9.9.05

SONDAGENS E PRESIDENTES

Sem "embandeiramentos em arco" nem "whisful thinking", parece-me que a leitura mais serena e realista das sondagens recentes sobre eleições presidenciais, está aqui e aqui. Ao contrário de Pedro Magalhães, não considero "perturbadora" a circunstância de os portugueses acharem que o presidente "deve ter mais poderes" e deve "ajudar a resolver os problemas do país". Após uns míseros seis meses de governação com maioria absoluta, a seguir ao desvario "santanista", a "confiança", de facto, devia ser outra. Mas as coisas são o que são e os homens valem o que valem. Este aparente fenómeno de "transferência" da "esperança" para "o senhor que se segue" (Sócrates, primeiro, o PR, em 2006) é revelador do que vai na "alma" do país. Sampaio, depois disto, ficará na história como um mero "interregno" esquecível. A candidatura de Soares, aliás, faz o favor de lhe recordar isso todos os dias.

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