26.4.09

UM BELO EXEMPLO

O admirável líder foi ao Algarve "inaugurar" um hotel de quatro estrelas. Que me lembre, só em Cuba, na península de Varadero onde passei diversas vezes por vários hotéis, é que encontrei placas em todos eles a indicar a data em que o estabelecimento tinha sido inaugurado pelo chefe local, o inevitável Fidel. Um belo exemplo.

UM BELO EXEMPLO

O admirável líder foi ao Algarve "inaugurar" um hotel de quatro estrelas. Que me lembre, só em Cuba, na península de Varadero onde passei diversas vezes por vários hotéis, é que encontrei placas em todos eles a indicar a data em que o estabelecimento tinha sido inaugurado pelo chefe local, o inevitável Fidel. Um belo exemplo.

GRANDEZA



Beethoven. "Coriolan", Overture Op.62. Bayerische Staatsorchester. Carlos Kleiber. 1996

GRANDEZA



Beethoven. "Coriolan", Overture Op.62. Bayerische Staatsorchester. Carlos Kleiber. 1996

O "AUTARCA MODELO"

O velho "autarca-modelo" Isaltino fez de conta que não sabe quem é Marques Mendes que recusou - e bem - uma medalha da Câmara de Oeiras. Fundamentalmente Mendes recusou receber a medalha das mãos de Isaltino, do mesmo Isaltino que ele impediu - e bem- que concorresse pelo PSD nas derradeiras autárquicas. Segundo o ex-"modelo", Mendes "não existe". Pelo contrário, Isaltino infelizmente existe para nos recordar todos os dias como estes trinta e cinco anos conseguiram, entre outras coisas, produzir tanto lixo humano e político.

O "AUTARCA MODELO"

O velho "autarca-modelo" Isaltino fez de conta que não sabe quem é Marques Mendes que recusou - e bem - uma medalha da Câmara de Oeiras. Fundamentalmente Mendes recusou receber a medalha das mãos de Isaltino, do mesmo Isaltino que ele impediu - e bem- que concorresse pelo PSD nas derradeiras autárquicas. Segundo o ex-"modelo", Mendes "não existe". Pelo contrário, Isaltino infelizmente existe para nos recordar todos os dias como estes trinta e cinco anos conseguiram, entre outras coisas, produzir tanto lixo humano e político.

LINO, O CÓMICO DO BETÃO


Mário Lino é um bon vivant. Por acaso também é ministro do betão o que o vai ocupar bastante daqui até às eleições. Domingo sim, domingo não lá vai meter-se dentro de uma tenda da propaganda e anunciar mais uns metros de estradas. Parece que ficou ofendido por Paulo Rangel ter dito no Parlamento que estas tendinhas e outros ágapes destinados a anunciar "investimento público" sobre "investimento público" como remédio santo para a crise, compromete a liberdade (pelo menos a financeira) das gerações futuras. Recordou o seu glorioso passado anti-fascista e contrapôs a sua "modernidade" - aparentemente traduzida em quilos e metros de betão - ao discurso (sic) "cinzento e salazarento" de Rangel. Lino tem o seu quê de risível mas ninguém lhe paga para fazer stand up comedy.

LINO, O CÓMICO DO BETÃO


Mário Lino é um bon vivant. Por acaso também é ministro do betão o que o vai ocupar bastante daqui até às eleições. Domingo sim, domingo não lá vai meter-se dentro de uma tenda da propaganda e anunciar mais uns metros de estradas. Parece que ficou ofendido por Paulo Rangel ter dito no Parlamento que estas tendinhas e outros ágapes destinados a anunciar "investimento público" sobre "investimento público" como remédio santo para a crise, compromete a liberdade (pelo menos a financeira) das gerações futuras. Recordou o seu glorioso passado anti-fascista e contrapôs a sua "modernidade" - aparentemente traduzida em quilos e metros de betão - ao discurso (sic) "cinzento e salazarento" de Rangel. Lino tem o seu quê de risível mas ninguém lhe paga para fazer stand up comedy.

CAMINHAR COM JESUS


"Nesse mesmo dia, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado. Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles. Mas os olhos estavam-lhes como que vendados e não O reconheceram. Perguntou-lhes, então: "De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes?" Um deles chamado Cleófas, respondeu-lhe: "És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias?" Perguntou-lhes Ele: "Que foi?" Disseram: "A respeito de Jesus de Nazaré... Era um profeta poderoso em obras e em palavras, diante de Deus e de todo o povo. Os nossos sumos sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Nós esperávamos que fosse Ele que havia de restaurar Israel e agora, além de tudo isto, é hoje o terceiro dia que essas coisas sucederam. É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol; e não tendo achado o Seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam assim como as mulheres tinham dito, mas a Ele mesmo não viram." Jesus lhes disse. "Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas! Porventura não era necessário que o Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na Sua glória?" E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que Dele se achava dito em todas as Escrituras. Aproximaram-se da aldeia para onde iam e Ele fez como se quisesse passar adiante. Mas eles forçaram-No a parar: "Fica connosco, já é tarde e já declina o dia." Entrou então com eles. Acontecendo que, estando sentado conjuntamente à mesa, Ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lho. Então se lhes abriram os olhos e O reconheceram... mas Ele desapareceu. Diziam então um para o outro: "Não se nos abrasava o coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?" Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam reunidos os onze e os que com eles estavam. Todos diziam: "O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão. Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como O tinham reconhecido ao partir o pão." (Lc 24, 13-35)


Esta passagem do Evangelho, para além da beleza literária, é fundamental para perceber o papel de Jesus no caminho que percorremos. Só Ele, depois de crucificado pelo nosso egoísmo, pela nossa vaidade, pela nossa dúvida e pelo nosso vazio não nos abandonou - "quem me vê, vê o Pai" - e só Ele nos pode salvar da solidão. O escândalo da cruz é o espelho dramático da nossa vergonha. Os discípulos de Emaús entenderam isso ao crepúsculo, quando o dia declinava. Como eles, tendemos a só nos aperceber da Sua presença - fiel, teimosa, a do verdadeiro amor - quando cai a tarde nas nossas vidas. Jesus, justamente por causa desse amor infinito que nós nos recusamos a ver e a sentir, diz-nos para não separarmos a razão da fé e a fé da razão: "Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas." Não nos atrasemos, pois, em reconhecer o Ressuscitado. Ele está no meio de nós.

CAMINHAR COM JESUS


"Nesse mesmo dia, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado. Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles. Mas os olhos estavam-lhes como que vendados e não O reconheceram. Perguntou-lhes, então: "De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes?" Um deles chamado Cleófas, respondeu-lhe: "És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias?" Perguntou-lhes Ele: "Que foi?" Disseram: "A respeito de Jesus de Nazaré... Era um profeta poderoso em obras e em palavras, diante de Deus e de todo o povo. Os nossos sumos sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Nós esperávamos que fosse Ele que havia de restaurar Israel e agora, além de tudo isto, é hoje o terceiro dia que essas coisas sucederam. É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol; e não tendo achado o Seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam assim como as mulheres tinham dito, mas a Ele mesmo não viram." Jesus lhes disse. "Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas! Porventura não era necessário que o Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na Sua glória?" E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que Dele se achava dito em todas as Escrituras. Aproximaram-se da aldeia para onde iam e Ele fez como se quisesse passar adiante. Mas eles forçaram-No a parar: "Fica connosco, já é tarde e já declina o dia." Entrou então com eles. Acontecendo que, estando sentado conjuntamente à mesa, Ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lho. Então se lhes abriram os olhos e O reconheceram... mas Ele desapareceu. Diziam então um para o outro: "Não se nos abrasava o coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?" Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam reunidos os onze e os que com eles estavam. Todos diziam: "O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão. Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como O tinham reconhecido ao partir o pão." (Lc 24, 13-35)


Esta passagem do Evangelho, para além da beleza literária, é fundamental para perceber o papel de Jesus no caminho que percorremos. Só Ele, depois de crucificado pelo nosso egoísmo, pela nossa vaidade, pela nossa dúvida e pelo nosso vazio não nos abandonou - "quem me vê, vê o Pai" - e só Ele nos pode salvar da solidão. O escândalo da cruz é o espelho dramático da nossa vergonha. Os discípulos de Emaús entenderam isso ao crepúsculo, quando o dia declinava. Como eles, tendemos a só nos aperceber da Sua presença - fiel, teimosa, a do verdadeiro amor - quando cai a tarde nas nossas vidas. Jesus, justamente por causa desse amor infinito que nós nos recusamos a ver e a sentir, diz-nos para não separarmos a razão da fé e a fé da razão: "Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas." Não nos atrasemos, pois, em reconhecer o Ressuscitado. Ele está no meio de nós.