31.3.08

EM GERAL


Olha-se para o friso do Prós&Contras e aquilo é, uma vez mais, a "câmara corporativa", um misto de retardados das "convulsões estudantis" dos anos sessenta com uns "especialistas" em "territórios educativos" com ar de pegadores de touros. Nem sequer falta o "filósofo" de serviço, o Gil, e a habitual delegação estética do BE. (Só não sei o que é que o Carlos A. A. lá está a fazer.) Não admira que os "alunos" os mandem foder. Em geral.

EM GERAL


Olha-se para o friso do Prós&Contras e aquilo é, uma vez mais, a "câmara corporativa", um misto de retardados das "convulsões estudantis" dos anos sessenta com uns "especialistas" em "territórios educativos" com ar de pegadores de touros. Nem sequer falta o "filósofo" de serviço, o Gil, e a habitual delegação estética do BE. (Só não sei o que é que o Carlos A. A. lá está a fazer.) Não admira que os "alunos" os mandem foder. Em geral.

AMIGOS DE PENICHE

AMIGOS DE PENICHE

O PEIXE-ESPADA PRETO E AS ÁGUAS PROFUNDAS


O que maça profundamente aqueles que não gostam de Alberto João Jardim, não é tanto o seu estilo truculento e directo como a circunstância de, ao contrário deles e dos "amigos" políticos deles, nunca lhe terem ganho uma eleição. Se repararem bem no que Jaime Gama disse no Funchal, verão que o presidente da AR proferiu um elogio institucional óbvio que separou - afirmou-o - das suas próprias convicções. Algum cristão-novo socialista, uma espécie muito "sensível", muito ignorante e demasiado superficial, tem dúvidas acerca de Jaime Gama?

O PEIXE-ESPADA PRETO E AS ÁGUAS PROFUNDAS


O que maça profundamente aqueles que não gostam de Alberto João Jardim, não é tanto o seu estilo truculento e directo como a circunstância de, ao contrário deles e dos "amigos" políticos deles, nunca lhe terem ganho uma eleição. Se repararem bem no que Jaime Gama disse no Funchal, verão que o presidente da AR proferiu um elogio institucional óbvio que separou - afirmou-o - das suas próprias convicções. Algum cristão-novo socialista, uma espécie muito "sensível", muito ignorante e demasiado superficial, tem dúvidas acerca de Jaime Gama?

A CIDADANIA NO ZOO

As aulas do terceiro período da Escola Carolina Michaëlis, no Porto, começam, por ordem da DREN, com uns minutinhos de "reflexão" e de "educação cívica". Também foi estabelecido que os telemóveis "apanhados" dentro das salas de aula serão confiscados. Quanto a isto, e depois do que se viu, quem é que terá coragem para confiscar telemóveis àqueles monstrinhos? De resto, é a mesma treta "pedagógica" e o experimentalismo a funcionarem. Não se fabrica "cidadãos" por passes de mágica. Muito menos se passa, de um dia para o outro, do jardim zoológico para a escola, sobretudo quando o experimentalismo e a "pedagogia" não têm feito outra coisa senão destruí-la. Não existe escola onde os professores têm medo de dar aulas.

A CIDADANIA NO ZOO

As aulas do terceiro período da Escola Carolina Michaëlis, no Porto, começam, por ordem da DREN, com uns minutinhos de "reflexão" e de "educação cívica". Também foi estabelecido que os telemóveis "apanhados" dentro das salas de aula serão confiscados. Quanto a isto, e depois do que se viu, quem é que terá coragem para confiscar telemóveis àqueles monstrinhos? De resto, é a mesma treta "pedagógica" e o experimentalismo a funcionarem. Não se fabrica "cidadãos" por passes de mágica. Muito menos se passa, de um dia para o outro, do jardim zoológico para a escola, sobretudo quando o experimentalismo e a "pedagogia" não têm feito outra coisa senão destruí-la. Não existe escola onde os professores têm medo de dar aulas.

30.3.08

O CALHAMAÇO PSEUDO-DISCIPLINADOR

Sobre o farfalhudo "estatuto do aluno", António Barreto. Quando se parte do princípio de que existe democracia dentro de uma sala de aula, acabou a escola.

O CALHAMAÇO PSEUDO-DISCIPLINADOR

Sobre o farfalhudo "estatuto do aluno", António Barreto. Quando se parte do princípio de que existe democracia dentro de uma sala de aula, acabou a escola.

DIZER O QUE É O MUNDO

«São, sobretudo, aqueles que o mundo perdeu que se dispõem a dizer definitivamente o que é o mundo no seu todo. Para poder determinar o mundo nos seus rasgos básicos, há que possuir já a experiência da sua negação - quiçá fosse melhor falar da sua perda ou distância.»

Peter Sloterdijk

DIZER O QUE É O MUNDO

«São, sobretudo, aqueles que o mundo perdeu que se dispõem a dizer definitivamente o que é o mundo no seu todo. Para poder determinar o mundo nos seus rasgos básicos, há que possuir já a experiência da sua negação - quiçá fosse melhor falar da sua perda ou distância.»

Peter Sloterdijk

O SNS ABORTIVO NUM PAÍS DE ABORTOS

«A Ministra da Saúde disse hoje que a cesariana a pedido da grávida não pode ser implementada no SNS. Argumentou que a cesariana é um acto médico que deve ser decidido por médicos. Garantiu que no SNS não há medicina a pedido. Podia ter acrescentado: a pedido só mesmo o aborto.»

João Miranda, in Blasfémias

O SNS ABORTIVO NUM PAÍS DE ABORTOS

«A Ministra da Saúde disse hoje que a cesariana a pedido da grávida não pode ser implementada no SNS. Argumentou que a cesariana é um acto médico que deve ser decidido por médicos. Garantiu que no SNS não há medicina a pedido. Podia ter acrescentado: a pedido só mesmo o aborto.»

João Miranda, in Blasfémias

A MÁ EDUCAÇÃO

Em relação a esta "oferta", apenas duas observações. A maioria dos comentários que têm aparecido nos posts sobre a indisciplina nas escolas é de origem anónima. O anonimato é apenas mais um sintoma de que se pode ser pequenino (no pior sentido) eternamente. Dito isto, o livro vai para este professor - Jorge Carreira Maia, de Torres Novas, a quem peço o favor de escrever para sorumbatico@iol.pt, indicando morada para envio do livro - por este comentário:

«Uma das minhas experiências como professor é chegar a um espaço de convívio entre e alunos e ter o sentimento de que, muitos deles, nunca virão a saber seja o que for. A forma como gritam, como "falam", como se relacionam uns com os outros, a forma como estão sentados, etc., etc., indicia a natureza da coisa. E há desculpas que acho inadmissíveis. Dizer que a escola inclui todos os alunos, que há gente que vem de classes sociais baixas e outras tonterias do género. Os alunos comportam-se assim, de forma simiesca, porque politicamente se permite e talvez se queira que a escola se torne um lugar de expressão dos eflúvios afectivos da criançada. Se a tutela, que nome interessante, estivesse de facto interessada em tutelar as escolas, punha-as com ordem em três tempos. Parece que em Inglaterra estão a tratar do caso a partir da responsabilização dos pais. Em Espanha, uma mãe foi condenada a pagar uma indemnização de 14 000 Euros pelo seu filho ter sovado de forma drástica um colega. Parece que a senhora ainda tentou culpar os professores, mas os juízes não foram na fita e condenaram-na por não ter educado a criança. Em Portugal, parece que se prefere o simiesco ao humano.»

A MÁ EDUCAÇÃO

Em relação a esta "oferta", apenas duas observações. A maioria dos comentários que têm aparecido nos posts sobre a indisciplina nas escolas é de origem anónima. O anonimato é apenas mais um sintoma de que se pode ser pequenino (no pior sentido) eternamente. Dito isto, o livro vai para este professor - Jorge Carreira Maia, de Torres Novas, a quem peço o favor de escrever para sorumbatico@iol.pt, indicando morada para envio do livro - por este comentário:

«Uma das minhas experiências como professor é chegar a um espaço de convívio entre e alunos e ter o sentimento de que, muitos deles, nunca virão a saber seja o que for. A forma como gritam, como "falam", como se relacionam uns com os outros, a forma como estão sentados, etc., etc., indicia a natureza da coisa. E há desculpas que acho inadmissíveis. Dizer que a escola inclui todos os alunos, que há gente que vem de classes sociais baixas e outras tonterias do género. Os alunos comportam-se assim, de forma simiesca, porque politicamente se permite e talvez se queira que a escola se torne um lugar de expressão dos eflúvios afectivos da criançada. Se a tutela, que nome interessante, estivesse de facto interessada em tutelar as escolas, punha-as com ordem em três tempos. Parece que em Inglaterra estão a tratar do caso a partir da responsabilização dos pais. Em Espanha, uma mãe foi condenada a pagar uma indemnização de 14 000 Euros pelo seu filho ter sovado de forma drástica um colega. Parece que a senhora ainda tentou culpar os professores, mas os juízes não foram na fita e condenaram-na por não ter educado a criança. Em Portugal, parece que se prefere o simiesco ao humano.»

29.3.08

OVOS FRITOS EM AZEITE

O argumentário utilizado pelo José Pacheco Pereira para defender a invasão do Iraque tem tanto de retorcido como o de Mário Soares, em sentido oposto, tem de ingénuo. São como ovos fritos em azeite, para recorrer à expressão de um panegirista do "iluminista" Soares. Entretenham-se com outras coisas.

OVOS FRITOS EM AZEITE

O argumentário utilizado pelo José Pacheco Pereira para defender a invasão do Iraque tem tanto de retorcido como o de Mário Soares, em sentido oposto, tem de ingénuo. São como ovos fritos em azeite, para recorrer à expressão de um panegirista do "iluminista" Soares. Entretenham-se com outras coisas.

SÓCRATES E A ALMA


Primeiro, foi "o lado privado" do político Sócrates na SIC. A caneta Parker, clássica, indispensável. O boneco oferecido pelos colaboradores. A "melancolia" que o Tejo desperta a partir de um Bairro Alto vazio ao domingo de manhã. A "generosidade" como a grande qualidade do homem. A bica tomada "descontraidamente" ao balcão. A intimidade telefónica com os "grandes" como o vulgar Zapatero. Agora é a vez, como ele diz, de uma governação de "face humana", uma expressão à qual os psicólogos podiam dar alguma atenção. Todavia, não chega. Este novo homem português - mais um - que nos governa, deseja não apenas revelar que possui uma "face humana" como é igualmente um político que "tem o dever de disfarçar os seus estados de alma e apresentar boa cara e ânimo". Quem é autêntico não precisa "fingir" a sua autenticidade a menos que seja poeta, coisa que não consta do repertório apresentado à jornalista Raquel Alexandra. Quando se pretende "disfarçar estados de alma", convém sempre apurar se se possui uma.

SÓCRATES E A ALMA


Primeiro, foi "o lado privado" do político Sócrates na SIC. A caneta Parker, clássica, indispensável. O boneco oferecido pelos colaboradores. A "melancolia" que o Tejo desperta a partir de um Bairro Alto vazio ao domingo de manhã. A "generosidade" como a grande qualidade do homem. A bica tomada "descontraidamente" ao balcão. A intimidade telefónica com os "grandes" como o vulgar Zapatero. Agora é a vez, como ele diz, de uma governação de "face humana", uma expressão à qual os psicólogos podiam dar alguma atenção. Todavia, não chega. Este novo homem português - mais um - que nos governa, deseja não apenas revelar que possui uma "face humana" como é igualmente um político que "tem o dever de disfarçar os seus estados de alma e apresentar boa cara e ânimo". Quem é autêntico não precisa "fingir" a sua autenticidade a menos que seja poeta, coisa que não consta do repertório apresentado à jornalista Raquel Alexandra. Quando se pretende "disfarçar estados de alma", convém sempre apurar se se possui uma.

ÁFRICA MINHA


Cavaco Silva foi entrevistado, ainda em Moçambique, por Maria Flor Pedroso para a Antena 1. Sobre o Kosovo, o presidente manifestou reservas acerca de declarações unilaterais de independência. Mostrou-se preocupado com o Afeganistão onde estão tropas portuguesas e, sobretudo, afirmou já ser tempo de acabarmos com os pedidos de desculpa. No caso, os nossos em relação às antigas colónias e à guerra colonial. É preciso recordar aos distraídos que a guerra dos anos sessenta e setenta do século XX foi apenas mais uma guerra dita colonial, na circunstância, a derradeira. Não ganhamos nada em nos curvarmos permanentemente perante a história como se tivéssemos vergonha dela. Temos bem mais bastos motivos para nos envergonharmos do presente do que de muitos aspectos do passado. Os "contemporâneos" imaginam que dormem mais descansados se andarem sempre a mostrar-se "arrependidos", rasurando a sua própria memória. Como perguntava outro dia o Miguel Castelo-Branco, a propósito do milionésimo pedido de desculpa alemão em Israel, "quando acaba o holocausto?" Cavaco revelou uma visão adulta destas coisas. Um país que tem tão pouco com que se orgulhar hoje em dia, ao menos que se saiba dar ao respeito, encarando sem acrimónia, ressentimento ou complexos o que fez.

ÁFRICA MINHA


Cavaco Silva foi entrevistado, ainda em Moçambique, por Maria Flor Pedroso para a Antena 1. Sobre o Kosovo, o presidente manifestou reservas acerca de declarações unilaterais de independência. Mostrou-se preocupado com o Afeganistão onde estão tropas portuguesas e, sobretudo, afirmou já ser tempo de acabarmos com os pedidos de desculpa. No caso, os nossos em relação às antigas colónias e à guerra colonial. É preciso recordar aos distraídos que a guerra dos anos sessenta e setenta do século XX foi apenas mais uma guerra dita colonial, na circunstância, a derradeira. Não ganhamos nada em nos curvarmos permanentemente perante a história como se tivéssemos vergonha dela. Temos bem mais bastos motivos para nos envergonharmos do presente do que de muitos aspectos do passado. Os "contemporâneos" imaginam que dormem mais descansados se andarem sempre a mostrar-se "arrependidos", rasurando a sua própria memória. Como perguntava outro dia o Miguel Castelo-Branco, a propósito do milionésimo pedido de desculpa alemão em Israel, "quando acaba o holocausto?" Cavaco revelou uma visão adulta destas coisas. Um país que tem tão pouco com que se orgulhar hoje em dia, ao menos que se saiba dar ao respeito, encarando sem acrimónia, ressentimento ou complexos o que fez.

28.3.08

UNANIMISMO EDITORIAL E TROPICAL

O professor Paulo de Pitta e Cunha - que sabe mais de "Europa" que todos os "tratadistas" de sofá juntos, D. Teresa de Sousa incluída, e que nunca precisou do "25 de Abril" para a debater - editou, por conta própria, um livrinho sobre «O Tratado de Lisboa" ("génese, conteúdo e efeitos"), Lisboa, Março de 2008». Como se explica na "advertência", o autor deparou-se "com alguma tergiversação em contactos" que efectuou na busca de um editor "no contexto do "unanimismo" que tende a animar (ou a desanimar) os actuais debates em torno da integração europeia, agarrando-se à ideia fica de que, em quaisquer circunstâncias, "quanto mais Europa", melhor (levando a acções comparadas à conhecida história do escuteiro que, já desesperado por não ter cumprido a boa tarefa do dia, obriga uma recalcitrante idosa a atravessar a rua de braço dado com ele)." Ao que isto chegou. Só editam livrinhos favoráveis ao "tratado", isto é, à constituição europeia e a quem despreza o instrumento referendário para a sua ratificação? Uma vez periféricos, toda a vida periféricos.

UNANIMISMO EDITORIAL E TROPICAL

O professor Paulo de Pitta e Cunha - que sabe mais de "Europa" que todos os "tratadistas" de sofá juntos, D. Teresa de Sousa incluída, e que nunca precisou do "25 de Abril" para a debater - editou, por conta própria, um livrinho sobre «O Tratado de Lisboa" ("génese, conteúdo e efeitos"), Lisboa, Março de 2008». Como se explica na "advertência", o autor deparou-se "com alguma tergiversação em contactos" que efectuou na busca de um editor "no contexto do "unanimismo" que tende a animar (ou a desanimar) os actuais debates em torno da integração europeia, agarrando-se à ideia fica de que, em quaisquer circunstâncias, "quanto mais Europa", melhor (levando a acções comparadas à conhecida história do escuteiro que, já desesperado por não ter cumprido a boa tarefa do dia, obriga uma recalcitrante idosa a atravessar a rua de braço dado com ele)." Ao que isto chegou. Só editam livrinhos favoráveis ao "tratado", isto é, à constituição europeia e a quem despreza o instrumento referendário para a sua ratificação? Uma vez periféricos, toda a vida periféricos.

POSTER GIRL?

A Fernanda Câncio tem razão até ao momento em que tenta desculpar "a rapariga tratada como criminosa e transformada em poster girl da "violência escolar" e "do estado a que nós chegámos". Não vale a pena colocar entre aspas a realidade para fazer de conta que ela não existe. Há violência escolar e ela ressuma, como muitas outras coisas, do estado a que nós chegámos após trinta e quatro anos de democracia imatura. De resto, não foi por acaso que nunca coloquei aqui qualquer vídeo.

POSTER GIRL?

A Fernanda Câncio tem razão até ao momento em que tenta desculpar "a rapariga tratada como criminosa e transformada em poster girl da "violência escolar" e "do estado a que nós chegámos". Não vale a pena colocar entre aspas a realidade para fazer de conta que ela não existe. Há violência escolar e ela ressuma, como muitas outras coisas, do estado a que nós chegámos após trinta e quatro anos de democracia imatura. De resto, não foi por acaso que nunca coloquei aqui qualquer vídeo.

SEGUIR O MANUAL - 2


Campos e Cunha foi o primeiro ministro das finanças de Sócrates e o primeiro a ser imolado no altar dos interesses do PS. Esta entrevista ao Diário Económico demonstra, entre outras coisas, por que é que o professor da Nova não servia para um PS que já começa a agitar as bandeirinhas.

SEGUIR O MANUAL - 2


Campos e Cunha foi o primeiro ministro das finanças de Sócrates e o primeiro a ser imolado no altar dos interesses do PS. Esta entrevista ao Diário Económico demonstra, entre outras coisas, por que é que o professor da Nova não servia para um PS que já começa a agitar as bandeirinhas.

OS MACACOS A NU - 2

A "aluna" do liceu do Porto e o seu "cineasta" foram transferidos para outra escola quando deviam ter sido removidos compulsivamente do "sistema". Isto é, a burocracia e a "correcção", como de costume, não resolveram o problema. Passaram-no apenas para outro lado. Os meninos, par delicatesse, limitam-se a mudar de zoo.

OS MACACOS A NU - 2

A "aluna" do liceu do Porto e o seu "cineasta" foram transferidos para outra escola quando deviam ter sido removidos compulsivamente do "sistema". Isto é, a burocracia e a "correcção", como de costume, não resolveram o problema. Passaram-no apenas para outro lado. Os meninos, par delicatesse, limitam-se a mudar de zoo.

27.3.08

OS MACACOS A NU


O que mais incomoda nos vídeos que a SIC exibiu, passados dentro de salas de aula, é o comportamento simiesco dos "alunos".

OS MACACOS A NU


O que mais incomoda nos vídeos que a SIC exibiu, passados dentro de salas de aula, é o comportamento simiesco dos "alunos".

PORQUE SIM


Depois do aborto, a esquerda quer agora acabar com o conceito de culpa como causa para o divórcio. Ou seja, se um cônjuge lhe der na gana e acordar a detestar o outro, pode divorciar-se. Se, para usar um exemplo que conheço, o cônjuge mulher casou porque estava grávida, apesar de ser uma "tradicional" que não suporta um marido que ela e a família consideram um "primitivo", poderá avançar para o divórcio. Bastará um ano de união para, querendo, qualquer dos cônjuges, sem mais, acabar com ela. O casamento não é um contrato vulgar como o de arrendamento nem um laboratório para testar vontades e brincar às casinhas. As pessoas não constituem direitos reais e têm, sobretudo, a liberdade de não casar. Entende-se por pessoas aqueles que, ao contrário dos outros animais, supostamente possuem valores e uma ética. Tal inclui a noção de culpa, a destrinça entre bem e mal. Banalizar estes conceitos, ou anulá-los pela força da lei, é, todavia, o caminho dos "tempos". Como escrevia há dias Vasco Pulido Valente, "o mundo moderno e a opinião que o sustenta autorizam o que autorizam e proíbem, muito democraticamente, o resto. As democracias, como se sabe, produzem com facilidade aberrações destas. Quem não gosta que se arranje ou se afaste."

PORQUE SIM


Depois do aborto, a esquerda quer agora acabar com o conceito de culpa como causa para o divórcio. Ou seja, se um cônjuge lhe der na gana e acordar a detestar o outro, pode divorciar-se. Se, para usar um exemplo que conheço, o cônjuge mulher casou porque estava grávida, apesar de ser uma "tradicional" que não suporta um marido que ela e a família consideram um "primitivo", poderá avançar para o divórcio. Bastará um ano de união para, querendo, qualquer dos cônjuges, sem mais, acabar com ela. O casamento não é um contrato vulgar como o de arrendamento nem um laboratório para testar vontades e brincar às casinhas. As pessoas não constituem direitos reais e têm, sobretudo, a liberdade de não casar. Entende-se por pessoas aqueles que, ao contrário dos outros animais, supostamente possuem valores e uma ética. Tal inclui a noção de culpa, a destrinça entre bem e mal. Banalizar estes conceitos, ou anulá-los pela força da lei, é, todavia, o caminho dos "tempos". Como escrevia há dias Vasco Pulido Valente, "o mundo moderno e a opinião que o sustenta autorizam o que autorizam e proíbem, muito democraticamente, o resto. As democracias, como se sabe, produzem com facilidade aberrações destas. Quem não gosta que se arranje ou se afaste."

A MÁ EDUCAÇÃO

O PORTUGAL DOS PEQUENINOS, em colaboração com o SORUMBÁTICO, oferece um exemplar deste livro ao autor do melhor comentário que, sobre o tema abordado nestes posts - 1, 2, 3, 4 , 5 , 6 e 7 -, aqui seja afixado até às 24 horas do próximo dia 30 de Março.

A MÁ EDUCAÇÃO

O PORTUGAL DOS PEQUENINOS, em colaboração com o SORUMBÁTICO, oferece um exemplar deste livro ao autor do melhor comentário que, sobre o tema abordado nestes posts - 1, 2, 3, 4 , 5 , 6 e 7 -, aqui seja afixado até às 24 horas do próximo dia 30 de Março.

MORRER DE ESTUPIDEZ

Neste país - sim, até me custa a escrever Portugal para não ofender alguma história - morre-se mais de estupidez do que de qualquer outra coisa. Parafraseando Sloterdijk, o português é o animal que não encaixa.

MORRER DE ESTUPIDEZ

Neste país - sim, até me custa a escrever Portugal para não ofender alguma história - morre-se mais de estupidez do que de qualquer outra coisa. Parafraseando Sloterdijk, o português é o animal que não encaixa.

26.3.08

O PSIQUIATRA MARCIANO


Daniel Sampaio, o psiquiatra e irmão do ex-herói estudantil dos idos de sessenta, esteve com Mário Crespo. Apanhei-o a dizer que a troca de "sms" entre alunos, numa aula, equivale à "troca de papelinhos" no tempo dele. Isto apesar de ter afirmado que os telemóveis devem estar desligados, algo que, na sua opinião, ficaria claro logo no início do ano lectivo através de uma espécie de "contrato" (sic) a estabelecer entre alunos e professores. Sampaio é um caso crónico de crença na beatitude adolescente. Sonha com escolas e casas repletas de famílias Von Trapp. Democratizadas, naturalmente. Diluídas em boa pedagogia e em bons sentimentos. Auto-disciplinadas. Em suma, de Marte.

O PSIQUIATRA MARCIANO


Daniel Sampaio, o psiquiatra e irmão do ex-herói estudantil dos idos de sessenta, esteve com Mário Crespo. Apanhei-o a dizer que a troca de "sms" entre alunos, numa aula, equivale à "troca de papelinhos" no tempo dele. Isto apesar de ter afirmado que os telemóveis devem estar desligados, algo que, na sua opinião, ficaria claro logo no início do ano lectivo através de uma espécie de "contrato" (sic) a estabelecer entre alunos e professores. Sampaio é um caso crónico de crença na beatitude adolescente. Sonha com escolas e casas repletas de famílias Von Trapp. Democratizadas, naturalmente. Diluídas em boa pedagogia e em bons sentimentos. Auto-disciplinadas. Em suma, de Marte.

SEGUIR O MANUAL


Sócrates deu o tiro de partida para a campanha da maioria absoluta de 2009. "Guterrou" e "guterrerá" o que for necessário para lá chegar. O que era "leviano e irresponsável" há doze dias, passou a ser "prudente e responsável" hoje. Não há comentários a fazer. Vem tudo nos manuais do costume.

SEGUIR O MANUAL


Sócrates deu o tiro de partida para a campanha da maioria absoluta de 2009. "Guterrou" e "guterrerá" o que for necessário para lá chegar. O que era "leviano e irresponsável" há doze dias, passou a ser "prudente e responsável" hoje. Não há comentários a fazer. Vem tudo nos manuais do costume.

DE EXEMPLO

O Ministério Público junto do Tribunal de Menores vai promover um inquérito acerca disto. É uma boa notícia. Finalmente alguém trata o assunto como e onde ele merece ser tratado. Sem paninhos quentes exculpativos, pedopsiquiatras, psicólogos e assistentes sociais, fora dos "territórios educativos" dos burocratas do ministério. À escola o que é da escola, ao crime o que é adequado a combatê-lo. Até para os meninos e meninas não pensarem que frequentam o jardim zoológico em vez de um liceu. Serve, ao menos, de exemplo.

DE EXEMPLO

O Ministério Público junto do Tribunal de Menores vai promover um inquérito acerca disto. É uma boa notícia. Finalmente alguém trata o assunto como e onde ele merece ser tratado. Sem paninhos quentes exculpativos, pedopsiquiatras, psicólogos e assistentes sociais, fora dos "territórios educativos" dos burocratas do ministério. À escola o que é da escola, ao crime o que é adequado a combatê-lo. Até para os meninos e meninas não pensarem que frequentam o jardim zoológico em vez de um liceu. Serve, ao menos, de exemplo.

25.3.08

GENTE DESTA

Esta miserável "conversa" do "número dois" de Maria de Lurdes Rodrigues revela a tremenda ilusão em que a criatura vive. "Psicólogos e mediadores de conflitos" para tratar de meros casos de polícia? "Territórios Educativos de Intervenção Prioritária" são os novos (velhíssimos) "laboratórios" para os referidos "psicólogos e mediadores de conflitos" testarem as suas "competências" enquanto a escola arde? Vale a pena gastar mais cuspo com gente desta?

GENTE DESTA

Esta miserável "conversa" do "número dois" de Maria de Lurdes Rodrigues revela a tremenda ilusão em que a criatura vive. "Psicólogos e mediadores de conflitos" para tratar de meros casos de polícia? "Territórios Educativos de Intervenção Prioritária" são os novos (velhíssimos) "laboratórios" para os referidos "psicólogos e mediadores de conflitos" testarem as suas "competências" enquanto a escola arde? Vale a pena gastar mais cuspo com gente desta?

UM ADMIRÁVEL MUNDO NOVO?

Este post do Tiago Barbosa Ribeiro parece ter sido escrito numa cave da 5 de Outubro por um membro obscuro de uma obscura comissão, uma daquelas que andam, há mais de trinta anos, a "reformar" o ensino em Portugal. O Tiago tem todo o direito a pertencer à brigada do optimismo antropológico que surpreende em cada aluno um aprendiz de democrata que a maldosa sociedade não deixa "despontar", em todo o seu esplendor, para a referida democracia. Daí, talvez, a concessão à extraordinária "mundivisão" que as "câmaras de vídeo, telemóveis ou YouTube" podem propiciar a esse menino da democracia que é suposto a nossa escola pública formatar. Tiago, sem se rir, fala-nos de uma geração que "é simplesmente produto do seu tempo, que é aliás bem mais admirável do que aquele Portugal cinzento e asfixiante do «antigamente», ou do país de todas as aprendizagens -- e todos os erros -- depois de 1974, num recanto isolado de uma Europa onde se multiplicavam em muros e fronteiras o que hoje existe em mobilidade, abertura e conhecimento para franjas cada vez mais novas da nossa população." Que raio de "admirável mundo novo" é este que o Tiago antevê? Um mundo em que o professor desaparece da sala de aula para dar lugar a um gnomo manipulável por monstros e monstras sem pescoço ou cabeça, porém "admiráveis" porque são "produto do seu tempo"? Um mundo em que, porque é necessário garantir o "multiculturalismo" medíocre da propaganda correcta, tudo é permitido sob pena de regresso ao infausto "Portugal cinzento e asfixiante"? O Tiago esquece-se que a maior parte das "franjas cada vez mais novas da nossa população" se está nas tintas para o país e para o seu "futuro". São perfeitos autistas sociais, criaturas amorais, ensimesmadas e narcisistas sem quaisquer referências ou interesses e que esticam - os que lá chegam - na universidade a sua imensa futilidade. Não têm história, não sabem nenhuma e nem lhes interessa ter uma. São meros "presencistas" precocemente esgotados pela sua própria inutilidade. Não dobre sinos por quem não merece.

UM ADMIRÁVEL MUNDO NOVO?

Este post do Tiago Barbosa Ribeiro parece ter sido escrito numa cave da 5 de Outubro por um membro obscuro de uma obscura comissão, uma daquelas que andam, há mais de trinta anos, a "reformar" o ensino em Portugal. O Tiago tem todo o direito a pertencer à brigada do optimismo antropológico que surpreende em cada aluno um aprendiz de democrata que a maldosa sociedade não deixa "despontar", em todo o seu esplendor, para a referida democracia. Daí, talvez, a concessão à extraordinária "mundivisão" que as "câmaras de vídeo, telemóveis ou YouTube" podem propiciar a esse menino da democracia que é suposto a nossa escola pública formatar. Tiago, sem se rir, fala-nos de uma geração que "é simplesmente produto do seu tempo, que é aliás bem mais admirável do que aquele Portugal cinzento e asfixiante do «antigamente», ou do país de todas as aprendizagens -- e todos os erros -- depois de 1974, num recanto isolado de uma Europa onde se multiplicavam em muros e fronteiras o que hoje existe em mobilidade, abertura e conhecimento para franjas cada vez mais novas da nossa população." Que raio de "admirável mundo novo" é este que o Tiago antevê? Um mundo em que o professor desaparece da sala de aula para dar lugar a um gnomo manipulável por monstros e monstras sem pescoço ou cabeça, porém "admiráveis" porque são "produto do seu tempo"? Um mundo em que, porque é necessário garantir o "multiculturalismo" medíocre da propaganda correcta, tudo é permitido sob pena de regresso ao infausto "Portugal cinzento e asfixiante"? O Tiago esquece-se que a maior parte das "franjas cada vez mais novas da nossa população" se está nas tintas para o país e para o seu "futuro". São perfeitos autistas sociais, criaturas amorais, ensimesmadas e narcisistas sem quaisquer referências ou interesses e que esticam - os que lá chegam - na universidade a sua imensa futilidade. Não têm história, não sabem nenhuma e nem lhes interessa ter uma. São meros "presencistas" precocemente esgotados pela sua própria inutilidade. Não dobre sinos por quem não merece.

RADIOGRAFIA DE UM GAJO PORREIRO


«Disse Durão Barroso: «Consideramos os jogos olímpicos não como um acontecimento político, mas como um grande acontecimento desportivo no qual milhares e milhares colocaram as suas esperanças». Está visto. Os Jogos Olímpicos são só desporto. É como a junção de um campeonato do mundo de atletismo, de natação e de hipismo. Nem mais. Os 137.000 km de percurso da tocha olímpica são uma mescla de maratona gigante com uma corrida de estafetas.E acrescentou o homem que nunca falou ao telefone com Valentim Loureiro: «Não estamos de forma alguma seguros que qualquer eventual boicote levasse a um maior respeito pela lei da China ou no Tibete. De forma alguma». Portanto o melhor é não fazer nada. Como de costume. Ser conivente. Cúmplice, quanto baste. Dizer que se é ‘contra o boicote’ mas a ‘favor dos Direitos Humanos’, contra a ‘repressão’ mas a favor do ‘desporto’. Nem sim nem não, antes pelo contrário. É muito, ainda, o antigo admirador da China no seu melhor. Sem dúvida, uma posição digna de um animal. Político.»


RADIOGRAFIA DE UM GAJO PORREIRO


«Disse Durão Barroso: «Consideramos os jogos olímpicos não como um acontecimento político, mas como um grande acontecimento desportivo no qual milhares e milhares colocaram as suas esperanças». Está visto. Os Jogos Olímpicos são só desporto. É como a junção de um campeonato do mundo de atletismo, de natação e de hipismo. Nem mais. Os 137.000 km de percurso da tocha olímpica são uma mescla de maratona gigante com uma corrida de estafetas.E acrescentou o homem que nunca falou ao telefone com Valentim Loureiro: «Não estamos de forma alguma seguros que qualquer eventual boicote levasse a um maior respeito pela lei da China ou no Tibete. De forma alguma». Portanto o melhor é não fazer nada. Como de costume. Ser conivente. Cúmplice, quanto baste. Dizer que se é ‘contra o boicote’ mas a ‘favor dos Direitos Humanos’, contra a ‘repressão’ mas a favor do ‘desporto’. Nem sim nem não, antes pelo contrário. É muito, ainda, o antigo admirador da China no seu melhor. Sem dúvida, uma posição digna de um animal. Político.»


OS RECOLECTORES

Na Índia existe uma espécie de infra-casta que é designada profissionalmente por recolectores. Os recolectores andam pelas ruas, com umas cabaças à cabeça, e dedicam-se a - como o nome indica - "recolher" os dejectos que as castas mais elevadas aliviam ao ar livre. Faça chuva ou sol, os recolectores lá vão, na sua azáfama diária, com aquilo com que ganham o ordenado e que, em dias de tempestade, acaba por lhes escorrer pela cara abaixo. O governo português e a Ordem dos Advogados criaram a sua pequena "casta" de recolectores, desta feita de multas. Depois de ter desbaratado a defunta DGV, o governo percebeu que andava a perder dinheiro com multas enfiadas em processos que pararam. Com o concurso da Ordem, trinta e dois advogados vão "separar um mínimo de 1000 processos por dia, e fazer pelo menos 30 propostas de decisão diárias", sendo cada proposta "paga a 1,67 euros e cada lote de processos separados vale 50 euros." Se um jurista recolector cumprir um daqueles objectivos ganha no fim do mês cerca de 1050 euros. Sobre isto incidem os habituais descontos legais. Candidataram-se a esta edificante tarefa, para já, cerca de setecentos advogados. Considero que a profissão de advogado possui uma dignidade específica, inconfundível com esta bizarra "missão", tipicamente estadual, de evitar que multas, cuja legalidade na sua emissão é muitas vezes duvidosa, prescrevam. Todavia, no país das "novas oportunidades", em que tudo está a ficar cada vez mais insuportável, tudo é possível. Por isso não admira que os "mais qualificados" acabem a apanhar a porcaria dos outros.

OS RECOLECTORES

Na Índia existe uma espécie de infra-casta que é designada profissionalmente por recolectores. Os recolectores andam pelas ruas, com umas cabaças à cabeça, e dedicam-se a - como o nome indica - "recolher" os dejectos que as castas mais elevadas aliviam ao ar livre. Faça chuva ou sol, os recolectores lá vão, na sua azáfama diária, com aquilo com que ganham o ordenado e que, em dias de tempestade, acaba por lhes escorrer pela cara abaixo. O governo português e a Ordem dos Advogados criaram a sua pequena "casta" de recolectores, desta feita de multas. Depois de ter desbaratado a defunta DGV, o governo percebeu que andava a perder dinheiro com multas enfiadas em processos que pararam. Com o concurso da Ordem, trinta e dois advogados vão "separar um mínimo de 1000 processos por dia, e fazer pelo menos 30 propostas de decisão diárias", sendo cada proposta "paga a 1,67 euros e cada lote de processos separados vale 50 euros." Se um jurista recolector cumprir um daqueles objectivos ganha no fim do mês cerca de 1050 euros. Sobre isto incidem os habituais descontos legais. Candidataram-se a esta edificante tarefa, para já, cerca de setecentos advogados. Considero que a profissão de advogado possui uma dignidade específica, inconfundível com esta bizarra "missão", tipicamente estadual, de evitar que multas, cuja legalidade na sua emissão é muitas vezes duvidosa, prescrevam. Todavia, no país das "novas oportunidades", em que tudo está a ficar cada vez mais insuportável, tudo é possível. Por isso não admira que os "mais qualificados" acabem a apanhar a porcaria dos outros.

24.3.08

TADINHOS


É isto mesmo.

TADINHOS


É isto mesmo.

GERAÇÕES


Medeiros Ferreira recorda o distante "dia do estudante" de 1962. Salazar estimou que, não se actuando com firmeza, os protagonistas da "crise" estariam sentadinhos na cadeira do poder em poucos anos. Estiveram, de facto, e alguns ainda estão, distinguindo-se entre todos essa notabilidade que é o dr. Jorge Sampaio que chegou, imagine-se, a chefe do Estado. Aliás, sem o concurso da tropa, como previu M. Ferreira no congresso oposicionista de Aveiro, dificilmente teriam chegado a lado algum. Depois vieram "os filhos de Abril". Os governos de Guterres, Barroso, Lopes e Sócrates são, no essencial, os governos desses "filhos de Abril". Praticamente neles já não houve lugar para a rapaziada do muro da alameda universitária de 62 até porque, a esta estranha gente, não convém a "memória". São trinta vezes pior que os "pais". Daqui em diante, é de esperar a ascensão do piorio o que, em linguagem "literária", dá pelo nome de "triunfo dos porcos" ou do anonimato virtuoso. É que falar em "gerações perdidas" representa distribuir pérolas aos ditos quando não merecem, sequer, uma bolota.

GERAÇÕES


Medeiros Ferreira recorda o distante "dia do estudante" de 1962. Salazar estimou que, não se actuando com firmeza, os protagonistas da "crise" estariam sentadinhos na cadeira do poder em poucos anos. Estiveram, de facto, e alguns ainda estão, distinguindo-se entre todos essa notabilidade que é o dr. Jorge Sampaio que chegou, imagine-se, a chefe do Estado. Aliás, sem o concurso da tropa, como previu M. Ferreira no congresso oposicionista de Aveiro, dificilmente teriam chegado a lado algum. Depois vieram "os filhos de Abril". Os governos de Guterres, Barroso, Lopes e Sócrates são, no essencial, os governos desses "filhos de Abril". Praticamente neles já não houve lugar para a rapaziada do muro da alameda universitária de 62 até porque, a esta estranha gente, não convém a "memória". São trinta vezes pior que os "pais". Daqui em diante, é de esperar a ascensão do piorio o que, em linguagem "literária", dá pelo nome de "triunfo dos porcos" ou do anonimato virtuoso. É que falar em "gerações perdidas" representa distribuir pérolas aos ditos quando não merecem, sequer, uma bolota.

A MÁ EDUCAÇÃO VISTA DE LONGE

Pelo Miguel Castelo-Branco. Insisto no tema porque é preciso colocar contra a parede todos os irresponsáveis que, sendo já isto a bosta que é, têm vindo, com as suas "políticas" e com as suas "teorias", a comprometer um pouco mais o "futuro" da "west coast". Não é justamente suposto serem os meninos e as meninas o seu futuro? Que lindo futuro temos atrás das costas.

A MÁ EDUCAÇÃO VISTA DE LONGE

Pelo Miguel Castelo-Branco. Insisto no tema porque é preciso colocar contra a parede todos os irresponsáveis que, sendo já isto a bosta que é, têm vindo, com as suas "políticas" e com as suas "teorias", a comprometer um pouco mais o "futuro" da "west coast". Não é justamente suposto serem os meninos e as meninas o seu futuro? Que lindo futuro temos atrás das costas.

A CRUZ DE CRISTO - 2

«Em todas as épocas a Igreja sempre defrontou inimigos poderosos. Esses gostavam de isolar uma pequena secção de crentes para a mimosear com o pior das suas fúrias. Há cem anos eram os jesuítas; há 500 os dominicanos; hoje é o Opus Dei. Estes têm a honra da escolha do inimigo. É muito curioso notar uma flutuação marcada nessa história da raiva anticristã. Conforme as épocas, no meio da enorme diversidade de carismas da Igreja, os movimentos escolhidos pelos críticos vêm alternadamente dos pobres e dos poderosos. O Império Romano não ligou ao cristianismo enquanto foi uma religião de escravos. Mal começou a haver conversões na classe senatorial, iniciaram-se as perseguições a sério. Como a elite não era cristã, tinha medo do poder que os fiéis viessem a possuir. Depois, a partir de Constantino, durante séculos as classes poderosas aderiram à fé. Por isso nesse período os movimentos atacados passaram a ser do povo. Primeiro os eremitas, depois os beneditinos, finalmente os franciscanos e dominicanos, todos tinham um aspecto subversivo que desagradava às instituições, crentes ou infiéis. A partir da Idade Moderna, quando as elites voltaram a afastar-se da Igreja, regressaram os medos romanos.Os ateus aceitam os cristãos pobres, como a madre Teresa. O que os enerva é a existência de "senadores" fiéis e o suposto poder manipulador de certos crentes. Foi assim com os jesuítas nos séculos XVIII e XIX, é assim agora com vários movimentos religiosos.Nestes, o Opus Dei tem uma certa visibilidade especial, por exemplo com O Código da Vinci. Mas noutras zonas do mundo ouvimos criticar da mesma forma focolares, CL, carismáticos, salesianos e muitos outros. Que motivos para tanta crítica? Os inimigos têm as suas razões, mas entre as censuras mais citadas estão as Cruzadas e a Inquisição, que acabaram séculos antes deles nascerem. Se virmos bem, ao longo dos tempos todos os grupos visados, tão diferentes nas suas formas, têm uma coisa em comum: viver a sério a doutrina de Cristo.No fundo o problema do Opus Dei, como dos outros, é só aquilo que celebramos nestes dias da Páscoa. Todos os cristãos estão avisados desde o princípio. "Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: o escravo não é maior que o senhor. Se perseguiram a mim, também hão-de perseguir a vós" (Jo 15, 20). Essa é a sua glória: "Bem-aventurados sereis quando vos insultarem e perseguirem e, por minha causa, disserem todo o tipo de calúnia contra vós. Alegrai-vos e exultai, porque grande será a vossa recompensa nos céus." (Mt 5, 11-12).»

João César das Neves, in Diário de Notícias

A CRUZ DE CRISTO - 2

«Em todas as épocas a Igreja sempre defrontou inimigos poderosos. Esses gostavam de isolar uma pequena secção de crentes para a mimosear com o pior das suas fúrias. Há cem anos eram os jesuítas; há 500 os dominicanos; hoje é o Opus Dei. Estes têm a honra da escolha do inimigo. É muito curioso notar uma flutuação marcada nessa história da raiva anticristã. Conforme as épocas, no meio da enorme diversidade de carismas da Igreja, os movimentos escolhidos pelos críticos vêm alternadamente dos pobres e dos poderosos. O Império Romano não ligou ao cristianismo enquanto foi uma religião de escravos. Mal começou a haver conversões na classe senatorial, iniciaram-se as perseguições a sério. Como a elite não era cristã, tinha medo do poder que os fiéis viessem a possuir. Depois, a partir de Constantino, durante séculos as classes poderosas aderiram à fé. Por isso nesse período os movimentos atacados passaram a ser do povo. Primeiro os eremitas, depois os beneditinos, finalmente os franciscanos e dominicanos, todos tinham um aspecto subversivo que desagradava às instituições, crentes ou infiéis. A partir da Idade Moderna, quando as elites voltaram a afastar-se da Igreja, regressaram os medos romanos.Os ateus aceitam os cristãos pobres, como a madre Teresa. O que os enerva é a existência de "senadores" fiéis e o suposto poder manipulador de certos crentes. Foi assim com os jesuítas nos séculos XVIII e XIX, é assim agora com vários movimentos religiosos.Nestes, o Opus Dei tem uma certa visibilidade especial, por exemplo com O Código da Vinci. Mas noutras zonas do mundo ouvimos criticar da mesma forma focolares, CL, carismáticos, salesianos e muitos outros. Que motivos para tanta crítica? Os inimigos têm as suas razões, mas entre as censuras mais citadas estão as Cruzadas e a Inquisição, que acabaram séculos antes deles nascerem. Se virmos bem, ao longo dos tempos todos os grupos visados, tão diferentes nas suas formas, têm uma coisa em comum: viver a sério a doutrina de Cristo.No fundo o problema do Opus Dei, como dos outros, é só aquilo que celebramos nestes dias da Páscoa. Todos os cristãos estão avisados desde o princípio. "Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: o escravo não é maior que o senhor. Se perseguiram a mim, também hão-de perseguir a vós" (Jo 15, 20). Essa é a sua glória: "Bem-aventurados sereis quando vos insultarem e perseguirem e, por minha causa, disserem todo o tipo de calúnia contra vós. Alegrai-vos e exultai, porque grande será a vossa recompensa nos céus." (Mt 5, 11-12).»

João César das Neves, in Diário de Notícias

O ESTATUTO E A REALIDADE

O "estatuto do aluno"? De que servia a Maria de Lurdes Rodrigues estar fechada numa sala de aula, socialmente "mista", com alunos e alunas com calças pelo cu, com o umbigo à mostra, de linguarejar primitivo ("tá-se", "bué", "iá", "cota"...), em permanente uso do telemóvel até para copiar, e bramir com o "estatuto" que permite aos espertos faltarem e passarem e aos broncos desenrascarem-se? Há coisas que a burocracia e o dr. Valter Lemos não resolvem. A sociologia - por onde Lurdes Rodrigues se arrasta academicamente - já lhe devia ter ensinado qualquer coisa. Todavia, dá-me ideia que não lhe ensinou o fundamental, a tocar a realidade.

O ESTATUTO E A REALIDADE

O "estatuto do aluno"? De que servia a Maria de Lurdes Rodrigues estar fechada numa sala de aula, socialmente "mista", com alunos e alunas com calças pelo cu, com o umbigo à mostra, de linguarejar primitivo ("tá-se", "bué", "iá", "cota"...), em permanente uso do telemóvel até para copiar, e bramir com o "estatuto" que permite aos espertos faltarem e passarem e aos broncos desenrascarem-se? Há coisas que a burocracia e o dr. Valter Lemos não resolvem. A sociologia - por onde Lurdes Rodrigues se arrasta academicamente - já lhe devia ter ensinado qualquer coisa. Todavia, dá-me ideia que não lhe ensinou o fundamental, a tocar a realidade.

22.3.08

A CRUZ DE CRISTO

«No cimo da cruz de Jesus – nas duas línguas do mundo de então, o grego e o latim, e na língua do povo eleito, o hebraico – está escrito quem é: o Rei dos Judeus, o Filho prometido a David. Pilatos, o juiz injusto, tornou-se profeta sem querer. Perante a opinião pública mundial é proclamada a realeza de Jesus. O próprio Jesus não tinha aceite o título de Messias, enquanto poderia induzir a uma ideia errada, humana, de poder e de salvação. Mas, agora, o título pode estar escrito ali publicamente sobre o Crucificado. Ele, assim, é verdadeiramente o rei do mundo. Agora foi verdadeiramente «elevado». Na sua descida, Ele subiu. Agora cumpriu radicalmente o mandamento do amor, cumpriu a oferta de Si próprio, e precisamente deste modo Ele é agora a manifestação do verdadeiro Deus, daquele Deus que é amor. Agora sabemos quem é Deus. Agora sabemos como é a verdadeira realeza. Jesus reza o Salmo 22, que começa por estas palavras: «Meu Deus, meu Deus, por que Me abandonaste?» (Sal. 22/21, 2). Assume em Si mesmo todo o Israel, a humanidade inteira, que sofre o drama da escuridão de Deus, e faz com que Deus Se manifeste precisamente onde parece estar definitivamente derrotado e ausente. A cruz de Cristo é um acontecimento cósmico. O mundo fica na escuridão, quando o Filho de Deus sofre a morte. A terra treme. E junto da cruz tem início a Igreja dos pagãos. O centurião romano reconhece, compreende que Jesus é o Filho de Deus. Da cruz, Ele triunfa sem cessar (...) «Quem procurar salvaguardar a vida, perdê-la-á, e quem a perder, conservá-la-á » (Lc. 17, 33) — disse Jesus, afirmação esta que se encontra nos Evangelhos com diversas variantes (cf. Mt. 10, 39; 16, 25; Mc. 8, 35; Lc. 9, 24; Jo. 12, 25). » (Joseph Ratzinger) O martírio do Filho de Deus permanece para os cristãos - mesmos para os maus cristãos e pecadores como eu - o verdadeiro mistério que ilumina a nossa vida desesperada e a nossa razão céptica. Na sua inexpugnável solidão, iniciada na Ceia, que passa pela Cruz e que termina na Morte e Ressurreição - "Pai, por que me abandonaste?" - Jesus representa a coragem e a esperança vivas.

A CRUZ DE CRISTO

«No cimo da cruz de Jesus – nas duas línguas do mundo de então, o grego e o latim, e na língua do povo eleito, o hebraico – está escrito quem é: o Rei dos Judeus, o Filho prometido a David. Pilatos, o juiz injusto, tornou-se profeta sem querer. Perante a opinião pública mundial é proclamada a realeza de Jesus. O próprio Jesus não tinha aceite o título de Messias, enquanto poderia induzir a uma ideia errada, humana, de poder e de salvação. Mas, agora, o título pode estar escrito ali publicamente sobre o Crucificado. Ele, assim, é verdadeiramente o rei do mundo. Agora foi verdadeiramente «elevado». Na sua descida, Ele subiu. Agora cumpriu radicalmente o mandamento do amor, cumpriu a oferta de Si próprio, e precisamente deste modo Ele é agora a manifestação do verdadeiro Deus, daquele Deus que é amor. Agora sabemos quem é Deus. Agora sabemos como é a verdadeira realeza. Jesus reza o Salmo 22, que começa por estas palavras: «Meu Deus, meu Deus, por que Me abandonaste?» (Sal. 22/21, 2). Assume em Si mesmo todo o Israel, a humanidade inteira, que sofre o drama da escuridão de Deus, e faz com que Deus Se manifeste precisamente onde parece estar definitivamente derrotado e ausente. A cruz de Cristo é um acontecimento cósmico. O mundo fica na escuridão, quando o Filho de Deus sofre a morte. A terra treme. E junto da cruz tem início a Igreja dos pagãos. O centurião romano reconhece, compreende que Jesus é o Filho de Deus. Da cruz, Ele triunfa sem cessar (...) «Quem procurar salvaguardar a vida, perdê-la-á, e quem a perder, conservá-la-á » (Lc. 17, 33) — disse Jesus, afirmação esta que se encontra nos Evangelhos com diversas variantes (cf. Mt. 10, 39; 16, 25; Mc. 8, 35; Lc. 9, 24; Jo. 12, 25). » (Joseph Ratzinger) O martírio do Filho de Deus permanece para os cristãos - mesmos para os maus cristãos e pecadores como eu - o verdadeiro mistério que ilumina a nossa vida desesperada e a nossa razão céptica. Na sua inexpugnável solidão, iniciada na Ceia, que passa pela Cruz e que termina na Morte e Ressurreição - "Pai, por que me abandonaste?" - Jesus representa a coragem e a esperança vivas.

21.3.08

A MÁ EDUCAÇÃO

Uma pedopsiquiatra veio "explicar" que é preciso "ajudar os jovens", referindo-se àqueles bandalhos que passam por alunos nas escolas públicas. Bandalhos como a menina do liceu do Porto e os pequenos javardos dos seus colegas que, com indisfarçável gozo, filmaram e comentaram a situação. A "menina dos cinco olhos" ou a velhinha régua nunca fizeram mal a ninguém. Muito menos uma bofetada dada a tempo, para parafrasear o Doutor Salazar. O que tem feito mal à educação nos nossos liceus, escolas secundárias e básicas são estes trinta e tal anos de impunidade das "novas psicologias", "metodologias" e "grupos" masturbatórios de "trabalho" para nada. A PSP faria melhor em montar a sua tenda da "escola segura" lá dentro do que andar a passear de carrinho pelas cercanias dos liceus em vão. As escolas, afinal, precisam ser defendidas por "dentro" e contra os seus " utentes", os impropriamente chamados alunos e os seus improváveis "encarregados de educação". Por isso, e neste clima, falar em " estatuto do aluno" deve ser para rir. Não deveria ser, antes, do delinquente? O mesmo se diga de "inquéritos" inúteis quando está tudo explicado há trinta e quatro anos, para não dizer mais. Que má educação. Literalmente.

A MÁ EDUCAÇÃO

Uma pedopsiquiatra veio "explicar" que é preciso "ajudar os jovens", referindo-se àqueles bandalhos que passam por alunos nas escolas públicas. Bandalhos como a menina do liceu do Porto e os pequenos javardos dos seus colegas que, com indisfarçável gozo, filmaram e comentaram a situação. A "menina dos cinco olhos" ou a velhinha régua nunca fizeram mal a ninguém. Muito menos uma bofetada dada a tempo, para parafrasear o Doutor Salazar. O que tem feito mal à educação nos nossos liceus, escolas secundárias e básicas são estes trinta e tal anos de impunidade das "novas psicologias", "metodologias" e "grupos" masturbatórios de "trabalho" para nada. A PSP faria melhor em montar a sua tenda da "escola segura" lá dentro do que andar a passear de carrinho pelas cercanias dos liceus em vão. As escolas, afinal, precisam ser defendidas por "dentro" e contra os seus " utentes", os impropriamente chamados alunos e os seus improváveis "encarregados de educação". Por isso, e neste clima, falar em " estatuto do aluno" deve ser para rir. Não deveria ser, antes, do delinquente? O mesmo se diga de "inquéritos" inúteis quando está tudo explicado há trinta e quatro anos, para não dizer mais. Que má educação. Literalmente.

20.3.08

CANALHA

A televisão passa uma "cena" inimaginável há uns anos. Não muitos. Uma aluna de uma escola secundária pública, moça do 9º ano de escolaridade (o antigo 5º ano do liceu), a quem a professora de francês apreendeu o telemóvel, berra com a dita -"dá-me o telemóvel", grunhe a pequena besta - e violenta-a. Está no You Tube (sem link porque é pura pornografia). Apenas duas ou três observações. Devia ser proibido - e o PS, na sua esquizofrenia de "esquerda moderna", esquece-se do óbvio para perseguir o que não interessa - assistir a aulas com telemóveis ligados. Ao primeiro toque, o telemóvel deveria voar pela janela e o seu proprietário ser posto na rua. Depois, como no caso visionado, o energúmeno levaria duas competentes bofetadas no focinho só podendo sair da sala com elas bem dadas. Finalmente, e caso tivesse pais ou gente "responsável" pela sua educação, estes seriam informados da expulsão do estúpido monstro ou, no mínimo, da sua suspensão. A escola pública não serve para apascentar porcinos e porcinas. Os professores representam a autoridade e a disciplina dentro da sala de aula. Retirar-lhes estas prerrogativas significa apenas lançar o "futuro" da escola pública pela janela, em vez do telemóvel. Os portugueses não pagam impostos para assistirem bovinamente a cenas destas. O lugar da canalha não é na escola.

CANALHA

A televisão passa uma "cena" inimaginável há uns anos. Não muitos. Uma aluna de uma escola secundária pública, moça do 9º ano de escolaridade (o antigo 5º ano do liceu), a quem a professora de francês apreendeu o telemóvel, berra com a dita -"dá-me o telemóvel", grunhe a pequena besta - e violenta-a. Está no You Tube (sem link porque é pura pornografia). Apenas duas ou três observações. Devia ser proibido - e o PS, na sua esquizofrenia de "esquerda moderna", esquece-se do óbvio para perseguir o que não interessa - assistir a aulas com telemóveis ligados. Ao primeiro toque, o telemóvel deveria voar pela janela e o seu proprietário ser posto na rua. Depois, como no caso visionado, o energúmeno levaria duas competentes bofetadas no focinho só podendo sair da sala com elas bem dadas. Finalmente, e caso tivesse pais ou gente "responsável" pela sua educação, estes seriam informados da expulsão do estúpido monstro ou, no mínimo, da sua suspensão. A escola pública não serve para apascentar porcinos e porcinas. Os professores representam a autoridade e a disciplina dentro da sala de aula. Retirar-lhes estas prerrogativas significa apenas lançar o "futuro" da escola pública pela janela, em vez do telemóvel. Os portugueses não pagam impostos para assistirem bovinamente a cenas destas. O lugar da canalha não é na escola.

QUINTA-FEIRA SANTA

«O Senhor saiu: é este o sinal da sua força. Ele desceu para a noite de Getsémani, para a noite da Cruz, para a noite do túmulo. Ele desceu porque, no confronto com a morte, é mais forte; porque o seu amor leva o selo do amor de Deus que tem mais poder que as forças da destruição. É precisamente nessa saída, no caminho da Paixão, que está o acto da sua vitória; no mistério do Getsémani já está o mistério da alegria pascal. Ele é o mais forte, não há nenhum poder que possa resistir-Lhe e nenhum lugar onde Ele não esteja. Ele chama-nos a tentar a caminhada com Ele, porque onde houver fé e amor, aí estará Ele, aí estará a força da paz que supera o nada e a morte.»

Joseph Raztinger

QUINTA-FEIRA SANTA

«O Senhor saiu: é este o sinal da sua força. Ele desceu para a noite de Getsémani, para a noite da Cruz, para a noite do túmulo. Ele desceu porque, no confronto com a morte, é mais forte; porque o seu amor leva o selo do amor de Deus que tem mais poder que as forças da destruição. É precisamente nessa saída, no caminho da Paixão, que está o acto da sua vitória; no mistério do Getsémani já está o mistério da alegria pascal. Ele é o mais forte, não há nenhum poder que possa resistir-Lhe e nenhum lugar onde Ele não esteja. Ele chama-nos a tentar a caminhada com Ele, porque onde houver fé e amor, aí estará Ele, aí estará a força da paz que supera o nada e a morte.»

Joseph Raztinger

19.3.08

«GRACE UNDER PRESSURE»

Mais um debate quinzenal no Parlamento e mais uma "vitória" simbólica de Sócrates. O "pimba" dirigido a um "Portas dos velhinhos" e a interpelação sobre os "feitos" do intervalo da direita entre 2002-2005 - onde o líder da paupérrima bancada parlamentar do PSD participou "só" como primeiro-ministro - bastaram para surpreender o chefe do governo num momento "hemingwayiano", de "grace under pressure", quando, nesta altura do campeonato, devia ser exactamente ao contrário. A culpa é dele?

«GRACE UNDER PRESSURE»

Mais um debate quinzenal no Parlamento e mais uma "vitória" simbólica de Sócrates. O "pimba" dirigido a um "Portas dos velhinhos" e a interpelação sobre os "feitos" do intervalo da direita entre 2002-2005 - onde o líder da paupérrima bancada parlamentar do PSD participou "só" como primeiro-ministro - bastaram para surpreender o chefe do governo num momento "hemingwayiano", de "grace under pressure", quando, nesta altura do campeonato, devia ser exactamente ao contrário. A culpa é dele?

MINISTRO OU PRODUÇÃO FICTÍCIA?


Mário Crespo prometeu para o seu Jornal das 9, na SIC Notícias, a presença do ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro. Há muita coisa a perguntar a este génio anunciado. Desde logo, é forçoso saber se Pinto Ribeiro concorda com a existência do "seu" ministério ou se se bastava com uma secretaria de Estado ou, no limite, com nada. Depois, Pinto Ribeiro - presumindo-se que concorda com o ministério e com a respectiva burocracia - deve justificar a existência das "direcções regionais" (cinco ou seis) do MC, da OPART, do D. Maria (de Fragateiro & Castanheira), de uma Companhia Nacional de Bailado caduca, de um São Carlos enquistado e nulo, ainda "cativo" da estratégia pessoal e académica de Mário Vieira de Carvalho, a degradação dos deveres de preservação do património, a suicidária sobrevivência dos museus e a manutenção do Tutankamon da Cinemateca, o honorável Benard da Costa, para além de todos os prazos e limites de idade para o exercício de um cargo de director-geral. Pinto Ribeiro, "advogado de artistas mil", na cativante expressão de Fernanda Câncio, responde perante os contribuintes e não perante os "criadores", seja lá isto o que for. Tinha obrigação, dados os seus afazeres profissionais, de libertar a bolsa daqueles e promover o mecenato empresarial ou outro, partindo do princípio que parte da sociedade dita "civil" está interessada na cultura e não apenas em realizar mais-valias simples. Suspeito, no entanto, que Ribeiro já percebeu que está "atado". Até agora limitou-se a acariciar o visível regimental: indicou Pedro Mexia para secundar Benard na Cinemateca e nomeou uma vetusta comissão para preparar, lá para Dezembro, os 100 anos de Manoel de Oliveira. Só isto garante, mais dia menos dia, outro elogio amigo nas páginas de um jornal. Para seu bem político, Ribeiro precisa ultrapassar este pequenino patamar cúmplice e cortesão que forjou a sua imagem antes dela se convolar numa realidade. É disso, no fundo, que se trata. Saber se Pinto Ribeiro é mesmo ministro ou se não passa de mera produção fictícia.

Adenda: Pinto Ribeiro teve o mérito de não surgir baralhado, como a sua antecessora. Não tem dinheiro, mas pareceu-me ter algumas ideias razoavelmente arrumadas sobre, por exemplo, a cultura representar qualidade de vida em todos os sectores de um governo, o disparate da OPART, a preservação e o acesso generalizado aos chamados "bens culturais" e o concurso de outros meios e fundos para estes fins, "descolando" do Estado. A obsessão com os "conteúdos" da RTP, partilhada em conversinhas com o dr. Santos Silva, ou a omissão quanto à hipótese de "desmantelar" a burocracia do ministério que tutela, revelaram a habitual impotência dos inquilinos da Ajuda dentro dos respectivos executivos. Como se costuma dizer, menos mal.

MINISTRO OU PRODUÇÃO FICTÍCIA?


Mário Crespo prometeu para o seu Jornal das 9, na SIC Notícias, a presença do ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro. Há muita coisa a perguntar a este génio anunciado. Desde logo, é forçoso saber se Pinto Ribeiro concorda com a existência do "seu" ministério ou se se bastava com uma secretaria de Estado ou, no limite, com nada. Depois, Pinto Ribeiro - presumindo-se que concorda com o ministério e com a respectiva burocracia - deve justificar a existência das "direcções regionais" (cinco ou seis) do MC, da OPART, do D. Maria (de Fragateiro & Castanheira), de uma Companhia Nacional de Bailado caduca, de um São Carlos enquistado e nulo, ainda "cativo" da estratégia pessoal e académica de Mário Vieira de Carvalho, a degradação dos deveres de preservação do património, a suicidária sobrevivência dos museus e a manutenção do Tutankamon da Cinemateca, o honorável Benard da Costa, para além de todos os prazos e limites de idade para o exercício de um cargo de director-geral. Pinto Ribeiro, "advogado de artistas mil", na cativante expressão de Fernanda Câncio, responde perante os contribuintes e não perante os "criadores", seja lá isto o que for. Tinha obrigação, dados os seus afazeres profissionais, de libertar a bolsa daqueles e promover o mecenato empresarial ou outro, partindo do princípio que parte da sociedade dita "civil" está interessada na cultura e não apenas em realizar mais-valias simples. Suspeito, no entanto, que Ribeiro já percebeu que está "atado". Até agora limitou-se a acariciar o visível regimental: indicou Pedro Mexia para secundar Benard na Cinemateca e nomeou uma vetusta comissão para preparar, lá para Dezembro, os 100 anos de Manoel de Oliveira. Só isto garante, mais dia menos dia, outro elogio amigo nas páginas de um jornal. Para seu bem político, Ribeiro precisa ultrapassar este pequenino patamar cúmplice e cortesão que forjou a sua imagem antes dela se convolar numa realidade. É disso, no fundo, que se trata. Saber se Pinto Ribeiro é mesmo ministro ou se não passa de mera produção fictícia.

Adenda: Pinto Ribeiro teve o mérito de não surgir baralhado, como a sua antecessora. Não tem dinheiro, mas pareceu-me ter algumas ideias razoavelmente arrumadas sobre, por exemplo, a cultura representar qualidade de vida em todos os sectores de um governo, o disparate da OPART, a preservação e o acesso generalizado aos chamados "bens culturais" e o concurso de outros meios e fundos para estes fins, "descolando" do Estado. A obsessão com os "conteúdos" da RTP, partilhada em conversinhas com o dr. Santos Silva, ou a omissão quanto à hipótese de "desmantelar" a burocracia do ministério que tutela, revelaram a habitual impotência dos inquilinos da Ajuda dentro dos respectivos executivos. Como se costuma dizer, menos mal.

18.3.08

RESPIRAR O AR DA MADEIRA


Se voltasse ao PSD, ia para o PSD/ Madeira. Se pudesse sair de Lisboa, ia viver e trabalhar para a Madeira. Dito isto, e agora que se fala em "avaliar" os senhores juízes, podia começar-se por avaliar decisões judiciais relativas ao uso da liberdade de expressão e da crítica políticas. Entre Daniel Oliveira e Alberto João Jardim não hesito. Aliás, uma das razões por que não hesito é justamente por apreciar a liberdade de expressão e de crítica políticas do presidente do governo regional da Madeira, alguém nunca atafulhado pelo preconceito da correcção. Por isso, imagino que o cidadão Alberto João não aprecie decisões judiciais que, sendo-lhe favoráveis, são desfavoráveis à liberdade de expressão e de crítica políticas de que Jardim é um dos mais imaginativos beneficiários. Depois, trinta anos de poder sufragado livremente pelos madeirenses é a única resposta com grandeza à acrimónia habitual. Existe, felizmente, jurisprudência dos tribunais superiores que garante a liberdade de expressão inserida no plano da crítica política. E que serve para Daniel Oliveira e para Alberto João ou outro cidadão qualquer. É bom - e eu não abdico desse prazer - respirar livremente o ar doce e meridional da Madeira. Não vale a pena estragar esse privilégio com intendência mesquinha.

RESPIRAR O AR DA MADEIRA


Se voltasse ao PSD, ia para o PSD/ Madeira. Se pudesse sair de Lisboa, ia viver e trabalhar para a Madeira. Dito isto, e agora que se fala em "avaliar" os senhores juízes, podia começar-se por avaliar decisões judiciais relativas ao uso da liberdade de expressão e da crítica políticas. Entre Daniel Oliveira e Alberto João Jardim não hesito. Aliás, uma das razões por que não hesito é justamente por apreciar a liberdade de expressão e de crítica políticas do presidente do governo regional da Madeira, alguém nunca atafulhado pelo preconceito da correcção. Por isso, imagino que o cidadão Alberto João não aprecie decisões judiciais que, sendo-lhe favoráveis, são desfavoráveis à liberdade de expressão e de crítica políticas de que Jardim é um dos mais imaginativos beneficiários. Depois, trinta anos de poder sufragado livremente pelos madeirenses é a única resposta com grandeza à acrimónia habitual. Existe, felizmente, jurisprudência dos tribunais superiores que garante a liberdade de expressão inserida no plano da crítica política. E que serve para Daniel Oliveira e para Alberto João ou outro cidadão qualquer. É bom - e eu não abdico desse prazer - respirar livremente o ar doce e meridional da Madeira. Não vale a pena estragar esse privilégio com intendência mesquinha.

17.3.08

EVERYBODY LIES



Depois do dr. Júdice, é agora a vez de outro grande advogado do regime e alegadamente de direita, o dr. Proença de Carvalho, vir defender Sócrates e a "necessidade" de nova maioria absoluta para o PS. Com amigos destes, a direita não vai longe. Na realidade, a persistir Menezes até o dr. House vota Sócrates.

EVERYBODY LIES



Depois do dr. Júdice, é agora a vez de outro grande advogado do regime e alegadamente de direita, o dr. Proença de Carvalho, vir defender Sócrates e a "necessidade" de nova maioria absoluta para o PS. Com amigos destes, a direita não vai longe. Na realidade, a persistir Menezes até o dr. House vota Sócrates.

NÃO ABUSEM

O que mais falta anda a fazer ao PSD é emergir, como putativo líder, o sr. Passos Coelho, o delfim de Ângelo Correia e uma vacuidade absoluta. É evidente que, depois de Menezes, tudo é possível. Mas não vale a pena abusar.

NÃO ABUSEM

O que mais falta anda a fazer ao PSD é emergir, como putativo líder, o sr. Passos Coelho, o delfim de Ângelo Correia e uma vacuidade absoluta. É evidente que, depois de Menezes, tudo é possível. Mas não vale a pena abusar.

CONTRADIÇÃO NOS TERMOS

Num comentário deixado no Expresso online sobre Rodrigues Maximiano, é citada uma afirmação daquele magistrado sobre a corrupção: "um político a combater a corrupção é uma contradição nos termos." Já repararam, no entanto, como nunca em tempo algum, têm aparecido agora tantos políticos, das mais diversas proveniências, a prometer derrotar a corrupção? É por isso que ela - a corrupção, o tráfico de influências - anda por aí a rir-se. Precisamente da contradição nos termos.

CONTRADIÇÃO NOS TERMOS

Num comentário deixado no Expresso online sobre Rodrigues Maximiano, é citada uma afirmação daquele magistrado sobre a corrupção: "um político a combater a corrupção é uma contradição nos termos." Já repararam, no entanto, como nunca em tempo algum, têm aparecido agora tantos políticos, das mais diversas proveniências, a prometer derrotar a corrupção? É por isso que ela - a corrupção, o tráfico de influências - anda por aí a rir-se. Precisamente da contradição nos termos.

16.3.08

RODRIGUES MAXIMIANO

Faleceu o procurador geral adjunto jubilado António Henrique Rodrigues Maximiano. Tive o privilégio de colaborar com ele na Inspecção Geral da Administração Interna, entre 1997 e 2001. Mais do que o "chefe" ou o "dirigente", perco um amigo. Maximiano era um homem que amava profundamente a vida. Mesmo na doença - que me descreveu com tranquilidade num passeio pela Praia da Maçãs há menos de um ano - Maximiano manteve indemne essa paixão. Devo-lhe, apesar de algumas naturais divergências de circunstância, os melhores anos da minha vida profissional e a gratidão de com ele ter colaborado nos primeiros e fabulosos anos da construção da IGAI. Rodrigues Maximiano pôs de pé uma estrutura do Estado português responsável, entre outras coisas, pelo controlo da actividade policial e pela salvaguarda dos direitos de cidadania. A IGAI - agora que tanto se fala da "reforma da administração pública" - foi um bom exemplo de como um organismo público pode simultaneamente servir com inteligência, eficácia e sentido de oportunidade os cidadãos e funcionar de uma forma flexível, aberta, criteriosa, "não sovietizada" e não burocratizada. Na prática, a IGAI acabou quando Maximiano se aposentou. Infelizmente, a vida que ele tanto prezava foi-lhe madrasta e não lhe permitiu gozar, livre do peso do quotidiano, o esplendor que dela sempre soube retirar, fosse num restaurante, num museu, numa viagem de trabalho ou num concerto da Tita, a filha da sua mulher Cândida. Foi justamente num concerto da Tita, no Estoril, que o vi naquela que se pressentia ser a última vez.

RODRIGUES MAXIMIANO

Faleceu o procurador geral adjunto jubilado António Henrique Rodrigues Maximiano. Tive o privilégio de colaborar com ele na Inspecção Geral da Administração Interna, entre 1997 e 2001. Mais do que o "chefe" ou o "dirigente", perco um amigo. Maximiano era um homem que amava profundamente a vida. Mesmo na doença - que me descreveu com tranquilidade num passeio pela Praia da Maçãs há menos de um ano - Maximiano manteve indemne essa paixão. Devo-lhe, apesar de algumas naturais divergências de circunstância, os melhores anos da minha vida profissional e a gratidão de com ele ter colaborado nos primeiros e fabulosos anos da construção da IGAI. Rodrigues Maximiano pôs de pé uma estrutura do Estado português responsável, entre outras coisas, pelo controlo da actividade policial e pela salvaguarda dos direitos de cidadania. A IGAI - agora que tanto se fala da "reforma da administração pública" - foi um bom exemplo de como um organismo público pode simultaneamente servir com inteligência, eficácia e sentido de oportunidade os cidadãos e funcionar de uma forma flexível, aberta, criteriosa, "não sovietizada" e não burocratizada. Na prática, a IGAI acabou quando Maximiano se aposentou. Infelizmente, a vida que ele tanto prezava foi-lhe madrasta e não lhe permitiu gozar, livre do peso do quotidiano, o esplendor que dela sempre soube retirar, fosse num restaurante, num museu, numa viagem de trabalho ou num concerto da Tita, a filha da sua mulher Cândida. Foi justamente num concerto da Tita, no Estoril, que o vi naquela que se pressentia ser a última vez.

15.3.08

AS "MANIFESTAÇÕES ESPONTÂNEAS"



Não acompanhei as "manifestações espontâneas" do PS, no Porto, e de Menezes, na Feira. Estive na Gulbenkian a ouvir Bach. Se esta gente ouvisse mais Bach e menos a eles próprios, era seguramente bom para eles e, por tabela, melhor para o país. Todavia, eles sabem lá quem é Bach.

AS "MANIFESTAÇÕES ESPONTÂNEAS"



Não acompanhei as "manifestações espontâneas" do PS, no Porto, e de Menezes, na Feira. Estive na Gulbenkian a ouvir Bach. Se esta gente ouvisse mais Bach e menos a eles próprios, era seguramente bom para eles e, por tabela, melhor para o país. Todavia, eles sabem lá quem é Bach.

A ESPERANÇA CONTRA O HOMEM PRECÁRIO


Quando Bento XVI esteve na Turquia, deslocou-se ao meio do mato para celebrar uma missa para pouco mais de centena e meia de pessoas. A Ratzinger não interessa o "número" mas antes a qualidade dos fiéis. Este Papa não é impressionável pela multidão e não concebe o seu magistério com um gigantesco e permanente "talk show". Nem tão pouco entende ser essa a missão da Igreja nos dias que correm. Os dois volumes da longa entrevista que concedeu ao jornalista alemão Peter Seewald - "O Sal da Terra" e "Deus e o Mundo" -, ainda como cardeal, explicam a Igreja do futuro Papa Bento. No texto de Vasco Pulido Valente no Público de sábado (sem link), reflecte-se sobre a vitória de Zapatero e a "consagração" de um "novo mundo", aparentemente definitivo, que "derrotou" a Igreja. Passarão por Espanha e pela Terra dezenas de Zapateros e a Igreja do Ressuscitado, erguida sobre a pedra bruta que derrotou o mundo, permanecerá. O verdadeiro cristão é aquele que não omite a Cruz na sua vida. Como o mais pequeno grão de trigo que cai no solo, morre e só assim dá fruto, também a Igreja representada por Ratzinger não vem para "rasurar" nenhuma "memória histórica" ou impor-se como uma "ideologia". Pelo contrário. O Igreja vela contra "a prepotência da ideologia e dos seus órgãos políticos", na defesa de uma "nova liberdade" que não é mais do que a "consciência da nova «substância» que nos foi dada" por aqueles que, ao longo da história do homem, com o seu martírio e com a sua morte, "renovaram o mundo" (Carta Encíclica Spe Salvi). Não são os Zapateros desta vida videirinha quem nos "salva". A esperança, o outro nome da fé, é a única resposta contra o "homem precário" que governa no mundo.

A ESPERANÇA CONTRA O HOMEM PRECÁRIO


Quando Bento XVI esteve na Turquia, deslocou-se ao meio do mato para celebrar uma missa para pouco mais de centena e meia de pessoas. A Ratzinger não interessa o "número" mas antes a qualidade dos fiéis. Este Papa não é impressionável pela multidão e não concebe o seu magistério com um gigantesco e permanente "talk show". Nem tão pouco entende ser essa a missão da Igreja nos dias que correm. Os dois volumes da longa entrevista que concedeu ao jornalista alemão Peter Seewald - "O Sal da Terra" e "Deus e o Mundo" -, ainda como cardeal, explicam a Igreja do futuro Papa Bento. No texto de Vasco Pulido Valente no Público de sábado (sem link), reflecte-se sobre a vitória de Zapatero e a "consagração" de um "novo mundo", aparentemente definitivo, que "derrotou" a Igreja. Passarão por Espanha e pela Terra dezenas de Zapateros e a Igreja do Ressuscitado, erguida sobre a pedra bruta que derrotou o mundo, permanecerá. O verdadeiro cristão é aquele que não omite a Cruz na sua vida. Como o mais pequeno grão de trigo que cai no solo, morre e só assim dá fruto, também a Igreja representada por Ratzinger não vem para "rasurar" nenhuma "memória histórica" ou impor-se como uma "ideologia". Pelo contrário. O Igreja vela contra "a prepotência da ideologia e dos seus órgãos políticos", na defesa de uma "nova liberdade" que não é mais do que a "consciência da nova «substância» que nos foi dada" por aqueles que, ao longo da história do homem, com o seu martírio e com a sua morte, "renovaram o mundo" (Carta Encíclica Spe Salvi). Não são os Zapateros desta vida videirinha quem nos "salva". A esperança, o outro nome da fé, é a única resposta contra o "homem precário" que governa no mundo.