Olha, Fátima, para não ser só Wagner ou Verdi, também pára aqui - por breves instantes - a traulitada para deixar cantar a música do Rodrigo Leão, rapaz do meu (nosso) tempo, da "Sétima Legião". E não é que gosto do gajo? E da voz da gaja? E do "tango"? É como tu dizes: «Herança helénica que não te pesa, é cultural, olé, não te faz mal. Agora, desanda sozinha, isso, devagar, desenrola-te, para cá, para lá. Olha de frente, olha então e o que vês? As pessoas todas que passarem por ti e ainda mais. Não há nada que se te compare. Não és igual a ninguém nem o contrário é verdadeiro. Obra de arte que é obra de arte será sempre, mas sempre assunto de elite e governada pela doce, cruel tirania da aparência. Vive com o que tens de teu, com o que Deus te deu e deixa para a política o que moralmente é da política.»