25.4.09

DEUS LHES PERDOE



Passei boa parte do "25" a ver e a ouvir Herbert von Karajan. Como é que uma figura que, fisicamente, nem sequer era muito alto conseguiu agigantar-se tanto. Desconfio dos musicalmente surdos bem como dos adeptos de um "sentido único" na música. Karajan é tão sublime com Verdi quanto com Beethoven, Dvorak, Brahms, Wagner, Strauss ou Holst. Há quem não aprecie. Deus lhes perdoe.

Clip: Antonin Dvorak, 9ª Sinfonia, dita "do Novo Mundo", 4º andamento. Wiener Philharmoniker. Herbert von Karajan,

DEUS LHES PERDOE



Passei boa parte do "25" a ver e a ouvir Herbert von Karajan. Como é que uma figura que, fisicamente, nem sequer era muito alto conseguiu agigantar-se tanto. Desconfio dos musicalmente surdos bem como dos adeptos de um "sentido único" na música. Karajan é tão sublime com Verdi quanto com Beethoven, Dvorak, Brahms, Wagner, Strauss ou Holst. Há quem não aprecie. Deus lhes perdoe.

Clip: Antonin Dvorak, 9ª Sinfonia, dita "do Novo Mundo", 4º andamento. Wiener Philharmoniker. Herbert von Karajan,

PRÉMIO "ANIMAL FEROZ" 25 DE ABRIL DE 2009

Depois do "directo", através do site "Sócrates 2009", onde respondeu a uns quantos perguntadores previamente escolhidos e que ele tratou por "tu" como se estivesse a falar com a D. Edite Estrela ou o sr. Lello, sucede este imprevisto: «José Sócrates saíra da sala da “entrevista”, sorridente, com ar de quem passou com distinção na prova oral, e perguntou “Não foi mal, pois não?”, dobrando as folhas brancas com notas usadas nas respostas . E estava ali, a “dar sopa”, para os poucos jornalistas presentes. Uma jornalista pergunta se se pode aproximar e fazer uma pergunta. “Claro, eu não mordo”, responde Sócrates sorridente. “Não morde mas rosna. E às vezes rosna muito”, replica-lhe ela em voz alta. O primeiro-ministro fica atrapalhado, responde que não é bem assim, ainda a rir, sem saber muito bem o que fazer, mas ela insiste com o “rosnar”. Talvez pelo efeito surpresa, Sócrates nem se zangou, mas o caso cerrou alguns sobrolhos.»

PRÉMIO "ANIMAL FEROZ" 25 DE ABRIL DE 2009

Depois do "directo", através do site "Sócrates 2009", onde respondeu a uns quantos perguntadores previamente escolhidos e que ele tratou por "tu" como se estivesse a falar com a D. Edite Estrela ou o sr. Lello, sucede este imprevisto: «José Sócrates saíra da sala da “entrevista”, sorridente, com ar de quem passou com distinção na prova oral, e perguntou “Não foi mal, pois não?”, dobrando as folhas brancas com notas usadas nas respostas . E estava ali, a “dar sopa”, para os poucos jornalistas presentes. Uma jornalista pergunta se se pode aproximar e fazer uma pergunta. “Claro, eu não mordo”, responde Sócrates sorridente. “Não morde mas rosna. E às vezes rosna muito”, replica-lhe ela em voz alta. O primeiro-ministro fica atrapalhado, responde que não é bem assim, ainda a rir, sem saber muito bem o que fazer, mas ela insiste com o “rosnar”. Talvez pelo efeito surpresa, Sócrates nem se zangou, mas o caso cerrou alguns sobrolhos.»

EXACTAMENTE


«Não sei se Sócrates é corrupto e espero bem que não seja. E sobretudo espero que deixe de ser primeiro-ministro não por ser arguido mas sim por os portugueses se fartarem dele e da sua concepção oligárquica do poder e da legislação.»

Helena Matos, Blasfémias

EXACTAMENTE


«Não sei se Sócrates é corrupto e espero bem que não seja. E sobretudo espero que deixe de ser primeiro-ministro não por ser arguido mas sim por os portugueses se fartarem dele e da sua concepção oligárquica do poder e da legislação.»

Helena Matos, Blasfémias

A EUROPA EM NÓS


«Continuo a defender o referendo constitucional europeu, simultâneo em todos os países da UE, que instituísse o povo europeu como entidade política. E digo-o porque penso que a Europa chegou aos limites da sua construção pragmática, que consistiu em identificar-se com o seu mercado e em pôr entre parêntesis a sua natureza política e cultural. No fundo, apostou-se que uma Europa sem substância era o que melhor combinava com a globalização. Mas todos os sinais apontam, sobretudo desde o "não" de 2005, para o esgotamento desta orientação. A Europa continua, politicamente falando, por fundar.»

Manuel Maria Carrilho, Diário de Notícias

A EUROPA EM NÓS


«Continuo a defender o referendo constitucional europeu, simultâneo em todos os países da UE, que instituísse o povo europeu como entidade política. E digo-o porque penso que a Europa chegou aos limites da sua construção pragmática, que consistiu em identificar-se com o seu mercado e em pôr entre parêntesis a sua natureza política e cultural. No fundo, apostou-se que uma Europa sem substância era o que melhor combinava com a globalização. Mas todos os sinais apontam, sobretudo desde o "não" de 2005, para o esgotamento desta orientação. A Europa continua, politicamente falando, por fundar.»

Manuel Maria Carrilho, Diário de Notícias

MUITO PROVAVELMENTE


Afinal, Pedro Santana Lopes optou por "lançar" a sua candidatura à presidência da Câmara Municipal de Lisboa através da "net". Chama-se TVLisboa (ou TVL - Canal com Sentido). Ia escrever qualquer coisa mas, no meio dos gatafunhos debitados no Expresso por Miguel Sousa Tavares, encontrei a frase adequada: «Santana Lopes vai, muito provavelmente, regressar ao governo de Lisboa.» Obrigado, Miguel.

MUITO PROVAVELMENTE


Afinal, Pedro Santana Lopes optou por "lançar" a sua candidatura à presidência da Câmara Municipal de Lisboa através da "net". Chama-se TVLisboa (ou TVL - Canal com Sentido). Ia escrever qualquer coisa mas, no meio dos gatafunhos debitados no Expresso por Miguel Sousa Tavares, encontrei a frase adequada: «Santana Lopes vai, muito provavelmente, regressar ao governo de Lisboa.» Obrigado, Miguel.