2.3.09

A CIRCUNSTÂNCIA E O HOMEM


Continua por aí a dissertar-se sobre Alegre. Que Alegre não foi. Que Alegre devia ter ido e devia ter falado. Que Alegre isto e que Alegre aquilo. Se nos dermos ao trabalho de acompanhar o mainstream - o de Alegre incluído - parece-me que o PS, o absolutista PS do querido líder, prepara, de facto, uma coligação para depois das legislativas. É a de um partido - embotado e à rasca com uma crise que não controla - com um homem e o que for a circunstância desse homem nessa altura. Não é por acaso ou soberba que Alegre não foi para a comissão nacional do PS. Quer ter as mãos livres para, dada a situação, ser o "parceiro" de um PS fragilizado pela perda da maioria. Ao contrário do que o circo de Espinho procurou evidenciar, o querido líder terá apenas a força que as circunstâncias ditarem. E uma delas pode bem ser o bardo Alegre aí já transfigurado numa mera conta de somar.

A CIRCUNSTÂNCIA E O HOMEM


Continua por aí a dissertar-se sobre Alegre. Que Alegre não foi. Que Alegre devia ter ido e devia ter falado. Que Alegre isto e que Alegre aquilo. Se nos dermos ao trabalho de acompanhar o mainstream - o de Alegre incluído - parece-me que o PS, o absolutista PS do querido líder, prepara, de facto, uma coligação para depois das legislativas. É a de um partido - embotado e à rasca com uma crise que não controla - com um homem e o que for a circunstância desse homem nessa altura. Não é por acaso ou soberba que Alegre não foi para a comissão nacional do PS. Quer ter as mãos livres para, dada a situação, ser o "parceiro" de um PS fragilizado pela perda da maioria. Ao contrário do que o circo de Espinho procurou evidenciar, o querido líder terá apenas a força que as circunstâncias ditarem. E uma delas pode bem ser o bardo Alegre aí já transfigurado numa mera conta de somar.

HOMENS E COBARDES


Morreu, assassinado, Nino Vieira, presidente dessa ficção chamada Guiné-Bissau, uma das muitas tragédias que deixámos por esse mundo fora. Nino foi um dos mais notáveis guerreiros do PAIGC, um combatente nato, um bicho de terreno. É a sua voz que podemos escutar na declaração unilateral de independência, em pleno mato, muito antes da desgraçada "abrilada" descolonizadora. Não era decididamente um "político" como Amílcar Cabral. Há dez anos, em Paris, eu estava sentado na esplanada de um bistrot perto da Praça da Madeleine quando passou um pequeno grupo de guineenses onde Nino se incluía. Apertei-lhe vigorosamente a mão e saudei-o por esse passado de coragem física que distingue para sempre um homem de um cobarde. Morreu como lhe competia. Como um homem às mãos de cobardes.

Nota: Parece que alguns leitores viram neste post um "elogio" ao político. Não é. Nino foi tão ditador e plutocrata como tantos dirigentes africanos foram ou são. O que me interessa salientar é o perfil do guerreiro. Nada mais. E quanto a ter-lhe apertado a mão, não vem daí mal ao mundo. Já apertei a mão de tanto fdp.

HOMENS E COBARDES


Morreu, assassinado, Nino Vieira, presidente dessa ficção chamada Guiné-Bissau, uma das muitas tragédias que deixámos por esse mundo fora. Nino foi um dos mais notáveis guerreiros do PAIGC, um combatente nato, um bicho de terreno. É a sua voz que podemos escutar na declaração unilateral de independência, em pleno mato, muito antes da desgraçada "abrilada" descolonizadora. Não era decididamente um "político" como Amílcar Cabral. Há dez anos, em Paris, eu estava sentado na esplanada de um bistrot perto da Praça da Madeleine quando passou um pequeno grupo de guineenses onde Nino se incluía. Apertei-lhe vigorosamente a mão e saudei-o por esse passado de coragem física que distingue para sempre um homem de um cobarde. Morreu como lhe competia. Como um homem às mãos de cobardes.

Nota: Parece que alguns leitores viram neste post um "elogio" ao político. Não é. Nino foi tão ditador e plutocrata como tantos dirigentes africanos foram ou são. O que me interessa salientar é o perfil do guerreiro. Nada mais. E quanto a ter-lhe apertado a mão, não vem daí mal ao mundo. Já apertei a mão de tanto fdp.

"MOMENTO SUL-AMERICANO"

«Sexta-feira, Sócrates foi igual ao pior de si próprio quando se voltou a vitimizar e a repisar, pela enésima vez, a historieta da ‘campanha negra’. Num momento sul-americano, fazendo ameaças veladas a directores de televisões e de jornais e com um tom que lembrava um Mesquita Machado sem barba ou uma Fátima Felgueiras sem o penteado, Sócrates revelou a sua peculiar noção de Estado de Direito: "Em Democracia é o povo quem mais ordena." Ou seja, o voto popular inocentá-lo-á se o caso Freeport der para o torto. Esta táctica política desvaloriza a investigação em curso e amarra o destino do PS ao seu, aconteça o que acontecer.»

Carlos Abreu Amorim, Correio da Manhã

"MOMENTO SUL-AMERICANO"

«Sexta-feira, Sócrates foi igual ao pior de si próprio quando se voltou a vitimizar e a repisar, pela enésima vez, a historieta da ‘campanha negra’. Num momento sul-americano, fazendo ameaças veladas a directores de televisões e de jornais e com um tom que lembrava um Mesquita Machado sem barba ou uma Fátima Felgueiras sem o penteado, Sócrates revelou a sua peculiar noção de Estado de Direito: "Em Democracia é o povo quem mais ordena." Ou seja, o voto popular inocentá-lo-á se o caso Freeport der para o torto. Esta táctica política desvaloriza a investigação em curso e amarra o destino do PS ao seu, aconteça o que acontecer.»

Carlos Abreu Amorim, Correio da Manhã

A NEO-SOCRANETE

Num congresso anterior, mas já em plena era do querido líder, a dra. Ana Gomes fez questão de subir ao púlpito para afirmar a sua "independência". Chegou mesmo a dizer que não era uma "socranete" sem olhar para Edite Estrela, Idália Moniz ou Ana Paula Vitorino. Desta vez, desdobrou-se em entrevistas de sufrágio ao magnífico desempenho do admirável chefe como primeiro-ministro e, no palco de Espinho, não deixou de o defender da "campanha negra". Para garantir o lugar na lista para as "europeias" - e/ou a candidatura à câmara de Sintra - não precisava ser tão óbvia.

A NEO-SOCRANETE

Num congresso anterior, mas já em plena era do querido líder, a dra. Ana Gomes fez questão de subir ao púlpito para afirmar a sua "independência". Chegou mesmo a dizer que não era uma "socranete" sem olhar para Edite Estrela, Idália Moniz ou Ana Paula Vitorino. Desta vez, desdobrou-se em entrevistas de sufrágio ao magnífico desempenho do admirável chefe como primeiro-ministro e, no palco de Espinho, não deixou de o defender da "campanha negra". Para garantir o lugar na lista para as "europeias" - e/ou a candidatura à câmara de Sintra - não precisava ser tão óbvia.

VISTO DE FORA

«Da forma como daqui consigo perceber, creio que a mole dos media está empenhada na manutenção do estado das coisas. É essa a ideia, não é? Os meus sinceros parabéns à prima, boas audiências e ainda melhores vendas.»

Fátima Rolo Duarte

VISTO DE FORA

«Da forma como daqui consigo perceber, creio que a mole dos media está empenhada na manutenção do estado das coisas. É essa a ideia, não é? Os meus sinceros parabéns à prima, boas audiências e ainda melhores vendas.»

Fátima Rolo Duarte