5.9.06

TARTARUGAS


Este post do "professor" Carlos Leone (a metódica erradicação do Esplanar do João Pedro George prossegue a bom ritmo) é bem o exemplo da miséria que grassa nos chamados e pequeninos "meios intelectuais portugueses". Por acaso, entre imperiais, e enquanto lia o precioso livrinho da Montero, deparou-se-me esta reflexão de Truman Capote sobre a "celebridade" e a "fama": "Gostaria que alguém escrevesse o que significa realmente ser uma celebridade (...); serve apenas para que, numa aldeia, aceitem um cheque passado por nós. Os famosos transformam-se às vezes em tartatugas de barriga para cima. Toda a gente acossa a tartaruga: os meios de comunicação, pretensos amantes, toda a gente, e ela não consegue defender-se. Implica um enorme esforço dar a volta ao seu ser". A Capote, como ele escreveu no prefácio a Música para Camaleões, Deus deu-lhe simultaneamente o dom e o chicote. Aos nossos escribas, a quase todos, nem uma coisa, nem a outra. E muito menos a fama ou a celebridade. São meras pequenas "tartarugas de barriga para cima", incapazes de "dar a volta ao seu ser".

3 comentários:

Anónimo disse...

O que o João quer dizer, assim no meu sem estilo curto e seco, é que a Carlos Leone lhe assenta que nem luva a citação de Capote? Se é o que me pareceu, se me pareceu bem, está muito bem visto. Porque tem graça, depois de lida a prosa de Leone, a profusão de citações em causa própria muito própria (eu avisei que isto da escrita comigo é custosa, sai-me sempre do couro e cara. Eu li assim o Professor Leone que escrevendo, em meu entender alabregado, como um académico já com idade para ter juízo, é afinal um jovem a quem se devem desculpar estas frescuras. Espere! Que digo eu? Desculpar uma gaita. Se bem o li, caro João, afinfe-lhes, sem dó mas com alguma piedade. Obrigado pela sua atenção.

Anónimo disse...

Leone esplanou-se ao comprido. Ficamos a saber que se leva muito a sério e priva com a actual governanta da casa Pessoa.
Volta George que temos saudades.


Platão

Anónimo disse...

Toda a razão ao Platão. Volte depressa George. Que saudades da sua escrita.

Hippias