
Alertado por sms pelo João, percebi que está - ou esteve - em curso na blogosfera uma polémica tipicamente redonda. Tudo começou por causa de uma ex-deputada e ex-uma data de coisas, de seu nome Patrícia Lança. A dita Patrícia, com a veneranda idade de 82 anos, lançou-se literalmente a alguns temas a que o correcto apelida de fracturantes. Ela escreveu uma coisa, uns e outros responderam com outras tantas e assim por diante. Sexo anal? Com certeza. Desde tempos imemoriais - e, nestas matérias, tanto gregos e latinos como cristãos - que a sodomia, praticada indistintamente entre soi-disant same sexers ou soi-disant heterossexuais, existe. Não é pelo facto de a religião a proibir que ela não anda por aí. Anda. Aliás, conheço umas moças muito badaladas no pobre socialite português que, para se aliviarem do marido do momento, não pretendem outra coisa já que os "à frentes" são pseudo- sagrados, abortos incluídos. É esta também a "teoria" seguida por raparigas das melhores e das piores famílias, antes do casamento. Preservem-se os "à frentes" e seja o que Deus quiser com "os atrases" e com a boquinha. Qualquer meu conhecido em idade adequada pode comprová-lo perfeitamente. Farto-me de citar esta, mas lá vai mais do mesmo. "Não te metas na vida alheia se não quiseres lá ficar", termina assim o "Nome de Guerra" do Almada Negreiros. Eu, nestas coisas dos "à frentes e dos atrases", recomendo sempre Suetónio. Com os seus "Doze Césares", o historiador esclareceu definitivamente a duplicidade na sexualidade humana sem ser preciso esperar pelo idiota relatório Kinsey. Não quer dizer que, ao longo de uma vida inteira, ela se manifeste. Pelos vistos não se manifestou em Patrícia Lança. Tal como não se manifestou nem decerto se manifestará em muito boa gente. Para mim, que sou praticamente um reaccionário, não existe uma "normatividade" sexual, salvo a que decorre da previsão da lei penal. Entre "consenting adults", todos os "à frentes" e todos "os atrases" são sempre bem vindos. E quem nunca apanhou uma camada de "chatos" que atire a primeira pedra.






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