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1.3.12

Nunca há bom vento para quem não conhece o seu porto


 


«Très mauvaise semaine pour Nicolas Sarkozy qui espérait dépasser François Hollande dans les intentions de vote des sondages. C’est le contraire qui se passe si l’on en croit le baromètre Ifop Fiducial Paris Match Europe 1 publié chaque jour à 18 heures. Ce jeudi 1er mars au soir,  Nicolas Sarkozy recule d’un point dans les intentions de vote à 25,5 points tandis que François Hollande progresse d’un point à 29 %. Après avoir été réduit à un point, l’écart est de nouveau de 3,5 points, le même que celui du 17 février, deux jours après la déclaration de candidature du président. Cette mauvaise nouvelle intervient alors que des manifestants ont fortement perturbé la visite du candidat président à Bayonne. Cette semaine devait être celle où M. Sarkozy continuait d’imposer ses thèmes, avec un discours sur  l’éducation annoncé pour mardi 28. Il a été surpris par le coup de Jarnac de lundi soir : la proposition de François Hollande de taxer les plus hauts revenus à hauteur de 75 %. Dès le petit-déjeuner de la majorité, mardi, M. Sarkozy dénonce une « improvisation dangereuse » du candidat socialiste. Mais c'est la droite, totalement prise de court, qui doit improviser. Car M. Hollande a fait, à gauche, un coup gagnant similaire à celui joué par M. Sarkozy en 2007, lorsqu'il avait proposé un ministère de l'immigration et de l'identité nationale, parvenant ainsi à dominer le débat. Dans ce contexte, les propositions de M. Sarkozy sur l’école sont devenues peu audibles. Selon l'institut CSA ses propositions (moins de professeurs mieux payés) n'ont convaincu qu'un quart des Français. Mardi, il a accumulé les déconvenues. Il a fait une bourde, en annonçant que la journaliste française blessée Edith Bouvier avait été exfiltrée de Syrie. A tort. « Je me suis montré imprécis, je m'en excuse auprès de vous », dira-t-il aux journalistes. Puis viendra une troisième déconvenue, la censure par le Conseil constitutionnel de la loi pénalisant les génocides, adoptée dans la précipitation pour s'attirer les bonnes grâces de la communauté arménienne. S’y ajoutent les cafouillages de ses troupes. Au cours du dernier week-end, Nathalie Koscisuko-Morizet a commis une énorme bourde, évaluant le coût d’un ticket de métro parisien à plus de quatre euros. Le ministre de l'intérieur Claude Guéant a cru utile de qualifier le Front national de national et socialiste. Quant à Henri Guaino, la plume volubile du président, il a explosé d’autoritarisme devant le président du conseil général de l’Essonne le socialiste Guedj au cours d'un débat sur France 3. M. Sarkozy lui aussi a fait des erreurs. Après avoir attaqué deux actionnaires du Monde sur RTL , Pierre Bergé et Matthieu Pigasse, il a eu la critique de trop, s’en prenant sans la nommer à la compagne de François Hollande, Valérie Trierweiler, coupable d’avoir une émission télévisée sur Direct 8.»


 


Le Monde

12.7.10

A PALAVRA


Apanho, em directo, Sarkozy a falar em "transparência" numa entrevista televisiva. A "transparência" é daquelas palavras que, de tão repetidas, não querem dizer nada. Mas é uma palavra do tempo e desta geração de políticos, à esquerda e à direita, sem grandeza ou densidade. E até simpatizo com este. Mas é só o que há.

A PALAVRA


Apanho, em directo, Sarkozy a falar em "transparência" numa entrevista televisiva. A "transparência" é daquelas palavras que, de tão repetidas, não querem dizer nada. Mas é uma palavra do tempo e desta geração de políticos, à esquerda e à direita, sem grandeza ou densidade. E até simpatizo com este. Mas é só o que há.

14.7.09

14 DE JULHO



Jessye Norman, Paris, 14 de Julho de 1989

14 DE JULHO



Jessye Norman, Paris, 14 de Julho de 1989

4.4.09

A DIPLOMACIA DOS PEQUENINOS

O primeiro-ministro de Portugal, esse gigantesco país europeu entregue à "esquerda moderna", garantiu em Estrasburgo um "reforço" de tropas domésticas no Afeganistão. Pelo contrário, Sarkozy, o presidente francês - supostamente de direita - não quer mandar mais soldados gauleses para uma guerra que não é deles. Sócrates - tal como o seu "gémeo" Barroso - tem mais certezas internacionais do que o chefe de Estado francês. Ou mesmo do que Obama que, prudentemente, anda a "apalpar terreno". Não vale a pena embotar por aí.

A DIPLOMACIA DOS PEQUENINOS

O primeiro-ministro de Portugal, esse gigantesco país europeu entregue à "esquerda moderna", garantiu em Estrasburgo um "reforço" de tropas domésticas no Afeganistão. Pelo contrário, Sarkozy, o presidente francês - supostamente de direita - não quer mandar mais soldados gauleses para uma guerra que não é deles. Sócrates - tal como o seu "gémeo" Barroso - tem mais certezas internacionais do que o chefe de Estado francês. Ou mesmo do que Obama que, prudentemente, anda a "apalpar terreno". Não vale a pena embotar por aí.

15.6.08

O «INCIDENTE»



Sarkozy, por quem este blogue tem um módico de consideração política, apelidou de "incidente" o "não" irlandês. Como se estivesse a falar de uma mulher sua, o presidente francês afirmou que a Europa não pode entrar em crise por causa do referido "incidente". Esta sobranceria vesga deu o mote para começarem a pensar em "obrigar" a Irlanda a repetir o referendo, presumivelmente até que o povo lhes dê o "sim". O dr. Barroso e o seu maoísmo congénito estão a fazer escola junto dos mandarins europeus. Em vez de "democratizarem" a Europa, estes efémeros dirigentes afastam-se cada vez mais dos respectivos cidadãos. O fundamental é que ninguém lhes estrague a Torre de Babel em que transformaram o "ideal" europeu e na qual apreciam masturbar-se. A menos que estejam, afinal, preocupados com a carreira política do colega português que forneceu a montra para o espectáculo. Ainda acabam todos esmagados debaixo do precioso articulado. Literalmente.

O «INCIDENTE»



Sarkozy, por quem este blogue tem um módico de consideração política, apelidou de "incidente" o "não" irlandês. Como se estivesse a falar de uma mulher sua, o presidente francês afirmou que a Europa não pode entrar em crise por causa do referido "incidente". Esta sobranceria vesga deu o mote para começarem a pensar em "obrigar" a Irlanda a repetir o referendo, presumivelmente até que o povo lhes dê o "sim". O dr. Barroso e o seu maoísmo congénito estão a fazer escola junto dos mandarins europeus. Em vez de "democratizarem" a Europa, estes efémeros dirigentes afastam-se cada vez mais dos respectivos cidadãos. O fundamental é que ninguém lhes estrague a Torre de Babel em que transformaram o "ideal" europeu e na qual apreciam masturbar-se. A menos que estejam, afinal, preocupados com a carreira política do colega português que forneceu a montra para o espectáculo. Ainda acabam todos esmagados debaixo do precioso articulado. Literalmente.

13.2.08

O MELHOR DELA


Carla Bruni-Sarkozy concedeu a primeira entrevista enquanto mulher do presidente da França. Pelo meio, a cantora fala no "ágape dos homens públicos, por exemplo Nelson Mandela, a sua capacidade de se empenharem pelos outros" provavelmente para não ser só "bang-bang". Pierre Assouline não a poupa. «"Agapê" n’est pas le nom de baptême de la nouvelle Lancia mais l’un des termes par lesquels les Grecs nommaient l’amour, entre Eros et Philia. Moins charnel que le premier, et pas aussi exclusivement humain et absolu que le second, il désigne de manière plus universelle l’amour de l’autre, sa capacité à accueillir dans l’amitié tendre et affectueuse. Encore faut-il avoir un dictionnaire de grec sous la main, comme il sied désormais à l’Elysée. La rupture, enfin!» No fim da entrevista, Carla garante ir dar "o seu melhor". Alguém duvida disso?

O MELHOR DELA


Carla Bruni-Sarkozy concedeu a primeira entrevista enquanto mulher do presidente da França. Pelo meio, a cantora fala no "ágape dos homens públicos, por exemplo Nelson Mandela, a sua capacidade de se empenharem pelos outros" provavelmente para não ser só "bang-bang". Pierre Assouline não a poupa. «"Agapê" n’est pas le nom de baptême de la nouvelle Lancia mais l’un des termes par lesquels les Grecs nommaient l’amour, entre Eros et Philia. Moins charnel que le premier, et pas aussi exclusivement humain et absolu que le second, il désigne de manière plus universelle l’amour de l’autre, sa capacité à accueillir dans l’amitié tendre et affectueuse. Encore faut-il avoir un dictionnaire de grec sous la main, comme il sied désormais à l’Elysée. La rupture, enfin!» No fim da entrevista, Carla garante ir dar "o seu melhor". Alguém duvida disso?

10.1.08

A CARLA DELE



Mitterrand não gostava de homens sem segredos. Construiu uma carreira presidencial monárquica, de catorze anos, omitindo, quase até ao fim, como verdadeiros "segredos de Estado", uma filha "ilegítima", várias amantes e ligações de profunda amizade com antigos colaboracionistas. Nem por isso Mitterrand deixou de ser o monarca republicano que foi. Sarkozy é o oposto disto. Aprecia requintadamente a vulgaridade. Sabe que gerir uma nação, nestes tempos presentes, exige a exibição das mistificações e das fraquezas, e não a sua ocultação. A sociedade de hoje vive bem sem a "política", ao contrário de Mitterrand que, mesmo entre portas, só fazia política. Por isso a forma de Sarkozy se mostrar ao mundo é necessariamente diferente da do seu ilustre antecessor. Ninguém se escandaliza por o chefe de Estado da França ter trocado de mulher em seis meses, optando por uma ersatz da primeira, devidamente revista, correcta e aumentada. Bruni, antes de Sarkozy, já tinha tirado o fôlego a eminências tão diversas como Jagger ou Bernard Henri-Lévy que não conseguiu escrever uma linha enquanto namorou com a cantora. Provavelmente Bruni fará a Sarkozy o mesmo que fez aos outros o que apenas acelerará a habitual agitação do presidente. Pendant que ça dure...

A CARLA DELE



Mitterrand não gostava de homens sem segredos. Construiu uma carreira presidencial monárquica, de catorze anos, omitindo, quase até ao fim, como verdadeiros "segredos de Estado", uma filha "ilegítima", várias amantes e ligações de profunda amizade com antigos colaboracionistas. Nem por isso Mitterrand deixou de ser o monarca republicano que foi. Sarkozy é o oposto disto. Aprecia requintadamente a vulgaridade. Sabe que gerir uma nação, nestes tempos presentes, exige a exibição das mistificações e das fraquezas, e não a sua ocultação. A sociedade de hoje vive bem sem a "política", ao contrário de Mitterrand que, mesmo entre portas, só fazia política. Por isso a forma de Sarkozy se mostrar ao mundo é necessariamente diferente da do seu ilustre antecessor. Ninguém se escandaliza por o chefe de Estado da França ter trocado de mulher em seis meses, optando por uma ersatz da primeira, devidamente revista, correcta e aumentada. Bruni, antes de Sarkozy, já tinha tirado o fôlego a eminências tão diversas como Jagger ou Bernard Henri-Lévy que não conseguiu escrever uma linha enquanto namorou com a cantora. Provavelmente Bruni fará a Sarkozy o mesmo que fez aos outros o que apenas acelerará a habitual agitação do presidente. Pendant que ça dure...

23.12.07

SARKOZY


Mesmo a correr em frente aos Jerónimos onde não reparara em Sócrates, Sarkozy é o único dirigente europeu minimamente estimulante. É este Sarkozy que me interessa e não as Bruni da vida dele.

SARKOZY


Mesmo a correr em frente aos Jerónimos onde não reparara em Sócrates, Sarkozy é o único dirigente europeu minimamente estimulante. É este Sarkozy que me interessa e não as Bruni da vida dele.

18.10.07

A PRIMEIRA-DAMA


Há por aí muitas mulheres que gostariam de ser primeiras-damas. Veja-se o caso da inenarrável Dina Matos, uma lusa casada com um político americano que ambicionava a Casa Branca. Deu em livro, já traduzido, porque o marido "saiu do armário" justamente na pior altura. Não haveria prateleiras que chegassem para todas estas despeitadas e "enganadas" quanto à adequada virilidade dos esposos se desatassem todas a escrever as suas tristes histórias. Todavia, com Sarkozy chegou um novo tipo de primeira-dama. A que, já o sendo, se está nas tintas para continuar a ser e se divorcia. Cecília ainda teve tempo para um gesto de diplomacia paralela bem sucedido antes de decidir ir à vida dela. Quantas pirosas e putativas candidatas a primeira-dama seriam capazes disto?

A PRIMEIRA-DAMA


Há por aí muitas mulheres que gostariam de ser primeiras-damas. Veja-se o caso da inenarrável Dina Matos, uma lusa casada com um político americano que ambicionava a Casa Branca. Deu em livro, já traduzido, porque o marido "saiu do armário" justamente na pior altura. Não haveria prateleiras que chegassem para todas estas despeitadas e "enganadas" quanto à adequada virilidade dos esposos se desatassem todas a escrever as suas tristes histórias. Todavia, com Sarkozy chegou um novo tipo de primeira-dama. A que, já o sendo, se está nas tintas para continuar a ser e se divorcia. Cecília ainda teve tempo para um gesto de diplomacia paralela bem sucedido antes de decidir ir à vida dela. Quantas pirosas e putativas candidatas a primeira-dama seriam capazes disto?

13.7.07

SOL E VIDA NA POLÍTICA

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, pronunciou ontem, em Epinal, um discurso decisivo acerca do futuro das instituições políticas francesas recorrendo à história. Sei perfeitamente que o nosso "regime salamaleque" não "encaixa" uma personalidade como a de Sarkozy. É um discurso de um francês para franceses e para a França. É, como me chamou a atenção um leitor, uma das mais extraordinárias reflexões político-filosóficas dos últimos tempos. É um discurso sobre o Estado, a República e a reforma das instituições. Por cá, num momento em que tanto papagaio surpreende "reformas" onde apenas existe propaganda e circo, e em que se proclama a "excelência" de uma medíocre e dependente "sociedade civil" pseudo-asfixiada pelo Estado (asfixiada, sim, pela sua néscia cupidez e pela sua auto-comiseração), era bom que aparecesse um Sarkozy para começar tudo de novo. Este regime não só nasceu anquilosado como já está velho há demasiado tempo. Precisa de sol e vida.