O Torquato partiu. Em silêncio. Meu querido Amigo, que falta me vão fazer as nossas conversas sobre a história recente desta treta toda, destes velhos gnomos que Você tão bem conhecia e que andam por aí, entre a puta, o cabrão e o tartufo, armados nos humanos que nunca chegarão a ser. Não esqueci nada desses momentos de boa disposição, ironia e realismo sobre o curso disto tudo - a sua humanidade, a sua generosidade, a sua poesia. Agora, Torquato, o Senhor é o seu pastor. Nada, ao contrário de nós, lhe faltará.
«Um trem de ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida.» Adélia Prado
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28.3.13
23.7.12
Mais Torquato, meu amigo
Esquece as horas de dor, o sofrimento
tornado rotina,
esse relógio a marcar o lento
correr dos dias, lâmina fina
que tudo por dentro
dilacera e mina.
Esquece o último tempo, a aflitiva
sensação do fim breve
e retoma na alma em carne viva
a doçura do Verão, cântico leve
que tanto se escreve
como se esquiva.
13.6.12
12.9.11
RECOMEÇAR
Do Torquato da Luz, um querido Amigo e "velho" Reformador dos idos de 79, a quem não consigo arrancar as memórias. E que memória.
Vontade de partir, de largar tudo,
de acordar amanhã num hotel em Veneza,
de esquecer o passado, o futuro, o mundo
e baralhar as cartas expostas na mesa.
Vontade de zarpar, de abandonar
as mínimas coisas algum dia amadas
e procurar no mapa das estradas
o que teima em faltar.
Vontade de abalar sem um aceno
sequer de despedida
e de um modo expedito mas sereno
recomeçar a vida.
RECOMEÇAR
Do Torquato da Luz, um querido Amigo e "velho" Reformador dos idos de 79, a quem não consigo arrancar as memórias. E que memória.
Vontade de partir, de largar tudo,
de acordar amanhã num hotel em Veneza,
de esquecer o passado, o futuro, o mundo
e baralhar as cartas expostas na mesa.
Vontade de zarpar, de abandonar
as mínimas coisas algum dia amadas
e procurar no mapa das estradas
o que teima em faltar.
Vontade de abalar sem um aceno
sequer de despedida
e de um modo expedito mas sereno
recomeçar a vida.
5.6.10
RARIDADE

Gosto de ver um livro de poesia ali bem acima, do lado esquerdo, em primeiro lugar. É raro como a poesia o é. Tal como rareiam, em humanidade e generosidade, pessoas como o seu autor, o Torquato da Luz que não pertence aos "cânones" comadristas.
RARIDADE

Gosto de ver um livro de poesia ali bem acima, do lado esquerdo, em primeiro lugar. É raro como a poesia o é. Tal como rareiam, em humanidade e generosidade, pessoas como o seu autor, o Torquato da Luz que não pertence aos "cânones" comadristas.
26.5.10
OFÍCIO DIÁRIO

Torquato da Luz aceitou correr o risco de me pôr a apresentar o seu livro Espelho Íntimo. Torquato é do tempo em que, passe a expressão, os jornalistas falavam e não eram meros papagaios. Desde cedo, e para além desse ofício, arrebatou o arriscado de poeta. E, sobretudo, o mais difícil ofício - o diário de ser português. Tudo junto, é o suficiente para o acompanhar mais logo, pelas sete da tarde, na Livraria Barata em Lisboa e dizermos qualquer coisa sobre estes ofícios todos. Apareçam.
OFÍCIO DIÁRIO

Torquato da Luz aceitou correr o risco de me pôr a apresentar o seu livro Espelho Íntimo. Torquato é do tempo em que, passe a expressão, os jornalistas falavam e não eram meros papagaios. Desde cedo, e para além desse ofício, arrebatou o arriscado de poeta. E, sobretudo, o mais difícil ofício - o diário de ser português. Tudo junto, é o suficiente para o acompanhar mais logo, pelas sete da tarde, na Livraria Barata em Lisboa e dizermos qualquer coisa sobre estes ofícios todos. Apareçam.
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