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4.2.10

A COISA

Aprove-se a coisa. Depois, vete-se a coisa. É que já não se pode ouvir falar da coisa.

A COISA

Aprove-se a coisa. Depois, vete-se a coisa. É que já não se pode ouvir falar da coisa.

2.2.10

A MESMA HISTÓRIA


O sr. César, dos Açores, foi reeleito pela delegação regional do partido com 99 vírgula qualquer coisa de percentagem de votos numa clara manifestação subalbanesa. César tem aspirações nacionais como se viu pela peixarada que alimentou a propósito do estatuto dos Açores. E, por cá, o partido retribui-lhe em géneros através da lei das finanças regionais. A desculpa é haver nove ilhas embora nunca se mencione que a Madeira, com apenas duas, tem mais população do que as referidas nove ilhas todas juntas. Quando se fala da Madeira a propósito da lei das finanças regionais e da eventualidade de uma "coligação negativa" - é assim que o governo, depois de perder a maioria absoluta, chama ao parlamento quando o parlamento não lhe convém - esquecem-se convenientemente dos Açores. Uma coisa é o momento (despropositado) e os jogos florais que o país não entende por causa da Madeira. Outra é "tirar" do pacote os Açores do sr. César para fazer de conta que só existe uma região "problemática", por sinal politicamente não socialista. Faz tudo parte da mesma história.

A MESMA HISTÓRIA


O sr. César, dos Açores, foi reeleito pela delegação regional do partido com 99 vírgula qualquer coisa de percentagem de votos numa clara manifestação subalbanesa. César tem aspirações nacionais como se viu pela peixarada que alimentou a propósito do estatuto dos Açores. E, por cá, o partido retribui-lhe em géneros através da lei das finanças regionais. A desculpa é haver nove ilhas embora nunca se mencione que a Madeira, com apenas duas, tem mais população do que as referidas nove ilhas todas juntas. Quando se fala da Madeira a propósito da lei das finanças regionais e da eventualidade de uma "coligação negativa" - é assim que o governo, depois de perder a maioria absoluta, chama ao parlamento quando o parlamento não lhe convém - esquecem-se convenientemente dos Açores. Uma coisa é o momento (despropositado) e os jogos florais que o país não entende por causa da Madeira. Outra é "tirar" do pacote os Açores do sr. César para fazer de conta que só existe uma região "problemática", por sinal politicamente não socialista. Faz tudo parte da mesma história.

26.1.10

SEM DESCULPAS

Um pouco na sequência do post anterior, constata-se que o CDS, sempre na peugada do PSD (e do governo), também vai apresentar duas tretas quaisquer sobre a lei das finanças regionais. Pela voz da dra. Cristas (a nova Teresa Caeiro do dr. Portas em versão quinhentas vezes mais ambiciosa), ficou a saber-se que «pensamos (pensa ela) que não são devidos à Madeira quaisquer montantes a título retroactivo.» Por acaso pensa mal mas alguém lhe explicará porquê. Depois, como ganharam uns votinhos nos Açores, a dra. Cristas quer «que os Açores não fiquem prejudicados com qualquer alteração legislativa» e, à falta de uma "iniciativa", junta duas para a gente não se esquecer que existem. Todavia, insuflar a questão "finanças regionais" nesta altura do campeonato - seja por causa da Madeira, seja por causa dos Açores - é um manifesto disparate que o país não entenderia e que Sócrates iria explorar à exaustão. Nunca pensei escrever isto, mas deixem-no trabalhar sem desculpas.

SEM DESCULPAS

Um pouco na sequência do post anterior, constata-se que o CDS, sempre na peugada do PSD (e do governo), também vai apresentar duas tretas quaisquer sobre a lei das finanças regionais. Pela voz da dra. Cristas (a nova Teresa Caeiro do dr. Portas em versão quinhentas vezes mais ambiciosa), ficou a saber-se que «pensamos (pensa ela) que não são devidos à Madeira quaisquer montantes a título retroactivo.» Por acaso pensa mal mas alguém lhe explicará porquê. Depois, como ganharam uns votinhos nos Açores, a dra. Cristas quer «que os Açores não fiquem prejudicados com qualquer alteração legislativa» e, à falta de uma "iniciativa", junta duas para a gente não se esquecer que existem. Todavia, insuflar a questão "finanças regionais" nesta altura do campeonato - seja por causa da Madeira, seja por causa dos Açores - é um manifesto disparate que o país não entenderia e que Sócrates iria explorar à exaustão. Nunca pensei escrever isto, mas deixem-no trabalhar sem desculpas.