Mostrar mensagens com a etiqueta Richard Strauss. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Richard Strauss. Mostrar todas as mensagens

23.4.11

«AND WE DISSOLVE»



«The composer drops all masks and, at the age of eighty-two, stands before you naked. And you dissolve.» (Philip Roth)

«AND WE DISSOLVE»



«The composer drops all masks and, at the age of eighty-two, stands before you naked. And you dissolve.» (Philip Roth)

22.4.11

FLEMING



Richard Strauss, Capriccio. Renée Fleming.

FLEMING



Richard Strauss, Capriccio. Renée Fleming.

27.10.10

UMA COISA VERDADEIRAMENTE GRANDIOSA







Richard Strauss: Poema Sinfónico Morte e Transfiguração. Celibidache. 1970

UMA COISA VERDADEIRAMENTE GRANDIOSA







Richard Strauss: Poema Sinfónico Morte e Transfiguração. Celibidache. 1970

26.7.09

LENDO OUTROS OU DA MORTE E DA TRANSFIGURAÇÃO







1. A Cultura de Sócrates vista pelos "seus" a propósito de um "Museu da Viagem". «O problema não são os museus. É a sua multiplicação, que custa dinheiro, fazendo com que Lisboa não disponha de um único que possa medir-se com os seus congéneres de Madrid, Veneza, Roma, Paris, Londres e Nova Iorque. O episódio caricato da pretendida e falhada extensão do Hermitage de São Petersburgo foi um bom exemplo da leviandade com que se gerem os dinheiros públicos.» (E. Pitta) Ou Leonel Moura, porventura a pensar nele: «Imagino que o Ministro da Cultura se refira à navegação na Internet, porque da tecla dos grandes feitos do antigamente que não consegue passar dos Descobrimentos, estamos todos fartos.(...) O Pavilhão de Portugal devia transformar-se num centro de experimentação artística, um laboratório de práticas avançadas, um lugar de encontro das artes e das ciências.Esse sim seria um projecto mobilizador.»
2. Por que é que também embirro com o ponto de exclamação. «O ponto de exclamação é um excesso de ruído que não acorda ninguém, uma espécie de martelo pneumático colocado no final de uma frase.» (F.J. Viegas)
3. Joaninha voa mas voa onde e quando quer. «Agora alguém no PS pensou ter chegado a hora de lhe dar a escolher entre manter-se no BE sem cargos ou entrar nas listas de deputados por aquele partido, como independente, em lugar francamente elegível. Declinou. Visto assim ninguém fica mal na fotografia. Para quê então ataques e desmentidos por parte daqueles que se não deram conta de estarem perante uma rara e forte personalidade política?» (Medeiros Ferreira)
4. Miguel Vale de Almeida ou a perda da inocência aos cinquenta. «
Há formas de prisão, reclusão, fechamento muito piores do que o destas fadas: trata-se de alguém aprisionado a uma abstrusa necessidade de se justificar. » (C. Vidal)

5. João Galamba, para grande lástima da sua "direita amiguinha", pode não ser candidato. «Disseram-me que João Galamba pode não ser candidato a deputado. Era a informação que tinha. Se não for, é pena.» (P.P. Mascarenhas)
6. O "ciclo" em vigor. «Estamos a transmitir tragédia em ritmo revisteiro que pouco tem a ver com a "tempestade perfeita". Malhas que outros impérios tecem.» (J. A. Maltez)
7. Só Deus escreve por linhas tortas porque é um direito próprio. Seu. «A nossa noção de causalidade é macroscópica e “sentida”. No nosso universo sensível o tempo e as coisas são diferentes - as coisas têm muito mais tempo que nós - e a criação ex-nihilo ou é obra de Deus ou da magia.» (J.P. Pereira)
8. John Berryman. Para sossegar o João Galamba. «O mundo está gradualmente a tornar-se um sítio onde já não me apetece estar.»

Clip: Richard Strauss, Poema Sinfónico "Tod und Verklärung". Berliner Philarmoniker. Herbert von Karajan

LENDO OUTROS OU DA MORTE E DA TRANSFIGURAÇÃO







1. A Cultura de Sócrates vista pelos "seus" a propósito de um "Museu da Viagem". «O problema não são os museus. É a sua multiplicação, que custa dinheiro, fazendo com que Lisboa não disponha de um único que possa medir-se com os seus congéneres de Madrid, Veneza, Roma, Paris, Londres e Nova Iorque. O episódio caricato da pretendida e falhada extensão do Hermitage de São Petersburgo foi um bom exemplo da leviandade com que se gerem os dinheiros públicos.» (E. Pitta) Ou Leonel Moura, porventura a pensar nele: «Imagino que o Ministro da Cultura se refira à navegação na Internet, porque da tecla dos grandes feitos do antigamente que não consegue passar dos Descobrimentos, estamos todos fartos.(...) O Pavilhão de Portugal devia transformar-se num centro de experimentação artística, um laboratório de práticas avançadas, um lugar de encontro das artes e das ciências.Esse sim seria um projecto mobilizador.»
2. Por que é que também embirro com o ponto de exclamação. «O ponto de exclamação é um excesso de ruído que não acorda ninguém, uma espécie de martelo pneumático colocado no final de uma frase.» (F.J. Viegas)
3. Joaninha voa mas voa onde e quando quer. «Agora alguém no PS pensou ter chegado a hora de lhe dar a escolher entre manter-se no BE sem cargos ou entrar nas listas de deputados por aquele partido, como independente, em lugar francamente elegível. Declinou. Visto assim ninguém fica mal na fotografia. Para quê então ataques e desmentidos por parte daqueles que se não deram conta de estarem perante uma rara e forte personalidade política?» (Medeiros Ferreira)
4. Miguel Vale de Almeida ou a perda da inocência aos cinquenta. «
Há formas de prisão, reclusão, fechamento muito piores do que o destas fadas: trata-se de alguém aprisionado a uma abstrusa necessidade de se justificar. » (C. Vidal)

5. João Galamba, para grande lástima da sua "direita amiguinha", pode não ser candidato. «Disseram-me que João Galamba pode não ser candidato a deputado. Era a informação que tinha. Se não for, é pena.» (P.P. Mascarenhas)
6. O "ciclo" em vigor. «Estamos a transmitir tragédia em ritmo revisteiro que pouco tem a ver com a "tempestade perfeita". Malhas que outros impérios tecem.» (J. A. Maltez)
7. Só Deus escreve por linhas tortas porque é um direito próprio. Seu. «A nossa noção de causalidade é macroscópica e “sentida”. No nosso universo sensível o tempo e as coisas são diferentes - as coisas têm muito mais tempo que nós - e a criação ex-nihilo ou é obra de Deus ou da magia.» (J.P. Pereira)
8. John Berryman. Para sossegar o João Galamba. «O mundo está gradualmente a tornar-se um sítio onde já não me apetece estar.»

Clip: Richard Strauss, Poema Sinfónico "Tod und Verklärung". Berliner Philarmoniker. Herbert von Karajan

4.4.09

SALOMÉ



Richard Strauss, Salomé: episódio da "dança dos sete véus". Catherine Malfitano no papel principal. Giuseppe Sinopoli.Ópera de Berlim, 1990. No São Carlos está em cena uma "Salomé" que me sugeriram evitar. O Henrique Silveira dá razão ao argumento. «Retirando a camada erótica do feminino, eliminando a dança dos sete véus, colocando a carga negativa em Herodes, um simples pedófilo, fazendo de Jochanaan um vulgar pederasta, arranjando uma dupla muda de Salomé (solução banal e recorrente), que faz de conta que é uma criança, a encenadora destrói, do princípio ao fim desta Salomé, uma obra notável, que tinha tudo lá dentro sem precisar do canibalismo pseudo subversivo, deselegante, espelho de uma alma sem cor, sem imaginação no seu excesso panfletário, desta mulher-homem cinzenta e seca, óbvia, primária e transparente que dá pelo nome de Gruber. A encenação não dá lugar à subtileza e à ambiguidade, é um nojo.»

SALOMÉ



Richard Strauss, Salomé: episódio da "dança dos sete véus". Catherine Malfitano no papel principal. Giuseppe Sinopoli.Ópera de Berlim, 1990. No São Carlos está em cena uma "Salomé" que me sugeriram evitar. O Henrique Silveira dá razão ao argumento. «Retirando a camada erótica do feminino, eliminando a dança dos sete véus, colocando a carga negativa em Herodes, um simples pedófilo, fazendo de Jochanaan um vulgar pederasta, arranjando uma dupla muda de Salomé (solução banal e recorrente), que faz de conta que é uma criança, a encenadora destrói, do princípio ao fim desta Salomé, uma obra notável, que tinha tudo lá dentro sem precisar do canibalismo pseudo subversivo, deselegante, espelho de uma alma sem cor, sem imaginação no seu excesso panfletário, desta mulher-homem cinzenta e seca, óbvia, primária e transparente que dá pelo nome de Gruber. A encenação não dá lugar à subtileza e à ambiguidade, é um nojo.»

3.1.09

PERFEIÇÃO




Beim Schlafengehen (Hermann Hesse)

Nun der Tag mich müd gemacht,
soll mein sehnliches Verlangen
freundlich die gestirnte Nacht
wie ein müdes Kind empfangen.

Hände, laßt von allem Tun,
Stirn, vergiß du alles Denken,
alle meine Sinne nun
wollen sich in Schlummer senken.

Und die Seele unbewacht
will in freien Flügen schweben,
um im Zauberkreis der Nacht
tief und tausendfach zu leben.

Jessye Norman: Richard Strauss,Vier letzte Lieder

PERFEIÇÃO




Beim Schlafengehen (Hermann Hesse)

Nun der Tag mich müd gemacht,
soll mein sehnliches Verlangen
freundlich die gestirnte Nacht
wie ein müdes Kind empfangen.

Hände, laßt von allem Tun,
Stirn, vergiß du alles Denken,
alle meine Sinne nun
wollen sich in Schlummer senken.

Und die Seele unbewacht
will in freien Flügen schweben,
um im Zauberkreis der Nacht
tief und tausendfach zu leben.

Jessye Norman: Richard Strauss,Vier letzte Lieder

12.1.08

CAMINHAR PARA O FIM



«MUSIC: Strauss's Four Last Songs. For the profundity that is achieved not by complexity but by clarity and simplicity. For the purity of the sentiment about death and parting and loss. For the long melodic line spinning out and the female voice soaring and soaring. For the repose and composure and gracefulness and the intense beauty of the soaring. For the ways one is drawn into the tremendous arc of heartbreak. The composer drops all masks and, at the age of eighty-two, stands before you naked. And you dissolve.»

Philip Roth, Exit Ghost, 2007 (Video: Leontyne Price, Im Abendrot, Vier Letzte Lieder, de Richard Strauss)

CAMINHAR PARA O FIM



«MUSIC: Strauss's Four Last Songs. For the profundity that is achieved not by complexity but by clarity and simplicity. For the purity of the sentiment about death and parting and loss. For the long melodic line spinning out and the female voice soaring and soaring. For the repose and composure and gracefulness and the intense beauty of the soaring. For the ways one is drawn into the tremendous arc of heartbreak. The composer drops all masks and, at the age of eighty-two, stands before you naked. And you dissolve.»</em>

Philip Roth, Exit Ghost, 2007 (Video: Leontyne Price, Im Abendrot, Vier Letzte Lieder, de Richard Strauss)