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22.11.09

RASURA

O Jorge Ferreira foi vice-presidente do CDS e liderou a sua bancada parlamentar. Dedicou a maior parte da sua vida pública ao CDS/PP. Isto passou-se apenas há doze anos. Pois se bem reparei, só dei pela presença do deputado Nuno Magalhães no seu funeral. O CDS/PP é um partido que não respeita a sua história. Ou, melhor, Portas não tem a menor consideração pela história do partido de que é presidente. Como se a coisa tivesse nascido com ele e com os seus imberbes cristãos-novos. Lucas Pires, Freitas do Amaral, Adriano Moreira, Manuel Monteiro ou Jorge Ferreira não cabem no ego de Portas. O episódio do retrato de Freitas - ou outras edificantes atitudes (ou a falta delas) por parte de Portas - define um carácter. Ou a falta dele. É uma espécie que colhe votos e que tem adeptos. Muitos. Como me dizia um amigo citando alguém conhecido, há pessoas que quando lhes cospem na cara aproveitam para fazer a barba.

RASURA

O Jorge Ferreira foi vice-presidente do CDS e liderou a sua bancada parlamentar. Dedicou a maior parte da sua vida pública ao CDS/PP. Isto passou-se apenas há doze anos. Pois se bem reparei, só dei pela presença do deputado Nuno Magalhães no seu funeral. O CDS/PP é um partido que não respeita a sua história. Ou, melhor, Portas não tem a menor consideração pela história do partido de que é presidente. Como se a coisa tivesse nascido com ele e com os seus imberbes cristãos-novos. Lucas Pires, Freitas do Amaral, Adriano Moreira, Manuel Monteiro ou Jorge Ferreira não cabem no ego de Portas. O episódio do retrato de Freitas - ou outras edificantes atitudes (ou a falta delas) por parte de Portas - define um carácter. Ou a falta dele. É uma espécie que colhe votos e que tem adeptos. Muitos. Como me dizia um amigo citando alguém conhecido, há pessoas que quando lhes cospem na cara aproveitam para fazer a barba.

21.11.09

PEQUENA CRÓNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA - JORGE FERREIRA


Morreu o Jorge Ferreira. Era uma morte anunciada mas que a coragem, o amor à vida, a resistência à doença (sempre estúpida) porventura suavizaram. Morrer, neste caso, não é apenas deixar de ser visto. É a perda de um colega fraterno, em certo sentido, de um amigo. Conheci o Jorge quando entrámos para a Católica em 1978. Gostava da política como poucos. Fazia parte de um grupo ambicioso do bar da Católica de onde se destacavam o Luís Bigotte Chorão, o Manuel Monteiro e o Paulo Portas. Juntaram-se e separaram-se. Esteve no CDS onde chegou a líder parlamentar. Fundou o Partido da Nova Democracia. Escrevia muito na Juventude Centrista. Tenho para aí muitos dos seus opúsculos com dedicatórias sempre amáveis e amigas. Estivemos juntos no referendo contra a regionalização. Descanse em paz.

PEQUENA CRÓNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA - JORGE FERREIRA


Morreu o Jorge Ferreira. Era uma morte anunciada mas que a coragem, o amor à vida, a resistência à doença (sempre estúpida) porventura suavizaram. Morrer, neste caso, não é apenas deixar de ser visto. É a perda de um colega fraterno, em certo sentido, de um amigo. Conheci o Jorge quando entrámos para a Católica em 1978. Gostava da política como poucos. Fazia parte de um grupo ambicioso do bar da Católica de onde se destacavam o Luís Bigotte Chorão, o Manuel Monteiro e o Paulo Portas. Juntaram-se e separaram-se. Esteve no CDS onde chegou a líder parlamentar. Fundou o Partido da Nova Democracia. Escrevia muito na Juventude Centrista. Tenho para aí muitos dos seus opúsculos com dedicatórias sempre amáveis e amigas. Estivemos juntos no referendo contra a regionalização. Descanse em paz.