22.2.09

O FREI CORRECTO

Frei Bento Domingues, um "pastor" - presumo que ainda é católico - que escreve aos domingos no Público, está para o comentário religioso como Peres Metelo para o económico ou Bettencourt Resendes para o político. Correctíssimo. Ainda acaba blogger no Jugular.

O FREI CORRECTO

Frei Bento Domingues, um "pastor" - presumo que ainda é católico - que escreve aos domingos no Público, está para o comentário religioso como Peres Metelo para o económico ou Bettencourt Resendes para o político. Correctíssimo. Ainda acaba blogger no Jugular.

MORRER NA PRAIA - 2 (act.)


Há quase um mês, escrevia-se aqui: mansamente, como quase tudo o que é "espectacular" em Portugal, o "caso Freeport" apresta-se a morrer na praia. Os "passos" entretanto dados na "marcha do processo", as declarações avulsas dos responsáveis do MP, a contínua e certeira violação do segredo de justiça à mistura com as indisfarçáveis manobras (pela via da "notícia", das "fontes anónimas" e dos "temas laterais" como, por exemplo, compras de casas) de informação e de contra-informação (no sentido puramente técnico-político do termo) e a mais recente "descoberta" de que, afinal, muita coisa pode já estar prescrita (porque habilmente toda a gente se "desviou" do "mote" do processo: o acto de licenciamento do trambolho), constituem sinais de que esta é mais uma "história" que ficará, se ficar, mal contada. Depois é só colocar a questão óbvia. Quem é que beneficia politicamente com esta estranha (ou talvez nada estranha) "gestão" da coisa? É que, para além de comentários e de entrevistas e de entrevistas e de comentários, do chamado "plano jurídico" há muito pouco a esperar.

Adenda do dia 23: Este texto do C. Abreu Amorim.

MORRER NA PRAIA - 2 (act.)


Há quase um mês, escrevia-se aqui: mansamente, como quase tudo o que é "espectacular" em Portugal, o "caso Freeport" apresta-se a morrer na praia. Os "passos" entretanto dados na "marcha do processo", as declarações avulsas dos responsáveis do MP, a contínua e certeira violação do segredo de justiça à mistura com as indisfarçáveis manobras (pela via da "notícia", das "fontes anónimas" e dos "temas laterais" como, por exemplo, compras de casas) de informação e de contra-informação (no sentido puramente técnico-político do termo) e a mais recente "descoberta" de que, afinal, muita coisa pode já estar prescrita (porque habilmente toda a gente se "desviou" do "mote" do processo: o acto de licenciamento do trambolho), constituem sinais de que esta é mais uma "história" que ficará, se ficar, mal contada. Depois é só colocar a questão óbvia. Quem é que beneficia politicamente com esta estranha (ou talvez nada estranha) "gestão" da coisa? É que, para além de comentários e de entrevistas e de entrevistas e de comentários, do chamado "plano jurídico" há muito pouco a esperar.

Adenda do dia 23: Este texto do C. Abreu Amorim.

AJUSTES DIRECTÍSSIMOS

Aqui.

AJUSTES DIRECTÍSSIMOS

Aqui.

A VULGARIDADE DA MODA


Outro "ajudante" de Sócrates, o "jovem" Passos Coelho, é endeusado, uma vez mais, como a vulgaridade da moda no suplemento de domingo do Público. Bastou-me o título - "O PSD afastou-se da sua genética" (qual? a de andar a roçar o cu pelos sofás e pelas cadeiras das secções, agarrados a cervejolas, à espera que reparem na "devoção"?) - e a "novidade" de que canta (?) ópera no carro, em casa e na casa de banho para ficarmos por aí. Se isto é uma elite para o futuro de Portugal, então eu prefiro ser um homem do século XVIII ou XIX. Pacheco Pereira, com manifesta brandura, chama-lhe uma biografia do nada depois de se ter dado ao trabalho de comentar os "treslidos" do "candidato" (candidato a quê?) em matéria filosófica. Já que o "candidato" aprecia filosofia - mesmo não fazendo a mínima ideia que ela serve precisamente para incomodar a estupidez - recomendo-lhe Sloterdijk e as suas "Regras para o parque humano": «poderíamos definir os homens dos tempos históricos como animais, dos quais uns sabem ler e escrever, e outros não.» Literalmente, dr. Passos Coelho. Literalmente.

A VULGARIDADE DA MODA


Outro "ajudante" de Sócrates, o "jovem" Passos Coelho, é endeusado, uma vez mais, como a vulgaridade da moda no suplemento de domingo do Público. Bastou-me o título - "O PSD afastou-se da sua genética" (qual? a de andar a roçar o cu pelos sofás e pelas cadeiras das secções, agarrados a cervejolas, à espera que reparem na "devoção"?) - e a "novidade" de que canta (?) ópera no carro, em casa e na casa de banho para ficarmos por aí. Se isto é uma elite para o futuro de Portugal, então eu prefiro ser um homem do século XVIII ou XIX. Pacheco Pereira, com manifesta brandura, chama-lhe uma biografia do nada depois de se ter dado ao trabalho de comentar os "treslidos" do "candidato" (candidato a quê?) em matéria filosófica. Já que o "candidato" aprecia filosofia - mesmo não fazendo a mínima ideia que ela serve precisamente para incomodar a estupidez - recomendo-lhe Sloterdijk e as suas "Regras para o parque humano": «poderíamos definir os homens dos tempos históricos como animais, dos quais uns sabem ler e escrever, e outros não.» Literalmente, dr. Passos Coelho. Literalmente.

A LISTA DE SÓCRATES

Consta que o extraordinário líder - e candidato único à sua própria sucessão - vai anunciar no congresso albanês de Espinho o nome do "cabeça de lista" para as "europeias". Freitas do Amaral, por natureza, é uma hipótese sempre disponível para tudo e o seu contrário. O pobre do dr. Ferro também, tal como o alto comissário da ONU para a tuberculose, o redondo Sampaio. E Vitorino tem seguramente mais para fazer e prefere, como sempre preferiu, tratar da vida dele. Provavelmente não será nenhum deles. Por isso, podia acrescentar-se à lista de Sócrates o dr. Júdice, um proto-Freitas do Amaral mais sofisticado e ambicioso. Como já perdeu todo e qualquer sentido da vergonha, Júdice colocou-se ainda mais um bocadinho em bicos dos pés e comparou o actual PS com o PSD de Sá Carneiro de quem, diz ele, este está mais próximo do que do PSD em vigor. Depois de ter sido mandatário do vago presidente Costa da CML, Júdice não sossega. Não era má ideia dar-lhe um pontapé para cima. Daqui para fora.

A LISTA DE SÓCRATES

Consta que o extraordinário líder - e candidato único à sua própria sucessão - vai anunciar no congresso albanês de Espinho o nome do "cabeça de lista" para as "europeias". Freitas do Amaral, por natureza, é uma hipótese sempre disponível para tudo e o seu contrário. O pobre do dr. Ferro também, tal como o alto comissário da ONU para a tuberculose, o redondo Sampaio. E Vitorino tem seguramente mais para fazer e prefere, como sempre preferiu, tratar da vida dele. Provavelmente não será nenhum deles. Por isso, podia acrescentar-se à lista de Sócrates o dr. Júdice, um proto-Freitas do Amaral mais sofisticado e ambicioso. Como já perdeu todo e qualquer sentido da vergonha, Júdice colocou-se ainda mais um bocadinho em bicos dos pés e comparou o actual PS com o PSD de Sá Carneiro de quem, diz ele, este está mais próximo do que do PSD em vigor. Depois de ter sido mandatário do vago presidente Costa da CML, Júdice não sossega. Não era má ideia dar-lhe um pontapé para cima. Daqui para fora.