal para consigo mesmo.
«Um trem de ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida.» Adélia Prado
1.5.09
S.S.
Santos Silva - sempre ele - bolçou que "Santana Lopes não tem a credibilidade necessária para regressar à Câmara Municipal de Lisboa." S.S. é uma espécie de grande inquisidor do regime, aquele que aprova ou desaprova quem se pode ou deve mexer na vida pública. Ainda o vamos ver, lá mais para diante, a dizer qualquer coisa parecida com esta sobre Sócrates. S.S. tem aquele perfil típico de quem só é leal para consigo mesmo.
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MOMENTO "MARINHA GRANDE" EM LISBOA
Vital Moreira teve o seu "momento Marinha Grande" em Lisboa que o admirável líder não tardará em aproveitar. Moreira e outros candidatos do PS às "europeias" apareceram na manifestação do 1º de Maio da CGTP/PC. Os ex-camaradas de Vital não lhe perdoaram a "traição", ocorrida há vinte anos, quando Vital finalmente percebeu o embuste dos "amanhãs que cantam". Este abanão dá jeito para umas tiradas sobre a democracia e para as tradicionais manifestações de solidariedade inter-partidária, anti-fascistas e anti-social-fascistas. Na realidade, estes comunistas não aprenderam nem esqueceram nada. Sobretudo não se esqueceram de Vital. E Vital anda nesta campanha por engano, como um zombie. Não chegou a levar um pontapé mas o incidente - sempre lamentável - de certeza que lhe proporcionou um para cima. Há males que vêm por bem.
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Vital Moreira
MOMENTO "MARINHA GRANDE" EM LISBOA
Vital Moreira teve o seu "momento Marinha Grande" em Lisboa que o admirável líder não tardará em aproveitar. Moreira e outros candidatos do PS às "europeias" apareceram na manifestação do 1º de Maio da CGTP/PC. Os ex-camaradas de Vital não lhe perdoaram a "traição", ocorrida há vinte anos, quando Vital finalmente percebeu o embuste dos "amanhãs que cantam". Este abanão dá jeito para umas tiradas sobre a democracia e para as tradicionais manifestações de solidariedade inter-partidária, anti-fascistas e anti-social-fascistas. Na realidade, estes comunistas não aprenderam nem esqueceram nada. Sobretudo não se esqueceram de Vital. E Vital anda nesta campanha por engano, como um zombie. Não chegou a levar um pontapé mas o incidente - sempre lamentável - de certeza que lhe proporcionou um para cima. Há males que vêm por bem.
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A HISTÓRIA DE UMA LEGISLATURA CONTADA EM EPISÓDIOS ÀS CRIANCINHAS

1.Uma relação difícil com a verdade. "Queriam que um menino dissesse que fazia muitas pesquisas na Internet com o Magalhães. Era uma mentira porque o menino nem sequer tem net." (Lê-se na contracapa do Expresso dito por uma professora que julgava que estava a depor para o Ministério como lhe afiançaram a direcção da escola e a equipa de reportagem do tempo de antena do PS a qual, por sua vez, garante que nunca disse que ia a mando do Ministério...)
2. Também se lê ali que os negócios com a Venezuela de Chávez - que tanto bem iam trazer a Portugal -"estão praticamente parados ou numa fase muito preliminar."
3. Sócrates, afinal, é a "essência da integridade". Palavra de Marcelino com base na vetusta aliança inglesa.
2. Também se lê ali que os negócios com a Venezuela de Chávez - que tanto bem iam trazer a Portugal -"estão praticamente parados ou numa fase muito preliminar."
3. Sócrates, afinal, é a "essência da integridade". Palavra de Marcelino com base na vetusta aliança inglesa.
A HISTÓRIA DE UMA LEGISLATURA CONTADA EM EPISÓDIOS ÀS CRIANCINHAS

1.Uma relação difícil com a verdade. "Queriam que um menino dissesse que fazia muitas pesquisas na Internet com o Magalhães. Era uma mentira porque o menino nem sequer tem net." (Lê-se na contracapa do Expresso dito por uma professora que julgava que estava a depor para o Ministério como lhe afiançaram a direcção da escola e a equipa de reportagem do tempo de antena do PS a qual, por sua vez, garante que nunca disse que ia a mando do Ministério...)
2. Também se lê ali que os negócios com a Venezuela de Chávez - que tanto bem iam trazer a Portugal -"estão praticamente parados ou numa fase muito preliminar."
3. Sócrates, afinal, é a "essência da integridade". Palavra de Marcelino com base na vetusta aliança inglesa.
2. Também se lê ali que os negócios com a Venezuela de Chávez - que tanto bem iam trazer a Portugal -"estão praticamente parados ou numa fase muito preliminar."
3. Sócrates, afinal, é a "essência da integridade". Palavra de Marcelino com base na vetusta aliança inglesa.
FORA DE PERIGO

O extraordinário líder foi à Ovibeja. Devidamente enquadrado por um bovino, de cor castanha e garboso, Sócrates, um reputado especialista mundial em vírus H1 N1, vulgo gripe suína, "garantiu" que o nosso SNS está preparado para tudo, até para uma pandemia. Na RTP até esperou que a menina de serviço acabasse o seu "momento lambuzadela" - onde contou o que ele tinha estado a fazer durante a manhã a bem da nação - para prosseguir a visita. Deus abençoe o nosso querido líder que tanta segurança nos dá.
(publicado na Sábado)
(publicado na Sábado)
FORA DE PERIGO

O extraordinário líder foi à Ovibeja. Devidamente enquadrado por um bovino, de cor castanha e garboso, Sócrates, um reputado especialista mundial em vírus H1 N1, vulgo gripe suína, "garantiu" que o nosso SNS está preparado para tudo, até para uma pandemia. Na RTP até esperou que a menina de serviço acabasse o seu "momento lambuzadela" - onde contou o que ele tinha estado a fazer durante a manhã a bem da nação - para prosseguir a visita. Deus abençoe o nosso querido líder que tanta segurança nos dá.
(publicado na Sábado)
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O 52 DA RODRIGUES SAMPAIO

Depois da gravação deste programa, fui da Latino Coelho até à Baixa a pé. Desci por dentro e, no 52 da Rodrigues Sampaio, lembrei-me que Natália Correia viveu ali . O prédio está cheio de escritórios e foi "renovado". Em 1986 era apenas um prédio onde, num andar lá em cima, morava a escritora com quem ia falar para uma peça no Semanário. Foi ela quem me recebeu e levou para a ampla sala revestida a livros. Havia um busto e uma mesa enorme em que cada um de nós se sentava frente a frente. De vez em quando Natália levantava-se para ir falar a um senhor idoso que, numa salinha contígua, lia um policial . "É o meu marido", explicou. Continuámos a conversa e, no fim, Natália "confiou", na dedicatória, um livro à minha "leitura inteligente". Levou-me à porta e ao elevador. Menos de uma década passada sobre isto, Natália estava morta. Houve tempos em que eu descia a cidade com alegria e desprendimento. Ontem soube-me a nada. Como naquele 52 da Rodrigues Sampaio, já nada está onde costumava estar. O Pessoa escreveu num poema famoso que "o Erro mudou./Temos agora uma outra Eternidade,/E era sempre melhor o que passou". À medida que tudo se afunila e acaba, só o que passou passa a fazer sentido. Esta "Eternidade", como o poeta bem supunha, não faz sentido algum.
O 52 DA RODRIGUES SAMPAIO

Depois da gravação deste programa, fui da Latino Coelho até à Baixa a pé. Desci por dentro e, no 52 da Rodrigues Sampaio, lembrei-me que Natália Correia viveu ali . O prédio está cheio de escritórios e foi "renovado". Em 1986 era apenas um prédio onde, num andar lá em cima, morava a escritora com quem ia falar para uma peça no Semanário. Foi ela quem me recebeu e levou para a ampla sala revestida a livros. Havia um busto e uma mesa enorme em que cada um de nós se sentava frente a frente. De vez em quando Natália levantava-se para ir falar a um senhor idoso que, numa salinha contígua, lia um policial . "É o meu marido", explicou. Continuámos a conversa e, no fim, Natália "confiou", na dedicatória, um livro à minha "leitura inteligente". Levou-me à porta e ao elevador. Menos de uma década passada sobre isto, Natália estava morta. Houve tempos em que eu descia a cidade com alegria e desprendimento. Ontem soube-me a nada. Como naquele 52 da Rodrigues Sampaio, já nada está onde costumava estar. O Pessoa escreveu num poema famoso que "o Erro mudou./Temos agora uma outra Eternidade,/E era sempre melhor o que passou". À medida que tudo se afunila e acaba, só o que passou passa a fazer sentido. Esta "Eternidade", como o poeta bem supunha, não faz sentido algum.
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