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30.4.09

GENTE COMO DEVE SER


Ramalho Eanes assumiu a paternidade da ideia da promoção de Jaime Neves a major-general. Porquê? Porque, segundo Eanes, «Neves teve uma acção patriótica e decisiva na defesa da democracia.» Aprecio homens honrados, austeros e discretos. Homens como Eanes e, na sua desajeitada e directa maneira de ser, Jaime Neves que, para usar uma expressão de Medeiros Ferreira, fazem parte do "código genético" da democracia. É bom lembrarmo-nos que eles, se bem que poucos, ainda existem.

17.4.09

O BRIGADEIRO

«É confirmada a promoção ao posto de Major-General do Coronel de Infantaria Comando Reformado Jaime Alberto Gonçalves das Neves, efectuada por deliberação de 23 de Março de 2009 do Conselho de Chefes de Estado-Maior e aprovada por despacho do Ministro da Defesa Nacional de 3 de Abril seguinte», lê-se no Decreto do PR. Cavaco fez bem. Não só porque Neves merece como é sempre um prazer ver Vasco Lourenço aborrecido em público. Sem Novembro, Abril teria sido uma coisa inteiramente diferente daquilo que foi. Para além disso, Abril não tem "donos". E Jaime Neves não é "menos" "capitão de Abril" do que Lourenço.

5.4.09

DO RESSENTIMENTO

Na imagem estão três militares. Ramalho Eanes, Jaime Neves e Vasco Lourenço, respectivamente e à época Chefe do Estado Maior do Exército, comandante do Regimento de Comandos da Amadora e Governador Militar da Região de Lisboa. Nunca tive pachorra para Vasco Lourenço, alguém desde sempre instrumentalizado pelo PS. De Eanes sou amigo. Quanto a Jaime Neves, homem de enorme coragem física como Eanes, recordo que não tergiversou no momento decisivo do "25 de Novembro" quando foi preciso acabar com o circo da então "Polícia Militar" de que era segundo-comandante o maravilhoso e "progressista" Major Tomé, ex-oficial da guerra colonial onde obteve uma "cruz de guerra" e ex-ajudante de campo de Kaúlza de Arriaga. Neves entretanto imaginou que podia ir mais além do que devia. Perdeu-se nas brumas do ressentimento e do populismo fácil. Se Cavaco concordar - e após vinte anos na reserva - deverá, por proposta unânime das chefias militares e o apoio do pequeno Severiano Teixeira, ser graduado em major-general, o correspondente à antiga patente de brigadeiro. Nada, pois, a opor. Lourenço, porém, já protestou com transportes do estilo "falta de bom senso e de decoro" e com o "ir contra todas as regras" (quais? as da "associação" dele?). Lourenço talvez não saiba mas é apenas uma outra forma de ressentimento. Fica-lhe mal.