1.2.07

1 DE FEVEREIRO DE 1908 - 2

"O chamado “Partido Republicano” tornou-se uma força quando, para além dos velhos ideais, congregou as ambições de uma geração. Essas não podiam satisfazer-se com simples concessões ou com um comportamento exemplar por quem estava no poder: só com sinecuras e honrarias, e sinecuras e honrarias para todos os novos só haveria se os velhos fossem atirados fora e um regime novo abrisse as portas do Estado. Foi essa a lógica da República e contra essa lógica nunca houve argumentos."

Rui Ramos, via Minha Rica Casinha

1 DE FEVEREIRO DE 1908 - 2

"O chamado “Partido Republicano” tornou-se uma força quando, para além dos velhos ideais, congregou as ambições de uma geração. Essas não podiam satisfazer-se com simples concessões ou com um comportamento exemplar por quem estava no poder: só com sinecuras e honrarias, e sinecuras e honrarias para todos os novos só haveria se os velhos fossem atirados fora e um regime novo abrisse as portas do Estado. Foi essa a lógica da República e contra essa lógica nunca houve argumentos."

Rui Ramos, via Minha Rica Casinha

UM MOSTRENGO QUE HABITA EM NÓS

"Há, deveras, um mostrengo que habita em nós, portugueses, e ele está bem vivo nas nossas classes dirigentes. Vender Portugal ao Mundo dizendo que queremos continuar a apostar num modelo de desenvolvimento subnutrido, esfaimado e paupérrimo, é demasiado trágico. Mas é verdade!"

Paulo Pedroso in The Braganzzzzza Mothers


Adenda: O dr. Metelo, na TVI, tenta desculpar Pinho. Uns dias, a economia "sobe" na cabeça de Metelo. Noutros, como hoje, somos uns merdas que merecem ser mal pagos. Não há pachorra para tanto lambe-botismo rasca.

UM MOSTRENGO QUE HABITA EM NÓS

"Há, deveras, um mostrengo que habita em nós, portugueses, e ele está bem vivo nas nossas classes dirigentes. Vender Portugal ao Mundo dizendo que queremos continuar a apostar num modelo de desenvolvimento subnutrido, esfaimado e paupérrimo, é demasiado trágico. Mas é verdade!"

Paulo Pedroso in The Braganzzzzza Mothers


Adenda: O dr. Metelo, na TVI, tenta desculpar Pinho. Uns dias, a economia "sobe" na cabeça de Metelo. Noutros, como hoje, somos uns merdas que merecem ser mal pagos. Não há pachorra para tanto lambe-botismo rasca.

1 DE FEVEREIRO DE 1908


Quem sabe se aqueles fatídicos dois minutos, na esquina do Terreiro do Paço com a Rua do Arsenal, não tivessem ocorrido, se não teríamos sido poupados a quase cem anos de inanidades de diversas proveniências. Os nossos gloriosos "cem anos de solidão".

1 DE FEVEREIRO DE 1908


Quem sabe se aqueles fatídicos dois minutos, na esquina do Terreiro do Paço com a Rua do Arsenal, não tivessem ocorrido, se não teríamos sido poupados a quase cem anos de inanidades de diversas proveniências. Os nossos gloriosos "cem anos de solidão".

OIÇA COMO NÓS RESPIRAMOS, PROF. DAS NEVES

Fale por si, prof. das Neves. Eu sou a favor da lei de 1984 porque, entre outras coisas "naturais", permite que uma mulher violada possa obviamente pôr termo àquilo que resultou de um crime. Por isso, ouve-me a mim e a muitos outros que votam "não" dizerem: “nós somos a favor desta lei".

OIÇA COMO NÓS RESPIRAMOS, PROF. DAS NEVES

Fale por si, prof. das Neves. Eu sou a favor da lei de 1984 porque, entre outras coisas "naturais", permite que uma mulher violada possa obviamente pôr termo àquilo que resultou de um crime. Por isso, ouve-me a mim e a muitos outros que votam "não" dizerem: “nós somos a favor desta lei".

UMA VERDADE INCONVENIENTE - 2


Para além de Pinho, na China, outro especialista nacional em chinesices, Vitalino Canas - que nunca mais deixa de ser o inspirado porta-voz do PS -, veio temperar as declarações do azarado ministro com uma pérola da sua autoria. Canas é mais um daqueles intermináveis produtos políticos que passaram por Macau no tempo das vacas gordas e que inundam o partido maioritário. De acordo com Canas, o que Pinho disse - "Portugal é um país competitivo em termos de custos salariais (...) os custos salariais são mais baixos do que a média dos países da União Europeia e a pressão para a sua subida é muito menor do que nos países do alargamento (...) "Portugal é um país em que há segurança e estabilidade política, características que não se registam em outros países europeus" e que uma avenida qualquer de Pequim lhe fez lembrar "para melhor - porque é mais bonita - a Madison Avenue de Nova Iorque" - não constitui "um problema grave". Pinho tem, de facto, todo o direito a ser infantil e, como as crianças, cruel e irresponsável mesmo com o sorriso mais patético do mundo. Até pode, no limite, ser ridículo - o detalhe possidónio nova-iorquino - mas inteiramente à sua conta. Acontece que ele criou um problema, e grave, ao seu primeiro-ministro que um mandarim como Canas tentou disfarçar com outro disparate. Aliás, Pinho é um problema e Canas, ao apoiá-lo na sua vertigem serventuária, não fez melhor figura. Mediaticamente, a viagem de Sócrates terminou ontem à boa maneira portuguesa (com uma trapalhada trágico-cómica), graças à incontinência verbal de um ministro inconsciente. Se isto não é um problema grave, dr. Canas, então não sei o que é um problema grave.

UMA VERDADE INCONVENIENTE - 2


Para além de Pinho, na China, outro especialista nacional em chinesices, Vitalino Canas - que nunca mais deixa de ser o inspirado porta-voz do PS -, veio temperar as declarações do azarado ministro com uma pérola da sua autoria. Canas é mais um daqueles intermináveis produtos políticos que passaram por Macau no tempo das vacas gordas e que inundam o partido maioritário. De acordo com Canas, o que Pinho disse - "Portugal é um país competitivo em termos de custos salariais (...) os custos salariais são mais baixos do que a média dos países da União Europeia e a pressão para a sua subida é muito menor do que nos países do alargamento (...) "Portugal é um país em que há segurança e estabilidade política, características que não se registam em outros países europeus" e que uma avenida qualquer de Pequim lhe fez lembrar "para melhor - porque é mais bonita - a Madison Avenue de Nova Iorque" - não constitui "um problema grave". Pinho tem, de facto, todo o direito a ser infantil e, como as crianças, cruel e irresponsável mesmo com o sorriso mais patético do mundo. Até pode, no limite, ser ridículo - o detalhe possidónio nova-iorquino - mas inteiramente à sua conta. Acontece que ele criou um problema, e grave, ao seu primeiro-ministro que um mandarim como Canas tentou disfarçar com outro disparate. Aliás, Pinho é um problema e Canas, ao apoiá-lo na sua vertigem serventuária, não fez melhor figura. Mediaticamente, a viagem de Sócrates terminou ontem à boa maneira portuguesa (com uma trapalhada trágico-cómica), graças à incontinência verbal de um ministro inconsciente. Se isto não é um problema grave, dr. Canas, então não sei o que é um problema grave.