«Israel escolheu um caminho muito perigoso que pode pôr em causa a sua sobrevivência, num momento de mudança tão agudo e difícil como aquele em que o mundo se encontra. Quis forçar a mão ao Presidente Obama, no momento em que ainda não tomou posse, confiado no poder de persuasão do poderoso lobby judaico-americano? Fez mal. (...) Em termos políticos, estratégicos e diplomáticos Israel tem de deixar de se pensar como "o Povo Eleito". Em termos religiosos, é outra coisa: cada religião tem a sua verdade e presta-lhe culto, como deseja, devendo, por isso, ser respeitada. Mas a política internacional é diferente. (...) Os tempos, nesse aspecto, estão em mudança, como as relações de força. Israel devia saber isso. Não pode, assim, pedir aos seus aliados e amigos que a apoiem incondicionalmente. Sobretudo tem vindo a cometer erros colossais e, porventura, mesmo crimes contra a Humanidade.»
Mário Soares, Diário de Notícias
*Copyright: "Tampinhas", uma designação inventada pelo Dragão
Mário Soares, Diário de Notícias
*Copyright: "Tampinhas", uma designação inventada pelo Dragão
7 comentários:
Não tenho pretenções a perceber de política internacional,uma vez que nunca consegui perceber a nacional,tal como Mário Soares que tendo tido o peso que teve...enfim,conhecemos os resultados.
Mas nestas questões de grande complexidade há sempre perspectivas diferentes e por vezes é difícil no curto prazo avaliar a melhor.
Acredito,e pode ser o maior disparate,que Israel agiu no momento certo,em que não compromete Obama e constrói uma posição mais forte para encetar futuras negociações.
Como a política é imprevisível,embora Obama não me pareça vir a romper com as tradicionais posições americanas para o Médio Oriente,os israelitas acabam por prevenir o futuro clima de tensão que sem dúvida emergiria com o novo presidente americano a ser inevitávelmente testado pelos palestinianos,uma vez que graças ao apoio dos países do petróleo têm um forte lobby,como podemos ver até na nossa imprensa.
Israel sempre será preso por ter cão e assassinado por não ter. Não consta do código israelita de conduta o extermínio de todos os árabes na Púbis Sagrada que é geograficamente a Palestina e é Israel e na pan-arabia.
Mas consta, pelo contrário, do histerismo dos imãs na Europa isto: «Earlier today we saw Sheikh Qaradawi expressing these pious sentiments: Oh Allah, take this oppressive Jewish, Zionist band of people. Oh Allah, do not spare a single one of them. Oh Allah, count their numbers, and kill them, down...»
E a verdade é que, vivendo na Europa tudo lhes faz espécie e os indigna: «Apparently the same way Iraq, dogs, and underwear ads tend to radicalize Muslims. If the latter are constantly crying "wolf" -- that is, if everything "offends," "enrages," and "radicalizes" them -- exactly when should the world take their complaint seriously?...».
Provavelmente, tu, João, por teres por perto e por querido e vivo esse teu velho cão, seria marcado para uma esperinha religiosa. Esses indignados e odientos jihadistas por cultura e propensão.
Quanto ao diletante Soares, 'lúcido' uma vez mais entre milhares de 'lucidezes' vantajosas, segundo o blogue Cinco Dias.
Abraço
Tenho muita pena em dizer, mas a discussão sobre a guerra entre Israel e Palestina está sempre cheia de erros lógicos:
É a história dos coitadinhos Palestinianos e do Monstro Israel ...
Analisar o assunto nesta base, não se vai a lado nenhum!
“Ele” é porque Israel é uma potência bélica ... então como se justificam os túneis secretos entre Egipto e Palestina para passar armas às escondidas do mundo inteiro? É para depois virem dizer que só usam armas artesanais ?! Esta tem graça …
“Ele” é os EUA a apoiar Israel ... Claro,cada um tem os seus aliados!!! E o Hamas (atenção q NÃO falo de PALESTINA!) por acaso não tem o suporte bélico e logístico do Irão? Apoio esse declarado e associado a tudo o que se relaciona com terrorismo! Ou será que por um acaso as Torres Gémeas de NY eram instalações militares? Bem, aí só mortes civis foram mais de 5.000 e os Árabes Radicais festejaram-nas desacaradamente por todo o lado ... ou a memória colectiva já se esqueceu?
Sim, o Mundo está – e bem, pois assim é que deve ser - contra os Árabes RADICAIS, até o próprio MUNDO ISLÂMICO MAIS CIVILIZADO E MODERADO o é, ou seja: não aceita as práticas do HAMAS.
Claro que a Palestina terá a Paz com Israel, mas parece “a olhos vistos” que Israel está farto das "fitinhas" e falsidades do HAMAS. Este, sim é o verdadeiro perigo p/a REGIÃO!
M.Lino.
Apoio incondicionalmente Mário Soares. Estou em crer que o governo israelita enlouqueceu. Para lá da chacina que vem sendo cometida em Gaza e que é denunciada em todo o mundo por gente dos mais variados quadrantes, judeus incluídos (mesmo judeus em Portugal, como o prof. Alan Stoleroff), Israel comete um erro estratégico fundamental e é de espantar que não se dê conta disso.
Os judeus beneficiaram desde as perseguições nazis de uma simpatia generalizada de todo o mundo. É claro que a emigração para terras da Palestina é anterior a 1948, mas foi depois da Segunda Guerra Mundial que começaram a achar que poderiam fazer tudo quanto queriam e que a evocação do "holocausto" bastava para calar todas as bocas; e quem os contrariasse seria anti-semita. Esta táctica logrou convencer muitos incautos e ingénuos durante anos, mas parece que já não surte efeito.
Quem se importa hoje de ser considerado anti-semita por um governo israelita (ou seus apoiantes) que mata pessoas aos milhares?
A situação na Palestina só pode ter uma solução política, há 60 anos que sabemos isso!
E quanto ao projectado bombardeamento do Irão, que parece foi travado pelos EUA, só poderia conduzir a uma Guerra Mundial, na qual eu, e creio que milhões de seres humanos, não estou interessado.
Está tudo dito. Ele não é de mais uma Comissão para o Diálogo Inter-religioso. Claro que a chacina de raparigas que vão à escola, cometem adultério, são lésbicas etc ... não são crimes contra a humanidade.
Continua o milagre de David: agora pôs o João Gonçalves a elogiar o Mário Soares ( que de repente já não xéxé).
Por julgar de interesse para uma correcta apreciação do paspalho político que dá pelo nome de Mário Soares, transcrevo a carta que tentei, infrutiferamente, fosse publicada no jornal onde “apareceram as grandes linhas do seu pensamento”
Num jornal de publicação mensal do concelho de Sesimbra, li um escrito da autoria de quem foi, em tempo passado, titular de uma pasta governamental.
Tal escrito, que falava de uma “aula inicial” dada por um “professor”- professor? De quê? - que arengou sobre o “O socialismo e o futuro”, continha passagens da “lição” dada por quem é considerado por uma cambada de papalvos o “patriarca” dum partido que se intitula de socialista mas cuja prática só tem cabimento num socialismo de merda,
Como socialista, não tem ponta por onde se lhe pegue, não passando de uma agência de angariação de tachos e de distribuição de benesses.
O autor do escrito confessou não se atrever a comentar a lição, preferindo fazer uma síntese das grandes linhas do pensamento do “professor”. Como, por amizade, não quis fazer comentários, faço-os eu, apesar das minhas limitações.
Disse que o “professor” começou por afirmar: a palavra socialismo não está hoje muito na moda, mas garantiu que, mais ano menos ano, vai voltar a estar em moda – e com que força. E não está muito na moda por causa dos cabrões socialistas que, quando alcançaram o poder, mataram para cima de cem milhões de inocentes e continuam a matar sempre que podem. Também deixou de ser moda por causa dos socialistas interesseiros, aqueles socialistas de merda que proclamam constantemente o seu ideal socialista mas que o postergam quando tal ideal colide com os seus interesses mesquinhos. Não foi o que o “professor” fez quando meteu o socialismo na gaveta por recear perder o poleiro de Belém? E como pode a palavra socialismo estar na moda se o povo conhece a atitude daquela chusma de empresários, de médicos, de advogados, de engenheiros, de arquitectos, etc. que berram por todo o lado o seu socialismo, mas que nunca o praticam. Como pode a palavra socialismo vicejar se o povo é humilhado, enganado, espezinhado, aldrabado, vigarizado, maltratado por todos os socialistas de merda? E pode, não o nego, vir um dia a estar na moda, simplesmente porque a memória do povo é muito curta.
Cai muito bem, todos nós sabemos, dissertar, como o fez o “professor” na sua “lição”, sobre as gritantes desigualdades existentes no nosso planeta. É geralmente um prazer denunciar desigualdades quando estamos muito cá em baixo e confrontamos a nossa situação com a daqueles que estão muito lá em cima. Naturalmente que o “professor”do socialismo de merda está muito incomodado com a distância que vai da sua fortuna pessoal para a dum Bill Gates, dum Belmiro de Azevedo e de outros. Mas o certo, certo, é que anda bem comido e melhor vestido. E se está realmente preocupado com aqueles que estão na miséria porque não abdica de parte do que tem para socorrer os que realmente precisam? Dando o exemplo preconizado há dois mil anos pelo primeiro e mais puro socialista. Porque é que quando esteve no poder não se coibiu de dar banquetes, de andar a cavalgar tartarugas à custa daqueles de quem, muito hipocritamente, diz ter muita pena?
Num Domingo de Agosto último, no final duma celebração religiosa a que me foi permitido assistir, foi pedida pelo celebrante a atenção para a solicitação que ia ser feita por uma mulher. Esta dirigiu-se à Assembleia solicitando o auxílio desta para a obtenção de camas articuladas para doentes sem posses que delas precisavam.
E porque que é que estes infelizes não recebem do Ministério da Saúde as camas que precisam? A resposta é sempre a mesma: Não há dinheiro. Mas o socialismo de merda já tem dinheiro para pagar a uma chusma de assessores, para comprar carros, para pagar a uma caterva de motoristas, para deslocações escusadas, até para inaugurar poucos quilómetros de estrada, para contratar figurantes para escolas que recebem a visita de certos marmanjos que se dizem socialistas e trazer do interior muito papalv
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