O comércio decretou que hoje era o "dia do pai". As famílias, sempre obdientes ao credo das montras, arrantam-se para as lojas e para os restaurantes. Os mais velhinhos, remetidos oportunamente para lares sombrios, têm o seu pequeno momento de glória durante umas horas. Vão ser passeados e alimentados de forma diferente, pelo menos ao almoço. Ao final do dia regressam e ficam de novo entregues à sua solidão e à memória, para aqueles que ainda a possuem. A fraternidade merceeira nunca me atraiu. Esta coisa dos "dias" deste ou daquele é uma frivolidade aceite pela pequena burguesia de espírito para poder dormir descansada e para as criancinhas se entreterem. O sentimento não se paga com relógios, gravatas, perfumes ou flores. Está lá ou nunca esteve. Todos os dias.
... realmente ... nem sei como dizer ... mas, mais uma vez estou “totalmente” de acordo com o que escreve ... com o “ conteúdo da missiva” ... e, termina “O sentimento está lá ou nunca esteve. Todos os dias.” ... é mais um “magnífico texto” ... obrigada
3 comentários:
Pai Nosso Que Estais No Céu...
... realmente
... nem sei como dizer
... mas, mais uma vez estou “totalmente” de acordo com o que escreve
... com o “ conteúdo da missiva”
... e, termina “O sentimento está lá ou nunca esteve. Todos os dias.”
... é mais um “magnífico texto”
... obrigada
Para quem nunca recebeu um daqueles cinzeiros feitos em barro com molde na mão do petiz não está mal...
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