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Em alguns posts, o Eduardo Pitta dá-nos conta da sua passagem por Roma. A ele a coisa pareceu-lhe "século XIX" mas, na realidade, podíamos andar muito mais para trás e não perdíamos nada. Gostou das gentes e das "vistas". Quem, com um módico de sentido estético, não gosta? É "mais sexo do que amor" como dizia Cesariny? Talvez. É "uma forma de sair do mundo", nas palavras de Pulido Valente? De certeza. Todavia é igualmente uma forma de penetrar num mundo, talvez mesmo no mundo. Quando se percorrem as grandes e as pequenas ruas de Roma, percebe-se em quase todas as esquinas o que "substituiu" verdadeiramente a civilização romana. Tem em cima, à entrada, o símbolo papal. São igrejas, dezenas delas espalhadas pela cidade. A "natureza de Deus" espreita a cada canto da Roma grandiosa e desaparecida, por detrás do produto poderoso da razão humana destinado a perpetuar um destino e um desígnio fabulosos. Está tudo impregnado nas paredes, nos altares, nas colunas, nos tectos, nos "frescos", nas telas, nos túmulos. Está lá tudo e estamos lá nós. Quem ainda não entendeu isto, meta explicador.