
«Um trem de ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida.» Adélia Prado
24.2.09
A "PARTICIPANTE" CAPRICHOSA

Pedro Santana Lopes arrasa aquela intelectual lusa que começou a sua carreira político-mediática ainda na velha sede do PS, à Rua da Emenda, a ler jornais, e que ultimamente andou na RTP "caminhando" de braço dado com o dr. Soares pelas sete partidas do mundo dele.
«Sem dó e sem piedade é como se deve qualificar a falta de nível de um programa que dá, aos Sábados, na SIC, principalmente, da parte de uma participante. Muito raramente assisto, porque me faz impressão o ar doutoral com que algumas pessoas falam de quase tudo sem saberem quase nada (...). Há participantes desse debate que levam aquilo meio a brincar, o que parece ser a ideia inicial do programa. Mas aquele azedume, aquele mau estar com a vida, com tudo e com todos, mas, principalmente, quero crer, consigo própria, é intolerável. Não deve gostar de se ver ao espelho e até devemos respeitar isso: cada um pensa o que quer de si próprio. Agora, tempo de antena dado a quem é tão sectário, tão insultuoso, tão desagradável, é um desperdício. É que os outros, apesar de tudo, pensam, gritam debatem, riem. Ela odeia, é o eixo do ódio.»
Sucede que, quem se mete com a "participante", leva. Até processos em tribunal. Pedro Santana Lopes, no entanto, concedeu-lhe um dia o benefício da dúvida e ela não recusou. Foi directora da Casa Fernando Pessoa onde, apesar da empáfia, não deixou recordações. Fora esse "lamentável incidente", é "sistémica" e PS friendly ou, mais propriamente, Soares friendly o que, para o regime, constitui biografia. Como uma vez lhe disse, PSL, tem de ser mais exigente na escolha dos seus amigos. Gente desta, caprichosa, só gosta dela mesma.
Adenda: PSL também se "admira" pelo facto de nenhum jornalista do semanário Sol ser paineleiro televisivo. Não queria mais nada...
«Sem dó e sem piedade é como se deve qualificar a falta de nível de um programa que dá, aos Sábados, na SIC, principalmente, da parte de uma participante. Muito raramente assisto, porque me faz impressão o ar doutoral com que algumas pessoas falam de quase tudo sem saberem quase nada (...). Há participantes desse debate que levam aquilo meio a brincar, o que parece ser a ideia inicial do programa. Mas aquele azedume, aquele mau estar com a vida, com tudo e com todos, mas, principalmente, quero crer, consigo própria, é intolerável. Não deve gostar de se ver ao espelho e até devemos respeitar isso: cada um pensa o que quer de si próprio. Agora, tempo de antena dado a quem é tão sectário, tão insultuoso, tão desagradável, é um desperdício. É que os outros, apesar de tudo, pensam, gritam debatem, riem. Ela odeia, é o eixo do ódio.»
Sucede que, quem se mete com a "participante", leva. Até processos em tribunal. Pedro Santana Lopes, no entanto, concedeu-lhe um dia o benefício da dúvida e ela não recusou. Foi directora da Casa Fernando Pessoa onde, apesar da empáfia, não deixou recordações. Fora esse "lamentável incidente", é "sistémica" e PS friendly ou, mais propriamente, Soares friendly o que, para o regime, constitui biografia. Como uma vez lhe disse, PSL, tem de ser mais exigente na escolha dos seus amigos. Gente desta, caprichosa, só gosta dela mesma.
Adenda: PSL também se "admira" pelo facto de nenhum jornalista do semanário Sol ser paineleiro televisivo. Não queria mais nada...
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A "PARTICIPANTE" CAPRICHOSA

Pedro Santana Lopes arrasa aquela intelectual lusa que começou a sua carreira político-mediática ainda na velha sede do PS, à Rua da Emenda, a ler jornais, e que ultimamente andou na RTP "caminhando" de braço dado com o dr. Soares pelas sete partidas do mundo dele.
«Sem dó e sem piedade é como se deve qualificar a falta de nível de um programa que dá, aos Sábados, na SIC, principalmente, da parte de uma participante. Muito raramente assisto, porque me faz impressão o ar doutoral com que algumas pessoas falam de quase tudo sem saberem quase nada (...). Há participantes desse debate que levam aquilo meio a brincar, o que parece ser a ideia inicial do programa. Mas aquele azedume, aquele mau estar com a vida, com tudo e com todos, mas, principalmente, quero crer, consigo própria, é intolerável. Não deve gostar de se ver ao espelho e até devemos respeitar isso: cada um pensa o que quer de si próprio. Agora, tempo de antena dado a quem é tão sectário, tão insultuoso, tão desagradável, é um desperdício. É que os outros, apesar de tudo, pensam, gritam debatem, riem. Ela odeia, é o eixo do ódio.»
Sucede que, quem se mete com a "participante", leva. Até processos em tribunal. Pedro Santana Lopes, no entanto, concedeu-lhe um dia o benefício da dúvida e ela não recusou. Foi directora da Casa Fernando Pessoa onde, apesar da empáfia, não deixou recordações. Fora esse "lamentável incidente", é "sistémica" e PS friendly ou, mais propriamente, Soares friendly o que, para o regime, constitui biografia. Como uma vez lhe disse, PSL, tem de ser mais exigente na escolha dos seus amigos. Gente desta, caprichosa, só gosta dela mesma.
Adenda: PSL também se "admira" pelo facto de nenhum jornalista do semanário Sol ser paineleiro televisivo. Não queria mais nada...
«Sem dó e sem piedade é como se deve qualificar a falta de nível de um programa que dá, aos Sábados, na SIC, principalmente, da parte de uma participante. Muito raramente assisto, porque me faz impressão o ar doutoral com que algumas pessoas falam de quase tudo sem saberem quase nada (...). Há participantes desse debate que levam aquilo meio a brincar, o que parece ser a ideia inicial do programa. Mas aquele azedume, aquele mau estar com a vida, com tudo e com todos, mas, principalmente, quero crer, consigo própria, é intolerável. Não deve gostar de se ver ao espelho e até devemos respeitar isso: cada um pensa o que quer de si próprio. Agora, tempo de antena dado a quem é tão sectário, tão insultuoso, tão desagradável, é um desperdício. É que os outros, apesar de tudo, pensam, gritam debatem, riem. Ela odeia, é o eixo do ódio.»
Sucede que, quem se mete com a "participante", leva. Até processos em tribunal. Pedro Santana Lopes, no entanto, concedeu-lhe um dia o benefício da dúvida e ela não recusou. Foi directora da Casa Fernando Pessoa onde, apesar da empáfia, não deixou recordações. Fora esse "lamentável incidente", é "sistémica" e PS friendly ou, mais propriamente, Soares friendly o que, para o regime, constitui biografia. Como uma vez lhe disse, PSL, tem de ser mais exigente na escolha dos seus amigos. Gente desta, caprichosa, só gosta dela mesma.
Adenda: PSL também se "admira" pelo facto de nenhum jornalista do semanário Sol ser paineleiro televisivo. Não queria mais nada...
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NÃO HÁ ALMOÇOS DE BORLA
Só agora é que o governo "descobriu" a "natureza" do BPP. Andou com aquela plutocracia regimental ao colo até chegar à brilhante conclusão de que não deve utilizar "fundos públicos para solucionar um problema associado à gestão de fortunas pessoais", apesar de manter o aval aos depósitos. O estranho nisto tudo - ou talvez não - é que só o pobre do dr. Oliveira e Costa, doutra agremiação bancária caída em desgraça política, esteja detido. E que, por exemplo, o sr. Rendeiro ande por aí em conferências e almoçaradas como se não fosse nada com ele. Nada acontece por acaso neste regime.
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NÃO HÁ ALMOÇOS DE BORLA
Só agora é que o governo "descobriu" a "natureza" do BPP. Andou com aquela plutocracia regimental ao colo até chegar à brilhante conclusão de que não deve utilizar "fundos públicos para solucionar um problema associado à gestão de fortunas pessoais", apesar de manter o aval aos depósitos. O estranho nisto tudo - ou talvez não - é que só o pobre do dr. Oliveira e Costa, doutra agremiação bancária caída em desgraça política, esteja detido. E que, por exemplo, o sr. Rendeiro ande por aí em conferências e almoçaradas como se não fosse nada com ele. Nada acontece por acaso neste regime.
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A FARSA

Ao fim destes anos todos, dez dos quais passou como Presidente da República e uns quantos como primeiro-ministro, Mário Soares veio "descobrir" que, afinal, o segredo de justiça se transformou numa farsa. «A justiça é lenta e parece não conduzir a resultados visíveis e claros, para o cidadão comum. Ora, como sabemos, uma justiça independente, justa e célere é um dos pilares essenciais para o bom funcionamento da democracia. Não é isso, infelizmente, o que acontece. Magistrados, procuradores do Ministério Público, advogados, etc., têm de ter a consciência disso. Há fugas de informação, que não se sabe donde e como vêm nem por que razão não se investiga donde surgem. Mas a verdade é que chegam rápida e lamentavelmente aos meios de comunicação social, que, por sua vez, fazem inquéritos e organizam verdadeiros "julgamentos na praça pública", arrasando reputações, sem que as pessoas visadas se possam defender.» É, não é? Dos dois grupos profissionais que cita, uns ligados ao direito e os outros à comunicação social, qual é que será o que, melhor ou pior, tem cumprido a sua função? É culpa destes últimos (e Deus sabe como eu não tenho temores reverenciais perante os media) que as "informações" lhes cheguem "rápida e lamentavelmente"? É lamentável porque chegam cedo demais? Ou é lamentável porque só deviam chegar devagarinho, as que "interessam" ou às pinguinhas consoante o "alvo" em vista de acordo com as técnicas mais básicas da "intelligence" política? Sabe, dr. Soares, há muitas maneiras de ir à caça sem precisar disparar um tiro.
A FARSA

Ao fim destes anos todos, dez dos quais passou como Presidente da República e uns quantos como primeiro-ministro, Mário Soares veio "descobrir" que, afinal, o segredo de justiça se transformou numa farsa. «A justiça é lenta e parece não conduzir a resultados visíveis e claros, para o cidadão comum. Ora, como sabemos, uma justiça independente, justa e célere é um dos pilares essenciais para o bom funcionamento da democracia. Não é isso, infelizmente, o que acontece. Magistrados, procuradores do Ministério Público, advogados, etc., têm de ter a consciência disso. Há fugas de informação, que não se sabe donde e como vêm nem por que razão não se investiga donde surgem. Mas a verdade é que chegam rápida e lamentavelmente aos meios de comunicação social, que, por sua vez, fazem inquéritos e organizam verdadeiros "julgamentos na praça pública", arrasando reputações, sem que as pessoas visadas se possam defender.» É, não é? Dos dois grupos profissionais que cita, uns ligados ao direito e os outros à comunicação social, qual é que será o que, melhor ou pior, tem cumprido a sua função? É culpa destes últimos (e Deus sabe como eu não tenho temores reverenciais perante os media) que as "informações" lhes cheguem "rápida e lamentavelmente"? É lamentável porque chegam cedo demais? Ou é lamentável porque só deviam chegar devagarinho, as que "interessam" ou às pinguinhas consoante o "alvo" em vista de acordo com as técnicas mais básicas da "intelligence" política? Sabe, dr. Soares, há muitas maneiras de ir à caça sem precisar disparar um tiro.
23.2.09
LÁ COMO CÁ
Em Portugal, um crime de corrupção activa "vale" cinco mil euros de multa e não se fala mais nisso. Em Espanha, o ministro socialista da justiça demitiu-se porque foi caçar (sem licença) com o Torquemada Baltazar Garzon que agora anda atrás do Partido Popular. Uma mera coincidência, certamente. Apesar de tudo, lá se demitiu. Não é, todavia, por acaso que um cronista do ABC escreveu isto a semana passada: «Zapatero tiene en sus manos algo de lo que no dispone ninguno de sus equivalentes en Europa, el control cuasi omnímodo de los medios audiovisuales y, dentro del PSOE, no hay quien le lleve la contraria. Una oposición como la que lidera (?) Mariano Rajoy, que ni se entera ni sabe defenderse, es el chollo para el leonés; pero al hombre debe pesarle más la saña que la razón. Los medios informativos próximos al socialismo imperante, en permanente concurso de méritos para merecer el cariño contabilizable del amo al que sirven, se afanan en esa tarea insensata de acabar con el PP y, sobre lo que brinda la realidad, que no es poco, añaden su fantasía y su capacidad para la insidia.» Lá como cá.
LÁ COMO CÁ
Em Portugal, um crime de corrupção activa "vale" cinco mil euros de multa e não se fala mais nisso. Em Espanha, o ministro socialista da justiça demitiu-se porque foi caçar (sem licença) com o Torquemada Baltazar Garzon que agora anda atrás do Partido Popular. Uma mera coincidência, certamente. Apesar de tudo, lá se demitiu. Não é, todavia, por acaso que um cronista do ABC escreveu isto a semana passada: «Zapatero tiene en sus manos algo de lo que no dispone ninguno de sus equivalentes en Europa, el control cuasi omnímodo de los medios audiovisuales y, dentro del PSOE, no hay quien le lleve la contraria. Una oposición como la que lidera (?) Mariano Rajoy, que ni se entera ni sabe defenderse, es el chollo para el leonés; pero al hombre debe pesarle más la saña que la razón. Los medios informativos próximos al socialismo imperante, en permanente concurso de méritos para merecer el cariño contabilizable del amo al que sirven, se afanan en esa tarea insensata de acabar con el PP y, sobre lo que brinda la realidad, que no es poco, añaden su fantasía y su capacidad para la insidia.» Lá como cá.
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