3.2.07

A MAN FOR ALL SEASONS

O cacique Miguel Coelho, do PS de Lisboa, já pensa no polivalente dr. Mega, uma espécie de jarrão Ming do regime, para a Câmara em caso de eleições. Volte, dr. João Soares, que a gente perdoa-lhe.

A MAN FOR ALL SEASONS

O cacique Miguel Coelho, do PS de Lisboa, já pensa no polivalente dr. Mega, uma espécie de jarrão Ming do regime, para a Câmara em caso de eleições. Volte, dr. João Soares, que a gente perdoa-lhe.

O ESTADO DA ARTE

Há, no Expresso, duas notícias reveladoras do "estado da arte". A primeira, no suplemento Actual, é uma "nota do editor" que se insurge contra o encenador João Lourenço que, pela descrição, ameaçou e "puxou pelos colarinhos" do crítico teatral João Carneiro, suponho, por causa de algo que ele escreveu sobre a criatura. Fizeram de Lourenço e de outros como Lourenço instituições nacionais, entre o glorificado e o mumificado. O nosso provincianismo cultural não permite que se "critique" estes monumentos que se denunciam nestes gestos de carácter como demasiado pequeninos. A segunda, menciona que o dr. Mário Soares vai apaparicar um livro sobre desgraças perpetradas no tempo do doutor Salazar, escrito por uma das "consultoras" do programa da D. Elisa, a sra. dra. Irene Pimentel. De acordo com a notícia, este lançamento visa "alertar" os portugueses para o "perigo" de "elegerem" o doutor Salazar o "melhor português" no concurso, por sinal, banido inicialmente pelos "consultores" como a dra. Pimentel. Depois deste pueril exercício e do precioso "empurrão" do dr. Soares, Salazar já ganhou.

O ESTADO DA ARTE

Há, no Expresso, duas notícias reveladoras do "estado da arte". A primeira, no suplemento Actual, é uma "nota do editor" que se insurge contra o encenador João Lourenço que, pela descrição, ameaçou e "puxou pelos colarinhos" do crítico teatral João Carneiro, suponho, por causa de algo que ele escreveu sobre a criatura. Fizeram de Lourenço e de outros como Lourenço instituições nacionais, entre o glorificado e o mumificado. O nosso provincianismo cultural não permite que se "critique" estes monumentos que se denunciam nestes gestos de carácter como demasiado pequeninos. A segunda, menciona que o dr. Mário Soares vai apaparicar um livro sobre desgraças perpetradas no tempo do doutor Salazar, escrito por uma das "consultoras" do programa da D. Elisa, a sra. dra. Irene Pimentel. De acordo com a notícia, este lançamento visa "alertar" os portugueses para o "perigo" de "elegerem" o doutor Salazar o "melhor português" no concurso, por sinal, banido inicialmente pelos "consultores" como a dra. Pimentel. Depois deste pueril exercício e do precioso "empurrão" do dr. Soares, Salazar já ganhou.

OS ILUSIONISTAS DE LISBOA


Continua a lenta agonia da Câmara Municipal de Lisboa. A investigação prossegue os seus termos, indiferente às consequências políticas da coisa e os políticos da Câmara fingem que nada se passa. Foi confrangedora a entrevista de um rapazinho, vereador dos "espaços públicos", a Mário Crespo na SIC Notícias, tal como se deve esperar o pior da de Carmona Rodrigues, amanhã, no mesmo canal. Agarrado como gato a bofe ao lugarzito, o moço desfiou um rosário de "actividades" e de "propostas" como se os Paços do Concelho estivessem no céu. Enquanto isto, os donos da Câmara continuam a espetar facas nas costas uns dos outros como se a cidade não existisse. Tudo "remonta" a antes de mim, dizem eles todos. Antes que seja demasiado tarde para a "direita" - aqui a dar razão à estafada tese da "mais estúpida do mundo" - conviria a alguma sua remota forma de vida inteligente tirar rapidamente a única conclusão que é preciso tirar. Todo o ilusionismo político do mundo não consegue disfarçar que esta CML já não existe. Percebem ou é preciso meter explicador?

OS ILUSIONISTAS DE LISBOA


Continua a lenta agonia da Câmara Municipal de Lisboa. A investigação prossegue os seus termos, indiferente às consequências políticas da coisa e os políticos da Câmara fingem que nada se passa. Foi confrangedora a entrevista de um rapazinho, vereador dos "espaços públicos", a Mário Crespo na SIC Notícias, tal como se deve esperar o pior da de Carmona Rodrigues, amanhã, no mesmo canal. Agarrado como gato a bofe ao lugarzito, o moço desfiou um rosário de "actividades" e de "propostas" como se os Paços do Concelho estivessem no céu. Enquanto isto, os donos da Câmara continuam a espetar facas nas costas uns dos outros como se a cidade não existisse. Tudo "remonta" a antes de mim, dizem eles todos. Antes que seja demasiado tarde para a "direita" - aqui a dar razão à estafada tese da "mais estúpida do mundo" - conviria a alguma sua remota forma de vida inteligente tirar rapidamente a única conclusão que é preciso tirar. Todo o ilusionismo político do mundo não consegue disfarçar que esta CML já não existe. Percebem ou é preciso meter explicador?

"NULLA POENA"

No Porto, num jantar do PS, António Costa indignou-se com Bagão Félix por este ter dito que a consequência punitiva para quem cometesse o crime de aborto poderia ser o trabalho a favor da comunidade. Uma desumanidade, disse Costa. Acontece que Bagão Félix limitou-se a aproveitar a maravilhosa "ideia" da dra. Edite Estrela - camarada de partido do dr. Costa- que há uns dias disse precisamente o mesmo. O extraordinário disto tudo é tentar maliciosamente fazer passar a ideia de que, com um eventual "milagre do sim" a 11 de Fevereiro, o crime de aborto desaparece de cena. A dra. Edite, por outras palavras, e num "momento de sinceridade Manuel Pinho", confirmou que, passadas as dez semanas e não se verificando nenhuma das excepções legais, há mesmo crime e está prevista uma pena. A diferença entre mim e a dra. Edite e o dr. Bagão Félix, é que eu não defendo a aplicação de pena alguma nestas circunstâncias. Se a todo o mal correspondesse uma pena efectiva, não havia espaço no céu e na terra para os condenados. Por isso, dr. Costa, não assuste demagogicamente os seus camaradas com a treta da "prisão". Até a dra. Edite já percebeu que a coisa não pega.

"NULLA POENA"

No Porto, num jantar do PS, António Costa indignou-se com Bagão Félix por este ter dito que a consequência punitiva para quem cometesse o crime de aborto poderia ser o trabalho a favor da comunidade. Uma desumanidade, disse Costa. Acontece que Bagão Félix limitou-se a aproveitar a maravilhosa "ideia" da dra. Edite Estrela - camarada de partido do dr. Costa- que há uns dias disse precisamente o mesmo. O extraordinário disto tudo é tentar maliciosamente fazer passar a ideia de que, com um eventual "milagre do sim" a 11 de Fevereiro, o crime de aborto desaparece de cena. A dra. Edite, por outras palavras, e num "momento de sinceridade Manuel Pinho", confirmou que, passadas as dez semanas e não se verificando nenhuma das excepções legais, há mesmo crime e está prevista uma pena. A diferença entre mim e a dra. Edite e o dr. Bagão Félix, é que eu não defendo a aplicação de pena alguma nestas circunstâncias. Se a todo o mal correspondesse uma pena efectiva, não havia espaço no céu e na terra para os condenados. Por isso, dr. Costa, não assuste demagogicamente os seus camaradas com a treta da "prisão". Até a dra. Edite já percebeu que a coisa não pega.

O HOMEM DA CORRIDA - 2

"O chefe do Governo e os seus acólitos não têm gostado da forma como a comunicação social tem feito a cobertura desta viagem de negócios. Os jornalistas têm sido, umas vezes aberta, outras veladamente, acusados de estarem a estragar esta viagem e de só noticiarem assuntos menores – como a defesa dos salários baixos e os ataques, por parte de um membro de um governo socialista, aos sindicatos, ou a tentar obter declarações sobre Direitos Humanos na China – e de não darem a devida atenção aos muitos contratos e memorandos de entendimento celebrados entre empresas portuguesas e chinesas. A jornalista da rádio pública chegou mesmo a ser acusada, por um assessor, de estar a fazer o jogo do PSD. Houve várias pessoas a ouvi-lo. Terá sido apenas uma brincadeira?"

Francisco Galope, enviado da Visão à China, no seu "diário de bordo"

O HOMEM DA CORRIDA - 2

"O chefe do Governo e os seus acólitos não têm gostado da forma como a comunicação social tem feito a cobertura desta viagem de negócios. Os jornalistas têm sido, umas vezes aberta, outras veladamente, acusados de estarem a estragar esta viagem e de só noticiarem assuntos menores – como a defesa dos salários baixos e os ataques, por parte de um membro de um governo socialista, aos sindicatos, ou a tentar obter declarações sobre Direitos Humanos na China – e de não darem a devida atenção aos muitos contratos e memorandos de entendimento celebrados entre empresas portuguesas e chinesas. A jornalista da rádio pública chegou mesmo a ser acusada, por um assessor, de estar a fazer o jogo do PSD. Houve várias pessoas a ouvi-lo. Terá sido apenas uma brincadeira?"

Francisco Galope, enviado da Visão à China, no seu "diário de bordo"