2.5.09

VITAL ASPERGIDO


O PS, pelas sempre autorizadas vozes de Canas e S. Silva, veio tentar "canonizar" o mártir Vital Moreira depois da brilhante ideia de aparecer na manifestação do PC e da CGTP com a azougada Gomes e o retórico Vítor Ramalho. É evidente que os pobres de espírito que chamaram "traidor" e coisas piores a Vital, arremessando com salpicos de água - pelos vistos "benta" a avaliar pela reacção do PS - e a quem Vital apelida de "brigadas Brejnev" são velhos camaradas do agora martirizado cabeça de lista do PS, provavelmente do tempo em que, para Vital (como para os pobres de espírito que o aspergiram), era Brejnev quem orgulhosamente segurava o firme holofote da pátria de onde irradiava o "sol do socialismo". Vital junta-se a Sócrates e à velha anarquista Lurdes Rodrigues para verberar aquilo a que apelida de "acções de flagelação do PS" como se o PS fosse uma entidade imaculada, neutra e improvável que paira inocentemente sobre o país para o "salvar". Eles - Sócrates, Vital, ou Lurdes Rodrigues - são os "mártires" incompreendidos por uma gente que decididamente não aprecia ser "salva" por eles. Temos pena.

VITAL ASPERGIDO


O PS, pelas sempre autorizadas vozes de Canas e S. Silva, veio tentar "canonizar" o mártir Vital Moreira depois da brilhante ideia de aparecer na manifestação do PC e da CGTP com a azougada Gomes e o retórico Vítor Ramalho. É evidente que os pobres de espírito que chamaram "traidor" e coisas piores a Vital, arremessando com salpicos de água - pelos vistos "benta" a avaliar pela reacção do PS - e a quem Vital apelida de "brigadas Brejnev" são velhos camaradas do agora martirizado cabeça de lista do PS, provavelmente do tempo em que, para Vital (como para os pobres de espírito que o aspergiram), era Brejnev quem orgulhosamente segurava o firme holofote da pátria de onde irradiava o "sol do socialismo". Vital junta-se a Sócrates e à velha anarquista Lurdes Rodrigues para verberar aquilo a que apelida de "acções de flagelação do PS" como se o PS fosse uma entidade imaculada, neutra e improvável que paira inocentemente sobre o país para o "salvar". Eles - Sócrates, Vital, ou Lurdes Rodrigues - são os "mártires" incompreendidos por uma gente que decididamente não aprecia ser "salva" por eles. Temos pena.

ARTISTAS DE CIRCO -2

1. «Mário Crespo andou um tempão a servir a agenda do governo no seu programa Jornal das 9. A cadeira dos convidados parecia a cadeira do poder, de tanto que nela se sentaram os ministros Silva Pereira e Santos Silva. No auge desta opção editorial, o jornalista afirmou em entrevista ao Semanário Económico (15.01.09) que nas próximas eleições “provavelmente” votará (ou votaria) Sócrates; e noutra entrevista, ao CM (12.01.09), disse que “provavelmente” irá (ou iria) em breve para Washington por grandes temporadas (por coincidência, foi anunciado esta semana pelo Diário da República que o próximo conselheiro de imprensa em Washington será Carneiro Jacinto, ligado ao PS). Entretanto, a linha editorial de Crespo mudou, e de que maneira, quer no seu programa, quer nos seus artigos de opinião no Jornal de Notícias. Passou a criticar abertamente o poder PS; os ministros políticos do governo já não aquecem a cadeira do Jornal das 9. Crespo não explicou a sua radical mudança editorial entre Janeiro e Março, explicação que seria não só normal como desejável. Mudar de opinião não é crime, nem para um lado nem para o outro, mas 180 graus é muita mudança.»
2.« Todos os conteúdos têm forma e, por isso, a encenação das notícias é um dos temas que merece atenção dos estudos televisivos: cenários, adereços, linguagem não verbal... A entrevista do primeiro-ministro à RTP1 repetiu um elemento adicional que os canais costumam acrescentar-lhe: notícias sobre ela antes e depois da entrevista — e entrevistas adicionais ao próprio entrevistado. Quanto a estas, o resultado é comédia bufa, com muitas entradas e saídas: para dar ênfase à encenação em torno do próprio evento, anuncia-se a entrevista, depois anuncia-se a chegada do entrevistado ao edifício, depois mostra-se a chegada, e depois um jornalista entrevista no presente (em directo) o entrevistado futuro, mas sem que essa primeira entrevista seja “a” entrevista; essa entrevista prévia é sobre a outra, a que se vai seguir; e, no final, entrevista-se uma terceira vez o entrevistado para saber o que pensou da própria entrevista que acabou de dar. No Telejornal que antecedeu a entrevista a Sócrates por Judite Sousa e J.A. Carvalho, houve três itens a propósito: dois directos e uma autopromoção, num total de cinco minutos e meio. No primeiro directo, a jornalista Luísa Bastos ia bláblázando no estúdio enquanto a imagem mostrava o aparato técnico (cabos, luzes, o “fora de cena” da entrevista autêntica) para acentuar o lado espectacular da encenação do programa; no segundo directo, Luísa Bastos, afinal a entrevistadora da primeira e da terceira entrevistas a Sócrates, em vez de fazer o papel habitual que se lhe atribui nesta peça de teatro, optou por não se limitar a perguntar-lhe se estava preparado, etc., mas fez-lhe perguntas que deveriam ser apenas da segunda entrevista, “a “autêntica”. Perguntou a Sócrates que comentários fazia a estatísticas económicas, ao que o primeiro-ministro respondeu: “Parece que já começou a entrevista”. De facto, era como se tivesse começado, mas a entrevistadora negou: “Não, não começou”. E a seguir, quando Sócrates estava a responder a essa mesma pergunta, interrompeu-o dizendo: “Terá oportunidade de apresentar esse argumento”. Isto é, perguntou o que competia à entrevista seguinte, mas não deixou responder até ao fim porque isso competia à entrevista seguinte. No final da segunda entrevista, a mesma Luísa Bastos entrevistou Sócrates, em directo para a RTPN, à saída do estúdio, perguntando-lhe como tinha corrido a entrevista (não a primeira, que ela própria tinha feito, mas a segunda). Tudo isto é absurdo e qualquer semelhança com jornalismo é duvidosa.»


Eduardo Cintra Torres, Público

Nota: Relativamente a Mário Crespo, só posso lamentar que o cargo de conselheiro de imprensa em Washington vá parar às mãos de uma criatura como Carneiro Jacinto. Mais do que se indignar, Crespo não se deve é admirar. Há muita gente "ligada ao PS" que podia perfeitamente discorrer sobre a extraordinária figura de Jacinto. De Jacinto, o jornalista, a Jacinto o assessor de imprensa de Mário Soares entre São Bento e Belém. Talvez um dia alguém "ligado ao PS" lhe apeteça contar a história da inopinada saída de Jacinto de Belém para outras prebendas porventura mais confortáveis e discretas. Jacinto sabe muito mas há quem saiba muito sobre Jacinto. E entre ele e Mário Crespo existem, malgré tout, diferenças abissais de carácter. Por isso talvez honre mais a Crespo ficar por cá. Boa noite e boa sorte.

ARTISTAS DE CIRCO -2

1. «Mário Crespo andou um tempão a servir a agenda do governo no seu programa Jornal das 9. A cadeira dos convidados parecia a cadeira do poder, de tanto que nela se sentaram os ministros Silva Pereira e Santos Silva. No auge desta opção editorial, o jornalista afirmou em entrevista ao Semanário Económico (15.01.09) que nas próximas eleições “provavelmente” votará (ou votaria) Sócrates; e noutra entrevista, ao CM (12.01.09), disse que “provavelmente” irá (ou iria) em breve para Washington por grandes temporadas (por coincidência, foi anunciado esta semana pelo Diário da República que o próximo conselheiro de imprensa em Washington será Carneiro Jacinto, ligado ao PS). Entretanto, a linha editorial de Crespo mudou, e de que maneira, quer no seu programa, quer nos seus artigos de opinião no Jornal de Notícias. Passou a criticar abertamente o poder PS; os ministros políticos do governo já não aquecem a cadeira do Jornal das 9. Crespo não explicou a sua radical mudança editorial entre Janeiro e Março, explicação que seria não só normal como desejável. Mudar de opinião não é crime, nem para um lado nem para o outro, mas 180 graus é muita mudança.»
2.« Todos os conteúdos têm forma e, por isso, a encenação das notícias é um dos temas que merece atenção dos estudos televisivos: cenários, adereços, linguagem não verbal... A entrevista do primeiro-ministro à RTP1 repetiu um elemento adicional que os canais costumam acrescentar-lhe: notícias sobre ela antes e depois da entrevista — e entrevistas adicionais ao próprio entrevistado. Quanto a estas, o resultado é comédia bufa, com muitas entradas e saídas: para dar ênfase à encenação em torno do próprio evento, anuncia-se a entrevista, depois anuncia-se a chegada do entrevistado ao edifício, depois mostra-se a chegada, e depois um jornalista entrevista no presente (em directo) o entrevistado futuro, mas sem que essa primeira entrevista seja “a” entrevista; essa entrevista prévia é sobre a outra, a que se vai seguir; e, no final, entrevista-se uma terceira vez o entrevistado para saber o que pensou da própria entrevista que acabou de dar. No Telejornal que antecedeu a entrevista a Sócrates por Judite Sousa e J.A. Carvalho, houve três itens a propósito: dois directos e uma autopromoção, num total de cinco minutos e meio. No primeiro directo, a jornalista Luísa Bastos ia bláblázando no estúdio enquanto a imagem mostrava o aparato técnico (cabos, luzes, o “fora de cena” da entrevista autêntica) para acentuar o lado espectacular da encenação do programa; no segundo directo, Luísa Bastos, afinal a entrevistadora da primeira e da terceira entrevistas a Sócrates, em vez de fazer o papel habitual que se lhe atribui nesta peça de teatro, optou por não se limitar a perguntar-lhe se estava preparado, etc., mas fez-lhe perguntas que deveriam ser apenas da segunda entrevista, “a “autêntica”. Perguntou a Sócrates que comentários fazia a estatísticas económicas, ao que o primeiro-ministro respondeu: “Parece que já começou a entrevista”. De facto, era como se tivesse começado, mas a entrevistadora negou: “Não, não começou”. E a seguir, quando Sócrates estava a responder a essa mesma pergunta, interrompeu-o dizendo: “Terá oportunidade de apresentar esse argumento”. Isto é, perguntou o que competia à entrevista seguinte, mas não deixou responder até ao fim porque isso competia à entrevista seguinte. No final da segunda entrevista, a mesma Luísa Bastos entrevistou Sócrates, em directo para a RTPN, à saída do estúdio, perguntando-lhe como tinha corrido a entrevista (não a primeira, que ela própria tinha feito, mas a segunda). Tudo isto é absurdo e qualquer semelhança com jornalismo é duvidosa.»


Eduardo Cintra Torres, Público

Nota: Relativamente a Mário Crespo, só posso lamentar que o cargo de conselheiro de imprensa em Washington vá parar às mãos de uma criatura como Carneiro Jacinto. Mais do que se indignar, Crespo não se deve é admirar. Há muita gente "ligada ao PS" que podia perfeitamente discorrer sobre a extraordinária figura de Jacinto. De Jacinto, o jornalista, a Jacinto o assessor de imprensa de Mário Soares entre São Bento e Belém. Talvez um dia alguém "ligado ao PS" lhe apeteça contar a história da inopinada saída de Jacinto de Belém para outras prebendas porventura mais confortáveis e discretas. Jacinto sabe muito mas há quem saiba muito sobre Jacinto. E entre ele e Mário Crespo existem, malgré tout, diferenças abissais de carácter. Por isso talvez honre mais a Crespo ficar por cá. Boa noite e boa sorte.

ARTISTAS DE CIRCO


Reproduzo, com a devida vénia e amizade, o artigo do José Pacheco Pereira no Público. Não sei onde é que a ficção pára e a realidade começa mas, tal como ele escreve a terminar, o mesmo se passa no pequenino mundo do jornalismo português que aqui se retrata. Dou um exemplo. Há dias uma jovem "jornalista" (e "escritora") insistia com um jornalista mais "maduro" no sentido de ele lhe permitir umas "crónicas" numa coisa que ele vai editar e onde supostamente não há lugar para "crónicas". Nem da menina, nem de de outros. Imagino que continue a insistir, mais ou menos subtilmente, talvez com algum do argumentário que a revelou como adepta de um eterno "jovem" candidato a lideranças partidárias. É a vantagem da "crónica feminina". Já o disse e repito. Respeito a actividade jornalística da mesma maneira que respeito o notariado ou a psicologia. Apenas não lhe tenho temor reverencial. Até porque conheço demasiados jornalistas para isso. Tal como eles me conhecem a mim.

«Fonte 1 (no Twitter)
@lucrocha estas a ver o crespo?
21:12 PM Apr 27th from TweetDeck
@popinha estou a adormecer
21:14 PM Apr 27th from TweetDeck
@b_baptista tambem eu
21:19 PM Apr 27th from TweetDeck
@lucrocha o henrique tambem esta a adormecer
21:19 PM Apr 27th from TweetDeck
@kiryl ah ah ah ah durmam bem. Twita-me amanha
21:22 PM Apr 27th from TweetDeck
@bap OK
21:24 PM Apr 27th from TweetDeck
@artista_circo o que interessa? aquilo é só palavreado. Amanha tenho votacoes
21:28 PM Apr 27th from TweetDeck
@fral desta vez não levou o colar
21:29 PM Apr 27th from TweetDeck
@jsousa2 ja não posso ver o colar
21:32 PM Apr 27th from TweetDeck
@ritinha_post nem tu nem ninguém
21:35 PM Apr 27th from TweetDeck
@b_batista quem te punha um colar era eu
21:40 PM Apr 27th from TweetDeck
@ritinha Poe-te a dizer essas coisas e ainda tens que dizer que ouve um pirata que te entrou no twitter
21:43 PM Apr 27th from TweetDeck
@b_batista J J J
21:44 PM Apr 27th from TweetDeck
@frali : )) leiam o jornal amanha
21:45 PM Apr 27th from TweetDeck
@lucrocha olha o artista por onde andas? A assembleia da-te muito trabalho?
21:46 PM Apr 27th from TweetDeck
@artista_circo estou aqui a comer uma pizza cinco estrelas quero la saber da velha para alguma coisa, Viste o r. a enterrar-se e o post do pedro a gozar
21:50 PM Apr 27th from TweetDeck
@artista_circo com aquilo? mas que pizza! tens que ca vir. Fala-me amanha para a assembleia
21:55 PM Apr 27th from TweetDeck
@jsousa2 onde viste o restuanrante? Amanha á votações?
21:56 PM Apr 27th from TweetDeck
@artista_circo no Time Out. Não podes ficar a dormir.
22:02 PM Apr 27th from TweetDeck
@m_roogle por onde e que vais pegar no dn? O p manad-te um abraco
22:02 PM Apr 27th from TweetDeck
@frali pelo bloco central claro. Vai ser um festival
22:12 PM Apr 27th from TweetDeck
@frali o p n quer falar?
22:14 PM Apr 27th from TweetDeck
@m_roogle agora não pode para não dar pretextos para não ir para deputado. Só off
22:22 PM Apr 27th from TweetDeck
@b_cardoso ela já negou à Lusa
22:22 PM Apr 27th from TweetDeck
@frali quero la saber
22:24 PM Apr 27th from TweetDeck
@popinha levas 5 de situacionismo
22:22 PM Apr 27th from TweetDeck
@frali seis sete oito
22:24 PM Apr 27th from TweetDeck
@lucrocha ja viste o post do vd? Pega bem no assunto
22:32 PM Apr 27th from TweetDeck
@m_roogle o p diz para tu lhe telefonares que ele diz umas coisas para o artigo em off
22:35 PM Apr 27th from TweetDeck
@frali ok também ja temos o engenheiro
22:38 PM Apr 27th from TweetDeck
@m_roogle e o milk também fala
22:42 PM Apr 27th from TweetDeck
@frali não sou eu que faço mas vai ser demolidor. Viste a promo que te mandei?
22:45 PM Apr 27th from TweetDeck
@m_roogle vi. Esta bem. Vamos jantar na quarta?
22:47 PM Apr 27th from TweetDeck
@frali ok
22:48 PM Apr 27th from TweetDeck

Fonte 2 (ao telefone)
- "Senhor doutor, estou-lhe a telefonar como combinado para saber da sua opinião sobre a entrevista
- ... uma desgraça. Uma desgraça... De cada vez é pior.
- Posso citá-lo?
- Assim não, mas pode dizer que me preocupa a inconsistência do partido e que é preciso clarificação.
- Já tomei nota. Só isso?
- Já falou com M.? Devia falar.
- Vou falar. O X. também me disse que ele presta declarações.
- O senhor doutor acha que isto vai provocar muita reacção no partido?
- Vai, vai. O que é que Z., M2, J. disseram?
- Não vou poder falar com todos porque já é tarde e o jornal tem que fechar. Mas os meus colegas dizem-me que estão todos contra e que foi uma gaffe monumental.
- Foi, foi. Leia-me lá o que vai publicar para ver se está certo.
- O senhor doutor "está preocupado com a inconsistência do partido e é preciso haver uma clarificação".
- Está bem. Obrigado, boa noite.
- Boa noite, senhor doutor."

Título do jornal no dia seguinte:
O partido demarca-se das palavras da líder.
São citados em on o doutor, o engenheiro, o economista, todos conhecidos e activos opositores da liderança. São referidos "vários militantes" sem nome. Diz-se que nas redes interactivas "a entrevista foi muito criticada". No seu conjunto, nem dez pessoas estão envolvidas, todas "conviviais" ou nos restaurantes ou em linha no Twitter, todas hostis. São jornalistas, deputados, empregados em agências de comunicação. No jornal eles são apresentados como "o partido". Deles sabe-se que posições têm, dos jornalistas não. Para o que fazem 140 caracteres chegam. É mesmo assim? É muitas vezes pior. Repito o que já uma vez disse: se as pessoas soubessem como são feitas as "notícias" em Portugal, deixavam de ler os jornais a não ser como pura ficção.»

ARTISTAS DE CIRCO


Reproduzo, com a devida vénia e amizade, o artigo do José Pacheco Pereira no Público. Não sei onde é que a ficção pára e a realidade começa mas, tal como ele escreve a terminar, o mesmo se passa no pequenino mundo do jornalismo português que aqui se retrata. Dou um exemplo. Há dias uma jovem "jornalista" (e "escritora") insistia com um jornalista mais "maduro" no sentido de ele lhe permitir umas "crónicas" numa coisa que ele vai editar e onde supostamente não há lugar para "crónicas". Nem da menina, nem de de outros. Imagino que continue a insistir, mais ou menos subtilmente, talvez com algum do argumentário que a revelou como adepta de um eterno "jovem" candidato a lideranças partidárias. É a vantagem da "crónica feminina". Já o disse e repito. Respeito a actividade jornalística da mesma maneira que respeito o notariado ou a psicologia. Apenas não lhe tenho temor reverencial. Até porque conheço demasiados jornalistas para isso. Tal como eles me conhecem a mim.

«Fonte 1 (no Twitter)
@lucrocha estas a ver o crespo?
21:12 PM Apr 27th from TweetDeck
@popinha estou a adormecer
21:14 PM Apr 27th from TweetDeck
@b_baptista tambem eu
21:19 PM Apr 27th from TweetDeck
@lucrocha o henrique tambem esta a adormecer
21:19 PM Apr 27th from TweetDeck
@kiryl ah ah ah ah durmam bem. Twita-me amanha
21:22 PM Apr 27th from TweetDeck
@bap OK
21:24 PM Apr 27th from TweetDeck
@artista_circo o que interessa? aquilo é só palavreado. Amanha tenho votacoes
21:28 PM Apr 27th from TweetDeck
@fral desta vez não levou o colar
21:29 PM Apr 27th from TweetDeck
@jsousa2 ja não posso ver o colar
21:32 PM Apr 27th from TweetDeck
@ritinha_post nem tu nem ninguém
21:35 PM Apr 27th from TweetDeck
@b_batista quem te punha um colar era eu
21:40 PM Apr 27th from TweetDeck
@ritinha Poe-te a dizer essas coisas e ainda tens que dizer que ouve um pirata que te entrou no twitter
21:43 PM Apr 27th from TweetDeck
@b_batista J J J
21:44 PM Apr 27th from TweetDeck
@frali : )) leiam o jornal amanha
21:45 PM Apr 27th from TweetDeck
@lucrocha olha o artista por onde andas? A assembleia da-te muito trabalho?
21:46 PM Apr 27th from TweetDeck
@artista_circo estou aqui a comer uma pizza cinco estrelas quero la saber da velha para alguma coisa, Viste o r. a enterrar-se e o post do pedro a gozar
21:50 PM Apr 27th from TweetDeck
@artista_circo com aquilo? mas que pizza! tens que ca vir. Fala-me amanha para a assembleia
21:55 PM Apr 27th from TweetDeck
@jsousa2 onde viste o restuanrante? Amanha á votações?
21:56 PM Apr 27th from TweetDeck
@artista_circo no Time Out. Não podes ficar a dormir.
22:02 PM Apr 27th from TweetDeck
@m_roogle por onde e que vais pegar no dn? O p manad-te um abraco
22:02 PM Apr 27th from TweetDeck
@frali pelo bloco central claro. Vai ser um festival
22:12 PM Apr 27th from TweetDeck
@frali o p n quer falar?
22:14 PM Apr 27th from TweetDeck
@m_roogle agora não pode para não dar pretextos para não ir para deputado. Só off
22:22 PM Apr 27th from TweetDeck
@b_cardoso ela já negou à Lusa
22:22 PM Apr 27th from TweetDeck
@frali quero la saber
22:24 PM Apr 27th from TweetDeck
@popinha levas 5 de situacionismo
22:22 PM Apr 27th from TweetDeck
@frali seis sete oito
22:24 PM Apr 27th from TweetDeck
@lucrocha ja viste o post do vd? Pega bem no assunto
22:32 PM Apr 27th from TweetDeck
@m_roogle o p diz para tu lhe telefonares que ele diz umas coisas para o artigo em off
22:35 PM Apr 27th from TweetDeck
@frali ok também ja temos o engenheiro
22:38 PM Apr 27th from TweetDeck
@m_roogle e o milk também fala
22:42 PM Apr 27th from TweetDeck
@frali não sou eu que faço mas vai ser demolidor. Viste a promo que te mandei?
22:45 PM Apr 27th from TweetDeck
@m_roogle vi. Esta bem. Vamos jantar na quarta?
22:47 PM Apr 27th from TweetDeck
@frali ok
22:48 PM Apr 27th from TweetDeck

Fonte 2 (ao telefone)
- "Senhor doutor, estou-lhe a telefonar como combinado para saber da sua opinião sobre a entrevista
- ... uma desgraça. Uma desgraça... De cada vez é pior.
- Posso citá-lo?
- Assim não, mas pode dizer que me preocupa a inconsistência do partido e que é preciso clarificação.
- Já tomei nota. Só isso?
- Já falou com M.? Devia falar.
- Vou falar. O X. também me disse que ele presta declarações.
- O senhor doutor acha que isto vai provocar muita reacção no partido?
- Vai, vai. O que é que Z., M2, J. disseram?
- Não vou poder falar com todos porque já é tarde e o jornal tem que fechar. Mas os meus colegas dizem-me que estão todos contra e que foi uma gaffe monumental.
- Foi, foi. Leia-me lá o que vai publicar para ver se está certo.
- O senhor doutor "está preocupado com a inconsistência do partido e é preciso haver uma clarificação".
- Está bem. Obrigado, boa noite.
- Boa noite, senhor doutor."

Título do jornal no dia seguinte:
O partido demarca-se das palavras da líder.
São citados em on o doutor, o engenheiro, o economista, todos conhecidos e activos opositores da liderança. São referidos "vários militantes" sem nome. Diz-se que nas redes interactivas "a entrevista foi muito criticada". No seu conjunto, nem dez pessoas estão envolvidas, todas "conviviais" ou nos restaurantes ou em linha no Twitter, todas hostis. São jornalistas, deputados, empregados em agências de comunicação. No jornal eles são apresentados como "o partido". Deles sabe-se que posições têm, dos jornalistas não. Para o que fazem 140 caracteres chegam. É mesmo assim? É muitas vezes pior. Repito o que já uma vez disse: se as pessoas soubessem como são feitas as "notícias" em Portugal, deixavam de ler os jornais a não ser como pura ficção.»

1.5.09

SUSPEITAS E CONFIRMAÇÕES

«Agora também se suspeita que as reservas confirmadas do medicamento eficaz se tornarão insuficientes, se se confirmar a suspeita de que se confirma a pandemia iminente. Entre suspeitas confirmadas e confirmações suspeitas, suspeito que era melhor confirmarem que não houve, até agora, - felizmente!- nenhum caso de gripe agora mexicana, aliás, A, no nosso País. Não temos já outras preocupações bem confirmadas que nos angustiem?»

Suzana Toscano, 4a República

SUSPEITAS E CONFIRMAÇÕES

«Agora também se suspeita que as reservas confirmadas do medicamento eficaz se tornarão insuficientes, se se confirmar a suspeita de que se confirma a pandemia iminente. Entre suspeitas confirmadas e confirmações suspeitas, suspeito que era melhor confirmarem que não houve, até agora, - felizmente!- nenhum caso de gripe agora mexicana, aliás, A, no nosso País. Não temos já outras preocupações bem confirmadas que nos angustiem?»

Suzana Toscano, 4a República

EUROPEUS DE BOCA


Sondagem Univ. Católica sobre europeias. Os detalhes são confrangedores ainda por cima quando se pensa que as perguntas foram realizadas pessoalmente. Não pelos resultados - que revelam que o PSD tem tantas hipóteses de ganhar como o PS e que Paulo Rangel tem uma boa notoriedade - mas pela displicência cívica com que os inquiridos olham para a coisa. Na realidade só somos europeus de boca.

EUROPEUS DE BOCA


Sondagem Univ. Católica sobre europeias. Os detalhes são confrangedores ainda por cima quando se pensa que as perguntas foram realizadas pessoalmente. Não pelos resultados - que revelam que o PSD tem tantas hipóteses de ganhar como o PS e que Paulo Rangel tem uma boa notoriedade - mas pela displicência cívica com que os inquiridos olham para a coisa. Na realidade só somos europeus de boca.