17.5.08

DOIS IRREALISTAS


Há demasiado ressentimento nesta entrevista. Não se pode construir nada sobre o ressentimento. Há, sobretudo - e isso é o pior porque dá o "tom" da candidatura - um "tom" de vingança póstuma que costuma ser fatal. Em registos diferentes, Sócrates e ele estão muito próximos. São dois irrealistas.

6 comentários:

Anónimo disse...

O verdadeiro Sósia de Sócrates é o Plástico Passos Coelho.São ambos candidatos do lobby da corrupção.O Santana é um homem abandonado pelo partido dos interesses mas suficientemente popular no PSD para dividir o bloco Menezista.É esse o grande mérito da sua candidatura.

Anónimo disse...

pensei que a sede era num local on pudesse matar a sede: num cabaré, por exemplo. são dois neflibatas que vivem de sonhos. sócrates cive no oásis só dele onde eu vejo camelos e burros
PQP

Francisco disse...

Sr. J.G.:

Deixou-se influenciar pela mensagem subliminar dos punhos cerrados?...

Não me parece que a vingança seja um traço de carácter de PSL...

Pelo menos nada comparado ao Sr. Pinto de Sousa que ainda agora enfiou 30 jornalistas num Helicóptero por terem dado a notícia do cigarro. Ainda por cima teve de fazer mais uma promessa que não vai conseguir cumprir - Deixar de fumar...

Anónimo disse...

Porta-se sempre como um pobre diabo. Só falta mesmo pedir desculpas por existir. Um ser permanentemente em queda. Enfim, possivelmente é ainda Passos Coelho que vence, como aliás o João Gonçalves já brilhantemente anteviu.

Anónimo disse...

Estará o Pedrito Santana Lopes "próximo" de Sócrates ? Está sim senhor apesar de á primeira vista não parecer. Mas a questão é também, saber se Manuela Ferreira Leite, Patinha ou Passos Coelho estão mais longe. E o busilis é que não estão nada mais longe. E se não estão mais longe, isto na prática significa que por cada vêz que Sócrates diz mata, em se apanhando no poleiro, cada um deles gritaria, esfola. E é isto que o PSD, ou porque não tem ou não sabe, parece não vêr: Podem ganhar o partido, e pela parte que me toca, bom proveito lhes faça. Mas ganhar a Sócrates vou ali e já volto.

paulo disse...

É verdade que há demasiados ressentimentos, mas a questão que se deve colocar é se são legítimos ou não. Hoje é muito claro para quem é militante quem agitava a incubadora no tempo da governação de Santana Lopes. Quem lhe armadilhou o caminho, quem se foi embora mas antes negociou com Sampaio a ida de Santana Lopes para o Governo, impondo a este as mesmas políticas nas pastas chave, os mesmos protagonistas, que como hoje é claro, nunca o apoiaram (fizeram o jeito ao amigo durão). Para os de fraca memória o PSD tinha tido em eleições um resultado desastroso e Manuela Ferreira Leite estava para sair do Governo por ser considerada a responsável pelos maus resultados. Era inevitável uma remodelação no Governo. Durão saiu por uma questão de oportunidade, mas também porque a sua política não tinha drenado o pantano. Fugiu como tinha feito anteriormente aquando do tabu de Cavaco. Só que desta vez, deixou um campo armadilhado dentro do partido, cheio de toupeiras que vivendo dentro do território (governo) iam fazendo o trabalho do dono da moeda(da boa e da má) e de todos aqueles que congresso atrás de congresso (muitas vezes sem coragem para aparecer) tudo fizeram para que Santana Lopes, Menezes e outros não tivessem representatividade nestes como sempre tiveram junto dos militantes de base. Porque quem foi militante como o senhor, ou ainda o é como eu, sabe que a maioria dos congressos eram controlados pelo aparelho, mas que este ao contrário do que nos têm feito fazer querer não é composto pelas bases, mas sim pelos presidentes das concelhias e (em muitos casos o mesmo) das Câmaras Municipais. Não me lembro de ter ido a nenhuma eleição para membros do congresso, que não fosse apresentada no seu início uma candidatura sobrescrita pela comissão política em que o primeiro preponente não fosse o presidente da Câmara!
As eleições directas foram a maior conquista do partido, pois assim o "sistema" tem muito mais dificuldades em influenciar as votações. Pelo meu discurso é visível que apoio Santana Lopes, embora tivesse preferido outro candidato mais jovem e menos comprometido com a geração de políticos que nos têm governado e têm acumulado privilégios, mas também militei na jsd muitos anos e sei o que são os jotas estilo Passos Coelho. Muitos que o apoiam hoje e têm mais ou menos a minha idade, diferem pouco dos antigos políticos. Muitos na faixa dos 40 anos já têm a sua reforma garantida no parlamento ou nas autarquias e desde que alcançaram a maioridade nada mais fizeram do que viver da política.