
Volta não volta, regressa a Maçonaria. Para o meritório propósito do enchimento de chouriços em forma de folhas de órgãos de comunicação social, uma coisa com mais de um mês de edição na internet passou para a televisão com o incandescente termo "pânico". Alegadamente o dito "pânico" aterrou nas cabeças de cerca de mil e quinhentos maçons - vivos, mortos, desaparecidos ou "adormecidos", o rigor aqui não interessa nada mas, sim, a conspícua "teoria da conspiração" de meia dúzia de monomaníacos - cuja identidade (e respectiva Loja dentro do Grande Oriente Lusitano, GOL) foi posta a nu para consolo de outra meia dúzia de voyeurs e aparentados. Também lá estou e, confesso, não fui acometido de nenhum ataque de pânico. Já tinha aqui explicado, a benefício de inventário, a minha relação - breve em ambos os momentos - com o GOL. Agora apenas serviu para me recordar o nome da última Loja por que passei do qual, nova confissão, me tinha esquecido completamente. "Adormecido" desde 1997 - embora, e tal como no direito de família com a afinidade pós separações e divórcios, a "qualidade" maçónica nunca se perca -, é-me indiferente a divulgação desta espécie de index paranóico para consolo onanista de uns quantos "assangezinhos" de trazer por casa. Todavia admito que outras pessoas não pensem assim e vejam nisto, uma vez mais, um sinal daquilo que Jorge de Sena denunciou em verso, «este descaso/ de assassinos que se pisam sem desculpas.»