17.4.08

O PSD AO ESPELHO


Pode ser que me engane, mas o presidente do PSD, no dia 25 de Maio próximo, chamar-se-á Luís Filipe Menezes. Porquê? Porque não vai ter lugar uma eleição nacional. São apenas as "secções" e os "militantes" do PSD que vão votar. E vão provavelmente votar de acordo com o "estado" em que presentemente se encontram, isto é, um "estado" ditado e controlado por Menezes, pelos seus esbirros, pelos seus caciques e pelas suas "regras". Haverá, pois, uma "vaga", nem que seja em versão "ondinha", que levará a desdizer a renúncia inicial. Dito isto, não vale a pena passar os dias que se seguem num carrocel de nomes que se reduzem a um único: nova maioria absoluta de Sócrates. É isso que significam Passos Coelho, Borges, Morais Sarmento, Aguiar Branco ou, last but not the least, Menezes. Tudo gente que nada diz ao país para o qual é suposto o PSD "falar". À cautela, os "militantes" que formulem a si mesmos uma simples pergunta : quem, de entre nós, "diz" melhor ao país aquilo que ele quer e espera ouvir e que Sócrates, com todo o seu fantástico aparato de propaganda, não lhe fornece? Quem?

O PSD AO ESPELHO


Pode ser que me engane, mas o presidente do PSD, no dia 25 de Maio próximo, chamar-se-á Luís Filipe Menezes. Porquê? Porque não vai ter lugar uma eleição nacional. São apenas as "secções" e os "militantes" do PSD que vão votar. E vão provavelmente votar de acordo com o "estado" em que presentemente se encontram, isto é, um "estado" ditado e controlado por Menezes, pelos seus esbirros, pelos seus caciques e pelas suas "regras". Haverá, pois, uma "vaga", nem que seja em versão "ondinha", que levará a desdizer a renúncia inicial. Dito isto, não vale a pena passar os dias que se seguem num carrocel de nomes que se reduzem a um único: nova maioria absoluta de Sócrates. É isso que significam Passos Coelho, Borges, Morais Sarmento, Aguiar Branco ou, last but not the least, Menezes. Tudo gente que nada diz ao país para o qual é suposto o PSD "falar". À cautela, os "militantes" que formulem a si mesmos uma simples pergunta : quem, de entre nós, "diz" melhor ao país aquilo que ele quer e espera ouvir e que Sócrates, com todo o seu fantástico aparato de propaganda, não lhe fornece? Quem?

DA RIBEIRINHA À RASTEIRINHA

Presumivelmente com medo dele, a CML não votou directamente a entrega da zona "ribeirinha" a José Miguel Júdice. O "Zé que faz falta", desde o início enfiado no bolso de trás do casaco de António Costa, "ameaçou" que, se houvesse votação, votava contra e Roseta, para salvar a "independência", disse o mesmo. Costa não levou Júdice a votos e ele, com o apoio de Sócrates, pode agora instalar-se à vontade junto ao Tejo. Nos últimos dias, o advogado fartou-se de lembrar ao 1º ministro o "compromisso" que tinha com ele e protestou a sua "confiança" na CML. Nem um nem outro o desiludiram. Na estreia de Costa na "Quadratura do Círculo", da SIC-Notícias, era bom que Pacheco Pereira - o único verdadeiramente livre de "interesses", partidários ou outros que vão dar ao mesmo - (ou o moderador) o questionasse sobre isto em vez de perderem tempo a lambuzarem-se.

DA RIBEIRINHA À RASTEIRINHA

Presumivelmente com medo dele, a CML não votou directamente a entrega da zona "ribeirinha" a José Miguel Júdice. O "Zé que faz falta", desde o início enfiado no bolso de trás do casaco de António Costa, "ameaçou" que, se houvesse votação, votava contra e Roseta, para salvar a "independência", disse o mesmo. Costa não levou Júdice a votos e ele, com o apoio de Sócrates, pode agora instalar-se à vontade junto ao Tejo. Nos últimos dias, o advogado fartou-se de lembrar ao 1º ministro o "compromisso" que tinha com ele e protestou a sua "confiança" na CML. Nem um nem outro o desiludiram. Na estreia de Costa na "Quadratura do Círculo", da SIC-Notícias, era bom que Pacheco Pereira - o único verdadeiramente livre de "interesses", partidários ou outros que vão dar ao mesmo - (ou o moderador) o questionasse sobre isto em vez de perderem tempo a lambuzarem-se.

16.4.08

AS PARCAS


A esquerda e onze deputados do PSD votaram o fim do casamento civil desde que se verifiquem as seguintes "causas objectivas": a separação de facto por um ano, a alteração das faculdades mentais de uma das partes, a ausência sem notícias ou "quaisquer outros factos que, independentemente da culpa, mostrem a ruptura definitiva". "Quaisquer" é, por definição, um termo que não tem nada de objectivo. Por isso, as outras três "causas objectivas" são meramente facultativas. Só o "quaisquer", na realidade, conta. Vale tudo.

AS PARCAS


A esquerda e onze deputados do PSD votaram o fim do casamento civil desde que se verifiquem as seguintes "causas objectivas": a separação de facto por um ano, a alteração das faculdades mentais de uma das partes, a ausência sem notícias ou "quaisquer outros factos que, independentemente da culpa, mostrem a ruptura definitiva". "Quaisquer" é, por definição, um termo que não tem nada de objectivo. Por isso, as outras três "causas objectivas" são meramente facultativas. Só o "quaisquer", na realidade, conta. Vale tudo.

TUDO ACABA? E DAÍ...


Pedro Bandeira Freire, afinal, não aguentou. Lamento profundamente. Sobretudo porque continuamos a aguentar tantos idiotas inúteis e úteis ao "serviço" desta democracia despudorada, amoral e inculta. «Olhando para trás, e agora não posso deixar de o fazer, porque com maior obstinação vejo um túnel ao fim da luz, reconheço que tive uma existência encantada, no sentido que se dá às dos contos de fadas. Fui tocado muitas vezes pela varinha mágica com tudo o que isso possa significar de maravilhoso. Fiz obra, despontei um filho, escrevi algumas árvores e plantei vários livros, imaginei uns filmes e muitos fazem parte do meu imaginário, espaireci na rádio e na televisão, andei por esse mundo, fiz tudo para pintar a manta e o diabo a quatro ou a sete. Tudo isto me submerge numa grande emoção e num sincero sentimento de gratidão que tenho perante a vida. Tudo acaba? Pois acaba! E daí...»

TUDO ACABA? E DAÍ...


Pedro Bandeira Freire, afinal, não aguentou. Lamento profundamente. Sobretudo porque continuamos a aguentar tantos idiotas inúteis e úteis ao "serviço" desta democracia despudorada, amoral e inculta. «Olhando para trás, e agora não posso deixar de o fazer, porque com maior obstinação vejo um túnel ao fim da luz, reconheço que tive uma existência encantada, no sentido que se dá às dos contos de fadas. Fui tocado muitas vezes pela varinha mágica com tudo o que isso possa significar de maravilhoso. Fiz obra, despontei um filho, escrevi algumas árvores e plantei vários livros, imaginei uns filmes e muitos fazem parte do meu imaginário, espaireci na rádio e na televisão, andei por esse mundo, fiz tudo para pintar a manta e o diabo a quatro ou a sete. Tudo isto me submerge numa grande emoção e num sincero sentimento de gratidão que tenho perante a vida. Tudo acaba? Pois acaba! E daí...»

AS SENHORAS ZAPATERO


Zapatero, afinal, foi mais longe. Fez questão de tirar um "retrato de família" apenas com as suas ministras para mostrar ao mundo que é "diferente" e "moderno", um verdadeiro zelota das "quotas". Depois, permitiu que uma senhora, à beira de dar à luz, passasse revista às tropas com um ar de quem anda a escolher trapinhos para a criança. É evidente que nada obsta a que uma mulher seja ministro da defesa e, muito menos, que tivesse engravidado antes do exercício. É Zapatero, ao vivo e a cores, quem aprecia introduzir o "elemento sexista" na política, "obrigando" as senhoras a exibirem-se como "bibelots". Pior do que isso, porém, é elas aceitarem ser tratadas como tal.

AS SENHORAS ZAPATERO


Zapatero, afinal, foi mais longe. Fez questão de tirar um "retrato de família" apenas com as suas ministras para mostrar ao mundo que é "diferente" e "moderno", um verdadeiro zelota das "quotas". Depois, permitiu que uma senhora, à beira de dar à luz, passasse revista às tropas com um ar de quem anda a escolher trapinhos para a criança. É evidente que nada obsta a que uma mulher seja ministro da defesa e, muito menos, que tivesse engravidado antes do exercício. É Zapatero, ao vivo e a cores, quem aprecia introduzir o "elemento sexista" na política, "obrigando" as senhoras a exibirem-se como "bibelots". Pior do que isso, porém, é elas aceitarem ser tratadas como tal.