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17.9.09

CONVERSAS LAURENTINAS


Via Eduardo Pitta - sim, existe um Eduardo Pitta para além da tagarelice em curso - dou conta da retoma da publicação da revista Colóquio-Letras depois do infeliz "episódio Joana Varela" entretanto passado a ferro pelo decurso do tempo. São dois números dedicados a Eduardo Lourenço. O primeiro (que me interessa pouco) resume um congresso que lhe foi dedicado. Os nomes são recorrentes. E a "presença real" laurentina será sempre mais poderosa do que tudo o que se possa escrever sobre ele. O segundo é mais auspicioso porque «tem por base o trabalho de selecção, transcrição, tradução e anotação do espólio de Lourenço (transferido de França para Portugal)» e «além de textos de Agustina Bessa-Luís, José Blanc de Portugal, Patrick Quillier e Carlos Mendes de Sousa, recolhe parte do epistolário do autor com Miguel Torga, Jorge Guillén, Hernâni Cidade, Jacinto do Prado Coelho, David Mourão-Ferreira, José-Augusto França, Eugénio de Andrade, Salette Tavares, Vergílio Ferreira, Luís Amaro, Mário Botas, Adolfo Casais Monteiro, Luciana Stegagno Picchio, Eduardo Prado Coelho, etc.». Aprende-se muita coisa com determinada epistolografia. Muita mesmo.

CONVERSAS LAURENTINAS


Via Eduardo Pitta - sim, existe um Eduardo Pitta para além da tagarelice em curso - dou conta da retoma da publicação da revista Colóquio-Letras depois do infeliz "episódio Joana Varela" entretanto passado a ferro pelo decurso do tempo. São dois números dedicados a Eduardo Lourenço. O primeiro (que me interessa pouco) resume um congresso que lhe foi dedicado. Os nomes são recorrentes. E a "presença real" laurentina será sempre mais poderosa do que tudo o que se possa escrever sobre ele. O segundo é mais auspicioso porque «tem por base o trabalho de selecção, transcrição, tradução e anotação do espólio de Lourenço (transferido de França para Portugal)» e «além de textos de Agustina Bessa-Luís, José Blanc de Portugal, Patrick Quillier e Carlos Mendes de Sousa, recolhe parte do epistolário do autor com Miguel Torga, Jorge Guillén, Hernâni Cidade, Jacinto do Prado Coelho, David Mourão-Ferreira, José-Augusto França, Eugénio de Andrade, Salette Tavares, Vergílio Ferreira, Luís Amaro, Mário Botas, Adolfo Casais Monteiro, Luciana Stegagno Picchio, Eduardo Prado Coelho, etc.». Aprende-se muita coisa com determinada epistolografia. Muita mesmo.

9.11.08

UMA GULBENKIAN "CORRECTA"? - 2

Marçal Grilo, administrador da Gulbenkian, disse ao Público que enquanto durar o processo disciplinar contra Joana Morais Varela "haverá um director interino da revista [Colóquio-Letras], mas que neste momento ainda não existe um nome para esse cargo." Talvez não haja um "interino". Porém, na cabeça destes "pilares" do regime, já deve pairar o "definitivo". Pelo menos, fãs não lhe faltam.

UMA GULBENKIAN "CORRECTA"? - 2

Marçal Grilo, administrador da Gulbenkian, disse ao Público que enquanto durar o processo disciplinar contra Joana Morais Varela "haverá um director interino da revista [Colóquio-Letras], mas que neste momento ainda não existe um nome para esse cargo." Talvez não haja um "interino". Porém, na cabeça destes "pilares" do regime, já deve pairar o "definitivo". Pelo menos, fãs não lhe faltam.

7.11.08

UMA GULBENKIAN "CORRECTA"?


A Fundação Gulbenkian, dirigida pelo venerável Vilar - uma eminência ao nível de um Constâncio ou de um Rui Machete para não "discriminar" ninguém -, prepara-se para despedir Joana Varela. Para quem não sabe, Varela é a directora da Colóquio-Letras, umas das poucas revistas dignas do epíteto de "literárias", recentemente colocada online desde o primeiro número. Antes dela, a revista foi dirigida por gente tão notável como Hernâni Cidade, David Mourão-Ferreira e Jacinto Prado Coelho. Joana Varela soube estar à altura destes homens mas não escapou ao "modismo" a que nem a Gulbenkian de Vilar (um administrador profissional do regime), Marçal Grilo (o profeta da educação de Guterres), Teresa Patrício Gouveia (antiga e insignificante SEC) ou Isabel Mota (uma "manelista" do PSD) souberam fugir. A Gulbenkian foi invadida pela praga do "multiculturalismo". Vão longe os idos de 96, 97 e 98 quando se organizaram os magníficos seminários internacionais sobre a Europa que trouxeram a Lisboa Steiner, Shama, Furet, Finkielkraut, Romilly, Vidal e outros. Joana Varela não deve servir para "acompanhar" estes tempos da propaganda "multicultural" ligada a essa miragem "correcta" que são os chamados "países emergentes". E é natural que Rui Vilar queira ver no seu lugar - e, por consequência, a "escrever" uma outra Colóquio-Letras mais "adequada" a terceiros-mundismos "emergentes" e petrolíferos - um seu antigo colaborador na Culturgest, António Pinto Ribeiro, o verdadeiro "Pinto Ribeiro", aquele que nunca chegou a receber o telefonema certo para ir para a Ajuda pastorear a Cultura de Sócrates. O método para remover Joana Varela é o do costume e nada "multicultural": o «competente processo disciplinar com vista à aplicação da sanção que se mostrar adequada e na qual desde já se declara incluir-se o despedimento com justa causa» acompanhado da "suspensão preventiva" da arguida não vá ela virar a "louca da casa". Há coisas que nunca mudam.

UMA GULBENKIAN "CORRECTA"?


A Fundação Gulbenkian, dirigida pelo venerável Vilar - uma eminência ao nível de um Constâncio ou de um Rui Machete para não "discriminar" ninguém -, prepara-se para despedir Joana Varela. Para quem não sabe, Varela é a directora da Colóquio-Letras, umas das poucas revistas dignas do epíteto de "literárias", recentemente colocada online desde o primeiro número. Antes dela, a revista foi dirigida por gente tão notável como Hernâni Cidade, David Mourão-Ferreira e Jacinto Prado Coelho. Joana Varela soube estar à altura destes homens mas não escapou ao "modismo" a que nem a Gulbenkian de Vilar (um administrador profissional do regime), Marçal Grilo (o profeta da educação de Guterres), Teresa Patrício Gouveia (antiga e insignificante SEC) ou Isabel Mota (uma "manelista" do PSD) souberam fugir. A Gulbenkian foi invadida pela praga do "multiculturalismo". Vão longe os idos de 96, 97 e 98 quando se organizaram os magníficos seminários internacionais sobre a Europa que trouxeram a Lisboa Steiner, Shama, Furet, Finkielkraut, Romilly, Vidal e outros. Joana Varela não deve servir para "acompanhar" estes tempos da propaganda "multicultural" ligada a essa miragem "correcta" que são os chamados "países emergentes". E é natural que Rui Vilar queira ver no seu lugar - e, por consequência, a "escrever" uma outra Colóquio-Letras mais "adequada" a terceiros-mundismos "emergentes" e petrolíferos - um seu antigo colaborador na Culturgest, António Pinto Ribeiro, o verdadeiro "Pinto Ribeiro", aquele que nunca chegou a receber o telefonema certo para ir para a Ajuda pastorear a Cultura de Sócrates. O método para remover Joana Varela é o do costume e nada "multicultural": o «competente processo disciplinar com vista à aplicação da sanção que se mostrar adequada e na qual desde já se declara incluir-se o despedimento com justa causa» acompanhado da "suspensão preventiva" da arguida não vá ela virar a "louca da casa". Há coisas que nunca mudam.

20.5.08

NO MELHOR PANO

A Colóquio/Letras, da Gulbenkian, é das poucas coisas boas produzidas por cá. Foi sucessivamente dirigida por Hernâni Cidade, Jacinto Prado Coelho, David Mourão-Ferreira e Joana Varela. Todos os números, desde 1971, estão agora disponíveis na "net". Só que, mesmo no melhor pano, cai a nódoa. Os responsáveis pela revista lembraram-se de convidar o entertainer do regime, o engraçadinho Araújo Pereira, para apresentar a novidade. “Aceito todas estas participações para elevar a minha aura intelectual”, disse a criatura ao Público. Mesmo dando de barato que é mais uma piadola, por que é que ela, a "aura", não se eleva?

NO MELHOR PANO

A Colóquio/Letras, da Gulbenkian, é das poucas coisas boas produzidas por cá. Foi sucessivamente dirigida por Hernâni Cidade, Jacinto Prado Coelho, David Mourão-Ferreira e Joana Varela. Todos os números, desde 1971, estão agora disponíveis na "net". Só que, mesmo no melhor pano, cai a nódoa. Os responsáveis pela revista lembraram-se de convidar o entertainer do regime, o engraçadinho Araújo Pereira, para apresentar a novidade. “Aceito todas estas participações para elevar a minha aura intelectual”, disse a criatura ao Público. Mesmo dando de barato que é mais uma piadola, por que é que ela, a "aura", não se eleva?