28.4.09

A QUEIMA

Não há dinheiro nas universidades e sobra pouco para a investigação. Todavia, arranjam-se uns milhares de euros para essa nobre actividade chamada de "queima das fitas". A coisa traduz-se apenas em procissões intermináveis de bêbados e de bêbadas, precocemente decadentes e vazios, que passam por estudantes universitários e de quem - imagine-se - optimistas como o dr. Soares ou demagogos como Sócrates esperam muito. Esta juventude que finge a alegria em copos de cerveja ainda por cima é subsidiada para exibir a sua frivolidade em público. É por estas e por outras que não vamos a lado algum.

44 comentários:

Anónimo disse...

E quem não alinhar passa por "alien", ou pior.

Anónimo disse...

Sao esses bebados,irresponsaveis,paspalhos frustrados que nunca foram respeitados na vida e continuam a nao ser que vão ser os futuros engenheiros,professores,medicos e afins...
Ng reflecte nisso.
Uma geração de merda autentica que so pensa em cerveja,adulterio,fama,armanço,irresponsabilidade e tudo facil na vida,sem honra,sem valores sem nada.

Daniel Azevedo disse...

Carao João Gonçalves

Embora partilhe da sua repugnência pelo dito evento, e outros semelhantes organizados por todas as universidades, gostaria de deixar claro, também que a falta de dinheiro nas universidades também se deve ao facto de se "investigar" muita coisa sem interesse nenhum, consumindo assim recursos.
Fiz investigação durante uns anitos. Bom, fui escravo do senhor professor que geria o dinheiro atribuido ao projecto.
Desse dinheiro tudo se fazia.
A investigação que se lixasse e estava sempre a queixar-se que não era suficiente o dinheiro que tinha.
Claro que para nós era o minimo admitido por lei.
No mesmo departamento, máquinas de um projecto não podiam ser usadas por outros colegas (excepto se houvesse favores a pagar!).
E não pense que foi no politécnico da "Catraponga de cima", isto passava-se (passa-se!) na Universidade de Lisboa.

"É por estas e por outras que não vamos a lado algum."
Haverá algo mais a dizer?

Cumprimentos

Cáustico disse...

Não simpatizo lá muito com esta forma de manifestar alegria. A alegria, como a tristeza, brota de dentro de nós, não precisa de subsídios para a empolgar.

Anónimo disse...

Não é pelas bebedeiras dos estudantes que não vamos lá. Há bebedeiras de outros bem piores.

Anónimo disse...

há guito porque a indústria cervejeira ganha em 5 dias nessas festas o que se calhar ganha em outros tantos meses. Por isso são os patrocínios e por isso é que há guito. A investigação precisa da sua industria cervejeira. E o amigo Daniel tem uma visão muito próxima do que se faz com os recursos vocacionados para a investigação. É triste mas é assim. Valha a uns poucos os fundos europeus..

Cumprimentos

DSC

Chloé disse...

Vamos, João Gonçalves, não é caso para tanta bitterness:-)
- Queria luto académico para todo o sempre?
A superficialidade destes "eventos" é manifesta. E a progressiva pobreza cultural também (mas atenção, não tanta assim quanto se diz).
Algumas comissões das QF (algumas), gerem como profissionais estas iniciativas. E atenção, justiça seja feita, arrecadam lucros que são reinvestidos em prole de causas colectivas da academia. - Sabia?
Há quem goste destes momentos e há quem não goste, sempre assim foi, mas na vida também pode haver lugar a divertimento inconsequente, ou não? Quando se tem 20 anos, não haverá direito a isso?

Antes uma bebedeira que uma droga dura (e nas bebedeiras umas são reais, outras são mais fantasiadas do que outra coisa, sublinho).
Com o individualismo negativo que por aí reina, momentos destes podem ser bons factores agregadores de impulsos perfeitamente benignos e construtivos.
(Que gozo me deu pertencer à geração que em 79 corajosamente - e sofrendo represálias de todo o género, inclusivé agressões físicas - restaurou a festa e meteu uma rolha na boca da comunagem, que ditava imperialmente o bom caminho e os bons costumes! Foi uma autêntica vitória política feita à custa de independentes em nada envolvidos com Assoc. Académicas! Embora instrumental, não minimize!)
E não se esqueça de que esta geração conta paralelamente com outro tipo de associativismo, que nunca tivemos e grassa pelas universidades actuais: a construção de colectividades estudantis a nível europeu, a discussão e reflexão de causas comuns supra nacionais, etc, todo um mundo novo em que as mesmas tais "cabecinhas doidas" participam activamente.

Mau, muito mau mesmo, é a provincianização progressiva das universidades, de entre alunos e professores (sim, sim, estes também).

Mas não vale a pena generalizar e tomar a nuvem por Juno!

Unknown disse...

Se calhar também não vamos a lado nenhum, com generalizações e esteriótipos do género. Sabem que mais, os pretos são todos criminosos, os homossexuais têm todos sida e os mulçumanos são todos terroristas. Viva a essa mentalidade, que infelizmente permance na sociedade portuguesa.

Este ano vou no carro da Queima das Fitas e tenciono beber. Sou estudante na Universidade de Coimbra e estou a acabar a licenciatura de Engenharia Informática com boa média. Nunca chumbei a nenhuma cadeira e tenho tudo encaminhado para começar o mestrado no proximo ano na Suécia. Mas accomplishments de lado, sou um 'bêbado', 'irresponsável', 'sem valores', claro exemplo desta 'geração de merda autêntica'.

Isto dos esteriótipos tem a sua piada: O escritor e os comentadores deste posto são todos religiosos de mente fechada, de direita e com idade superior a 50. E pronto criei um novo.

João Gonçalves disse...

Chloé: tem a sua razão. Os 20 praticamente desculpam tudo mas é tudo muito absurdo e muito frívolo. Quanto ao Diogo, deve perceber que que vai alguma ironia no escrito. E, naturalmente, muita crítica. Não generalizo mas V. Exas.é que dão azo à generalização. Quanto à idade, ainda não cheguei à que indica embora mentalmente deva ter para aí uns 300 anos. Fisicamente, é só uma questão de V. vir a Lisboa e a gente fala sobre isso em privado.

CAP CRÉUS disse...

Não podia estar mais de acordo.
E estou de acordo, quando se diz algures num comentário, que se investiga o que não interessa, e que as Universidades, estão de costas voltadas, não trabalhando em conjunto. Assim, de facto, não vamos a lado nenhum...

Anónimo disse...

óh, diogo, mestrado? eu também tenho disso mas no meu tempo chamava-se licenciatura. e tinha mais créditos!

Chloé disse...

Ó Diogo! 'Faxavor' de não generalizar também.
Então? Faça lá as continhas:
- Quantos vão de 1979 a 2009? (Em Coimbra, sim, Junho de 1979).
Agora some isso à idade provável dos restauradores. - Para aí uns 50 **, não? Claro que não éramos caloiros, mas sim gente lúcida e com a média quase estabilizada, para não arriscar e por via das dúvidas (conhecendo a cobardia académica, docente e discente). Isso e já agora, gente que estava suficientemente massacrada com anos de marxismo científico e ditadura da UEC.
Veja lá, ainda você estava nas massas do impossível... Esta coisa da QF começa a ter barbas!

** E não, não presuma que sou daqueles kotas que vão à frente do cortejo convencidos que têm outra vez vinte anos... Recuso-me;) Prefiro uma jantarada com alguns loucos que se atreveram àquilo (há um que tem cicatrizes de estimação). E suportar com irritação latente mas benigna o estado intransitável da cidade;)

Pedro Barbosa Pinto disse...

Caro João,

A participação na vida académica é importante, a todos os níveis. E cada aluno(a), ontem como hoje, saberá porque optou pelos estudos universitários. Sócrates só os obriga (agora) até ao 12º ano. Os miúdos que querem beber não precisam de se meter em festas académicas, assim como nenhum é obrigado aembebedar-se para poder participar nelas. Muitos dos que se excedem (em muitos casos apenas simulam), fazem-no apenas para terem o seu momento de glória televisiva. Eles sabem que esse será o aspecto a que os meios de comunicação irão dar realce porque, infelizmente, é o que vende.

Pensava que os dinheiros gastos na "queima das fitas" eram angariados pelas Associações Académicas - dinheiros privados, portanto. Se é verdade que são dinheiros das Universidades, então nesse ponto estou de acordo que deveria ser feita uma pausa até a crise passar.

Observador disse...

O que o Diogo diz até teria graça, se não fosse mentira: desde a Engenharia Informática "com boa média" até à Suécia...
Lá capacidade de efabulação têm estes fiteiros. O que não têm é cara para apanhar duas lambadas, coitados.

Unknown disse...

Não estou contra a festa da Queima das Fitas, na qual participei em devido tempo, mas reconheço que, de facto, sendo algo de expontâneo é um pouco vazio. Agora se o Governo passou a subsidiá-la, a questão já é muito diferente. No meu tempo eramos nós, estudantes, que tinhamos que bater o terreno bem batidinho para obter uns míseros escudos de publicidade a que depois juntávamos o pouco de que sobrava das nossas algibeiras. Talvez esses preparativos tivessem o mérito de nos familiarizar com a realidade do que se chama hoje "mercado"...
Uma Queima subsidiada pelo Estado já soa muito artificial.

OLP disse...

Não resumam, ou "generalizem" os fundos da QF ao patrocínio de uma droga leve porque há sim bastante dinheiro público lá investido pelo ministério correspondente ás associações de estudantes que, sem generalizar, usam e abusam dele.
Mais que isso, e mais uma vez sem generalizar, até faria um apanhado de bastantes deles com capa e batina a rigor (1000 euros?) depois da festa e na ressaca dela estacionado o produtor de CO2 no parque não tem oi suficiente para as propinas.

Obviamente demito-o disse...

Diogo, à parte dos seus "esteriótipos" imbecis que atribui a não sei bem quem, apenas dizer que ir no carro do cortejo da semana da bebedeira e estar em Engenharia Informática na UC com boa média, é mesmo "accomplishment" avassalador que quase me fez caír da cadeira.
Acusou o toque do artigo escrito por alguma razão será. Pessoalmente não me senti atingido, talvez por saber que lucros da Unicer à parte, este corresponde à realidade.

Assina outro "alien" com 23, estudante de matérias um pouco mais complicadas, religioso, de direita e com idade mental de uns 120 anos.

Anónimo disse...

Diogo, ainda bem que fala de estereótipos. É que os estudantes que não embarcam em queima das fitas, praxes e coisas do género também se tornam estereótipos. E isso sim, é grave.

Velho do (bom) tempo do fascismo salazarista, já com 83 anos disse...

Apesar de tudo a maior ou menor frivolidade da queima das fitas é uma questão secundária....a mim preocupa-me mais o facto de a maioria dos preguiçosos jovens actuais aspirarem a ser, para fugirem ás disciplinas de Matemática e Fisica, que exigem demasiada reflexão e dão demasiada chatice, futuros sociologos, psicologos, historiadores, juristas, Relacionadores Internacionais, etc. etc.
Nunca o Professor Salazar, que como o João já tem referido, era um tanto ou quanto avesso à Sociologia e tretas afins, imaginou que após a sua morte os sociologos e aparentados iriam brotar como cogumelos em Portugal...
Ainda não há muito tempo conversava com uma muito jovem professora de Matemática...incrivel a quantidade de sociologias e parapsicologias educacionais e afins que lhes impingem no curso, em detrimento da aquisição de conhecimentos cientificos. Do lado das unversidades chove...do lado dos alunos neva.

Anónimo disse...

eu não estou é a ver o que é que o Obviamente demito-o de 23 anos estude que seja mais difícil do que um curso de engenharia. será matemática ou física?

Anónimo disse...

Infelizmente muitos abusos e vandalismo são efectuados por estudantes universitários de acordo com o que um agente da PSP me disse. Floreiras partidas, caixotes do lixo arrancados, garrafas partidas, gritaria durante a noite, pinturas, palavreado grosseiro e caixas do correio urinadas são apenas algumas das tropelias de uma turba que devia ser responsável faz

Unknown disse...

Permitam-me dividir o meu comentário por pontos:

1 - Estava à espera de respostas ao meu comentário mas não de me chamarem mentiroso...

2 - Os esteriótipos imbecis que apresentei foram obviamente em tom de ironia. A minha 'tese' baseia-se no repúdio de esteriótipos. Sim, há estudantes vândalos que não fazem nada e que estão a consumir recursos, mas não generalizem. O esforço que eu e outros temos colocado ao longo do percurso académico, merece melhor consideração.

3 - @Daniela Major não aceito esteriótipos e esse que apresentou não é excepção. Um dos meus melhores amigos não alinha nas tradições académicas e não bebe. Não é por isso que ele deixa de ser respeitado e certamente não é nenhum 'alien'.

4 - @Obviamente_demito-o, és estudante de matérias mais complicadas? Não estarás a entrar em novos esteriótipos? Informe-se quem pense que o meu curso é só brincar aos computadores. Eu e muitos colegas de curso, trabalhamos diariamente num ambiente de trabalho constante e sufocante.

5 -@João_Gonçalves, terei todo o gosto de discutir consigo sobre este e outros temas. Continuarei a seguir o seu blog e/ou o seu twitter (caso faça uso de tal ferramenta)

Luís disse...

Boa noite,

sobre a falta de fundos nas universidades, gostaria de referir dois pontos:

- aqui na Universidade do Porto na Faculdade de Medicina os alunos não têm acesso a várias revistas científicas importantes e bases de dados que dão acesso a artigos científicos por falta de verbas. Não temos acesso, por exemplo, à Cancer Research, a revistas sobres células estaminais ou a algumas revistas da Nature;

- a avaliação contínua que é preconizada por Bolonha continua por cumprir. Não existem testes de avaliação dos conhecimentos teóricos e práticos adquiridos ao longo do semestre, e em contrapartida os alunos têm apenas um exame final, para o qual estudam nos dias anteriores, frequentemente através da memorização de slides. Em algumas faculdades, optou-se por outro método de avaliação contínua: os alunos são colocados a apresentar as aulas e são sobrecarregados com trabalhinhos que ao fim ao cabo acabam por roubar tempo àquilo que realmente devia ser fomentado que é o estudo e apreensão das matérias através das obras científicas e dos artigos e o trabalho de laboratório.

Um terceiro ponto final: não faz sentido o país continuar a alimentar a obcessão das famílias portuguesas para terem filhos médicos; não é viável termos a larga maioria dos melhores alunos de secundário em apenas um único curso. Que tal começarmos a valorizar a Matemática, a Física, a Química ou a Biologia? Se queremos ter um tecido industrial forte, precisaremos de bons técnicos em ciências exactas. Ou então podemos continuar a ser o país das obras públicas, construção civil, centros comerciais e campos de golfe como muitos defendem...

Só mais um pormenor: tenho 22 anos e pertenço a uma geração onde ler é coisa de «nerd», ouvir música erudita é coisa de «nerd», de totó, de outsider... Tudo se resume a noitadas, bebedeiras, ipod nos ouvidos, e memorizar slides nas vésperas dos exames...

Anónimo disse...

Li os com. até aqui e gostei de saber dados actuais sobre este tema. Mas, desde os meus avós q a queima de Coimbra embebedava gente q, afinal, veio a ser célebre politica e culturalmente. Hoje o tempo dá mais p drogas duras e (aparente) superficialidade na cultura.
São e serão sempre, apenas aparências.
Acredito que há (houve e haverá) sempre gente para todos os extremos e para todas as medianias.
Mj

Anónimo disse...

Conclusão: o Diogo vai sair da UC sem saber escrever estereótipos. Cursozinho exigente esse, hein?

Catarina disse...

joao gonçalves como concordo contigo!

Anónimo disse...

- queima subsidiada? e uma referência para essa "alegação"...

- diogo, continua o bom trabalho... é gente assim que espero ser o futuro deste país

- bêbados? e depois? cada um mete dinheiro onde quer, e como duvido que o estado o tenha feito, tudo está bem. antes bêbado um dia, que toda a vida como muitos neste país e mundo

- investigação... é realmente uma pena quando as universidades limitam as nossas capacidades de sucesso, mas em todas as minhas tentativas nunca tal me aconteceu, e encontro 0 atrito nos meus caminhos

- se tens problemas com quem se diverte desta forma, simplesmente ignora, e segue a tua vida... tens essa liberdade (PS: a rua vai estar fechada ;)

Anónimo disse...

@Observador. Falar sem saber é o que leva muitas pessoas à desgraça. Para além disso, de certeza que tenho mais cara para levar chapadas que você.

"E quem não alinhar passa por "alien", ou pior." Tenho vários amigos que não alinham, mas respeitam a nossa decisão, e eu respeito-os também.

Tenho pena que ainda existam pessoas que julguem os outros pela forma como se divertem, e não pelo Trabalho que apresentam.


"Conclusão: o Diogo vai sair da UC sem saber escrever estereótipos. Cursozinho exigente esse, hein?"

Meu caro, então porque não vai para lá? Nós precisamos de de pessoas com tomates suficientes para irem para lá.
Quando souber do que está a falar nós falamos.

Boa sorte com a vossa de vida que a queima vai continuar.

Anónimo disse...

[citação] "Conclusão: o Diogo vai sair da UC sem saber escrever estereótipos. Cursozinho exigente esse, hein?"

Meu caro, então porque não vai para lá? Nós precisamos de de pessoas com tomates suficientes para irem para lá.
Quando souber do que está a falar nós falamos." [fim de citação]

Meu caro, obrigado pela condescendência. Mas eu saí "de lá". Leia-se, sou formado "lá". Por isso sei do que estou a falar. É chato mas é assim.

Azrael disse...

Não falto à queima há 7 anos.
Não sou abstémio.
Nunca fiquei bêbado nem perto disso.
Quem fica é imbecil.
Não aprecio generalizações.

Miguel Raimundo disse...

Assino por baixo todos os comentários dirigidos aos velhos do restelo que por aqui andam.

Saudações académicas dum estudante de medicina da UC que acabou de acordar, ressacado, pronto para festejar logo à noite e para, na próxima semana, continuar a estudar com afinco para salvar vidas,

Anónimo disse...

Lamento, mas é apenas um artigo que revela profunda frustração.

Acho as chamadas "tradições académicas" lamentáveis, mas não posso deixar de sentir comichão qdo se cai assim no disparate: fazer o quê? Proibir a bebida?

O que dói aos moralistas, é que esta "juventude que finge a alegria em copos de cerveja" é filha de geração de frustrados (também posso generalizar?), que nunca soube ter coragem para lutar pela sua própria liberdade. Valha-nos o corporativismo dos capitães.

Anónimo disse...

Houve alguem que aqui chamou de paspalhos e estúpidos e mais outras coisas aos estudantes universitários. Pois paspalhos e estúpidos é quem escreve tais afirmações! Que eu saiba a queima das fitas (pelo menos a de Coimbra) não se resume apenas a copos e borga! E já agora caso não sabem, parte do dinheiro vai para instituições de caridade. Talvez os estúpidos e paspalhos dos estudantes bebedos sejam mais homenzinhos e mais solidários do que os que pregam por aqui contra os estudantes.

Anónimo disse...

Eu por acaso conheço o Diogo pessoalmente. E ele para mim, é dos gajos mais brilhantes que há em informática! Eu não preciso de o defender mas é só para fazer a seguinte observação: Quando saíram noticias sobre ele na comunicação social todos bateram palmas, porque era uma honra Portugal ter engenheiros como ele! (sim, ele já fez mais que mtos que debitam aqui coisas. Pode não ter o mestrado e ser ainda um estudante com vinte e poucos anos, mas já representou instituicoes portuguesas em projectos europeus!). Fossem todos como ele! E Viva a queima e os bebedos (viva a mim!) de Coimbra!

David

Tomahock disse...

É fantástico a generalização e até mesmo o desconhecimento de alguns factos.
Antes de mais quero dizer que segundo uma reportagem que vi à algumas semanas o consumo de álcool em Portugal está a aumentar, e a razão é muito simples, bebesse para esquecer a crise (serão os estudantes que inflacionaram esta estatística???).

E só queria relembrar que a geração de merda como lhe chamou, é apenas o espelho da educação de gerações passadas, a geração 25 de Abril e pós 25 de Abril.
Afinal de quem é a culpa desta geração ser de merda?

Ainda ontem tive esta discussão com uma professora minha, ela é da Bulgária e ela própria dizia que só não compreendia como é que ficavam tão bêbados, pois beber é um acto normal, talvez também seja por ela ter vivido num país de grande consumo de álcool, mas ela própria diz que incentiva o filho a sair uma vez por outra e beber uns copos para descontrair...

E o meu concelho para si é mesmo esse... Hoje à noite vá até a um bar e beba uns copos para descontrair... Ainda por aí muita ira reprimida.

Vitor Aires disse...

Esta discusão faz-me recordar o projecto lei relacionado com a quantidade de sal no pão.

Não é normal que a juventude cometa excessos?

A nossa obrigação é explicar sempre que muitos destes excesso tem consequencias...é só..

Anónimo disse...

@Obviamente_demito-o
Apenas em um comentário revelou o tipo de pessoa que é. É daquelas pessoas que tem uma visão distorcida de ela própria, que se julga superior, muitos anos à frente dos outros. No entanto quando abre a boca revela toda a sua ignorância.
Se calhar não quis dizer que tem idade mental de 120 anos, mas sim mentalidade de um velho de 120 anos.

Informe-se sobre o curso e coloque a mão na consciência.
Anda muita gente desinformada a entrar para Eng. Informática e a pensar que é fácil e depois é o que se vê: muitos alunos a entrar e poucos a sair. Não confundir Eng. Informática com outros cursos mais leves ligados à mesma área. Digo mais, o Diogo para ter feito esse curso sem nunca chumbar a nenhuma disciplina só pode ser um génio.

E já agora também para generalizar um pouco, religioso e de direita? Agora fez-me cair a mim da cadeira. Tem o risco do cabelo para que lado?

Anónimo disse...

@Observador
Se a ignorância e a estupidez dessem direito a lambadas, então o senhor ficaria num estado em que já só podia mesmo observar.

Anónimo disse...

Vós sois uns frustrados, amargurados e ressentidos com a vida, ou com os paizinhos, ou porque sempre forsm burros e nunca conseguiram estudar. Esse é o vosso problema, não são as bebedeiras dos sehores professores, médicos e políticos de amanhã.

É por isto que não vamos para a frente, porque vivemos num país de invejosos, que por nada conseguirem na vida odeiam de morte que alguma coisa tenta fazer por si...

Anónimo disse...

"(...)arranjam-se uns milhares de euros para essa nobre actividade chamada de "queima das fitas".
"(...)subsidiada para exibir a sua frivolidade em público".

Você tem noção que as queimas das fitas são das pouquíssimas coisas neste pais que se auto-financiam não tem?

O Pai Dela disse...

Todos temos direito a opinião, e respeito a sua. Agora coloca a minha e algumas questões que podem bem ser retóricas.

Em primeiro lugar, gosto da queima das fitas, foi um momento que nunca perdi enquanto universitário.
No entanto, trabalhei durante o meu curso todos, e paguei impostos eproprinas, e no final licenciei-me e continuo a contribuir para sociedade. Portanto presumo que o facto de me ter divertido não me torna num desperdicio humano ou um parasita social.

Pior são pessoas que vivem dos rendimentos minimos ou que trabalham 6 meses para depois terem mais 6 de desemprego.

Agora quanto as questões a reflecir:

Estes não prestam, não vão ter futuro porque se embebedam durante 1 semana todos os anos durante o curso.

Ainda bem que temos pessoas como o Dr Paulo Portas comprou submarinos enquanto esteve no governo, ou Dr Satana Lopes que é um politico do tachismo, ou ainda o Engenheiro (será mesmo?!) Sócrates que no final do seu mandato aprovou o freeport, ou a Dra Manuela Ferreira Leite que foi uma eximia ministra de educação, ou o Dr Durão Barroso que nos deixou por Bruxelas, ou o Eng Guterres e a fantastica ideia do rendimento minimo.

Ou será que a culpa também é dos portugueses todos que votam?

Já nem falo do Oliveira e Costa e do escandalo BPN...

Esses não se embebedavam pois não? Mas são esses que puseram o pais no estado que em que ele está. Portanto não sei porque atacam os que se divertem aos 20 anos.

Se calhar estes "bebados" no futuro até podem ajudar o nosso pais a ir a algum lado. Fazer melhor que os "Sobrios" que agora lá estão não deve ser dificil

Ob_N disse...

Folgo muito em saber que muitos dos que aqui escreveram fazem parte do grupo dos que não bebem, não fumam, não f*dem.
Simplificando, estão mortos!

Aos senhores que nunca cometeram nenhuma estupidez, que nunca se divertiram, que nunca apanharam uma borracheira, que nunca gastaram um tusto ao jogo, que nunca traíram, que nunca fizeram asneiras, que nunca protestaram, que nunca comeram fritos e carnes vermelhas, que nunca ficaram um dia sem fazer exercicio, que nunca cometeram uma loucura, que nunca foram jovens, que nunca enganaram os pais, etc., mudem de país porque este país não está preparado para os senhores e para as suas "mentes" brilhantes.
Os senhores são génios e santos ao mesmo tempo!

Bem Hajam!

joshua disse...

Ó Ob_N, fale por si. Nós falamos por nós. Há exercícios de ironia que saem furados porque falham o cerne do assuntado. Se certas bestas quase morrem e quase matam a divertir-se não suponha que tenhamos alguma vez de necessariamente ter incorrido nisso para nos termos divertido.

É preciso conservar a Alegria a qual por sua vez é uma arte: consiste em apreciarmos da Vida tudo o que ela tem de bom. Se apreciarmos exclusivamente os quase-coma alcoólicos e as quase-morte por excessos vários, nem temos alegria na vida e talvez não vivamos o suficiente para termos podido apreciar com prazer uma estupidez cometida.

Diversão pura, gozo e prazer absolutos são coisas completamente diversas e cada qual saberá auferir do seu quinhão. Não confundir.

Anónimo disse...

JUÍZO nessas cabeças