O país em que, com pompa, circunstância e o já habitual "powerpoint", foi acordado o "desenvolvimento" do "Projecto MIT", é o mesmo em que se aceita que uns rapazes e umas raparigas, vestidos de corvos e embotados com a sua estupidez natural, humilhem os "colegas" mais novos, os "corvos" do próximo ano. As universidades, com ou sem MIT, são o espelho de uma nação intelectualmente medíocre. Apenas para se desenvolverem como meros centros comerciais, algumas universidades privadas aceitam - e o Estado democrático aceita isto com uma passividade bovina - pessoas sem as habilitações necessárias para a frequência do ensino superior. Mesmo os que as possuem, são, em geral, uma vergonha moral e intelectual. Não imaginem o engº Sócrates ou o Prof. Cavaco, por um segundo, que, por muito falarem de qualificação e de "nichos de excelência" (quase vomitei o croissant que acabei de comer), a pátria resplandecerá, um dia, orgulhosa da "massa cinzenta" produzida no campus universitário. Por exemplo, num curso de "comunicação social e cultural", já se usa a sra. D. Fátima Lopes como "case study". Já agora, por que não os merceeiros do Gato Fedorento, o insuportável Goucha, a Miss Romero ou o Gabriel da RTP? Para eu entrar na Universidade Católica, em 1978, tive que fazer exames escritos de história, de filosofia e de cultura geral, salvo erro, a dobrar. Puseram-me à frente um poema - no original - de Vicente Aleixandre (Nobel da Literatura no ano anterior) para "comentar". No 5º ano de direito, tive o privilégio de optar pela cadeira de história diplomática de Portugal, ministrada pelo professor Jorge Borges de Macedo, e de fazer um exame de filosofia do direito cujo essencial residia num comentário a um pequeno texto, em francês, de Martin Heidegger. Não me estou a comparar com ninguém. Estou apenas a falar do que conheço, de um tempo morto e enterrado para sempre na vulgaridade bronca em vigor. O MIT é um adorno comparável ao Chanel 5 com que certas pessoas que não tomam banho se enchem para não cheirarem mal. Por mais que se perfumem, a merda resiste.
13 comentários:
É completamente assím. O país dos telemóveis de terceira e quarta geração, grandes viagens às praias de Punta Cana, chancas altas e farsolice domingueira que cospe na rua e confunde Fátima Felgueiras com diversidade democrática. Blech!
JG, a do Chanel 5 foi na "mouche"! Ontem no telejornal da rtp fiquei quase com vontade de entrar dentro do écran e perguntar ao Sócrates e depois ao Mariano Gago, julgo que na Sic noticias, como compaginavam todo aquele aparato pequeno burguês, com entradas na universidade com a dita média de nove. Que raio de excelência é esta. Muito bem, o protocolo com a MIT, mas e o resto senhores? Daqui a poucos anos vão existir neste país os MIT e a bandalha..... e voltamos ao poder dos engenheiros....Até lá.
Caro João
Às vezes ler o que escreve é um exercício de estoicismo. É maledicente, arrogante e etc. Mas o pior ainda é, para além do frete de ler alguns dos seus posts (como este) ter que reconhecer que estou de acordo consigo.
Você não nos conseguia pintar esta piolheira com umas cores mais alegres?
O mais interessante de toda esta análise do João Gonçalves é que apesar de toda esta educação fantástica da elite instalada, ela é o que é. JG, deixe-se de palermices. E de histórias ridiculas do seu acesso e frequência do ensino superior. Acaso o curso de direito da Católica será pior agora? Não compare alhos com bugalhos. E muito menos usando o exemplo da Católica que mistura excelência de educação com um sistema de acesso preparado para proporcionar aos filhos da elite uma fuga aos requisitos mais rigorosos da entrada na Universidade Publica de referência. A massificação da Universidade, como se vê nos países do centro e leste da Europa, não traz mal nenhum ao mundo. Mesmo que os putos pareçam agora uns idiotas - afinal 18 anos de má educação não se apagam com 1 ou mesmo 5 anos de ensino superior - mais tarde, quando assentarem, a não ser que sejam naturalmente idiotas, o curso - empurrado à força pela garganta - começa a transpirar.
E pare lá de santificar os 80 em Portugal que já me está a fazer parar a digestão. Esse tempo está enterrado, e bem enterrado.
"o curso - empurrado à força pela garganta - começa a transpirar." Pois, mau cheiro...
Os responsáveis actuais pela Educação -professores, reformadores e educadores-é essa Elite, bem educada e bem-pensante (não duvido).
Se alguma coisa, e também concordo que sim, está mal, então não lhes valeu de nada saberem francês, interpretar poemas complexos, conhecer filósofos, ter um milhão de factos nas pontas dos dedos. Arrastaram isto para a lama...
Realmente é uma vergonha aceitarem nas faculdades alunos sem o ensino secundário completo, mais vale conferirem já a toda a população portuguesa (por decreto como de costume!) doutoramentos honoris causa e celebrarem com pompa e circunstância que a iliteracia acabou (por decreto) em Portugal...
As virtudes da católica sr. Gonçalves? Isto é só rir, só rir.
E parem de chamar engenheiro ao homem, que aquele curso é só para dar uma licenciatura a quem se atrasou por andar ocupado com a carreira política.
O actual estado de coisas é ainda da responsabilidade dos que frequentaram a outra universidade ( a supostamente "boa"). Não foi com Cavaco (o ex-libris da Católica) que começou justamente a desregulação do ensino superior e a avalanche de criação de cursos em todas as vilas do país? Desculpava-se ele de que a massificação tinha destas coisas ... não soube fazer melhor isso sim!
Quando se refere os anos 80..ou 70...ou mesmo 60..é porque, INFELIZMENTE, quase em nada se caminhou para a frente e, portanto, o MELHOR vem sempre em evidência, torna-se um ponto de referência, uma exigência para que se faça melhor....e o JG tem toda a razão no que refere! Hoje em dia só se destaca o que convém a ALGUNS....ou será porque não conseguem distinguir o "trigo do joio"???
Basta ir a uma livraria e perguntar por certos livros que a resposta é: "não se vende..." ou simplesmente "já não temos há algum tempo..." etc etc. Só nos querem impingir os que estendem nas prateleiras....por que será????
o joão gonçalves está a tornar-se no protótipo do português insuportável: nada está bem, tudo está mal e olhem como eu tenho razão! - tb acabei de vomitar o meu paposeco com manteiga - mas eu tb não tenho nada que vir até aqui!
Se o anónimo anterior VOMITOU....deve ser somente porque está DOENTE....
MARIA FILOMENA MÓNICA (in Armadilhas para ursos conformistas)
São 23 horas do dia 3 de Outubro de 2006. Estou na RTP 1 a escutar Maria Filomena Mónica na RTP. Estou a escrever "corrido" ao som da vozinha de tia irritante e de pavão desta gargúla idiota.
Esta senhora só diz asneiras, atrás de asneiras. É estúpida, pedante, vaidosa até às orelhas, arrogante, a arrotar uma conversa cheia de favorzinhos retóricos à actual corrente pseudo neo-liberal estilo Blasfémias.
Diz a senhora que não existe "nervo reivindicativo"em Portugal. Que as pessoas não protestam com a autoridade pela frente, mas que só o fazem pelas costas. Depreendo eu que esta magnifica heroína portuguesa está farta de protestar. Mas que manienta.
Que saberá esta senhora da vida das pessoas, da generalidade das pessoas para dizer que as pessoas não protestam?
Tem sido a cultura inspirada pela geração dela que tem criado este estado de coisas. Mistificadora.
Diz ainda que não gosta de Portugal. E depois, pergunto eu ? Eu também não gosto desta javardice. Achará esta engraçada geronte que é a única? Mas que peneiras e que mania que é original.
Diz que o país é pobre, que a sociedade não tem inovação, que os portugueses vivem com medo. É natural.
Quando escutam imbecis na televisão a falar como Maria Filomena Mónica fica-se mais pobre, percebemos que nada existe de inovação naquele discurso pseudo revolucionário de polichinelo e em Portugal ficamos sempre com medo de passionárias de sofá. Idiota. Idiota. Idiota.
Esta mulher é idiota não porque é mulher mas porque é idiota. Porra:é isto uma professora universitária? Vou ali e já venho.
Continua e queixa-se da sociedade que temos.
Curioso.
Maria Filomena Mónica faz parte das pessoas que - da geração de palhaços impotentes- que iria mudar esta gloriosa merda para deixar de ser uma gloriosa merda. Pelos vistos não tem responsabilidades nenhumas na choldra em que isto está. Que lata.
A senhora nesta reportagem tem 62 anos. Há 40 anos atrás fazia parte da geração de "vedetas" que iria mudar esta trampa.
40 anos depois, afinal verifico que a geração de MFM falhou, embora MFM esteja agora a criticar não se sabe quem. Tudo e todos. Mesmo que o armadilha fizesse 2000 mil posts por mês só a fazer criticas não chegavamos a 30 segundos da conversa desta senhora.
Idiota. Idiota. Idiota.
Agora queixa-se dos tribunais e conta um caso em que teve de lá ir e mais não sei quê. Queixa-se que nos tribunais não existe presunção de inocência, excepto na lei. E que os cidadãos são todos assim. E que também acham que quem vai a tribunal já é culpado. Ignorante.
Se esta senhora tivesse alguma vez lido um acórdão- um único que fosse e percebesse alguma coisa do que tinha lido perceberia logo porque é que as pessoas acham que os tribunais são uma roleta russa e quem lá entra tem que ser considerado culpado. Ou é a priori considerado culpado. Tantos conhecimentos de sociedade auto propagados por esta senhora e não sabe uma coisa simples. Ignorante.
Agora faça de mudanças da sociedade portuguesa em relação há 40 anos. Diz que valoriza muito "os aspectos materiais", "os centros comerciais" , diz que não é " anti consumista" apesar de não gostar de fazer compras. Diz que é "bom as pessoas terem acesso a coisas materiais". (As que podem claro....) Depois com a habitual ligeireza que a caracteriza diz que "a seguir "virá a cultura". Tótó. Pobrezinha de Espírito.
Mas não saberá esta criatura destrambelhada de Deus, personagem em que eu nem sequer sei se acredito ou que exista, que, as criaturas que consomem, neste registo que MFM declara ser bom, não chegam à cultura, porque para chegar à cultura é preciso MESMO gostar de cultura e não meramente e simplesmente adquiri-la?
E que cultura não é, por exemplo, ir a centros comerciais e adquirir livros que lá se vendam? Isto partindo do principio que só livros são cultura?
Que tonta! Que Básica.
Cultura é outra coisa.
Ò Filomena, vai tomar banho.
Continuando.
Agora regurgita a te
Não tive PACIÊNCIA para ler tudo o qu este último anónimo, IDIOTA, recreveu, porque é INSOLENTE, MAL-EDUCADO, ESTÚPIDO e, ainda por cima, FRUSTRADO E RESSABIADO....vejam bem que tipo de criatura esta miscelânia produz!!!!!
Olhe, por que não arranja um jornal SÓ PARA SI, para lá "vomitar" todo o ódio que as pessoas do género da MFM (Inteligente, Perspicaz, Culta e Objectiva) lhe provocam??? Pelos vistos, a Maria Filoménica Mónica ACERTOU-LHE EM CHEIO.....
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