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14.4.09

CONTRA O DESCANSO REGIMENTAL

Uma crítica nao ofensiva - política, portanto - ao cartaz da dra. Ferreira Leite espalhado pelo país, tao diferente da bojarda da eurodeputada Gomes. E, já agora, daqui de Bruxelas, segue um voto. Desejo que o nome que a dra. Ferreira Leite guarda tao guardado a sete chaves, para encabecar a lista das europeias, seja o do dr. Marques Mendes. O dr. Mendes foi um competente líder da oposicao trucidado oportunamente pela tribo e pelos "macbrides" do PS e do PSD, na altura a darem os primeiros passos na canalhice que tornou estes quatro anos seguramente num dos piores períodos da "democracia" portuguesa. O dr. Mendes conhece o país e, para chegar aqui, é preciso primeiro falar com país e, de preferencia, ganhá-lo. O dr. Mendes tem condicoes para isso. O dr. Rangel é um bom líder parlamentar que o país nao terá seguramente tempo para conhecer. É pena que aqueles "heróis" a que o regime chama, sem se rir, de senadores, se encolham e prefiram o descanso dos seus interesses. Ora do que o país agora menos precisa é de gente descansada.

CONTRA O DESCANSO REGIMENTAL

Uma crítica nao ofensiva - política, portanto - ao cartaz da dra. Ferreira Leite espalhado pelo país, tao diferente da bojarda da eurodeputada Gomes. E, já agora, daqui de Bruxelas, segue um voto. Desejo que o nome que a dra. Ferreira Leite guarda tao guardado a sete chaves, para encabecar a lista das europeias, seja o do dr. Marques Mendes. O dr. Mendes foi um competente líder da oposicao trucidado oportunamente pela tribo e pelos "macbrides" do PS e do PSD, na altura a darem os primeiros passos na canalhice que tornou estes quatro anos seguramente num dos piores períodos da "democracia" portuguesa. O dr. Mendes conhece o país e, para chegar aqui, é preciso primeiro falar com país e, de preferencia, ganhá-lo. O dr. Mendes tem condicoes para isso. O dr. Rangel é um bom líder parlamentar que o país nao terá seguramente tempo para conhecer. É pena que aqueles "heróis" a que o regime chama, sem se rir, de senadores, se encolham e prefiram o descanso dos seus interesses. Ora do que o país agora menos precisa é de gente descansada.

15.4.07

DA NATUREZA HUMANA

A vida nacional vive desta esquizofrenia. O pobre do dr. Mendes teve a infeliz ideia de falar em "caràcter" e de sugerir um "inquérito" à santa figura do primeiro-ministro. Péssima ideia, é certo. Acontece que a sempre atenta brigada do "omo lava mais branco" indignou-se imediatamente e "moralizou" em defesa do seu "animal feroz". Todavia, o que é que é mais relevante? O que diz o dr. Mendes - e que é relativamente indiferente para o destino presente do nosso pequenino Portugal - ou a natureza de um chefe de governo maioritariamente escolhido para nos pastorear até 2009? Leiam, por exemplo, o Séneca, e depois falamos.

DA NATUREZA HUMANA

A vida nacional vive desta esquizofrenia. O pobre do dr. Mendes teve a infeliz ideia de falar em "caràcter" e de sugerir um "inquérito" à santa figura do primeiro-ministro. Péssima ideia, é certo. Acontece que a sempre atenta brigada do "omo lava mais branco" indignou-se imediatamente e "moralizou" em defesa do seu "animal feroz". Todavia, o que é que é mais relevante? O que diz o dr. Mendes - e que é relativamente indiferente para o destino presente do nosso pequenino Portugal - ou a natureza de um chefe de governo maioritariamente escolhido para nos pastorear até 2009? Leiam, por exemplo, o Séneca, e depois falamos.

27.3.07

A INEVITABILIDADE


Ainda nem há uma semana, o dr. Marques Mendes ia sendo declarado inimputável por ter proposto a redução de impostos. Em Bruxelas, o prof. Teixeira dos Santos admitiu essa redução lá mais para diante, quando o défice passar de excessivo a virtuoso. Calhará provavelmente em 2008-2009, mas isso é apenas um detalhe de calendário. Em suma, e embora todos lhe batam - nos media, nos blogues e, sobretudo, no seu próprio partido -, Marques Mendes limitou-se a antecipar uma inevitabilidade política.

A INEVITABILIDADE


Ainda nem há uma semana, o dr. Marques Mendes ia sendo declarado inimputável por ter proposto a redução de impostos. Em Bruxelas, o prof. Teixeira dos Santos admitiu essa redução lá mais para diante, quando o défice passar de excessivo a virtuoso. Calhará provavelmente em 2008-2009, mas isso é apenas um detalhe de calendário. Em suma, e embora todos lhe batam - nos media, nos blogues e, sobretudo, no seu próprio partido -, Marques Mendes limitou-se a antecipar uma inevitabilidade política.

18.3.07

PEDRO E OS SEUS


Pedro Santana Lopes esteve numa entrevista na SIC Notícias (é verdade, gosto do homem, paciência: é "destrambelhado", mas é o "meu" destrambelhado). Durante quase uma hora conseguiu falar do que interessa a quem está na oposição: não olhou excessivamente para si próprio, nem lambeu demasiadas feridas recentes. Foi solidário "qb" com Marques Mendes acerca da proposta de descida de impostos e, pelo menos esta noite, disse sentir-se "bem" no PSD. Insisto, embora isto me valha muita acrimónia. Mendes devia formalizar um convite a Santana Lopes para presidir ao grupo parlamentar. Se recusasse, problema dele.

Adenda: O conselho nacional do CDS/PP demonstra que o "pequeno partido à direita" do PSD - como Barroso lhe chamava em Tavira nos idos de Marcelo - não interessa nem ao menino Jesus, Portas dentro, ou Portas fora. Há vichyssoise para além do PP, em ambos os sentidos.

PEDRO E OS SEUS


Pedro Santana Lopes esteve numa entrevista na SIC Notícias (é verdade, gosto do homem, paciência: é "destrambelhado", mas é o "meu" destrambelhado). Durante quase uma hora conseguiu falar do que interessa a quem está na oposição: não olhou excessivamente para si próprio, nem lambeu demasiadas feridas recentes. Foi solidário "qb" com Marques Mendes acerca da proposta de descida de impostos e, pelo menos esta noite, disse sentir-se "bem" no PSD. Insisto, embora isto me valha muita acrimónia. Mendes devia formalizar um convite a Santana Lopes para presidir ao grupo parlamentar. Se recusasse, problema dele.

Adenda: O conselho nacional do CDS/PP demonstra que o "pequeno partido à direita" do PSD - como Barroso lhe chamava em Tavira nos idos de Marcelo - não interessa nem ao menino Jesus, Portas dentro, ou Portas fora. Há vichyssoise para além do PP, em ambos os sentidos.

15.2.07

CONSEQUÊNCIAS POLÍTICAS

Se todas as pessoas que são constituídas arguidas, sejam elas condutores de automóveis ou vereadores de câmaras municipais, desaparecessem de cena em virtude dessa fatalidade, o país paralisava. Dito isto, o líder do PSD deve tirar consequências políticas (apenas isso, políticas) da rebaldaria em curso em Lisboa. Se o não fizer, como - e bem - fez nas eleições de Outubro de 2005, será altura de começar a tirar consequências políticas dele.

CONSEQUÊNCIAS POLÍTICAS

Se todas as pessoas que são constituídas arguidas, sejam elas condutores de automóveis ou vereadores de câmaras municipais, desaparecessem de cena em virtude dessa fatalidade, o país paralisava. Dito isto, o líder do PSD deve tirar consequências políticas (apenas isso, políticas) da rebaldaria em curso em Lisboa. Se o não fizer, como - e bem - fez nas eleições de Outubro de 2005, será altura de começar a tirar consequências políticas dele.

27.1.07

CANDIDATOS PRECISAM-SE


Parece que foi de propósito. Cravinho "pirou-se" envergonhadamente para Londres a instâncias do senhor engenheiro que lhe inscreveu na testa a palavra "asneiras". Eis que, ao mesmo tempo, a empresa Bragaparques, uma das grandes fornecedoras de betão do regime, embaraça Lisboa e, por tabela, o dito regime. Aparentemente a empresa usa o betão como arma de arremesso político e a política usa a empresa para os devidos efeitos. Estão, por assim dizer, todos em casa. Acontece que Lisboa - a cidade, os seus munícipes, aqueles que todos os dias cá vêm trabalhar - nada tem a ver com estes arranjos inteiramente privados, alheios, por completo, ao interesse público. Politicamente a CML deixou de ter condições objectivas para trabalhar porque ninguém confia em ninguém e nós não confiamos na vereação. O pior é que, ir mais para baixo do que já se foi, ainda é possível. Só a devolução da palavra aos eleitores da cidade pode emprestar um módico de dignidade a tudo isto. Cheguem-se à frente candidatos.

CANDIDATOS PRECISAM-SE


Parece que foi de propósito. Cravinho "pirou-se" envergonhadamente para Londres a instâncias do senhor engenheiro que lhe inscreveu na testa a palavra "asneiras". Eis que, ao mesmo tempo, a empresa Bragaparques, uma das grandes fornecedoras de betão do regime, embaraça Lisboa e, por tabela, o dito regime. Aparentemente a empresa usa o betão como arma de arremesso político e a política usa a empresa para os devidos efeitos. Estão, por assim dizer, todos em casa. Acontece que Lisboa - a cidade, os seus munícipes, aqueles que todos os dias cá vêm trabalhar - nada tem a ver com estes arranjos inteiramente privados, alheios, por completo, ao interesse público. Politicamente a CML deixou de ter condições objectivas para trabalhar porque ninguém confia em ninguém e nós não confiamos na vereação. O pior é que, ir mais para baixo do que já se foi, ainda é possível. Só a devolução da palavra aos eleitores da cidade pode emprestar um módico de dignidade a tudo isto. Cheguem-se à frente candidatos.