Para o que lhes havia de dar. Mas a vida é mesmo assim. Quem não tem cão caça com gato.
«Um trem de ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida.» Adélia Prado
3.3.09
MARCELO VITAL?
Para o que lhes havia de dar. Mas a vida é mesmo assim. Quem não tem cão caça com gato.
2.3.09
MORDER OS ISCOS
«Alguns jornalistas das TV deixaram-se enredar por esta superficialização do essencial e essencialização do superficial, quando morderam os iscos que o PS-Governo lhes lançou. Outro exemplo de excitação sem conteúdo: a perseguição de "personalidades" nas portas de entrada e saída (...). Para sair da Disneyland, os canais esforçaram-se por encontrar alguma coisa de diferente da kim-il-sungação do interior do pavilhão: vieram para o exterior, criando uma espécie de "congresso alternativo", em que ouviam militantes "normais", já sem a censura no interior. Ao fim de três dias, os principais jornalistas na TVI24 e SICN lamentavam que não se tivesse debatido o país e que o congresso só servisse para glorificar Sócrates. É pena que não tenham também dito que foram eles próprios, canais de TV, que proporcionaram esta publicidade da Disneyland em directo de Espinho.»
Eduardo Cintra Torres, Público
Eduardo Cintra Torres, Público
Nota: Um "isco" bem mordido foi a insistência no nome de Ferro Rodrigues para cabeça de lista às "europeias". Alguém experimente perguntar ao próprio se alguma vez foi "convidado"...
MORDER OS ISCOS
«Alguns jornalistas das TV deixaram-se enredar por esta superficialização do essencial e essencialização do superficial, quando morderam os iscos que o PS-Governo lhes lançou. Outro exemplo de excitação sem conteúdo: a perseguição de "personalidades" nas portas de entrada e saída (...). Para sair da Disneyland, os canais esforçaram-se por encontrar alguma coisa de diferente da kim-il-sungação do interior do pavilhão: vieram para o exterior, criando uma espécie de "congresso alternativo", em que ouviam militantes "normais", já sem a censura no interior. Ao fim de três dias, os principais jornalistas na TVI24 e SICN lamentavam que não se tivesse debatido o país e que o congresso só servisse para glorificar Sócrates. É pena que não tenham também dito que foram eles próprios, canais de TV, que proporcionaram esta publicidade da Disneyland em directo de Espinho.»
Eduardo Cintra Torres, Público
Eduardo Cintra Torres, Público
Nota: Um "isco" bem mordido foi a insistência no nome de Ferro Rodrigues para cabeça de lista às "europeias". Alguém experimente perguntar ao próprio se alguma vez foi "convidado"...
UMA JORNALISTA QUE NÃO ABUSA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
O último Prós&Contras, da D. Fátima na RTP, não passou de uma mera sessão de esclarecimento sobre um "aspecto" da moção que o secretário-geral do PS levou a Espinho e que foi aprovada apenas com um voto contrário em mais de mil e novecentos: os casamentos entre pessoas do mesmo sexo. O que está a passar (noite de 2 de Março) é outra sessão de esclarecimento, desta vez "governamental" por interpostas pessoas. Mais exactamente, sobre a operação CGD/Sr. Fino. Como diria o Sr. Lello, ao menos a D. Fátima não abusa da liberdade de expressão.
UMA JORNALISTA QUE NÃO ABUSA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
O último Prós&Contras, da D. Fátima na RTP, não passou de uma mera sessão de esclarecimento sobre um "aspecto" da moção que o secretário-geral do PS levou a Espinho e que foi aprovada apenas com um voto contrário em mais de mil e novecentos: os casamentos entre pessoas do mesmo sexo. O que está a passar (noite de 2 de Março) é outra sessão de esclarecimento, desta vez "governamental" por interpostas pessoas. Mais exactamente, sobre a operação CGD/Sr. Fino. Como diria o Sr. Lello, ao menos a D. Fátima não abusa da liberdade de expressão.
A SELECÇÃO (act.)
Por falar em comunicação social, foi apresentado um novo periódico. Chama-se «i» e vai ser dirigido por Martim Avillez Figueiredo. Pertence à Sojormedia e é conhecido no "meio" pelo jornal "Lena". Diz-se que o dito «i» vem para concorrer, por exemplo, com o Público e que o regime - leia-se, Sócrates - vê com interesse a emergência do novo jornal. Terá nomes conhecidos e outros menos, designadamente quinze jornalistas - estagiários «recrutados através de candidaturas realizadas exclusivamente pela Internet.» Um amigo meu apresentou a sua candidatura que, a dada altura do "processo de selecção", envolveu o texto que a seguir reproduzo. Não passou, porém, dessa fase. Por que terá sido?
Distracções da Corte
A pergunta de Ferreira Leite “seria bom haver seis meses sem democracia?” não é, por si, desinteressante. Tanto assim é que é possível ler nos jornais que “vai marcar a vida política portuguesa nos próximos tempos”. É, contudo, impossível afirmá-lo sem, ao mesmo tempo, garantir que a discussão seja totalmente irrelevante. Enquanto o regime discute, pública e inocuamente, as intenções da líder do PSD, o primeiro-ministro tem preciosos minutos de descanso. O número vasto de elementos do executivo que, alegre e alheio à realidade difícil do país, abriu a feira “Portugal Tecnológico 2008” em mais um momento de aflitiva contradição com os resultados práticos do programa de governo, prova-o. Gasto o modelo de visitas às escolas com imagens de crianças bem comportadas e felizes com computadores, a feira de tecnologia serve o mesmo propósito de propaganda.O que deveria constituir notícia são as decisões da comitiva governamental, o seu debate e as implicações no quotidiano dos portugueses. A propaganda indesejável pulula descaradamente em muitos órgãos de comunicação, contribuindo, com método, para a sua descredibilização e dos seus profissionais. É impossível manter “ad aeternum” uma ficção como a que o governo alimenta. A realidade é extraordinariamente mais pesada.
18 de Novembro de 2008
António Leite-Matos
Adenda1: Outro texto que não passou no "processo de selecção", enviado pelo leitor João Francisco Velez:
18 de Novembro de 2008
António Leite-Matos
Adenda1: Outro texto que não passou no "processo de selecção", enviado pelo leitor João Francisco Velez:
“Novas Oportunidades” – a última chamada
O Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) 2007-2013 é a última vaga de dinheiros comunitários que Portugal irá receber. Tal facto enfatiza a necessidade dos recursos serem bem distribuídos. Olhando para trás, para o Quadro Comunitário de Apoio (QCA) III, notam-se diferenças. Além dos 7 planos regionais, que correspondem às NUTS II, passamos de 11 programas operacionais sectoriais para apenas 3. É, assim, tempo de Portugal se preocupar com o software e deixar para segundo plano o hardware. A preocupação terá que ser agora o imaterial, na esteira da chamada “Estratégia de Lisboa”. Numa linguagem mais dura, mas não menos verdadeira, é hora de cortar menos fitas, de inaugurar pomposamente menos “elefantes brancos” e de, agora sim, qualificar os portugueses. Prepará-los para a nova sociedade do conhecimento, o que é condição sine qua non para o futuro sucesso de Portugal no Mundo. Resta saber se Portugal conseguirá “endireitar” um Quadro que nasceu torto. É que, pela primeira vez, os fundos estruturais são alargados a todos os Estados-Membros (até os mais ricos). Sendo assim, estes acabarão por recuperar parte da sua contribuição para o Orçamento comunitário e contribuirão para uma cada vez mais “Europa a duas velocidades”.
João Francisco Velez
Adenda2: Este não concorreu ao «i». Não precisa, naturalmente. Chama-se José Lello e é deputado do PS e presidente de uma assembleia qualquer lá fora. Consta que sabe ler e escrever.
«Só me admiro da passividade da ERC. Como é possível haver um telejornal como o de sexta-feira que é um 'reality-show' da dra. Manuela Moura Guedes« que «faria sucesso numa República das Bananas» mas cuja «falta de objectividade e de respeito pelos valores mínimos de isenção é um escândalo.»
O Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) 2007-2013 é a última vaga de dinheiros comunitários que Portugal irá receber. Tal facto enfatiza a necessidade dos recursos serem bem distribuídos. Olhando para trás, para o Quadro Comunitário de Apoio (QCA) III, notam-se diferenças. Além dos 7 planos regionais, que correspondem às NUTS II, passamos de 11 programas operacionais sectoriais para apenas 3. É, assim, tempo de Portugal se preocupar com o software e deixar para segundo plano o hardware. A preocupação terá que ser agora o imaterial, na esteira da chamada “Estratégia de Lisboa”. Numa linguagem mais dura, mas não menos verdadeira, é hora de cortar menos fitas, de inaugurar pomposamente menos “elefantes brancos” e de, agora sim, qualificar os portugueses. Prepará-los para a nova sociedade do conhecimento, o que é condição sine qua non para o futuro sucesso de Portugal no Mundo. Resta saber se Portugal conseguirá “endireitar” um Quadro que nasceu torto. É que, pela primeira vez, os fundos estruturais são alargados a todos os Estados-Membros (até os mais ricos). Sendo assim, estes acabarão por recuperar parte da sua contribuição para o Orçamento comunitário e contribuirão para uma cada vez mais “Europa a duas velocidades”.
João Francisco Velez
Adenda2: Este não concorreu ao «i». Não precisa, naturalmente. Chama-se José Lello e é deputado do PS e presidente de uma assembleia qualquer lá fora. Consta que sabe ler e escrever.
«Só me admiro da passividade da ERC. Como é possível haver um telejornal como o de sexta-feira que é um 'reality-show' da dra. Manuela Moura Guedes« que «faria sucesso numa República das Bananas» mas cuja «falta de objectividade e de respeito pelos valores mínimos de isenção é um escândalo.»
A SELECÇÃO (act.)
Por falar em comunicação social, foi apresentado um novo periódico. Chama-se «i» e vai ser dirigido por Martim Avillez Figueiredo. Pertence à Sojormedia e é conhecido no "meio" pelo jornal "Lena". Diz-se que o dito «i» vem para concorrer, por exemplo, com o Público e que o regime - leia-se, Sócrates - vê com interesse a emergência do novo jornal. Terá nomes conhecidos e outros menos, designadamente quinze jornalistas - estagiários «recrutados através de candidaturas realizadas exclusivamente pela Internet.» Um amigo meu apresentou a sua candidatura que, a dada altura do "processo de selecção", envolveu o texto que a seguir reproduzo. Não passou, porém, dessa fase. Por que terá sido?
Distracções da Corte
A pergunta de Ferreira Leite “seria bom haver seis meses sem democracia?” não é, por si, desinteressante. Tanto assim é que é possível ler nos jornais que “vai marcar a vida política portuguesa nos próximos tempos”. É, contudo, impossível afirmá-lo sem, ao mesmo tempo, garantir que a discussão seja totalmente irrelevante. Enquanto o regime discute, pública e inocuamente, as intenções da líder do PSD, o primeiro-ministro tem preciosos minutos de descanso. O número vasto de elementos do executivo que, alegre e alheio à realidade difícil do país, abriu a feira “Portugal Tecnológico 2008” em mais um momento de aflitiva contradição com os resultados práticos do programa de governo, prova-o. Gasto o modelo de visitas às escolas com imagens de crianças bem comportadas e felizes com computadores, a feira de tecnologia serve o mesmo propósito de propaganda.O que deveria constituir notícia são as decisões da comitiva governamental, o seu debate e as implicações no quotidiano dos portugueses. A propaganda indesejável pulula descaradamente em muitos órgãos de comunicação, contribuindo, com método, para a sua descredibilização e dos seus profissionais. É impossível manter “ad aeternum” uma ficção como a que o governo alimenta. A realidade é extraordinariamente mais pesada.
18 de Novembro de 2008
António Leite-Matos
Adenda1: Outro texto que não passou no "processo de selecção", enviado pelo leitor João Francisco Velez:
18 de Novembro de 2008
António Leite-Matos
Adenda1: Outro texto que não passou no "processo de selecção", enviado pelo leitor João Francisco Velez:
“Novas Oportunidades” – a última chamada
O Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) 2007-2013 é a última vaga de dinheiros comunitários que Portugal irá receber. Tal facto enfatiza a necessidade dos recursos serem bem distribuídos. Olhando para trás, para o Quadro Comunitário de Apoio (QCA) III, notam-se diferenças. Além dos 7 planos regionais, que correspondem às NUTS II, passamos de 11 programas operacionais sectoriais para apenas 3. É, assim, tempo de Portugal se preocupar com o software e deixar para segundo plano o hardware. A preocupação terá que ser agora o imaterial, na esteira da chamada “Estratégia de Lisboa”. Numa linguagem mais dura, mas não menos verdadeira, é hora de cortar menos fitas, de inaugurar pomposamente menos “elefantes brancos” e de, agora sim, qualificar os portugueses. Prepará-los para a nova sociedade do conhecimento, o que é condição sine qua non para o futuro sucesso de Portugal no Mundo. Resta saber se Portugal conseguirá “endireitar” um Quadro que nasceu torto. É que, pela primeira vez, os fundos estruturais são alargados a todos os Estados-Membros (até os mais ricos). Sendo assim, estes acabarão por recuperar parte da sua contribuição para o Orçamento comunitário e contribuirão para uma cada vez mais “Europa a duas velocidades”.
João Francisco Velez
Adenda2: Este não concorreu ao «i». Não precisa, naturalmente. Chama-se José Lello e é deputado do PS e presidente de uma assembleia qualquer lá fora. Consta que sabe ler e escrever.
«Só me admiro da passividade da ERC. Como é possível haver um telejornal como o de sexta-feira que é um 'reality-show' da dra. Manuela Moura Guedes« que «faria sucesso numa República das Bananas» mas cuja «falta de objectividade e de respeito pelos valores mínimos de isenção é um escândalo.»
O Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) 2007-2013 é a última vaga de dinheiros comunitários que Portugal irá receber. Tal facto enfatiza a necessidade dos recursos serem bem distribuídos. Olhando para trás, para o Quadro Comunitário de Apoio (QCA) III, notam-se diferenças. Além dos 7 planos regionais, que correspondem às NUTS II, passamos de 11 programas operacionais sectoriais para apenas 3. É, assim, tempo de Portugal se preocupar com o software e deixar para segundo plano o hardware. A preocupação terá que ser agora o imaterial, na esteira da chamada “Estratégia de Lisboa”. Numa linguagem mais dura, mas não menos verdadeira, é hora de cortar menos fitas, de inaugurar pomposamente menos “elefantes brancos” e de, agora sim, qualificar os portugueses. Prepará-los para a nova sociedade do conhecimento, o que é condição sine qua non para o futuro sucesso de Portugal no Mundo. Resta saber se Portugal conseguirá “endireitar” um Quadro que nasceu torto. É que, pela primeira vez, os fundos estruturais são alargados a todos os Estados-Membros (até os mais ricos). Sendo assim, estes acabarão por recuperar parte da sua contribuição para o Orçamento comunitário e contribuirão para uma cada vez mais “Europa a duas velocidades”.
João Francisco Velez
Adenda2: Este não concorreu ao «i». Não precisa, naturalmente. Chama-se José Lello e é deputado do PS e presidente de uma assembleia qualquer lá fora. Consta que sabe ler e escrever.
«Só me admiro da passividade da ERC. Como é possível haver um telejornal como o de sexta-feira que é um 'reality-show' da dra. Manuela Moura Guedes« que «faria sucesso numa República das Bananas» mas cuja «falta de objectividade e de respeito pelos valores mínimos de isenção é um escândalo.»
MALHAR NO MALHADINHAS

Cavaco Silva vetou - e bem - a a lei do pluralismo e da não concentração dos meios de comunicação social aprovada exclusivamente pelo PS, uma coisa que deve ter brotado da cabeça do "malhadinhas" Santos Silva, o ministro da dupla tutela (comunicação social e grupo parlamentar), de braço dado com o velho patrulheiro Arons. «É questionável, desde logo, que se haja pretendido introduzir uma alteração deste alcance e desta profundidade no sector da comunicação social num momento em que a União Europeia se encontra a estudar e debater esta problemática, não parecendo existir entre nós, ao contrário do que porventura sucederá noutros países, um défice de pluralismo da comunicação social que justifique a premência da emissão de um diploma desta natureza», escreve o PR na sua mensagem ao Parlamento. Também salienta que a «paradoxal convergência entre um acréscimo de intervenção pública, quanto aos objectivos, e uma dependência do reconhecimento privado, quanto aos pressupostos» de onde «poderão emergir graves problemas para o futuro da comunicação social em Portugal.» Finalmente, «o presente diploma (...) parte de duas ideias essenciais: (1) a de que maior audiência é sinónimo de maior influência; (2) a de que a maior influência equivale necessariamente a um risco para o pluralismo e para a independência. Ora, nenhuma destas ideias se encontra demonstrada. Ainda que com escassa audiência, uma publicação pode ser extremamente «influente». E o facto de ser «influente» não significa menor independência – tal capacidade de influência pode decorrer justamente da sua marca de pluralidade e de independência em face do poder. Ao invés, a circunstância de uma dada empresa ter uma grande aceitação por parte do público não significa necessariamente que ela seja menos independente – o sucesso que possui pode justamente conferir-lhe maior solidez e, logo, maior independência face ao poder político ou outros poderes.» Não é preciso dizer mais nada.
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MALHAR NO MALHADINHAS

Cavaco Silva vetou - e bem - a a lei do pluralismo e da não concentração dos meios de comunicação social aprovada exclusivamente pelo PS, uma coisa que deve ter brotado da cabeça do "malhadinhas" Santos Silva, o ministro da dupla tutela (comunicação social e grupo parlamentar), de braço dado com o velho patrulheiro Arons. «É questionável, desde logo, que se haja pretendido introduzir uma alteração deste alcance e desta profundidade no sector da comunicação social num momento em que a União Europeia se encontra a estudar e debater esta problemática, não parecendo existir entre nós, ao contrário do que porventura sucederá noutros países, um défice de pluralismo da comunicação social que justifique a premência da emissão de um diploma desta natureza», escreve o PR na sua mensagem ao Parlamento. Também salienta que a «paradoxal convergência entre um acréscimo de intervenção pública, quanto aos objectivos, e uma dependência do reconhecimento privado, quanto aos pressupostos» de onde «poderão emergir graves problemas para o futuro da comunicação social em Portugal.» Finalmente, «o presente diploma (...) parte de duas ideias essenciais: (1) a de que maior audiência é sinónimo de maior influência; (2) a de que a maior influência equivale necessariamente a um risco para o pluralismo e para a independência. Ora, nenhuma destas ideias se encontra demonstrada. Ainda que com escassa audiência, uma publicação pode ser extremamente «influente». E o facto de ser «influente» não significa menor independência – tal capacidade de influência pode decorrer justamente da sua marca de pluralidade e de independência em face do poder. Ao invés, a circunstância de uma dada empresa ter uma grande aceitação por parte do público não significa necessariamente que ela seja menos independente – o sucesso que possui pode justamente conferir-lhe maior solidez e, logo, maior independência face ao poder político ou outros poderes.» Não é preciso dizer mais nada.
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