2.4.08

A QUADRATURA DO "MÉTIER"


Os drs. Pacheco Pereira e Lobo Xavier "escolheram" António Costa para substituir Jorge Coelho no programa da SIC-Notícias. Costa é um politicão sistémico e "número dois" do regime, embora - julgo - ainda dê algum uso à sua própria cabeça. Todavia, não deixa de ser uma figura da nomenclatura e da propaganda. Dentro do PS haveria certamente outra gente (o Pedro Correia sugere alguns exemplos) mais liberta dos presentes constrangimentos "socráticos" e da retórica partidária da "esquerda moderna". Eu preferiria Manuel Maria Carrilho mas imagino que os outros dois participantes - e o partido dele - não vissem com bons olhos ter de partilhar o plateau e as respectivas vaidades com o filósofo ironista que, goste-se ou não, possui uma personalidade demasiado vincada e uma "agenda" diversa do nosso quotidiano pequenino. Quem diz Carrilho, diz Medeiros Ferreira, num registo diverso. Pacheco e Xavier, apesar de "livres", já têm demasiado "vício" no corpo e nem sempre conseguem fugir a alguma trivialidade tagarela. Ora Costa vem apenas acrescentar mais "métier" ao programa do que qualquer outra coisa. A quadratura é mesmo do círculo.

A QUADRATURA DO "MÉTIER"


Os drs. Pacheco Pereira e Lobo Xavier "escolheram" António Costa para substituir Jorge Coelho no programa da SIC-Notícias. Costa é um politicão sistémico e "número dois" do regime, embora - julgo - ainda dê algum uso à sua própria cabeça. Todavia, não deixa de ser uma figura da nomenclatura e da propaganda. Dentro do PS haveria certamente outra gente (o Pedro Correia sugere alguns exemplos) mais liberta dos presentes constrangimentos "socráticos" e da retórica partidária da "esquerda moderna". Eu preferiria Manuel Maria Carrilho mas imagino que os outros dois participantes - e o partido dele - não vissem com bons olhos ter de partilhar o plateau e as respectivas vaidades com o filósofo ironista que, goste-se ou não, possui uma personalidade demasiado vincada e uma "agenda" diversa do nosso quotidiano pequenino. Quem diz Carrilho, diz Medeiros Ferreira, num registo diverso. Pacheco e Xavier, apesar de "livres", já têm demasiado "vício" no corpo e nem sempre conseguem fugir a alguma trivialidade tagarela. Ora Costa vem apenas acrescentar mais "métier" ao programa do que qualquer outra coisa. A quadratura é mesmo do círculo.

1.4.08

ENTRE DOIS AVIÕES


Foi há vinte e três anos e, tipicamente, o dr. Soares continua na mesma. Num livrinho de 1985, Vitorino Magalhães Godinho, quando perguntado acerca de Mário Soares, referiu que «o dr. Mário Soares sabe aquilo que vai aprendendo por esse mundo entre dois aviões» e que "não tem uma ideia consistente.» As primeiras frases deste artigo, sobre Sarkozy (imagino que este nem deve dormir a meditar nas opiniões do dr. Soares), parecem retiradas daquele livrinho como um magnífico auto-retrato. Lá pelo meio, num acesso de manifesto bom gosto, Soares ainda fala, presume-se que babado, dos "encantos bem à vista" da mulher do presidente francês. Como dizia Vasco Pulido Valente, «há quase um século que não lhe entra uma ideia na cabeça, como coisa distinta das trivialidades piedosas para uso oratório, que ele adapta à variável inclinação dos tempos.» Entre dois aviões.

ENTRE DOIS AVIÕES


Foi há vinte e três anos e, tipicamente, o dr. Soares continua na mesma. Num livrinho de 1985, Vitorino Magalhães Godinho, quando perguntado acerca de Mário Soares, referiu que «o dr. Mário Soares sabe aquilo que vai aprendendo por esse mundo entre dois aviões» e que "não tem uma ideia consistente.» As primeiras frases deste artigo, sobre Sarkozy (imagino que este nem deve dormir a meditar nas opiniões do dr. Soares), parecem retiradas daquele livrinho como um magnífico auto-retrato. Lá pelo meio, num acesso de manifesto bom gosto, Soares ainda fala, presume-se que babado, dos "encantos bem à vista" da mulher do presidente francês. Como dizia Vasco Pulido Valente, «há quase um século que não lhe entra uma ideia na cabeça, como coisa distinta das trivialidades piedosas para uso oratório, que ele adapta à variável inclinação dos tempos.» Entre dois aviões.

O GOVERNO SOCIALISTA EM CONFRONTO CRESCENTE COM A IGREJA

A jornalista Fernanda Câncio - sem dúvida a pessoa mais indicada, dentro da redacção do DN, para escrever sobre igreja e religião - obrou uma prosa com este título: «uma igreja em confronto crescente com o governo socialista.» Se a Fernanda não fosse tão "isenta" na matéria, como nós sabemos que ela é, talvez o título pudesse ter sido escrito ao contrário. Ou isto serei eu a raciocinar como um perigoso beato reaccionário?

O GOVERNO SOCIALISTA EM CONFRONTO CRESCENTE COM A IGREJA

A jornalista Fernanda Câncio - sem dúvida a pessoa mais indicada, dentro da redacção do DN, para escrever sobre igreja e religião - obrou uma prosa com este título: «uma igreja em confronto crescente com o governo socialista.» Se a Fernanda não fosse tão "isenta" na matéria, como nós sabemos que ela é, talvez o título pudesse ter sido escrito ao contrário. Ou isto serei eu a raciocinar como um perigoso beato reaccionário?

PAÍS MENTIDO

Por cá, todos os dias são uma mentira pegada.

PAÍS MENTIDO

Por cá, todos os dias são uma mentira pegada.

PUBLICIDADE ENGANOSA

Escreve Vital Moreira, no Público, que «a descida do IVA beneficia directa e imediatamente toda a gente.» A um professor universitário exige-se mais do que a emissão meros de slogans sem sentido que apenas "soam" bem em cartazes partidários.

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Escreve Vital Moreira, no Público, que «a descida do IVA beneficia directa e imediatamente toda a gente.» A um professor universitário exige-se mais do que a emissão meros de slogans sem sentido que apenas "soam" bem em cartazes partidários.