Este post é um bocado reaccionário. Ando a ler Rosa Montero, a tal "A Louca da Casa", e cada vez mais me convenço de que não existe esse disparate denominado "escrita no feminino". Há homens que escrevem como mulheres, há mulheres que escrevem como homens e, finalmente, há escritores. Montero é um escritor. E tinha de ser meridional.Tem graça, tem garra, tem classe, tem espírito, é culta e cosmopolita, enfim, vê-se que não se limitou a sobreviver. Vive. Não é uma panhonha mal resolvida, nem uma melancólica mal fornicada. É uma mulher que podia ser um homem , e vice-versa, como no poema do Cesariny. Como é que se pode ler a Rebelo Pinto aos molhos, com os seus casalinhos "normais", previsíveis e acéfalos, quando temos à mão uma escritora como Rosa Montero? E já agora, a "louca" é a imaginação, uma coisa que não abunda na "literatura" portuguesa. Nem no país.
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