Que diferença! Por alguma razão, aqueles que aceitariam o tal milhão, não perdem uma oportunidade para denegrir um sujeito inquestionavelmente honesto. Disse honesto, não disse ernesto. Honesto, repito. Haverá outro, na política? Talvez, mas eu não encontro. Fica o desafio: quem encontrar, que avance.
A HONRA é a suprema virtude de um verdadeiro Homem : pena é que, em Portugal, essa nobre qualidade seja rara e, quem sabe (?), caminhe para a extinção.
É que, por vezes, ser honrado é ser pateta, nada esperto, imbecil ; são as 'novas oportunidades' a tomarem conta da nossa sociedade ... e nem um 'plano tecnológico' encontra lógica para explicar.
Mas, contudo, fica-se na História pelas melhores razões e, também, pelas piores !
Trata-se apenas de meia honestidade porque o Senhor General Ramalho Eanes vai acumular a reforma de PR com a de General. Estas acumulações deviam ser proíbidas. Está bem, mas já é qualquer coisa...
Sem qualquer juizo de valor: Felizmente que a reforma do Sr. General Eanes assim como o ganho do seu trabalho pode dar-lhe a possibilidade de ter esta atitude. Quantos dão muito mais a um Estado que não os valoriza e a uma sociedade os desconhece?
São poucos os políticos que merecem um rótulo de honestos. Factos como estes se calhar são pouco publicitados: já uma qualquer pantominice dos BE's merece TV e muitas repetições.
inicialmente não gostava do d. antónio alcains. depois das lástimas soares e sampaio não restam dúvidas que é dos 3 o melhor. a anos luz de distância do lixo humano da politica. quando vejo o césar penso imediatamente num macaco sem rabo
É de recordar igualmente que o General Eanes recusou o posto de Marechal, há alguns anos atrás, além de ter encostado os otelos e os goçalves entre outros comunas à parede. Foi o General Eanes e o seu grupo que mudaram decisivamente o rumo de Abril para Novembro, em Portugal. E isso por vezes esquece-se depressa.
O General Ramalho Eanes tem subido na minha consideração cada vez que se manifesta. Apesar de fora do meu tema, aqui há uns tempos até escrevi um post (http://www.sargacal.com/2005/11/26/25-de-novembro/) com uma passagem de uma entrevista com o Mário Crespo. Diz bem da fibra de que é feito. -- JRF (http://www.sargacal.com/)
Se o gesto fica bem ao General, fica mal ao Estado abotoar-se com 1 milhão que não lhe pertence por direito. Se o General não o quis fazer - devia, não devia.. o duvida o mores - devia o Estado fazê-lo: uma doação a uma entidade carenciada, era o mínimo esperado. Já não falo na liga contra o cancro, na sol, na abraço, nas associações das crianças deficientes, nas cercis... mas e a Fundação Mário Soares, caramba!? Não houve uma alminha no governo que se tivesse lembrado da FMS? Essa é que m'admira, nesta conversa toda.
É assim. Um oficial (coronel) uns anos mais novo que o general, possuidor de boa capacidade intelectual e razoável sentido crítico, sobretudo independente (por tudo isso da minha simpatia), não admirador do antigo PR, tem muito o hábito de se lhe referir com certa mordacidade como "O impoluto". Presumo que mesmo sem o querer, aqui temos um óptimo adjectivo para quem o João qualifica como faz hoje: "Um homem" Lamentavelmente, o seu exemplo tem servido de pouco. Ao regime.
para sua informação. de 1974 a 1984 convivi muito com o Prof M Antunes. contactava-o frequentemente um amigo que se aconselhava com ele para posteriormente aconselhar o General Eanes. um primo meu, amigo pessoal do General, pensava que Eanes desconhecia estes encontros. o itinerário de Eanes é o de alguém sério dificil de fabricar nos nossos dias. muito importante para ele a Senhora com quem casou
O General fez jus à sua condição militar. É por isso que os militares estão impedidos, por lei, de exercerem, como políticos, os seu direitos de cidadania. A disciplina e condição militares representam tudo o que os políticos abominam.
Concordo com um anónimo que diz que o Estado Não Pode Ficar com uma verba que lhe não pertence. Isto não é como recusar o Prémio Pessoa como fez o Herberto Helder. Era conveniente perguntar ao sr. general a quem se podia dar essa importância. Ou será tarde? A Drª Manuela Eanes tem uma instituição de apoio às crianças do maior valor. Será que o general não pode oferecer essa verba para a instiuição? Não se lembrou ou é demasiado honesto?
Baptista-Bastos, no «DN» de hoje, aborda este assunto, elogiando Ramalho Eanes, evidentemente. O texto está também afixado no seu blogue - [aqui (http://sorumbatico.blogspot.com/2008/09/o-argumento-da-honra.html)]
JOÃO GONÇALVES e o seu comentário a uma notícia de O Sol: No meio do esterco, um Homem. "Ramalho Eanes prescindiu dos retroactivos a que tinha direito relativos à reforma como general, que nunca recebeu. O Governo diz ter sondado o ex-Presidente, que não aceitou auferir essa quantia (a qual ascenderia a mais de um milhão de euros). A reforma só começou a ser paga em Julho, mas sem qualquer indemnização relativa ao passado."
O que me incomoda nisto? O panegírico a uma atitude que, do ponto de vista político — e repito, político — tem tanto de inconsequente quanto de demagógico e covarde.
1. Se Ramalho Eanes fosse, por princípio político, contra a acumulação de pensões, devia dizê-lo de forma clara, devia ter recebido os retroactivos a que legalmente tinha direito e doá-los publicamente às instituições que bem entendesse, e deveria fazer o mesmo com a pensão que vai auferir em cada mês — isso seria uma atitude política e a defesa de princípios em que acredita.
2. Ora, Ramalho Eanes parece que não é contra a acumulação de pensões, ou se é não o disse, ou se o disse a notícia não dá conta disso. Obviamente, Ramalho Eanes tem todo o direito de não ser contra a acumulação de pensões.
3. Temos então que Ramalho Eanes começou a receber a pensão desde Julho mas não aceitou receber os retroactivos a que tinha direito — mais de um milhão de euros.
4. Eu percebo pouco de leis, mas pensava que os salários e as pensões eram um direito irrenunciável. Pelos vistos não. Pelos vistos é possível o Governo sondar um cidadão: ó se faz favor, V. Exc. sempre quer receber o salário ou a pensão que a lei obriga que se lhe pague?
5. Mas claro, eu percebo pouco de leis. Politicamente, porém, penso que não há que enganar: a atitude supostamente digna e honrada de Ramalho Eanes significa, na prática, que um cidadão que ocupa o exigente cargo simbólico de ex-Presidente da República (e que recebe uma pensão politicamente justa por isso) deixa entender que não devemos exigir ao Estado que ele cumpra a Lei, que lhe podemos perdoar uma dívida a bem da Nação ou qualquer coisa parecida.
6. Politicamente, isto é confundir desapego pessoal com relações institucionais e jurídicas. Se Ramalho Eanes entende que o momento de crise manda que os cidadãos, na medida das suas possibilidades, financiem supletivamente o Estado, deve tornar essa posição clara. Ou seja, devia receber o milhão de euros, tornando claro que o Estado de Direito é para levar a sério, e depois doar o milhão de euros ao Estado, tomando a sua posição política.
7. O problema deve estar mesmo no milhão de euros. Porque com as manchetes obscenamente populistas que denunciam as “reformas escandalosas” de funcionários públicos como professores catedráticos, juízes do supremo e demais quadros superiores, o milhão de euros ia de certeza parar à primeira página.
8. Eanes não quis enfrentar o populismo. Preferiu que se noticiasse a sua fuga política, mas vendeu-a sob a forma do lance demagógico da honra e da dignidade. Há sempre quem compre estas virtudes e relembre velhas austeridades salazaristas — mas não é preciso muito para perceber aqui a outra face da moeda populista.
9. Um milhão de euros de retroactivos devidos é sem dúvida dinheiro. Mas quando daqui por alguns anos — e humanamente só posso desejar longevidade ao Senhor General —, a soma mensal da sua pensão perfizer uma quantia semelhante, não haverá ninguém a lembrar-se de fazer as contas. Eanes sabe isto. A sua suposta inocência política tem a dimensão deste cálculo exacto, que é complexo salazarista de os outros saberem que temos dinheiro misturado com a perfídia pequena de o querer realmente, mas em segredo. (ver Luis Mourão, blog Manchas)
Já se encontram poucos muito poucos politicos do 25 de abril, que lutaram e acreditaram nos seus ideais. O 25 de abril, supostamente iria trazer mais igualdade, fraternidade e liberdade para o povo português, e concretamente o que vemos é um Portugal desigual,obsceno até, onde os gestores publicos são pagos a peso de ouro para as empresas apresentarem prejuizos na ordem dos milhões e os governantes conseguirem, após o fim da governação, encaixarem-se nestas empresas e depois mais tarde conseguirem as tais reformas chorudas.E eis que surge um Homem sério na politica portuguesa, que lutou pelos ideais do 25 de abril e que de certeza absoluta não vê no Portugal de hoje estes mesmos ideais.É sem duvida alguma um grande português.
24 comentários:
A par de Cavaco Silva.
Até agora, no que toca aos PR eleitos depois do 25 de Abril, Portugal acertou em 50%.
Nada mau.
Exemplar.
Que diferença!
Por alguma razão, aqueles que aceitariam o tal milhão, não perdem uma oportunidade para denegrir um sujeito inquestionavelmente honesto. Disse honesto, não disse ernesto. Honesto, repito. Haverá outro, na política? Talvez, mas eu não encontro. Fica o desafio: quem encontrar, que avance.
A HONRA é a suprema virtude de um verdadeiro Homem : pena é que, em Portugal, essa nobre qualidade seja rara e, quem sabe (?), caminhe para a extinção.
É que, por vezes, ser honrado é ser pateta, nada esperto, imbecil ; são as 'novas oportunidades' a tomarem conta da nossa sociedade ... e nem um 'plano tecnológico' encontra lógica para explicar.
Mas, contudo, fica-se na História pelas melhores razões e, também, pelas piores !
Esta gente é ostracisada pelo sistema que os teme, evitando comparações. Mas estas, naturalmente, são inevitáveis.
"Honra" parece-me uma ideia pouco funcional e antiquada. Diria antes, "Dignidade".
Eu também agiria assim, mas seria chamado de estúpido. A honestidade em Portugal é confundida com estupidez.
Trata-se apenas de meia honestidade porque o Senhor General Ramalho Eanes vai acumular a reforma de PR com a de General. Estas acumulações deviam ser proíbidas.
Está bem, mas já é qualquer coisa...
Sem qualquer juizo de valor: Felizmente que a reforma do Sr. General Eanes assim como o ganho do seu trabalho pode dar-lhe a possibilidade de ter esta atitude. Quantos dão muito mais a um Estado que não os valoriza e a uma sociedade os desconhece?
São poucos os políticos que merecem um rótulo de honestos. Factos como estes se calhar são pouco publicitados: já uma qualquer pantominice dos BE's merece TV e muitas repetições.
inicialmente não gostava do d. antónio alcains. depois das lástimas soares e sampaio não restam dúvidas que é dos 3 o melhor. a anos luz de distância do lixo humano da politica.
quando vejo o césar penso imediatamente num macaco sem rabo
radical livre
É de recordar igualmente que o General Eanes recusou o posto de Marechal, há alguns anos atrás, além de ter encostado os otelos e os goçalves entre outros comunas à parede. Foi o General Eanes e o seu grupo que mudaram decisivamente o rumo de Abril para Novembro, em Portugal. E isso por vezes esquece-se depressa.
O General Ramalho Eanes tem subido na minha consideração cada vez que se manifesta.
Apesar de fora do meu tema, aqui há uns tempos até escrevi um post (http://www.sargacal.com/2005/11/26/25-de-novembro/) com uma passagem de uma entrevista com o Mário Crespo. Diz bem da fibra de que é feito. -- JRF (http://www.sargacal.com/)
Se o gesto fica bem ao General, fica mal ao Estado abotoar-se com 1 milhão que não lhe pertence por direito. Se o General não o quis fazer - devia, não devia.. o duvida o mores - devia o Estado fazê-lo: uma doação a uma entidade carenciada, era o mínimo esperado. Já não falo na liga contra o cancro, na sol, na abraço, nas associações das crianças deficientes, nas cercis...
mas e a Fundação Mário Soares, caramba!? Não houve uma alminha no governo que se tivesse lembrado da FMS? Essa é que m'admira, nesta conversa toda.
Ahahah!!!
Este comentário é melhor que o post!
É assim.
Um oficial (coronel) uns anos mais novo que o general, possuidor de boa capacidade intelectual e razoável sentido crítico, sobretudo independente (por tudo isso da minha simpatia),
não admirador do antigo PR,
tem muito o hábito de se lhe referir com certa mordacidade como "O impoluto".
Presumo que mesmo sem o querer, aqui temos um óptimo adjectivo para quem o João qualifica como faz hoje: "Um homem"
Lamentavelmente, o seu exemplo tem servido de pouco. Ao regime.
Retrato do Regime em corpo inteiro : o sentido comum da decência encarado como excepção.
Usque tandem...
para sua informação. de 1974 a 1984 convivi muito com o Prof M Antunes.
contactava-o frequentemente um amigo que se aconselhava com ele para posteriormente aconselhar o General Eanes. um primo meu, amigo pessoal do General, pensava que Eanes desconhecia estes encontros.
o itinerário de Eanes é o de alguém sério dificil de fabricar nos nossos dias.
muito importante para ele a Senhora com quem casou
radical livre
onde foi pôr o Homem: no meio do esterco...
O General fez jus à sua condição militar.
É por isso que os militares estão impedidos, por lei, de exercerem, como políticos, os seu direitos de cidadania.
A disciplina e condição militares representam tudo o que os políticos abominam.
Concordo com um anónimo que diz que o Estado Não Pode Ficar com uma verba que lhe não pertence. Isto não é como recusar o Prémio Pessoa como fez o Herberto Helder. Era conveniente perguntar ao sr. general a quem se podia dar essa importância. Ou será tarde? A Drª Manuela Eanes tem uma instituição de apoio às crianças do maior valor. Será que o general não pode oferecer essa verba para a instiuição? Não se lembrou ou é demasiado honesto?
Baptista-Bastos, no «DN» de hoje, aborda este assunto, elogiando Ramalho Eanes, evidentemente. O texto está também afixado no seu blogue - [aqui (http://sorumbatico.blogspot.com/2008/09/o-argumento-da-honra.html)]
JOÃO GONÇALVES e o seu comentário a uma notícia de O Sol:
No meio do esterco, um Homem. "Ramalho Eanes prescindiu dos retroactivos a que tinha direito relativos à reforma como general, que nunca recebeu. O Governo diz ter sondado o ex-Presidente, que não aceitou auferir essa quantia (a qual ascenderia a mais de um milhão de euros). A reforma só começou a ser paga em Julho, mas sem qualquer indemnização relativa ao passado."
O que me incomoda nisto? O panegírico a uma atitude que, do ponto de vista político — e repito, político — tem tanto de inconsequente quanto de demagógico e covarde.
1. Se Ramalho Eanes fosse, por princípio político, contra a acumulação de pensões, devia dizê-lo de forma clara, devia ter recebido os retroactivos a que legalmente tinha direito e doá-los publicamente às instituições que bem entendesse, e deveria fazer o mesmo com a pensão que vai auferir em cada mês — isso seria uma atitude política e a defesa de princípios em que acredita.
2. Ora, Ramalho Eanes parece que não é contra a acumulação de pensões, ou se é não o disse, ou se o disse a notícia não dá conta disso. Obviamente, Ramalho Eanes tem todo o direito de não ser contra a acumulação de pensões.
3. Temos então que Ramalho Eanes começou a receber a pensão desde Julho mas não aceitou receber os retroactivos a que tinha direito — mais de um milhão de euros.
4. Eu percebo pouco de leis, mas pensava que os salários e as pensões eram um direito irrenunciável. Pelos vistos não. Pelos vistos é possível o Governo sondar um cidadão: ó se faz favor, V. Exc. sempre quer receber o salário ou a pensão que a lei obriga que se lhe pague?
5. Mas claro, eu percebo pouco de leis. Politicamente, porém, penso que não há que enganar: a atitude supostamente digna e honrada de Ramalho Eanes significa, na prática, que um cidadão que ocupa o exigente cargo simbólico de ex-Presidente da República (e que recebe uma pensão politicamente justa por isso) deixa entender que não devemos exigir ao Estado que ele cumpra a Lei, que lhe podemos perdoar uma dívida a bem da Nação ou qualquer coisa parecida.
6. Politicamente, isto é confundir desapego pessoal com relações institucionais e jurídicas. Se Ramalho Eanes entende que o momento de crise manda que os cidadãos, na medida das suas possibilidades, financiem supletivamente o Estado, deve tornar essa posição clara. Ou seja, devia receber o milhão de euros, tornando claro que o Estado de Direito é para levar a sério, e depois doar o milhão de euros ao Estado, tomando a sua posição política.
7. O problema deve estar mesmo no milhão de euros. Porque com as manchetes obscenamente populistas que denunciam as “reformas escandalosas” de funcionários públicos como professores catedráticos, juízes do supremo e demais quadros superiores, o milhão de euros ia de certeza parar à primeira página.
8. Eanes não quis enfrentar o populismo. Preferiu que se noticiasse a sua fuga política, mas vendeu-a sob a forma do lance demagógico da honra e da dignidade. Há sempre quem compre estas virtudes e relembre velhas austeridades salazaristas — mas não é preciso muito para perceber aqui a outra face da moeda populista.
9. Um milhão de euros de retroactivos devidos é sem dúvida dinheiro. Mas quando daqui por alguns anos — e humanamente só posso desejar longevidade ao Senhor General —, a soma mensal da sua pensão perfizer uma quantia semelhante, não haverá ninguém a lembrar-se de fazer as contas. Eanes sabe isto. A sua suposta inocência política tem a dimensão deste cálculo exacto, que é complexo salazarista de os outros saberem que temos dinheiro misturado com a perfídia pequena de o querer realmente, mas em segredo. (ver Luis Mourão, blog Manchas)
Já se encontram poucos muito poucos politicos do 25 de abril, que lutaram e acreditaram nos seus ideais. O 25 de abril, supostamente iria trazer mais igualdade, fraternidade e liberdade para o povo português, e concretamente o que vemos é um Portugal desigual,obsceno até, onde os gestores publicos são pagos a peso de ouro para as empresas apresentarem prejuizos na ordem dos milhões e os governantes conseguirem, após o fim da governação, encaixarem-se nestas empresas e depois mais tarde conseguirem as tais reformas chorudas.E eis que surge um Homem sério na politica portuguesa, que lutou pelos ideais do 25 de abril e que de certeza absoluta não vê no Portugal de hoje estes mesmos ideais.É sem duvida alguma um grande português.
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