23.1.07

O MOÇO DE FRETES

"2006 foi o ano de viragem na economia e na consolidação das contas públicas."

Vítor Constâncio, Jornal de Negócios, 22 de Janeiro

O MOÇO DE FRETES

"2006 foi o ano de viragem na economia e na consolidação das contas públicas."

Vítor Constâncio, Jornal de Negócios, 22 de Janeiro

22.1.07

A MÃO ERRADA DE DEUS

Um amigo enviou-me este mail: "Para fazer campanha pelo sim, sem ofender grosseiramente os princípios do bom jornalismo, a RTP descobriu a solução: dar tempo de antena aos pobres prelados que nos pastoreiam. Cada intervenção deles é um voto a favor do sim." Eu vi na SIC o prelado da Guarda, com o ar mais bimbo deste mundo, a babosear (atenção: Deus manda-nos ser bons, mas não nos manda ser parvos). A Igreja portuguesa não soube acertar o passo neste referendo. É bom que se fique pelas missas.

A MÃO ERRADA DE DEUS

Um amigo enviou-me este mail: "Para fazer campanha pelo sim, sem ofender grosseiramente os princípios do bom jornalismo, a RTP descobriu a solução: dar tempo de antena aos pobres prelados que nos pastoreiam. Cada intervenção deles é um voto a favor do sim." Eu vi na SIC o prelado da Guarda, com o ar mais bimbo deste mundo, a babosear (atenção: Deus manda-nos ser bons, mas não nos manda ser parvos). A Igreja portuguesa não soube acertar o passo neste referendo. É bom que se fique pelas missas.

NÃO MORDEMOS



Talvez para não incomodar o politicamente corrrecto tão em voga no Diário de Notícias - se calhar, não é por acaso que o dr. Figueiredo, o director do doutor Salazar, e o sr. Saramago, o do dr. Cunhal, continuam a "iluminar" a sala de reuniões do jornal - foi omitida, na coluna de livros apresentados por Marcelo na RTP, a referência ao primeiro a que Rebelo de Sousa aludiu, justamente o do Blogue do Não - BdN, dez semanas de argumentos, com prefácio de Matilde Sousa Franco - agora nas livrarias. De qualquer forma, o livro é apresentado amanhã, ao fim da tarde, no Hotel Tivoli, em Lisboa. O Diário de Notícias, que tantos bloggers tem na rede, que apareça. Não mordemos nem somos complexados.

NÃO MORDEMOS



Talvez para não incomodar o politicamente corrrecto tão em voga no Diário de Notícias - se calhar, não é por acaso que o dr. Figueiredo, o director do doutor Salazar, e o sr. Saramago, o do dr. Cunhal, continuam a "iluminar" a sala de reuniões do jornal - foi omitida, na coluna de livros apresentados por Marcelo na RTP, a referência ao primeiro a que Rebelo de Sousa aludiu, justamente o do Blogue do Não - BdN, dez semanas de argumentos, com prefácio de Matilde Sousa Franco - agora nas livrarias. De qualquer forma, o livro é apresentado amanhã, ao fim da tarde, no Hotel Tivoli, em Lisboa. O Diário de Notícias, que tantos bloggers tem na rede, que apareça. Não mordemos nem somos complexados.

O NÃO MARCELISTA


Marcelo podia ser mais claro. Liberalizar o aborto - coisa diferente de despenalizá-lo em determinadas circunstâncias - nos termos em que se pretende que se diga "sim", é uma armadilha bem urdida em que o regime alinhou direitinho atrás da proposta de lei do PS. O aborto não é um método anti-conceptivo disponível num supermercado, numa farmácia, num vão de escada, numa clínica de luxo ou no SNS. Assim, de facto, não.

O NÃO MARCELISTA


Marcelo podia ser mais claro. Liberalizar o aborto - coisa diferente de despenalizá-lo em determinadas circunstâncias - nos termos em que se pretende que se diga "sim", é uma armadilha bem urdida em que o regime alinhou direitinho atrás da proposta de lei do PS. O aborto não é um método anti-conceptivo disponível num supermercado, numa farmácia, num vão de escada, numa clínica de luxo ou no SNS. Assim, de facto, não.

REQUIEM POR UMA IDEIA DO HOMEM


A natureza, particularmente a parte que mais amo, o mar, está furiosa com o "homem". Coloco propositadamente "homem" entre aspas porque é-me díficil, depois de tantos séculos de "evolução", assistir a este retrocesso na nossa qualidade de vida. Em devido tempo, a Terra acabará provavelmente num único e imenso oceano. Não se perde nada. Antes pelo contrário, pode ser uma boa ocasião para começar tudo de novo. Vem isto a propósito da Costa de Caparica. O mar, na sua justa fúria, está a engolir a parte norte da praia. Mais praias por aqui e por ali serão devidamente tragadas à medida que o clima e o curso "natural" da natureza for torcido pela cupidez e pelo instinto rapace do "homem". Já não existem estações, só mesmo as de Vivaldi. Nas praias do sul de França podia tomar-se banho ainda ontem, no centro da Europa há flores que despontam como se fosse primavera e, mais ao norte, pessoas e bens são arrastados por enxurradas e dilúvios. Nos EUA ora cai um nevão, ora desponta um sol despropositado. Por cá é a mesma coisa. A semana passada houve dias dignos de mar e sol e já se anuncia uma nova "onda gelada". Não só matamos o nosso espaço vital como, com a nossa ignorância evolutiva, nos matamos um pouco mais todos os dias. Talvez esta espécie, dita "humana", que não sabe tomar conta do que lhe calhou em sorte e muito menos de si própria, não mereça outra coisa.

REQUIEM POR UMA IDEIA DO HOMEM


A natureza, particularmente a parte que mais amo, o mar, está furiosa com o "homem". Coloco propositadamente "homem" entre aspas porque é-me díficil, depois de tantos séculos de "evolução", assistir a este retrocesso na nossa qualidade de vida. Em devido tempo, a Terra acabará provavelmente num único e imenso oceano. Não se perde nada. Antes pelo contrário, pode ser uma boa ocasião para começar tudo de novo. Vem isto a propósito da Costa de Caparica. O mar, na sua justa fúria, está a engolir a parte norte da praia. Mais praias por aqui e por ali serão devidamente tragadas à medida que o clima e o curso "natural" da natureza for torcido pela cupidez e pelo instinto rapace do "homem". Já não existem estações, só mesmo as de Vivaldi. Nas praias do sul de França podia tomar-se banho ainda ontem, no centro da Europa há flores que despontam como se fosse primavera e, mais ao norte, pessoas e bens são arrastados por enxurradas e dilúvios. Nos EUA ora cai um nevão, ora desponta um sol despropositado. Por cá é a mesma coisa. A semana passada houve dias dignos de mar e sol e já se anuncia uma nova "onda gelada". Não só matamos o nosso espaço vital como, com a nossa ignorância evolutiva, nos matamos um pouco mais todos os dias. Talvez esta espécie, dita "humana", que não sabe tomar conta do que lhe calhou em sorte e muito menos de si própria, não mereça outra coisa.